{"id":39934,"date":"2025-09-22T10:00:11","date_gmt":"2025-09-22T16:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=39934"},"modified":"2025-09-19T15:00:04","modified_gmt":"2025-09-19T21:00:04","slug":"navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/","title":{"rendered":"Um tour audiovisual da etnografia das culturas musicais em Oaxaca (ECMO)"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Sum\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">O artigo fornece uma descri\u00e7\u00e3o do projeto <span class=\"small-caps\">ecmo<\/span> e uma viagem audiovisual por seu arquivo, enfatizando a diversidade musical do estado de Oaxaca, seus g\u00eaneros, repert\u00f3rios e dotes instrumentais, bem como seus usos, contextos, ocasi\u00f5es musicais, condi\u00e7\u00f5es de pr\u00e1tica musical e agentes envolvidos em sua produ\u00e7\u00e3o e consumo. O objetivo desta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 convidar o p\u00fablico a consultar essa cole\u00e7\u00e3o on-line na biblioteca de m\u00eddia da fonoteca nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/archivos-audiovisuales\/\" rel=\"tag\">arquivos audiovisuais<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/etnomusicologia\/\" rel=\"tag\">etnomusicologia<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/musica\/\" rel=\"tag\">m\u00fasica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-title en-text\"><span class=\"small-caps\">uma jornada audiovisual pela etnografia das culturas musicais em oaxaca (ecmo)<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-text abstract\">Este artigo fornece uma descri\u00e7\u00e3o do <span class=\"small-caps\">ecmo<\/span> O projeto de m\u00fasica de Oaxaca e uma jornada audiovisual por seu arquivo. Ele enfatiza a diversidade musical do estado de Oaxaca, incluindo seus g\u00eaneros, repert\u00f3rios, conjuntos instrumentais, bem como os usos, os contextos, as ocasi\u00f5es de apresenta\u00e7\u00e3o musical, as condi\u00e7\u00f5es da pr\u00e1tica musical e os agentes envolvidos na produ\u00e7\u00e3o e no consumo de m\u00fasica. O objetivo \u00e9 incentivar o p\u00fablico a acessar a biblioteca de m\u00eddia on-line da Fonoteca Nacional do M\u00e9xico (Arquivo Sonoro Nacional).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-text abstract\">Palavras-chave: m\u00fasica, arquivos audiovisuais, etnomusicologia, Oaxaca.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">A etnografia das culturas musicais em Oaxaca (<span class=\"small-caps\">ecmo<\/span>)<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> \u00e9 um projeto colaborativo de etnografia musical, ou seja, uma descri\u00e7\u00e3o da m\u00fasica e sobre a m\u00fasica com base em trabalho de campo no qual foram realizadas entrevistas em profundidade com agentes musicais (todos os atores envolvidos de uma forma ou de outra na comunica\u00e7\u00e3o musical e em sua produ\u00e7\u00e3o e consumo), foram gravados produtos musicais, entre esses bens foi registrada uma grande diversidade de m\u00fasicas em seus contextos locais, e foram analisados os processos por meio dos quais as m\u00fasicas ouvidas atualmente e aquelas que deixaram uma marca no imagin\u00e1rio musical dos povos do estado de Oaxaca foram analisadas. Ao mesmo tempo, trata-se de um projeto de antropologia aplicada, pois esse esfor\u00e7o cient\u00edfico teve o objetivo de influenciar os planos do setor cultural de Oaxaca no campo da m\u00fasica. Apesar do reconhecimento popular e legislativo da diversidade cultural no estado,<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a> O problema que identificamos foi a aus\u00eancia de um conjunto sistem\u00e1tico de conhecimentos sobre a m\u00fasica existente para orientar estrat\u00e9gias e a\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O di\u00e1logo entre texto e testemunho audiovisual neste artigo tem como objetivo refletir sobre alguns dos desafios da pesquisa musicol\u00f3gica em que 27 pesquisadores est\u00e3o envolvidos.<a class=\"anota\" id=\"anota3\" data-footnote=\"3\">3<\/a> O projeto foi ambicioso em seu escopo e se prop\u00f4s a retratar a diversidade musical do estado de Oaxaca em um determinado momento de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os workshops iniciais para a cria\u00e7\u00e3o de um guia tem\u00e1tico e metodol\u00f3gico se beneficiaram da experi\u00eancia de campo dos pesquisadores, permitindo que eles se aprofundassem em v\u00e1rios debates te\u00f3ricos cl\u00e1ssicos em etnomusicologia para abordar a influ\u00eancia da sociedade na m\u00fasica e da m\u00fasica na sociedade, para entender a m\u00fasica como um sistema simb\u00f3lico de comunica\u00e7\u00e3o poderosamente afetivo (Attali, 2011; Bauman, 1992; Blacking, 1974; Feld, 1990; Lutz e Abu-Lughod, 1990; Meyer, 1956; Middleton, 1990; Schafer, 1994), al\u00e9m de projetar uma metodologia qualitativa que destacasse temas e crit\u00e9rios para a poss\u00edvel identifica\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o da diversidade musical.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolvemos um guia tem\u00e1tico para o trabalho de campo que enfatizou os processos de produ\u00e7\u00e3o-consumo musical, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s ocasi\u00f5es musicais e de dan\u00e7a, \u00e0 performatividade, \u00e0s suas qualidades comunicativas como sistemas simb\u00f3licos, \u00e0 sua efic\u00e1cia emocional e afetiva, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es dos atores e institui\u00e7\u00f5es envolvidos nesses processos e aos recursos, m\u00eddia e produtos musicais. Os t\u00f3picos abrangeram uma ampla gama de repert\u00f3rios, g\u00eaneros, estilos, formas musicais, dotes instrumentais, conceitos musicais em idiomas nativos, rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e religiosas, vis\u00f5es de mundo e conceitos que envolvem a m\u00fasica e a dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Teoria e m\u00e9todo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Metodologicamente, decidimos partir de um crit\u00e9rio etnolingu\u00edstico (Barabas e Bartolom\u00e9, 1999) para determinar as \u00e1reas geogr\u00e1ficas de trabalho e transcender a ideia convencional das oito regi\u00f5es geogr\u00e1fico-culturais usadas pelos governos estaduais para se referir \u00e0s diferentes culturas nativas de Oaxaca. Dessa forma, cada pesquisador cobriu uma \u00e1rea correspondente aos seguintes grupos etnolingu\u00edsticos: Afro-mexicanos, Amuzgos, Chatinos, Chinantecos, Chontales, Cuicatecos, Ikoots (Huaves), Ixcatecos, Mazatecos, Mixtecos, Ayuuk (Mixes), Nahuas, Triquis, Tzotziles, Zapotecos, Zoques e inclu\u00edmos a cidade de Oaxaca como um exemplo de din\u00e2mica urbana e as comunidades oaxaquenhas em Los Angeles, Fresno e Madera na Calif\u00f3rnia, Estados Unidos, que estavam aparecendo como importantes comunidades migrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Vinte e dois relat\u00f3rios etnogr\u00e1ficos e um diagn\u00f3stico geral das culturas musicais em Oaxaca (Navarrete, 2013 A) foram produzidos e apresentados \u00e0 Secretar\u00eda de las Culturas y Artes de Oaxaca para abordar os problemas da m\u00fasica com base em cinco eixos para a salvaguarda do patrim\u00f4nio cultural tang\u00edvel e intang\u00edvel (Ley de desarrollo cultural para el estado de Oaxaca, 2010). Para os fins deste artigo, os resultados do projeto incluem a produ\u00e7\u00e3o de uma cole\u00e7\u00e3o de 10.556 arquivos t\u00e9cnicos e registros de \u00e1udio, m\u00fasica, entrevistas, paisagem sonora, fotografia e v\u00eddeo,<a class=\"anota\" id=\"anota4\" data-footnote=\"4\">4<\/a> que constituem um banco de dados fundamental para uma compreens\u00e3o sistem\u00e1tica da diversidade de pr\u00e1ticas sociais em torno da m\u00fasica, cujos exemplos s\u00e3o oferecidos neste artigo em di\u00e1logo com as descri\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es no texto. A amostra inclui fontes identificadas de videoclipes, paisagens sonoras e, em alguns casos, uma edi\u00e7\u00e3o de fotos com \u00e1udios de m\u00fasica e sequ\u00eancias de videoclipes.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o crit\u00e9rio etnolingu\u00edstico tenha sido inicialmente \u00fatil do ponto de vista operacional, ficou evidente, a partir da experi\u00eancia de campo, que as m\u00fasicas transcendiam esse crit\u00e9rio. Os g\u00eaneros musicais e seus repert\u00f3rios ultrapassaram as fronteiras \u00e9tnicas e as regi\u00f5es geogr\u00e1ficas e sugeriram a exist\u00eancia de pr\u00e1ticas musicais compartilhadas em \u00e1reas com popula\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas diferenciadas e din\u00e2micas inter\u00e9tnicas hist\u00f3ricas complexas. Est\u00e1vamos cientes de que a difus\u00e3o e a transforma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica s\u00e3o influenciadas por v\u00e1rios fatores hist\u00f3ricos, econ\u00f4micos, ideol\u00f3gicos e pol\u00edticos em uma matriz cultural que tem uma de suas \u00e2ncoras no idioma, mas n\u00e3o \u00e9 exclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas discuss\u00f5es do workshop antes de sair a campo e ao compartilhar as experi\u00eancias profissionais dos participantes, nos baseamos na teoria etnomusicol\u00f3gica e refletimos sobre a m\u00fasica como som humanamente organizado (Blacking, 1974); adotamos o modelo de Alan Merriam (1964) de tr\u00eas n\u00edveis de an\u00e1lise da m\u00fasica, a conceitua\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, o comportamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica e o pr\u00f3prio som musical como produto do comportamento que o produz. Anthony Seeger pergunta: o que \u00e9 m\u00fasica em uma determinada cultura, e ele afirma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">[...] \u00e9 a capacidade de formular sequ\u00eancias de sons aceitas pelos membros de um determinado grupo [...] M\u00fasica \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o e o uso de instrumentos que produzem sons. \u00c9 o uso do corpo para produzir e acompanhar sons [...] \u00e9 a emo\u00e7\u00e3o que acompanha a produ\u00e7\u00e3o, a aprecia\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o na performance. M\u00fasica \u00e9 som, mas tamb\u00e9m \u00e9 inten\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o; \u00e9 emo\u00e7\u00e3o e valor, al\u00e9m de estrutura e forma. A m\u00fasica \u00e9 composta, estudada, executada e recebida por membros de sociedades [...] A m\u00fasica \u00e9, portanto, um sistema de comunica\u00e7\u00e3o que abrange sons estruturados e produzidos por membros de uma comunidade quando se comunicam (Reynoso, 2012: 8; Seeger, 1991: 343-6).