{"id":39531,"date":"2025-03-21T13:00:00","date_gmt":"2025-03-21T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=39531"},"modified":"2025-03-21T18:48:01","modified_gmt":"2025-03-22T00:48:01","slug":"grimaldo-ciudad-creativa-marca-capitalismo-cognitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/grimaldo-ciudad-creativa-marca-capitalismo-cognitivo\/","title":{"rendered":"O que sustenta a ideia de uma cidade criativa?"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap abstract\">Conrado Romo, autor do livro, foi membro fundador do Partido Pirata Mexicano. Um grupo pol\u00edtico inspirado nos partidos piratas europeus que buscava reformar as leis de propriedade intelectual, defender a liberdade de express\u00e3o, a neutralidade da rede e o acesso universal \u00e0 Internet. Os partidos piratas promovem a redu\u00e7\u00e3o e\/ou a aboli\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es impostas pelos chamados \"direitos autorais\" e sua agenda inclui a proibi\u00e7\u00e3o do gerenciamento de restri\u00e7\u00f5es digitais e incentiva o compartilhamento n\u00e3o licenciado de conte\u00fado comercial, entre outras quest\u00f5es relacionadas. Isso \u00e9 relevante na medida em que as ideias de <em>Ciudad copyright<\/em> (Romo, 2024) emergem da mentalidade e das rela\u00e7\u00f5es sociais de algu\u00e9m cujo olhar foi capaz de identificar os riscos da privatiza\u00e7\u00e3o da cultura e que lutou para libert\u00e1-la em diferentes cen\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro parte de uma premissa muito interessante que recupera ideias do pensamento marxista de autores como o pr\u00f3prio Karl Marx, mas tamb\u00e9m de ge\u00f3grafos como David Harvey e o fil\u00f3sofo Henri Lefebvre. A premissa \u00e9 a seguinte: todas as cidades assumem a forma de suas voca\u00e7\u00f5es produtivas, as ruas de uma cidade portu\u00e1ria ser\u00e3o orientadas para o mar, as casas de uma cidade mineradora ser\u00e3o instaladas nas encostas do terreno, as cidades mercantis s\u00e3o em forma de funil, porque todo o com\u00e9rcio ocorre no centro. A exist\u00eancia dessas cidades, enquadradas na din\u00e2mica capitalista, depender\u00e1 em grande parte da maneira como elas transmitem essa voca\u00e7\u00e3o produtiva a seus habitantes por meio de imagin\u00e1rios que orientam seus desejos de dedicar seu tempo e seu corpo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Mas o que acontece quando a voca\u00e7\u00e3o de uma cidade \u00e9 orientada para a explora\u00e7\u00e3o de uma mercadoria que n\u00e3o \u00e9 escassa? Peixes e metais preciosos se esgotam, por exemplo, enquanto as rela\u00e7\u00f5es comerciais dependem da exist\u00eancia de bens a serem trocados; mas em que se baseia uma cidade criativa?<\/p>\n\n\n\n<p>Uma cidade criativa pesca ideias, extrai cultura, comercializa as cores, os sabores e os aromas da vida cotidiana, mas essas coisas n\u00e3o s\u00e3o mercadorias escassas e, para torn\u00e1-las escassas, existe a <em>direitos autorais<\/em>. No capitalismo cognitivo, o modelo de cidade tem como voca\u00e7\u00e3o \"a extra\u00e7\u00e3o de valor por meio da cria\u00e7\u00e3o, venda e consumo de propriedade intelectual\" (Romo, 2024:15). Para que uma cidade seja criativa, ela precisa de um processo de limpeza urbana, racial e de classe que implique a chamada \"pol\u00edtica de recupera\u00e7\u00e3o\" dos espa\u00e7os e pr\u00e1ticas que desafiam a \"ordem institucional e as racionalidades da classe dominante\". A essa rela\u00e7\u00e3o entre desapropria\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de \"recupera\u00e7\u00e3o urbana\" com o objetivo de atrair capital criativo por meio de reconhecimentos de \"capital mundial do livro\", \"cidade amiga dos idosos\", \"bairros\", \"cidade do livro\", \"cidade para os idosos\", \"cidade dos idosos\", \"cidade dos pobres\", \"cidade dos pobres\" e \"cidade dos pobres\". <em>legal<\/em>\"\u00e9 o que Conrado chama de \"Ciudad <em>direitos autorais<\/em>\". Lutando contra o <em>direitos autorais<\/em> tamb\u00e9m envolve a luta por territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de um cen\u00e1rio global em que a vida urbana nas cidades representa o novo ouro negro do mercado atual, as cidades se tornam locais para o desenvolvimento de bens criativos. Autoridades pol\u00edticas, econ\u00f4micas e culturais buscam atrair capital excedente para suas cidades, transformando as metr\u00f3poles em commodities ou marcas (Delgado, 2010); elas buscam ind\u00fastrias criativas para investir seu capital nelas e, para isso, precisam que a cidade assuma a forma de cidades criativas. \u00c9 um processo inverso ao das cidades que nascem com uma voca\u00e7\u00e3o produtiva espec\u00edfica, a cidade <em>direitos autorais<\/em> transforma o que j\u00e1 existia para atrair essa voca\u00e7\u00e3o. Em termos mais concretos, \u00e9 como se uma cidade sem mar quisesse se tornar um porto e, para isso, inundasse um bairro inteiro, colocasse peixes nesse lago artificial e inventasse uma identidade portu\u00e1ria, colocando um peixe no bras\u00e3o da cidade e explorando a imagem de algum pescador famoso que nasceu l\u00e1, assim mesmo, o que provoca conflitos e resist\u00eancias. Cito o Conrado:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">A luta pelo espa\u00e7o n\u00e3o se limita aos componentes f\u00edsicos dos lugares, mas tamb\u00e9m inclui o patrim\u00f4nio intang\u00edvel. Para a cria\u00e7\u00e3o de novas centralidades, analisa-se n\u00e3o apenas a localiza\u00e7\u00e3o territorial do local a ser intervencionado, mas tamb\u00e9m sua relev\u00e2ncia em termos culturais, tecnol\u00f3gicos e econ\u00f4micos no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es mercantis em n\u00edvel local e global (Romo, 2024: 29).