<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00eanfase em <em>desempenho<\/em> O fato de a m\u00fasica ser um evento comunicativo em que atuam instrumentos, forma e estrutura musical, express\u00e3o corporal, emo\u00e7\u00f5es entre int\u00e9rpretes e p\u00fablico, entendido como uma \"linguagem afetiva\", levou-nos ao desafio de considerar as maneiras pelas quais cada cultura se manifesta musicalmente. Ao mesmo tempo, est\u00e1vamos interessados em registrar recursos, produtos, identificar atores e processos da m\u00fasica e aprender sobre a diversidade musical e a din\u00e2mica da produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o material e simb\u00f3lica da e sobre a m\u00fasica. Essa dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da m\u00fasica nos levou a conceber a pr\u00e1tica musical como um \"fato social total\" (Mauss, 1971), como um \"...fato social\" (Mauss, 1971), como um \"...fato social...\".<em>desempenho<\/em> cultural\" em que uma ocasi\u00e3o musical (Herndon e Mc Leod, 1990) encapsula a totalidade de uma cultura no ato de constante interpreta\u00e7\u00e3o e reinterpreta\u00e7\u00e3o (Singer, 1958: 347-388; Bauman, 1992: 41-49; Basso Ellen, 1981: 271-291). Nesse sentido, Gonzalo Camacho define uma cultura musical como<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">[...] o conjunto de fatos musicais em contextos e processos socialmente estruturados, historicamente transmitidos e apropriados por grupos de indiv\u00edduos, constituindo um dispositivo de identidade. Os fatos musicais s\u00e3o formas simb\u00f3licas configuradas em sistemas de rela\u00e7\u00f5es que ajudam a construir, ressignificar e organizar o sentido de uma determinada comunidade. As diferentes culturas musicais s\u00e3o express\u00f5es da sensibilidade, da riqueza e da criatividade da condi\u00e7\u00e3o humana. Nesse sentido, n\u00e3o existem culturas musicais superiores ou inferiores, apenas diversas (Gonzalo Camacho, 2009: 26).<\/p>\n\n\n\n<p>A riqueza de nossas reflex\u00f5es nos aproximou sistematicamente do objeto de estudo, mas, ao mesmo tempo, nossos objetivos e tarefas se tornaram mais complexos e elusivos. A diversidade tem\u00e1tica que surgiu nas mesas de trabalho durante os workshops era muito ampla e complexa para os prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos de uma pesquisa que orientaria pol\u00edticas p\u00fablicas para a promo\u00e7\u00e3o da m\u00fasica e o reconhecimento sistem\u00e1tico de sua diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essas considera\u00e7\u00f5es e uma vez conclu\u00edda a fase de campo etnogr\u00e1fico, propusemo-nos o desafio de descobrir se a m\u00fasica registrada nas etnografias dos grupos etnolingu\u00edsticos tinha elementos em comum que nos permitissem reagrupar essas express\u00f5es em \u00e1reas culturais musicalmente identific\u00e1veis. Imaginamos uma cartografia de \u00e1reas culturais sob crit\u00e9rios etnomusicais (musicais e extramusicais) com o objetivo de gerar um mapa de culturas musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecendo a natureza pol\u00edtica da intera\u00e7\u00e3o social, pensamos na din\u00e2mica do poder em torno da produ\u00e7\u00e3o musical; aplicamos a concep\u00e7\u00e3o gramsciana de hegemonia e subalternidade (Roux, 2020); Assim, optamos por utilizar como crit\u00e9rio principal de uma cultura musical o(s) g\u00eanero(s) musical(is) dominante(s) em articula\u00e7\u00e3o com outros g\u00eaneros musicais que desempenham um papel subordinado, e em cuja din\u00e2mica a hegemonia de um g\u00eanero sobre outros g\u00eaneros \u00e9 exercida nos repert\u00f3rios dos grupos musicais, nas pr\u00e1ticas sociais da m\u00fasica, na demanda do p\u00fablico, bem como no seu valor afetivo e identit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00e1reas em que essa din\u00e2mica entre os g\u00eaneros n\u00e3o era evidente em nossas fontes, optamos por definir a cultura musical por seus recursos instrumentais dominantes, deixando em aberto a possibilidade de explor\u00e1-los mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Definimos a exist\u00eancia de cinco culturas musicais no estado de Oaxaca e em partes dos estados vizinhos: a cultura musical da chilena, a cultura musical do son istme\u00f1o, a cultura musical dos sones e jarabes, a cultura musical da harpa, jarana e marimba e a cultura musical da orquestra. Essa \u00faltima tem um car\u00e1ter mais hist\u00f3rico, pois sugere a presen\u00e7a importante da orquestra t\u00edpica no norte do estado at\u00e9 um per\u00edodo recente.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical do Chile<a class=\"anota\" id=\"anota5\" data-footnote=\"5\">5<\/a> inclui os territ\u00f3rios de Mixteca, alto, baixo e litoral, os territ\u00f3rios Triqui, Amuzgo, Chatino e Zapotec da Serra Sul, bem como a costa afro-mexicana, que inclui grande parte da costa de Guerrero at\u00e9 o territ\u00f3rio Chontal no sul, perto de Salina Cruz (v\u00eddeo 1): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/0eje5cNIG-w\">https:\/\/youtu.be\/0eje5cNIG-w<\/a> v\u00eddeo 2: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/W79_dooSVYU\">https:\/\/youtu.be\/W79_dooSVYU<\/a> v\u00eddeo 3: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/MeU0cgT-RRc\">https:\/\/youtu.be\/MeU0cgT-RRc<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"v\u00eddeo 1-ECC040004V-ECMO:Cultura musical da chilena. Mixteca-San Miguel Panixtlahuaca.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0eje5cNIG-w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 2-RLP170038V-ECMO: Cultura musical chilena. El Jicaral, Coycoyan das flores\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/W79_dooSVYU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 3-RLP180027V-ECMO: CULTURA MUSICAL DE LA CHILENA. SAN ANDR\u00c9S HUAXPALTEPEC, JAMILTEPEC\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MeU0cgT-RRc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>De uma perspectiva estritamente musical, o g\u00eanero chilena \u00e9 caracterizado por seus ritmos dac\u00edlicos com \u00eanfase din\u00e2mica, exemplificados em termos estritamente musicais como um compasso de 6\/8 ou 12\/8. H\u00e1 tamb\u00e9m ritmos sesqui\u00e1lteros que combinam os p\u00e9s r\u00edtmicos em uma propor\u00e7\u00e3o de 2:3, e essa presen\u00e7a \u00e9 acentuada na zona costeira. Essa caracter\u00edstica r\u00edtmica \u00e9 comum no filho mexicano, tanto na melodia quanto na harmonia. A chilena pode ou n\u00e3o ser cantada. No litoral, as composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o cantadas em d\u00edsticos de quatro linhas consonantais octossil\u00e1bicas nas linhas pares, e os temas s\u00e3o direcionados \u00e0 mulher ou \u00e0 paisagem do terroir.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os compositores emblem\u00e1ticos, podemos mencionar Leonides Rojas (Metlat\u00f3noc Guerrero), Mateo Reyes (San Mart\u00edn Peras), \u00c1lvaro Carrillo (Cacahuatepec, Oaxaca), Higinio Pel\u00e1ez Ramos (Cacahuatepec, Oaxaca); no entanto, o repert\u00f3rio da tradi\u00e7\u00e3o oral \u00e9 muito mais amplo e presente do que o de autores identificados. Os principais grupos e dota\u00e7\u00f5es s\u00e3o a orquestra, concebida como uma combina\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias instrumentais de idiofones, membranofones, aerofones e cordofones; conjuntos de cordas, que incluem violino, jarana mixteca, bajo quinto, banjo, guitarras sextas, requinto, contrabaixo, bandolim e salt\u00e9rio, bem como pequenas bandas de sopro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas terras altas do sul, os grupos de cordas, formados por violinos, viol\u00f5es, cantaro e caj\u00f3n, est\u00e3o presentes em Sola de Vega, com grupos como \"Alma Solteca\", Miahuatl\u00e1n, com o grupo de cordas \"El Maizal\" da fam\u00edlia L\u00f3pez Vera, e at\u00e9 a \u00e1rea costeira de Juquila, com os Chatinos em Panixtlahuaca, como o grupo de cordas \"Serpiente de Siete Cabezas\" (Serpente de Sete Cabe\u00e7as). Muito presentes est\u00e3o os grupos de bandas chilenas com \u00eanfase na se\u00e7\u00e3o de saxofone, como a banda \"Villa de Sola\".<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical da chilena tamb\u00e9m tem v\u00e1rios antecedentes hist\u00f3ricos, como o do com\u00e9rcio de instrumentos em Coicoy\u00e1n de las Flores, Oaxaca. Esse era um modelo comercial de constru\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de instrumentos por meio dos circuitos de celebra\u00e7\u00e3o da Quaresma entre os distritos mencionados, dos quais participam os grupos \u00e9tnicos que comp\u00f5em essa cultura musical (Stanford, 1984: 40). Uma din\u00e2mica semelhante existia em Miahuatl\u00e1n com seus fabricantes de ala\u00fade. Hoje, alguns desses circuitos hist\u00f3ricos de com\u00e9rcio ainda s\u00e3o usados para a m\u00fasica; atualmente, s\u00e3o os canais de venda de m\u00fasica gravada por \"tecladistas\" mixtecos, triqu\u00edes, amuzgos, mesti\u00e7os e afromesti\u00e7os que fazem chilena com teclados eletr\u00f4nicos, al\u00e9m do com\u00e9rcio de m\u00fasica gravada e com a facilidade de transporte por novas estradas e servi\u00e7os de passageiros. O consumo de m\u00fasica \u00e9 um movimento din\u00e2mico nessa zona e se estende por todas as zonas naturais, montanha, costa e plan\u00edcie, o que demonstra a inteligibilidade da m\u00fasica em diferentes n\u00edveis ecol\u00f3gicos e entre diferentes grupos \u00e9tnicos, que consomem a m\u00fasica de outros povos nativos.<\/p>\n\n\n\n<p>No litoral, a chilena se alterna com o son, \u00e9 dan\u00e7ada em casais e o homem dan\u00e7a com for\u00e7a. Peteneras e malague\u00f1as, cumbia, merequetengue e corrido s\u00e3o g\u00eaneros subalternos, e as orquestras ou grupos musicais devem inclu\u00ed-los em seus repert\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical do Son istme\u00f1o abrange todo o Istmo de Tehuantepec, desde a costa de Chontal e o porto de Salina Cruz, o territ\u00f3rio Zapotec, Huave, Mixe Bajo e Zoque at\u00e9 o porto de Coatzacoalcos em Veracruz (v\u00eddeo 4): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/GSsoSvWoqVw\">https:\/\/youtu.be\/GSsoSvWoqVw<\/a> v\u00eddeo 5: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/6SJIfjO6n28\">https:\/\/youtu.be\/6SJIfjO6n28<\/a> v\u00eddeo 6: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/leKjSh9Mk5E\">https:\/\/youtu.be\/leKjSh9Mk5E<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"v\u00eddeo 4-VRS220005V-ECMO:cultura musical del son istme\u00f1o- Juchit\u00e1n de Zaragoza.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GSsoSvWoqVw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 5-VRS220027V-ECMO: CULTURA MUSICAL DO FILHO ISTME\u00d1O. Juchit\u00e1n de Zaragoza\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6SJIfjO6n28?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"v\u00eddeo 6-VRS220050V-ECMO: cultura musical do Istme\u00f1o son-Juchit\u00e1n de Zaragoza.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/leKjSh9Mk5E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O g\u00eanero dominante compartilhado entre as localidades, bem como entre os grupos \u00e9tnicos que comp\u00f5em essa cultura musical, \u00e9 a categoria musical nativa chamada son istme\u00f1o. Esse g\u00eanero \u00e9 amplamente cultivado pelos agentes musicais que coabitam o Istmo de Tehuantepec; o son istme\u00f1o \u00e9 uma caracter\u00edstica importante da identidade, dos processos de resist\u00eancia e at\u00e9 mesmo das \"coloniza\u00e7\u00f5es musicais\" que foram detectadas entre as popula\u00e7\u00f5es mixe da Baja, onde se fala da \"zapoteciza\u00e7\u00e3o\" da m\u00fasica. Son istme\u00f1o \u00e9 a m\u00fasica com maior presen\u00e7a na \u00e1rea, \u00e9 compartilhada e intelig\u00edvel por meio de seu consumo, economia e movimento interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conjuntos musicais dominantes que executam o son istme\u00f1o s\u00e3o a banda de sopro, o <em>Pitu nisiaaba<\/em> (flauta, concha de tartaruga e m\u00fasica de tambor), a marimba e a orquestra de marimba e, em formatos de cordas, os trios e trovadores, que reproduzem a identidade do filho por meio de seu canto em zapoteco.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as bandas mais representativas da regi\u00e3o est\u00e3o: \"Regional\" de Carlos Robles, \"Princesa Donaxhii\", \"Bele Xhiaa\" de Don Pepe Morales, \"Cheguigo\" de Vicente Guerra, \"Ada\". As orquestras de marimba: \"Hermanos Angulo\", \"Orquesta Lira San Vicente\", \"El G\u00fcero Me\u00f1o\", \"Roy Luis\", \"Perla Istme\u00f1a\" de Cirilo Mart\u00ednez em Reforma de Pineda, \"Los Hermanos R\u00edos\" em Zanatepec e, entre os trovadores, o trio \"Xiavizende\" ou o mesmo trio \"Monte Alb\u00e1n\", origin\u00e1rio de Ixtaltepec.<\/p>\n\n\n\n<p>O son istme\u00f1o \u00e9 complementado pela dan\u00e7a. Ela \u00e9 dan\u00e7ada em casais e \u00e9 marcada por evolu\u00e7\u00f5es de oito batidas. \u00c9 uma dan\u00e7a para \"cortejar\", na qual o casal n\u00e3o deve deixar de olhar nos olhos um do outro e n\u00e3o deve dar as costas para o parceiro de dan\u00e7a durante a dan\u00e7a. Quando um grupo musical executa o son approach (A) como uma valsa, o casal dan\u00e7a sozinho com uma leve cad\u00eancia de deslocamento e pouco movimento corporal. Quando se trata do zapateado (B, C, D), \u00e9 o homem que se acentua mais, pulando e combinando um cruzamento das pernas para a frente. No zapateado, a mulher n\u00e3o pula, mas se move com um movimento de quadril, levantando a an\u00e1gua com as m\u00e3os. \u00c9 importante observar que h\u00e1 pelo menos cinco formas diferentes de zapateado.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma musical do son istme\u00f1o consiste em uma introdu\u00e7\u00e3o, o son ou estribillo - prepara\u00e7\u00e3o para o zapateado (x3-zapateado x3) e o final do son. A introdu\u00e7\u00e3o geralmente \u00e9 tocada por um trompete, a flauta carrizo - no caso do agrupamento <em>Pitu nisiaaba<\/em>- e at\u00e9 mesmo o teclado, no caso de um conjunto com instrumentos el\u00e9tricos. Na abordagem do filho, entram em jogo os seguintes aspectos <em>Tudo<\/em> todos os instrumentos (A), bem como a prepara\u00e7\u00e3o para o zapateado; no zapateado (B), no zapateado (C) e no zapateado (D) h\u00e1 um instrumento ou uma voz cantando a letra. No final do filho, alguns m\u00fasicos tradicionais registram em suas partituras \"va muriendo\"; (F): Tutti <em>ad libitum<\/em>que, no caso dos zapotecas do istmo, \u00e9 chamado de <em>regulidxi.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00f3rmula de compasso \u00e9 um jogo entre 3\/4 e 6\/8 para separar as se\u00e7\u00f5es. Na abordagem do filho (A), ouvimos um \"acompanhamento\" r\u00edtmico feito pelas percuss\u00f5es (tarola, bumbo e pratos) e uma resposta \u00e0s frases do tema por meio de uma heterofonia de vozes feita pelas trompas (trompetes, clarinetes, saxofones bar\u00edtono, tenor e alto) em uma combina\u00e7\u00e3o de respostas \u00e0s frases dos principais temas mel\u00f3dicos. Nos zapateados, seja em Si, D\u00f3 ou R\u00e9, a harmonia \u00e9 sustentada em contra-tempo pelo saxofone bar\u00edtono, que toca o baixo, e complementada em un\u00edssono pelos saxofones tenor e alto fazendo os \"pepes\", assim chamados em alus\u00e3o onomatopaica pelos m\u00fasicos. \u00c9 importante ressaltar que as bandas da cultura musical do son istme\u00f1o usaram o saxofone bar\u00edtono como suporte para o baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as v\u00e1rias ocasi\u00f5es musicais, destacam-se os casamentos, as velas, os anos xv e as esculturas de cera; h\u00e1 centros de preserva\u00e7\u00e3o de formas tradicionais que zelam pela execu\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do filho de maneira ortodoxa, como o chamado <em>xhuanas<\/em> em Tehuantepec.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro g\u00eanero dominante que \u00e9 cultivado \u00e9 o bolero, pois serviu, assim como o filho, para a cria\u00e7\u00e3o de poesia na l\u00edngua zapoteca. Com essa mesma fun\u00e7\u00e3o de identidade lingu\u00edstica, o rap aparece com grupos de hip hop como o \"Juchirap\". As marchas f\u00fanebres continuam a ter uma presen\u00e7a importante para acompanhar o falecido e, nesse g\u00eanero, lembramos o importante trabalho do maestro Atilano Morales, de San Blas Atempa. Nas velas, o repert\u00f3rio musical se estende a v\u00e1rios g\u00eaneros, especialmente a cumbia, que veio depois do chachach\u00e1 e do mambo para fazer parte da chamada m\u00fasica tropical do Caribe.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical de sones e jarabes se estende pelos vales centrais do estado de Oaxaca e pelas terras altas do norte, e inclui comunidades de zapotecas, mixes das terras altas, m\u00e9dias e baixas, bem como chinantecas (v\u00eddeo 7): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/3bZ25CpA-fg\">https:\/\/youtu.be\/3bZ25CpA-fg<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 7-OBS230038AM-ECMO:Cultura musical de sones e jarabes, Tanetze VillaAlta e Comaltepec Ixtl\u00e1n.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3bZ25CpA-fg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O son \u00e9 uma forma musical constru\u00edda da seguinte maneira: intro-tutti (A), (B solos), (A tutti) (B clarinete), (A), (C trompete), (A), (D saxofone), (A), (E trombone), (A tutti, finale), ritmo: 6\/8 e\/ou 3\/4 hemiola ou sesquialtera. Por outro lado, a calda cont\u00e9m componentes musicais espec\u00edficos. A forma da calda: registro intro-tutti (A), (B solos), (A tutti) (B clarinete), (A), (C trompete), (A), (D saxofone), (A), (E trombone), (A tutti, final), ritmo: 3\/4. \u00c9 essencial observar que os g\u00eaneros dominantes da cultura musical dos sones e jarabes s\u00e3o executados principalmente a partir da pr\u00e1tica da tradi\u00e7\u00e3o musical oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as dan\u00e7as de sal\u00e3o herdadas dos <span class=\"small-caps\">xix<\/span> A polca se destaca como um g\u00eanero dominante que se tornou favorito com a influ\u00eancia de Sinaloan e o uso da tuba para ornamenta\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica. Outros g\u00eaneros musicais subalternos que est\u00e3o presentes nas ocasi\u00f5es especiais dessa cultura musical s\u00e3o marchas, dan\u00e7as, fandangos, m\u00fasica religiosa e marchas f\u00fanebres, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Sones e jarabes s\u00e3o as formas dominantes, onipresentes nas ocasi\u00f5es musicais mais formais da festa, entre as quais podemos mencionar convites, calendas, audi\u00e7\u00f5es, jaripeo, dan\u00e7as, queima de castelos, funerais e outras celebra\u00e7\u00f5es do calend\u00e1rio c\u00edvico, bem como em reuni\u00f5es de autoridades pol\u00edticas e festivais musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>O gozona \u00e9 um modelo de interc\u00e2mbio musical que ocorre principalmente entre os povos zapoteca, mixe e chinantec. \u00c9 um tipo de troca musical ou reciprocidade entre comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto musical dominante \u00e9, sem d\u00favida, a banda de sopro. Ela \u00e9 composta por instrumentos de tr\u00eas fam\u00edlias: aerofones, membranofones e idiofones. Dentro dessa dota\u00e7\u00e3o, est\u00e3o representados instrumentos de sopro, madeira e lat\u00e3o, com uma ampla variedade de timbres, flautas, clarinetes requinto, clarinetes Bb, saxofones, trompetes, saxhores, trombones, bar\u00edtonos, bombardinos e tuba. No contexto do estado de Oaxaca, as bandas filarm\u00f4nicas da cultura musical dos sones e jarabes s\u00e3o as mais completas e musicalmente solventes. O grupo de chirim\u00eda formado pelo shawm (aerofone de palheta dupla), que alterna com a flauta de palheta (aerofone de bico), com o clar\u00edn (aerofone de bocal circular) e um tambor (bimembran\u00f3fono de vaso) tamb\u00e9m \u00e9 importante e complementar nas principais festividades, pois serve para marcar os diferentes momentos cerimoniais, desde o convite at\u00e9 a missa. Nas aldeias Mixe das terras altas, grupos t\u00edpicos de cordas sobrevivem e aparecem em festividades familiares, como o conjunto t\u00edpico de Yacochi. A cena dos grupos de m\u00fasica grupera eletr\u00f4nica de <em>rocha<\/em> e ska entre os jovens de Tamazulapam e dos vilarejos da Mixe Alta, bem como na \u00e1rea de Ocotl\u00e1n, nos vales centrais, se espalhou visivelmente entre os jovens que herdaram a tradi\u00e7\u00e3o das bandas comunit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical do son e do jarabe tem dois dos centros de treinamento musical mais emblem\u00e1ticos e importantes do estado de Oaxaca, o <span class=\"small-caps\">cecam<\/span> em Santa Mar\u00eda Tlahuitoltepec e o <span class=\"small-caps\">cis<\/span> n\u00fam. 8 (Centro de Integra\u00e7\u00e3o Social), em San Bartolom\u00e9 Zoogocho. Esses centros de treinamento musical basearam suas formas de transmiss\u00e3o de conhecimento musical na tradi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica escrita da escola europeia. Tanto o <span class=\"small-caps\">cecam <\/span>como o <span class=\"small-caps\">cis<\/span> encontrou terreno f\u00e9rtil nessa \u00e1rea com base em antigas estruturas comunit\u00e1rias voltadas para a m\u00fasica, primeiramente as capelas de vento e, mais tarde, as \"escoletas\". Entretanto, tamb\u00e9m encontramos nessa cultura musical uma ades\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia de conhecimento musical da tradi\u00e7\u00e3o oral, <em>a comunidade como uma escola<\/em>As ocasi\u00f5es musicais, como o baile, o funeral, a gozona, a audi\u00e7\u00e3o, etc., s\u00e3o os cen\u00e1rios em que a pr\u00e1tica musical dos g\u00eaneros musicais dominantes, o son e o jarabe, baseia-se na pr\u00e1tica da m\u00fasica por tradi\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um desenvolvimento sem precedentes que gerou um c\u00edrculo virtuoso em que a combina\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica musical da tradi\u00e7\u00e3o escrita fornecida por institui\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, como a escola, o <span class=\"small-caps\">cis <\/span>e o <span class=\"small-caps\">cecam<\/span>A combina\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o oral e da pr\u00e1tica musical em cen\u00e1rios como a festa, o jaripeo, o baile, etc., formou m\u00fasicos solventes e competentes, famosos no contexto regional, estadual e nacional. Constatamos que a combina\u00e7\u00e3o das formas de transfer\u00eancia e decodifica\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o oral, juntamente com a tradi\u00e7\u00e3o escrita, detonam processos e produtos virtuosos. A escolariza\u00e7\u00e3o desses projetos tem incentivado a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas bandas, o que tem ecoado nas bandas municipais de muitos povoados.<\/p>\n\n\n\n<p>A prolificidade dessa cultura musical tamb\u00e9m se reflete na grande produ\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de compositores. Alguns dos compositores mais renomados dessa cultura musical est\u00e3o listados abaixo: Rito Marcelino Rovirosa, Otilio Contreras, Antonio Romero Jacob (Zacatepec), Ezequiel Guzm\u00e1n Alc\u00e1ntara (Totontepec), Joel Wilfrido Flores (Totontepec), Jos\u00e9 Ventura Gil (Betaza), Jos\u00e9 Quijano Hern\u00e1ndez (Betaza), Alberto Montellano (Yalalag), Atilano Montellano (Yalalag), Jos\u00e9 Heredia (Tal\u00e9a de Castro) Narciso Lico Carrillo (Betaza), Gilberto Baltazar Aguilar (Betaza), Honorio Cano Totontepec (Totontepec), Isa\u00edas Vargas (Tlahuitoltepec), Florentino Mart\u00ednez (Macuilx\u00f3chitl), Romualdo Blas (Tlacochahuaya), Cripiano P\u00e9rez Serna (Zaachila), Amador P\u00e9rez Torres Dimas (Zaachila), Jes\u00fas Ch\u00fa Rasgado (Ixtaltepec).<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical de harpa, jarana e marimba na encosta do Golfo abrange Mazateco Alto, Bajo, Chinanteco Mixe Bajo e o territ\u00f3rio Zapoteca do Istmo (v\u00eddeo 8): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ZaEl7IyVXEg\">https:\/\/youtu.be\/ZaEl7IyVXEg<\/a> V\u00eddeo 9: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_7AusTdoogI\">https:\/\/youtu.be\/_7AusTdoogI<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 8-CCJ120021V-ECMO:Cultura musical Harpas, marimbas e jaranas. Loma Coyol, San Miguel Soyaltepec.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZaEl7IyVXEg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 9-JGH140334V-ECMO:Cultura musical Harpa, jarana e marimba. Boca del monte,San Juan Guichicovi\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_7AusTdoogI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A harpa e a jarana, como um todo, fazem parte de um dom amplamente popular no estado de Veracruz, conhecido como \"jarocha\". Trata-se de um agrupamento gen\u00e9rico vari\u00e1vel, que inclui jaranas (viol\u00f5es de cinco cordas) e outros instrumentos, como harpa, marimbol, requinto e\/ou violino.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mazatecos das terras baixas executam g\u00eaneros como jarabe, sones jarochos, ranchera e can\u00e7\u00f5es de moda, e seu equipamento b\u00e1sico \u00e9 a jarana, o violino e a harpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o setor mesti\u00e7o de Tuxtepec tamb\u00e9m compartilha esse dom instrumental voltado para o \"son jarocho\" como tal e a pr\u00e1tica da \"d\u00e9cima\" como verso. Entre os chinantecos de Baja, esse dom \u00e9 de uso comum, assim como entre os mixes de Baja, no munic\u00edpio de San Juan Guichicovi. Em todos esses lugares e culturas, a jarana \u00e9 um denominador comum e, pelo menos entre os Mazatecos, Chinantecos, Mesti\u00e7os e Afromestizos de Tuxtepec, o g\u00eanero \"son\" (estilo jarocho) \u00e9 compartilhado. Entre os Mixes ou Ayuuk das terras baixas de Guichicovi, \u00e9 usado especificamente para fins rituais, durante a morte de beb\u00eas, conhecidos como \"angelitos\", e tamb\u00e9m incorpora outros g\u00eaneros musicais, como o son istme\u00f1o e as can\u00e7\u00f5es rancheras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel observar a presen\u00e7a desses dons desde a \u00e1rea de Papaloapan, passando por Chinantla e chegando at\u00e9 a \u00e1rea do Istmo com os Ayuuk das terras baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma tradi\u00e7\u00e3o de marimba nessa mesma cultura musical. As orquestras de marimba ou as marimbas solo est\u00e3o espalhadas e compartilham a \u00e1rea cultural de son istme\u00f1o, que se estende de Huamelula, passando por Salina Cruz, Tehuantepec, Juchit\u00e1n, Mat\u00edas Romero, Guichicovi e Chinantla, at\u00e9 Tuxtepec e a \u00e1rea inferior de Mazateca em San Pedro Ixcatl\u00e1n e Ojitl\u00e1n. Algumas cidades da \u00e1rea cultural de sones e jarabes tamb\u00e9m cultivaram essa tradi\u00e7\u00e3o musical. Capulalpam de M\u00e9ndez \u00e9 um ponto trino que compartilhava tr\u00eas culturas musicais, a cultura do son e do jarabe, a cultura da orquestra e a cultura da marimba. Historicamente, a cultura musical t\u00edpica de orquestra tamb\u00e9m estava presente aqui, como j\u00e1 mencionamos, e se fundiu com a marimba. Um exemplo \u00e9 a orquestra \"La Esmeralda\", que hoje \u00e9 revitalizada no projeto \"El rinc\u00f3n de la marimba\", com o nome de \"La Nueva Esmeralda\".<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a da marimba nessa ampla faixa de terra responde aos fluxos comerciais causados pelas rotas de comunica\u00e7\u00e3o costeira de Chiapas a Tabasco e Veracruz, de sul a norte, e pelo Istmo de Tehuantepec at\u00e9 a cidade de Oaxaca. H\u00e1 casos isolados de orquestra de marimba dentro da cultura musical orquestral no norte do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00fasica tropical e a migra\u00e7\u00e3o da m\u00fasica por meio do conjunto de marimba deram origem a um grupo muito solvente, composto pela marimba como instrumento principal, tocada por uma a tr\u00eas pessoas, contrabaixo e depois baixo el\u00e9trico, percuss\u00f5es como congas e tambores. Os repert\u00f3rios das orquestras de marimba s\u00e3o variados e ricos em m\u00fasica dan\u00e7ante e, dependendo da \u00e1rea, h\u00e1 exemplos das culturas musicais com as quais ela cruza.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, os vilarejos Chontal de Huamelula e Astata s\u00e3o uma zona de fronteira cultural entre a chilena costeira e o son istme\u00f1o, ou a do Mixe da zona baixa, em San Juan Guichicovi, que \u00e9 uma fronteira entre as culturas musicais da harpa, jarana e marimba, do son istme\u00f1o, dos sones e jarabes e, historicamente, da orquestra.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical de orquesta e conjunto t\u00edpico est\u00e1 localizada nos distritos de Coixtlahuaca, Teotitl\u00e1n del Camino, Cuicatl\u00e1n e partes da parte norte de Huajuapan, Teposcolula, Nochixtl\u00e1n, Etla, Ixtl\u00e1n e Mixe. Os grupos \u00e9tnicos que comp\u00f5em essa cultura musical s\u00e3o Nahua, Mixtecos de la Alta y Baja, Cuicatecos, Chocholtecos, Ixcatecos, Mazatecos de la Alta y Baja, Zapotecos e Mixes. A orquestra e o conjunto t\u00edpico correm s\u00e9rio risco de desaparecer e, em algumas localidades, j\u00e1 desapareceram; entretanto, algumas orquestras cada vez mais desarticuladas sobrevivem. Com o passar do tempo, os instrumentos, os repert\u00f3rios, as partituras e, acima de tudo, o compartilhamento na mem\u00f3ria coletiva de um tipo e estilo de m\u00fasica que as pessoas identificam como seu, de alguma forma permaneceram.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas orquestras sobreviventes que s\u00f3 tocam em ocasi\u00f5es musicais muito especiais s\u00e3o a \"Orquesta Santa Cecilia\", de San Pedro y San Pablo Tequistepec, a \"Orquesta de Suchistepec\"; a \"Orquesta del Barrio Escopeta\", de Antonio Eloxochitl\u00e1n de Flores Mag\u00f3n, a orquestra de Huautla de Jim\u00e9nez e a de Chilchotla, entre os mazatecos. Entre os chocoltecos, foram detectadas as seguintes orquestras: \"Capricho\", de Coixtlahuaca, e a \"Orquesta San Crist\u00f3bal\", de Suchixtlahuaca. O povo Nahua tem a \"Orquestra T\u00edpica de Don Efr\u00e9n Montalvo\", em Ignacio Zaragoza, San Mart\u00edn Toxpalan.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura musical da orquestra e o conjunto t\u00edpico se encaixam no hist\u00f3rico corredor ferrovi\u00e1rio, o fluxo da modernidade no estado de Oaxaca. A cultura da orquestra chegou at\u00e9 os lugares mais remotos dessa \u00e1rea, com influ\u00eancia em Huajuapam, na Mixteca Baja e nos vales centrais at\u00e9 Ejutla, onde a ferrovia termina.<\/p>\n\n\n\n<p>Os repert\u00f3rios dessas orquestras s\u00e3o variados e est\u00e3o relacionados \u00e0 m\u00fasica de sal\u00e3o de origem europeia, como pasodoble, mazurca, chotis e polca. Os Mazatecos inclu\u00edam a m\u00fasica dos huehuentones (m\u00fasica de Todos os Santos), os Chocholtecos integravam os chilenos. Ao lado das orquestras remanescentes das orquestras \"t\u00edpicas\" dessa \u00e1rea, h\u00e1 pequenos conjuntos de cordas compostos por instrumentos emblem\u00e1ticos das orquestras t\u00edpicas: salt\u00e9rio, baixo quinto, violinos, viol\u00f5es e contrabaixos. Entre os cuicatecos, ainda existem duetos de salt\u00e9rio e viol\u00e3o, bem como o \u00faltimo tocador de salterio na Mixteca, precisamente no norte do distrito de Nochixtl\u00e1n, na cidade de Santiago Apoala, que est\u00e1 localizada no territ\u00f3rio da cultura musical da orquestra.<\/p>\n\n\n\n<p>O dom da banda \u00e9 um modelo dominante profundamente enraizado nas aldeias de Oaxaca, principalmente por causa de seu poder sonoro que lhe permite competir at\u00e9 mesmo com a tecnologia de amplifica\u00e7\u00e3o de som el\u00e9trico e que o distingue de outros dons instrumentais que deixaram de ser usados por esse motivo. Al\u00e9m disso, as bandas t\u00eam a hist\u00f3ria secular de terem sido aceitas pelas prefeituras para os servi\u00e7os dos vilarejos desde meados do s\u00e9culo XX, e est\u00e3o em uso desde meados do s\u00e9culo XIX. <span class=\"small-caps\">xix<\/span>O projeto foi uma continua\u00e7\u00e3o do papel que a Igreja havia desempenhado com suas capelas musicais (Navarrete, 2013 B). Entretanto, o projeto <span class=\"small-caps\">ecmo <\/span>revelou a sobreviv\u00eancia e a presen\u00e7a significativa da tradi\u00e7\u00e3o das cordas em diferentes vers\u00f5es da dota\u00e7\u00e3o instrumental.<\/p>\n\n\n\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a permitiu a sobreviv\u00eancia do pito e do conjunto de percuss\u00e3o (membranofones e idiofones) em todo o estado de Oaxaca, mesmo com a banda ganhando espa\u00e7o no cen\u00e1rio da dan\u00e7a. O conjunto shawm (flauta de cana e tambor, shawm e tambor, trompete e tambor) \u00e9 mantido gra\u00e7as \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o de liderar todas as prociss\u00f5es e anunciar e marcar os momentos dos eventos da aldeia (v\u00eddeo 10): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/NAvaU-oDpOE\">https:\/\/youtu.be\/NAvaU-oDpOE<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 10-SNP250001APS-ECMO: Tlacochahuaya (fotos) e Rojas de Cuauhtemoc (\u00e1udio) - Consagra\u00e7\u00e3o da missa\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NAvaU-oDpOE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A seguir, discutirei alguns temas que s\u00e3o comuns a todas as cinco culturas musicais e que se destacam no quadro geral de um momento na hist\u00f3ria da m\u00fasica em Oaxaca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dan\u00e7as e m\u00fasicas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Nas sociedades em que o conhecimento \u00e9 transmitido por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral, como nos vilarejos de Oaxaca, as dan\u00e7as s\u00e3o o ve\u00edculo perform\u00e1tico da hist\u00f3ria. S\u00e3o ocasi\u00f5es prop\u00edcias \u00e0 sociabilidade e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos jovens em eventos comunit\u00e1rios, pois representam, por meio de performance e coreografia, hist\u00f3rias m\u00edticas e antigas, bem como not\u00edcias pol\u00edticas e sociais jocosas ou tr\u00e1gicas da vida cotidiana. Seu desempenho cumpre uma promessa ou devo\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de se incorporar de forma l\u00fadica ao servi\u00e7o do povo na economia do festival.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00fasica e dan\u00e7a s\u00e3o as <em>desempenho<\/em> Eles incorporam em som, vestimenta e movimento corporal a mem\u00f3ria e a experi\u00eancia da sociedade e atualizam um senso de identidade e pertencimento. S\u00e3o sistemas comunicativos poderosamente afetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A dan\u00e7a Malinches, que \u00e9 uma variante das dan\u00e7as da Conquista, \u00e9 praticada em v\u00e1rias culturas musicais do estado, acompanhada por violino e percuss\u00e3o entre os Huaves, Chatinos e Mixes (v\u00eddeo 11): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/EEqsUQdZkrw\">https:\/\/youtu.be\/EEqsUQdZkrw<\/a> ) e com uma banda, como no caso da dan\u00e7a Pluma entre os zapotecas dos Valles Centrales (v\u00eddeo 12): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Ct03pzK4w1U\">https:\/\/youtu.be\/Ct03pzK4w1U<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 11-VSP090002V-ECMO: IKOOTS-Huaves- San Dionisio del mar. Dan\u00e7a dos Malinches\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EEqsUQdZkrw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 12-ESM250102V-ECMO:MASS AND DANCE OF THE PLUME-San Bartolo Coyotepec\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ct03pzK4w1U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre os Huaves, a dan\u00e7a dos Maliens faz parte de um ritual complexo no Corpus Christi que inclui outras m\u00fasicas executadas pelo grupo dos <em>monts\u00fcnd naab<\/em> (m\u00fasicos de percuss\u00e3o), com os quais se manifesta a dualidade da vida, a esta\u00e7\u00e3o seca e a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, e a luta entre as for\u00e7as da natureza transformadas em personagens m\u00edticos (Mill\u00e1n e Garc\u00eda Sosa, 2002) (v\u00eddeo 13): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/rGNOlgwGch0\">https:\/\/youtu.be\/rGNOlgwGch0<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 13-VSP090001V-ECMO: Ikoots- San Mateo del Mar- Sones de la corrida de mules en Corpus Christi\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rGNOlgwGch0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre o povo Chontal de San Pedro Huamelula, as dan\u00e7as da conquista tamb\u00e9m s\u00e3o divididas em par\u00f3dias e cenas de conflito entre grupos de turcos, crist\u00e3os, negritos, mare\u00f1os e mulatas (v\u00eddeo 14): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/B464ajifIB8\">https:\/\/youtu.be\/B464ajifIB8<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 14-JSE07-ECMO: Chontales, San Pedro Huamelula. Dan\u00e7a da conquista e teatralidade\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B464ajifIB8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Outras dan\u00e7as representam a presen\u00e7a anual dos falecidos nas aldeias, que v\u00eam visitar e compartilhar com os vivos, como a dan\u00e7a dos Huehuentones em Mazateca Alta e Baja ou a dan\u00e7a dos Diablos na costa afro-mexicana (v\u00eddeo 15): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/IdyKoUTWlPQ\">https:\/\/youtu.be\/IdyKoUTWlPQ<\/a> v\u00eddeo 16: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/pR8L-gndW64\">https:\/\/youtu.be\/pR8L-gndW64<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 15-CCJ120126V-ECMO: Mazatecos, San Pedro Ixcatl\u00e1n. Dan\u00e7a dos Huehuentones.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IdyKoUTWlPQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 16-CRR010057V-ECMO: Afromexicanos de Santo Domingo Armenta. Jogo dos dem\u00f4nios\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pR8L-gndW64?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Historicamente, a m\u00fasica e a dan\u00e7a t\u00eam sido uma parte central das festividades do calend\u00e1rio religioso cat\u00f3lico em homenagem aos santos e \u00e0s virgens do povo. A musicaliza\u00e7\u00e3o da liturgia na missa e no of\u00edcio das horas e da paraliturgia em prociss\u00f5es, funerais e no final do ano faz parte dos ritos dos ciclos anuais e de vida em todas as cidades, como pode ser apreciado ao ouvir as missas dos maestros locais ou os alabados dos grupos de alabanceros de Xoxocotl\u00e1n em Todos os Santos (v\u00eddeo 17): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/9HNpe31t0Q8\">https:\/\/youtu.be\/9HNpe31t0Q8<\/a> ). Alguns g\u00eaneros, como o vinuetes (<em>sic<\/em>), anjos em miniatura dedicados a crian\u00e7as falecidas, tornaram-se menos importantes \u00e0 medida que a mortalidade infantil diminuiu devido aos avan\u00e7os da medicina (v\u00eddeo:18 <a href=\"https:\/\/youtu.be\/asQEgUII5PA\">https:\/\/youtu.be\/asQEgUII5PA<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 17-ESM250113V-ECMO: Rosario de Aurora -Alabanceros de Santa Cruz Xoxocotl\u00e1n.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9HNpe31t0Q8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 18-CRR010020V-ECMO: Santiago Tapextla. Afromexicanos-minuete\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/asQEgUII5PA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arquivos de m\u00fasica em munic\u00edpios e par\u00f3quias (hist\u00f3ria escrita)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">O tema dos arquivos de m\u00fasica \u00e9 muito relevante porque cont\u00e9m a hist\u00f3ria escrita das influ\u00eancias musicais em repert\u00f3rios que hoje s\u00e3o de tradi\u00e7\u00e3o oral. A tradi\u00e7\u00e3o da escrita musical em partituras para vozes, cordas e sopros est\u00e1 presente h\u00e1 s\u00e9culos, como mostram os arquivos de m\u00fasica paroquiais e municipais que tivemos a oportunidade de identificar na pesquisa de campo para futura cataloga\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o (v\u00eddeo 19): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/AljFHW8wCQw\">https:\/\/youtu.be\/AljFHW8wCQw<\/a>). Primeiro a Igreja, desde a <span class=\"small-caps\">xvi,<\/span> m\u00fasicos e cantores treinados nas capelas dos corais das igrejas e, mais tarde, a partir do processo de seculariza\u00e7\u00e3o durante o s\u00e9culo XX, os <span class=\"small-caps\">xix<\/span>Os munic\u00edpios foram respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de escolas e pela forma\u00e7\u00e3o de bandas que s\u00e3o mantidas gra\u00e7as aos princ\u00edpios da comunalidade, e seus m\u00fasicos realizam o trabalho equivalente ao tequio para liderar os eventos sociais e pol\u00edticos do povo (v\u00eddeo 20): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/J4cf6i1Klo4\">https:\/\/youtu.be\/J4cf6i1Klo4<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 19-ECMO: Arquivos de m\u00fasica paroquiais e municipais\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AljFHW8wCQw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 20-ECMO: Escola em comunidades\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/J4cf6i1Klo4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Os arquivos musicais revelam a presen\u00e7a de repert\u00f3rio sacro e secular, tanto de missas, salmos, v\u00e9speras, matinas, hinos e outros g\u00eaneros sacros, quanto de g\u00eaneros seculares, incluindo aberturas de \u00f3peras, fantasias e, acima de tudo, g\u00eaneros de dan\u00e7a de sal\u00e3o, como valsa, mazurca, marcha, contradan\u00e7a, chotis, polca e outras m\u00fasicas populares da \u00e9poca, como swing, charleston, foxtrot, blues, pasodoble, jota, fandango, chachach\u00e1, mambo, danse, mambo e dance, contradanza, chotis, polca e outras m\u00fasicas populares da \u00e9poca, como swing, charleston, foxtrot, blues, pasodoble, jota, fandango, chachach\u00e1, mambo, danz\u00f3n, bolero, jarabe, corrido, ranchera, chilena, son, cumbia, charanga e outros g\u00eaneros que alimentaram a criatividade dos m\u00fasicos de Oaxaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficamos particularmente impressionados com a influ\u00eancia das bandas de jazz americanas desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">xx<\/span>Apesar de sua san\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o por parte dos governos nacionalistas que, embora aceitassem a modernidade musical nas cidades, se opunham \u00e0 modernidade musical popular no campo, considerando-a o reino da cultura aut\u00eantica da na\u00e7\u00e3o; aqui est\u00e1 um bom exemplo de um tocador de banjo tocando Charleston e swing (v\u00eddeo 21): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/1IIitDVq8QI\">https:\/\/youtu.be\/1IIitDVq8QI<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00eddeo 21-PGL160007V-9V-ECMO:Mixtecos, San Miguel Piedras, Nochixtl\u00e1n.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1IIitDVq8QI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Oralidade e escrita musical<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia do conhecimento musical, a oralidade \u00e9 o meio privilegiado nas culturas musicais da chilena, do son istme\u00f1o e da harpa e marimba jarana; nesse sentido, a escola como institui\u00e7\u00e3o \u00e9 inexistente, a forma de transfer\u00eancia do conhecimento musical \u00e9 uma \"escola\" diferente, constitu\u00edda pela comunidade, pela dan\u00e7a, pelas ocasi\u00f5es musicais, pelos Todosantos, fandangos, bailes, mayordom\u00edas etc. Na cultura musical dos sones e jarabes, a rela\u00e7\u00e3o oral-escrita na m\u00fasica \u00e9, como explicado acima, complementar. A m\u00fasica no r\u00e1dio tamb\u00e9m \u00e9 uma fonte muito \u00fatil para aprender m\u00fasica popular \"de ouvido\". Os professores de bandas comunit\u00e1rias municipais ou particulares dentro da cultura de sones e jarabes exigem muito que as meninas e os meninos aprendam a solfejar e a ler m\u00fasica para poderem tocar obras da tradi\u00e7\u00e3o escrita e criticam o aprendizado da m\u00fasica popular de \"ouvido\", embora reconhe\u00e7am que os sones tradicionais s\u00e3o aprendidos de \"ouvido\" ao participarem de ocasi\u00f5es musicais nas aldeias desde a inf\u00e2ncia. A mem\u00f3ria auditiva permite que eles apresentem as pe\u00e7as depois que aprendem o dedilhado de seus instrumentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projetos institucionais, influ\u00eancia da m\u00eddia e do mercado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">A perman\u00eancia da m\u00fasica ranchera, canci\u00f3n, corrido e, mais recentemente, cumbia se deve \u00e0 influ\u00eancia decisiva do r\u00e1dio. <span class=\"small-caps\">sou<\/span> com cobertura nacional por mais de 50 anos e de onde foi promovida a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica e, em geral, a m\u00fasica como objeto de consumo em todos os contextos sociais. Exemplos muito influentes foram os duetos rancheros de vozes femininas, ainda muito populares hoje em dia, e os corridos continuam sendo not\u00edcia de viol\u00eancia, trag\u00e9dia e fa\u00e7anhas. As quatro r\u00e1dios do <span class=\"small-caps\">inpi <\/span>em Oaxaca e um em Guerrero conseguiram preservar e promover a produ\u00e7\u00e3o musical local e tradicional tanto em suas transmiss\u00f5es quanto em seus festivais de anivers\u00e1rio e outras celebra\u00e7\u00f5es, bem como no apoio a iniciativas locais para a grava\u00e7\u00e3o de suas m\u00fasicas. Dentro da cultura musical chilena, em sua ampla \u00e1rea geogr\u00e1fica, existem os seguintes <span class=\"small-caps\">xetla<\/span> (a voz da Mixteca, localizada em Tlaxiaco, Oaxaca), <span class=\"small-caps\">xejam<\/span> (La Voz de la Costa Chica, localizada em Jamiltepec, Oaxaca) e o <span class=\"small-caps\">xezv <\/span>(La voz de la Monta\u00f1a, localizada em Tlapa de Comonfort, Guerrero), essas tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio t\u00eam alcance e presen\u00e7a em todos os vilarejos dos diferentes grupos \u00e9tnicos que comp\u00f5em essa cultura musical. La <span class=\"small-caps\">xejam<\/span>a voz da Costa Chica em Jamiltepec, abrange parte da \u00e1rea cultural do son istme\u00f1o. Na cultura musical dos sones e jarabes, o <span class=\"small-caps\">xeglo <\/span>(La voz de la Sierra), localizada em Guelatao, \u00e9 uma refer\u00eancia para a estreia e difus\u00e3o de novas obras, bem como para a programa\u00e7\u00e3o de m\u00fasica de todos os tipos e g\u00eaneros. Na cultura musical da harpa jarana e da marimba, destaca-se o trabalho da voz da Chinantla. <span class=\"small-caps\">xeojn, <\/span>em Ojitl\u00e1n, que, de acordo com os testemunhos dos m\u00fasicos da regi\u00e3o, fortaleceu a tradi\u00e7\u00e3o da marimba e tem como uma de suas sedes a cidade de Tuxtepec.<\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia de fundos, programas, projetos e festivais de apoio \u00e0 m\u00fasica \u00e9 significativa, mas desarticulada entre os tr\u00eas n\u00edveis de governo, sem rela\u00e7\u00e3o entre si e sem uma estrat\u00e9gia e pol\u00edtica cultural voltada para a m\u00fasica. As casas de la cultura e as casas del pueblo (96) constituem uma rede muito valiosa para programas de divulga\u00e7\u00e3o educacional e de dissemina\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, mas s\u00e3o subutilizadas e os munic\u00edpios geralmente desconhecem a exist\u00eancia de fundos para a promo\u00e7\u00e3o da m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>Observamos que \u00e9 comum que iniciativas de r\u00e1dio comunit\u00e1ria que come\u00e7am com agendas muito comprometidas para apoiar a m\u00fasica local acabem transmitindo a m\u00fasica popular das principais emissoras do pa\u00eds, devido \u00e0 falta de materiais para transmiss\u00e3o cont\u00ednua e \u00e0 m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o de suas equipes de suporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os projetos estatais mais relevantes e bem-sucedidos durante o per\u00edodo da pesquisa estava \"El rinc\u00f3n de la marimba\", dirigido a jovens m\u00fasicos pelo maestro Sotero Ruiz Cid, nascido em Tuxtepec, que deu um impulso exemplar \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da marimba tanto em cidades com essa cultura musical quanto em outras cidades onde o conjunto de marimba j\u00e1 existia ou estava em processo de desaparecimento, como no caso da marimba Nueva Esmeralda da cidade zapoteca de Capul\u00e1lpam de M\u00e9ndez, que tivemos a oportunidade de gravar para a produ\u00e7\u00e3o de um disco (v\u00eddeo 22): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/8YtaM08Xq7k\">https:\/\/youtu.be\/8YtaM08Xq7k<\/a> ).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"v\u00eddeo 22-SNP230001V-ECMO:Zapotecos, Capulalpam de M\u00e9ndez. Projeto de canto de marimba.\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8YtaM08Xq7k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2011, 120 crian\u00e7as foram instru\u00eddas e 12 marimbas foram treinadas na cultura do son istme\u00f1o, bem como na cultura da harpa, jarana e marimba. Outro sucesso foi o programa de apoio \u00e0s culturas municipais e comunit\u00e1rias (<span class=\"small-caps\">pacm<\/span>e<span class=\"small-caps\">c<\/span>) que impulsionou a produ\u00e7\u00e3o de discos entre os m\u00fasicos locais.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da m\u00fasica popular ou comercial transmitida pela m\u00eddia nacional tem um efeito direto sobre a presen\u00e7a e a sustentabilidade da m\u00fasica local. Os jovens m\u00fasicos est\u00e3o se interessando pela produ\u00e7\u00e3o musical privada como um neg\u00f3cio e um modo de vida. De um ponto de vista estritamente sonoro, os instrumentos eletr\u00f4nicos s\u00e3o mais populares e, ao reduzir o n\u00famero de membros do grupo e diminuir seus custos, os m\u00fasicos podem fazer mais uso deles. <span class=\"small-caps\">dj<\/span> Os locais e as ocasi\u00f5es em que a m\u00fasica \u00e9 tocada est\u00e3o se tornando cada vez mais populares e, acima de tudo, os locais e as ocasi\u00f5es em que a m\u00fasica \u00e9 tocada, pois ela se torna parte das celebra\u00e7\u00f5es e dos eventos mais importantes dos vilarejos. Se uma pol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional na produ\u00e7\u00e3o local fosse implementada, a recomenda\u00e7\u00e3o mais eficaz seria apoiar os eventos de m\u00fasica tradicional nos festivais mais importantes dos vilarejos. Da mesma forma, as diferen\u00e7as de g\u00eaneros e repert\u00f3rios entre as culturas musicais podem orientar as pol\u00edticas de apoio em programas educacionais e o fornecimento de instrumentos de acordo com as necessidades dessas culturas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Migra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">A migra\u00e7\u00e3o de jovens oaxaquenhos para as cidades e para os Estados Unidos dificultou a forma\u00e7\u00e3o e a perman\u00eancia de m\u00fasicos em suas aldeias nas bandas apoiadas pelos munic\u00edpios e acelerou os processos de mudan\u00e7a nos gostos musicais. Na cidade de Oaxaca, encontramos grupos de ska, reggae, rock alternativo e rap, muitas vezes com temas pol\u00edticos e contraculturais (v\u00eddeo 23): <a href=\"https:\/\/youtu.be\/3Rm2DMWA3AQ\">https:\/\/youtu.be\/3Rm2DMWA3AQ<\/a> ). Entre a popula\u00e7\u00e3o migrante de Oaxaca que vive na Calif\u00f3rnia, EUA, a forma\u00e7\u00e3o de bandas, grupos de teclados eletr\u00f4nicos e conjuntos de cordas tamb\u00e9m \u00e9 uma pr\u00e1tica cultural poderosa para criar uma comunidade e ganhar a vida al\u00e9m do trabalho agr\u00edcola e de servi\u00e7os (veja o document\u00e1rio \"Making Community in California\"). <a href=\"https:\/\/youtu.be\/UtqmpcMmUc8?si=dQMs30TD-NpUG9q2\">https:\/\/youtu.be\/UtqmpcMmUc8?si=dQMs30TD-NpUG9q2<\/a>). Encontramos a cultura da chilena no Vale de San Joaquin, com m\u00fasicos de cordas, principalmente com a popula\u00e7\u00e3o mixteca, e a cultura do son e do jarabe com v\u00e1rias bandas na \u00e1rea metropolitana de Los Angeles, onde a popula\u00e7\u00e3o zapoteca est\u00e1 estabelecida principalmente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"v\u00eddeo 23-DMR030002V-ECMO:Cidade de Oaxaca, show de rap e ska\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3Rm2DMWA3AQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator aligncenter has-alpha-channel-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"HACIENDO COMUNIDAD EN CALIFORNIA\/MAKING COMMUNITY IN CALIFORNIA\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UtqmpcMmUc8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">O diagn\u00f3stico da Etnografia das Culturas Musicais em Oaxaca (<span class=\"small-caps\">ecmo<\/span>), entregue \u00e0 Secretar\u00eda de las Culturas y Artes de Oaxaca em 2013, oferece a identifica\u00e7\u00e3o de culturas musicais como uma proposta sistem\u00e1tica para o reconhecimento e a promo\u00e7\u00e3o da diversidade musical em Oaxaca. Tivemos o objetivo interdisciplinar de documentar as tradi\u00e7\u00f5es musicais n\u00e3o apenas de uma perspectiva formal, mas tamb\u00e9m para aprender sobre as condi\u00e7\u00f5es de sua produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o. Esse projeto teve o objetivo aplicado de identificar os problemas principais e mais urgentes dessas culturas musicais e fazer recomenda\u00e7\u00f5es e propostas para curto, m\u00e9dio e longo prazo. Nessa exposi\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o audiovisual da diversidade musical, o interesse principal foi a caracteriza\u00e7\u00e3o dessas culturas musicais, sem entrar em detalhes sobre o conjunto de problemas e solu\u00e7\u00f5es levantados pelo diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto nos permitiu conhecer as formas de transmiss\u00e3o de conhecimento e pr\u00e1ticas musicais baseadas principalmente na oralidade e os desafios intergeracionais para dar continuidade \u00e0 m\u00fasica local. Sem d\u00favida, a queixa comum entre os m\u00fasicos tradicionais era a de n\u00e3o ter ningu\u00e9m para dar continuidade \u00e0 sua m\u00fasica e, entre as recomenda\u00e7\u00f5es feitas no diagn\u00f3stico, estava a cria\u00e7\u00e3o de um sistema educacional abrangente para a m\u00fasica em Oaxaca, que fortale\u00e7a a institui\u00e7\u00e3o da escoleta, expanda sua a\u00e7\u00e3o educacional para a rede de casas de aldeia e casas de cultura; crie uma escola de ensino superior secund\u00e1rio e profissional de m\u00fasica que ofere\u00e7a uma perspectiva aos m\u00fasicos como pesquisadores de suas pr\u00f3prias tradi\u00e7\u00f5es e como promotores de sua m\u00fasica. Observamos que a m\u00fasica \u00e9 um recurso pol\u00edtico de troca e reciprocidade entre os povos por meio do servi\u00e7o m\u00fatuo das bandas para o sustento econ\u00f4mico das festividades, que o peso dessa reciprocidade recai sobre os m\u00fasicos como importantes agentes de comunalidade nas aldeias e, nesse sentido, \u00e9 importante fortalecer o treinamento e a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito geral da influ\u00eancia inevit\u00e1vel da dissemina\u00e7\u00e3o em massa da m\u00fasica comercial e a falta de diretrizes gerais, de coordena\u00e7\u00e3o interinstitucional e interprogram\u00e1tica favorecem a perda e a transforma\u00e7\u00e3o das identidades musicais; os processos de transforma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tendem \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o e ao desaparecimento da variedade musical, com a consequente perda de repert\u00f3rios, padroniza\u00e7\u00e3o de estilos e redu\u00e7\u00e3o da diversidade de tipos de grupos musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto <span class=\"small-caps\">ecmo <\/span>O acervo audiovisual foi doado \u00e0 Fonoteca Nacional e a perspectiva \u00e9 oferecer sua consulta on-line ao p\u00fablico em geral por meio da midiateca da Fonoteca Nacional. A viagem audiovisual sugerida neste texto \u00e9 uma amostra sistem\u00e1tica da diversidade musical e dan\u00e7ante do estado, das pessoas envolvidas no processo de cria\u00e7\u00e3o da m\u00fasica e da dan\u00e7a. <em>desempenho<\/em> O projeto tamb\u00e9m \u00e9 uma janela e um convite para se aprofundar em seu acervo, que cont\u00e9m grava\u00e7\u00f5es em \u00e1udio das entrevistas realizadas com os agentes musicais e de dan\u00e7a durante o trabalho de campo, al\u00e9m de fotografias, grava\u00e7\u00f5es em \u00e1udio de m\u00fasicas e paisagens sonoras. O projeto tamb\u00e9m \u00e9 uma janela e um convite para se aprofundar em seu acervo, que cont\u00e9m grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio das entrevistas realizadas com os agentes musicais durante o trabalho de campo, al\u00e9m de fotografias, grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio de m\u00fasicas e paisagens sonoras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Attali, Jacques (2011). Ruido. Ensayo sobre la econom\u00eda pol\u00edtica de la m\u00fasica. M\u00e9xico: Siglo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Barab\u00e1s, Alicia y Miguel Bartolom\u00e9 (coords.) (1999). Configuraciones \u00e9tnicas en Oaxaca. Perspectivas etnogr\u00e1ficas para las autonom\u00edas. 3 vols. M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">inah\/ini<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Basso, Ellen (1981). \u201cA Musical View of the Universe: Kalapalo Myth and Ritual as Religious Performance\u201d, Journal of American Folklore Society, 94, pp. 273-291.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bauman, Richard (1992). \u201cPerformance\u201d, en Folklore, Cultural Performances, and Popular Entertainment. A Communications Centered Handbook. Oxford: Oxford University Press, pp. 41-49.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Blacking, John (1974). How Musical is Man. Seattle: University of Washington Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Camacho, Gonzalo (2009). \u201cLas culturas musicales de M\u00e9xico: un patrimonio germinal\u201d, en Fernando H\u00edjar S\u00e1nchez (ed.). Cunas, ramas y encuentros sonoros. Doce ensayos sobre el patrimonio musical de M\u00e9xico. M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">conaculta,<\/span> pp.25-38.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Feld, Steven (1990). Sound and Sentiment. Birds, Weeping, Poetics, and Song in Kaluli Expression. 2a edici\u00f3n. Filadelfia: University of Pennsylvania Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Herndon, Marcia y Norma Mc Leod (1990). Music as Culture. Darby: Norwood Editions.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">J\u00e1uregui, Jes\u00fas y Carlo Bonfiglioli (1996). Las danzas de Conquista I. M\u00e9xico contempor\u00e1neo. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ley de desarrollo cultural para el estado de Oaxaca (2010). Peri\u00f3dico oficial del estado de Oaxaca, 3 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lutz, Catherine A. y Lila Abu-lughod (1990). Language and the Politics of Emotion. Studies in Emotion and Social Interaction. Cambridge: Cambridge University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mauss, Marcel (1971). \u201cEnsayo sobre los dones, raz\u00f3n y forma del cambio en las sociedades primitivas\u201d, en Sociolog\u00eda y antropolog\u00eda. Madrid: Tecnos, pp. 153-263.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Merriam, Alan (1964). The Anthropology of Music. Evanston: Northwestern University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Meyer B. Leonard (1956). Emotion and Meaning in Music. Chicago\/Londres: University of Chicago Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Middleton, Richard (1990). Studying Popular Music. Milton Keynes: Open University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Millan, Sa\u00fal y Paula Garc\u00eda (2002). \u201cM\u00fasica de los huaves o mare\u00f1os\u201d, en Testimonio Musical de M\u00e9xico 14, 4\u00aa ed.. M\u00e9xico: Fonoteca del <span class=\"small-caps\">inah<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Navarrete Pellicer, Sergio (responsable t\u00e9cnico) (2013 A). \u201cEtnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca: diversidad y educaci\u00f3n musical sustentables\u201d. Diagn\u00f3stico, Conacyt-Gobierno del Estado de Oaxaca. FOMIX M0036-C02-2010-148276.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2013 B). \u201cComunidad y ciudadan\u00eda: la transici\u00f3n de capillas de viento a cuerpos filarm\u00f3nicos durante el siglo <span class=\"small-caps\">xix<\/span> en Oaxaca\u201d, en Sergio Navarrete Pellicer (coord.). Ritual sonoro en catedral y parroquias. Colecci\u00f3n ritual sonoro catedralicio. M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>, pp. 301-333.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Reynoso Riqu\u00e9, Cecilia (2012). \u201c\u00bfQu\u00e9 es una cultura musical?\u201d, El Comej\u00e9n, segunda \u00e9poca, n\u00fam. 6 , julio-septiembre, pp. 5-9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Roux, Rhina (2020). \u201cSubalternidad y hegemon\u00eda. Gramsci y el proceso estatal\u201d, Veredas, 38-39, pp. 147-159. https:\/\/veredasojs.xoc.uam.mx\/index.php\/veredas\/article\/view\/601\/564<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Schafer, Murray R. (1994). The Soundscape. Our Sonic Environment and the Tuning of the World. Rochester: Destiny Books.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Seeger, Anthony (1991). \u201cStyles of Musical Ethnography\u201d, en Bruno Nettl y Philip Bohlman (eds.). Comparative Musicology and Anthropology of Music. Chicago\/Londres: University of Chicago Press, pp. 342-355.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Singer, Milton (1958). \u201cThe Great Tradition in a Metropolitan Center: Madras\u201d, The Journal of American Folklore, vol. 71, n\u00fam. 281, pp. 347-388.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Sergio Navarrete Pellicer<\/em> \u00e9 professor titular de pesquisa C no Centro de Investiga\u00e7\u00f5es e Estudos Superiores em Antropologia Social, (<span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>) e membro do Sistema Nacional de Pesquisadores, n\u00edvel <span class=\"small-caps\">ii.<\/span> Ele tem um Ph.D. em Antropologia Social pela Universidade de Londres e um mestrado em M\u00fasica com \u00eanfase em etnomusicologia pela Universidade de Maryland. Ele dirigiu o projeto \"Ethnography of Musical Cultures in Oaxaca\" (<span class=\"small-caps\">ecmo<\/span>(Conacyt-Fomix M0036-2010-02-148276), e o projeto \"Ritual sonoro catedralicio. Una aproximaci\u00f3n multidisciplinaria a la m\u00fasica de las catedrales novohispanas\" (Conacyt-CB-2008-01\/103377). Recebeu uma bolsa do Newton Fund da British Academy para desenvolver o projeto \"Somos negros de la Costa\/AfroMexican Musical Youth: Roots, Creativity, Community\". No campo do ensino, ele ministrou cursos e semin\u00e1rios na especializa\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Arte no Instituto de Investigaciones Est\u00e9ticas da Universidad de la Rep\u00fablica de M\u00e9xico. <span class=\"small-caps\">unam <\/span>em sua filial de Oaxaca, bem como no programa de gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Arte na <span class=\"small-caps\">uabjo<\/span>. Ele formou uma equipe de historiadores da m\u00fasica com a qual compilou cat\u00e1logos de m\u00fasica dos arquivos hist\u00f3ricos paroquiais e municipais de Oaxaca.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"notas\" id=\"notas-fixed\">\n<div class=\"nota invisible\" id=\"footnote1\">1 O projeto foi realizado entre 2011 e 2013 gra\u00e7as ao apoio de fundos mistos do ent\u00e3o Conacyt e do governo do estado de Oaxaca (<span class=\"small-caps\">fomix<\/span>M0036-C02-2010-148276), bem como o Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropolog\u00eda Social (<span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>).<\/div>\n<div class=\"nota invisible\" id=\"footnote2\">2 Lei de Desenvolvimento Cultural do Estado de Oaxaca, assinada em 12 de agosto de 2010 e publicada no <em>Jornal Oficial<\/em>No. 35 de 28 de agosto de 2010. Essa lei deriva da emenda ao artigo 12 da Constitui\u00e7\u00e3o local e da Lei Regulamentadora dos Direitos dos Povos e Comunidades Ind\u00edgenas, que tamb\u00e9m \u00e9 derivada do artigo 16 da mesma Constitui\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div class=\"nota invisible\" id=\"footnote3\">3 Os membros da equipe multidisciplinar foram os seguintes: Sergio Navarrete Pellicer (gerente t\u00e9cnico e coordenador geral do projeto), Rub\u00e9n Luengas P\u00e9rez (coordenador de pesquisa), Israel Rojas Campos (coordenador operacional). Etn\u00f3grafos: David Morales, Patricia Garc\u00eda L\u00f3pez, Pablo P\u00e9rez M\u00e1rquez, \u00c9dgar Serralde Mayer, Jazm\u00edn Santos Estrada, Daniel Guti\u00e9rrez, Camilo Camacho, Carlos Ruiz Rodr\u00edguez, Rodrigo de la Mora P\u00e9rez Arce, Jessica Gottfried Hesketh, Marina Alonso Bola\u00f1os, Blanca N\u00fa\u00f1ez Ramos, Ver\u00f3nica Pacheco, Hermenegildo Rojas Ram\u00edrez, Orlando Ben\u00edtez, Ezequiel V\u00e1zquez, Jos\u00e9 Manuel Hern\u00e1ndez, Soledad Hern\u00e1ndez, Emiliana Cruz, Gibr\u00e1n Morales, Citlalli Cruz L\u00f3pez, V\u00edctor Robles, Cecilia Reynoso Riqu\u00e9, Antonio Turok, Ricardo Iv\u00e1n Garc\u00eda.<\/div>\n<div class=\"nota invisible\" id=\"footnote4\">4 Uma sele\u00e7\u00e3o significativa dessa cole\u00e7\u00e3o foi doada \u00e0 Fonoteca Nacional e passou a fazer parte de sua biblioteca de m\u00eddia.<\/div>\n<div class=\"nota invisible\" id=\"footnote5\">5 Todos os clipes dos 23 v\u00eddeos deste artigo apresentam no in\u00edcio uma ficha t\u00e9cnica com informa\u00e7\u00f5es sobre o conte\u00fado e as caracter\u00edsticas da grava\u00e7\u00e3o. O \u00faltimo link \u00e9 uma refer\u00eancia ao document\u00e1rio <em>Construindo uma comunidade na Calif\u00f3rnia<\/em>. Esse tamb\u00e9m \u00e9 um produto do projeto <span class=\"small-caps\">ecmo<\/span> realizado a partir da necessidade de acompanhar o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos e suas culturas musicais. O document\u00e1rio n\u00e3o faz parte do arquivo audiovisual que foi doado \u00e0 Fonoteca Nacional.<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo oferece uma descri\u00e7\u00e3o do projeto ECMO e uma viagem audiovisual por seu arquivo, enfatizando a diversidade musical do estado de Oaxaca, seus g\u00eaneros, repert\u00f3rios e dotes instrumentais, bem como seus usos, contextos, ocasi\u00f5es musicais, condi\u00e7\u00f5es de pr\u00e1tica musical e agentes envolvidos em sua produ\u00e7\u00e3o e consumo. O objetivo desta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 convidar o p\u00fablico a consultar essa cole\u00e7\u00e3o on-line na biblioteca de m\u00eddia da fonoteca nacional.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1452,1453,871],"coauthors":[551],"class_list":["post-39934","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-9","tag-archivos-audiovisuales","tag-etnomusicologia","tag-musica","personas-navarrete-pellicer-sergio","numeros-1405"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO) &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Viaje audiovisual por el archivo ECMO que documenta la diversidad musical de Oaxaca con m\u00e1s de 10,000 registros sonoros y visuales.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO) &#8211; Encartes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Viaje audiovisual por el archivo ECMO que documenta la diversidad musical de Oaxaca con m\u00e1s de 10,000 registros sonoros y visuales.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-09-22T16:00:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-19T21:00:04+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"39 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO)\",\"datePublished\":\"2025-09-22T16:00:11+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-19T21:00:04+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\"},\"wordCount\":9867,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"keywords\":[\"archivos audiovisuales\",\"etnomusicolog\u00eda\",\"m\u00fasica\"],\"articleSection\":[\"Realidades socioculturales\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\",\"name\":\"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO) &#8211; Encartes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-09-22T16:00:11+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-19T21:00:04+00:00\",\"description\":\"Viaje audiovisual por el archivo ECMO que documenta la diversidad musical de Oaxaca con m\u00e1s de 10,000 registros sonoros y visuales.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/encartes.mx\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO)\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"name\":\"Encartes\",\"description\":\"Revista digital multimedia\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\",\"name\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"width\":338,\"height\":306,\"caption\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\",\"name\":\"Arthur Ventura\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"caption\":\"Arthur Ventura\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO) &#8211; Encartes","description":"Viaje audiovisual por el archivo ECMO que documenta la diversidad musical de Oaxaca con m\u00e1s de 10,000 registros sonoros y visuales.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO) &#8211; Encartes","og_description":"Viaje audiovisual por el archivo ECMO que documenta la diversidad musical de Oaxaca con m\u00e1s de 10,000 registros sonoros y visuales.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2025-09-22T16:00:11+00:00","article_modified_time":"2025-09-19T21:00:04+00:00","author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"39 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO)","datePublished":"2025-09-22T16:00:11+00:00","dateModified":"2025-09-19T21:00:04+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/"},"wordCount":9867,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"keywords":["archivos audiovisuales","etnomusicolog\u00eda","m\u00fasica"],"articleSection":["Realidades socioculturales"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/","name":"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO) &#8211; Encartes","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website"},"datePublished":"2025-09-22T16:00:11+00:00","dateModified":"2025-09-19T21:00:04+00:00","description":"Viaje audiovisual por el archivo ECMO que documenta la diversidad musical de Oaxaca con m\u00e1s de 10,000 registros sonoros y visuales.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/encartes.mx\/navarrete-musica-archivos-audiovisuales-oaxaca\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/encartes.mx\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Una visita audiovisual a la etnograf\u00eda de las culturas musicales en Oaxaca (ECMO)"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website","url":"https:\/\/encartes.mx\/","name":"Encartes","description":"Revista digital multimedia","publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization","name":"Encartes Antropol\u00f3gicos","url":"https:\/\/encartes.mx\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","width":338,"height":306,"caption":"Encartes Antropol\u00f3gicos"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef","name":"Arthur Ventura","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","caption":"Arthur Ventura"}}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39934"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39937,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39934\/revisions\/39937"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39934"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=39934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}