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a premissa do livro, que \u00e9 curto, com apenas 80 p\u00e1ginas, sem contar o \u00edndice e as refer\u00eancias, o que \u00e9 sua virtude e, talvez, seu \u00fanico defeito, pois o leitor pode sentir que quer saber mais quando, de repente, chegar ao final. O conte\u00fado tem um estilo muito particular de narrar e desenvolver suas ideias, que constituem uma fus\u00e3o \u00fanica de pensamento cr\u00edtico, cultura pop e um toque de nostalgia blogueira da primeira d\u00e9cada dos anos 2000 que j\u00e1 faz falta hoje em dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de estrutura, o livro \u00e9 dividido em duas partes. A primeira \u00e9 intitulada \"Cidade, todos os direitos reservados\" e cont\u00e9m seis ensaios. A segunda [<em>sic<\/em>O Bali Cilicon mexicano\" tem duas cr\u00f4nicas e um encerramento das reflex\u00f5es do texto. Os ensaios ajudam a enquadrar muito bem o que \u00e9 o questionamento da cidade. <em>direitos autorais<\/em>As cr\u00f4nicas enfocam a maneira como o capital explora os bairros, as formas como essa express\u00e3o do neocolonialismo se espalha pelas cidades, os riscos de nos submetermos a estrat\u00e9gias de controle altamente veladas com o argumento das cidades inteligentes e o componente ut\u00f3pico das cidades que, por sua vez, representa a possibilidade de resistir a esses processos. As cr\u00f4nicas, por sua vez, enfocam o caso espec\u00edfico de Guadalajara, com o projeto de constru\u00e7\u00e3o das Villas Panamericanas, que mais tarde se tornaria o projeto Ciudad Creativa Digital, bem como a resist\u00eancia da vizinhan\u00e7a que enfrentou ambas as tentativas de transformar o bairro onde essas tentativas estavam localizadas. O exemplo representado por essas cr\u00f4nicas se encaixa perfeitamente para ver em primeira m\u00e3o como os ensaios do autor que alimentam a primeira parte do texto n\u00e3o s\u00e3o ideias jogadas no ar, mas comp\u00f5em uma estrutura para entender como os conflitos causados pela mercantiliza\u00e7\u00e3o e privatiza\u00e7\u00e3o da vida urbana s\u00e3o territorializados.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ciudad copyright<\/em> nos mostra uma leitura transversal da gentrifica\u00e7\u00e3o, analisando o nexo cotidiano entre as ind\u00fastrias criativas, os imagin\u00e1rios urbanos da ind\u00fastria do entretenimento e a forma que assumem material, pol\u00edtica e discursivamente no territ\u00f3rio, como uma das mais complexas estrat\u00e9gias de mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida urbana, que aparece diante de nossos olhos como algo relativamente impercept\u00edvel ou, ainda mais problem\u00e1tico, como algo muito desej\u00e1vel. Como o mesmo autor menciona: \"todos os projetos de interven\u00e7\u00e3o urbana t\u00eam um poderoso componente ut\u00f3pico. Seu desenvolvimento est\u00e1 sempre ligado a uma narrativa que os dota de qualidades emocionais, est\u00e9ticas e morais\" (Romo, 2024: 9).<\/p>\n\n\n\n<p>No momento em que escrevo, \u00e9 comum ouvir que um bairro ou \u00e1rea urbana ser\u00e1 revitalizado, como se os planejadores urbanos e os atores pol\u00edtico-eleitorais de determinadas cidades tivessem a capacidade de ressuscitar ou criar vida urbana. Essa capacidade pretensiosa \u00e9 preocupante, especialmente quando, em muitos casos, o que est\u00e1 por tr\u00e1s da \"revitaliza\u00e7\u00e3o\" de um bairro \u00e9 a aniquila\u00e7\u00e3o da vida urbana preexistente e sua consequente mercantiliza\u00e7\u00e3o. Quando a renova\u00e7\u00e3o de ruas, o estabelecimento e\/ou a melhoria de servi\u00e7os e equipamentos urbanos implicam o deslocamento de popula\u00e7\u00f5es estigmatizadas, o que est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma capacidade surpreendente do capitalismo de assassinar, enterrar e aparentemente \"reviver\" a vida urbana caracter\u00edstica de um lugar, sem que ningu\u00e9m fora desse territ\u00f3rio perceba a parte do assassinato e do enterro. Quando se trata de recuperar o espa\u00e7o, a quest\u00e3o de como ele foi perdido parece apagada, como bem observa Nizai\u00e1 Cassi\u00e1n (2020):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Um dos problemas em Guadalajara tem sido que, ao pensar em como planejar a cidade, muita \u00eanfase tem sido dada \u00e0 ideia de recuperar o espa\u00e7o p\u00fablico, mas sem questionar o que foi que nos fez perd\u00ea-lo, em vez de pensar nas formas de privatiza\u00e7\u00e3o que ocorreram por meio dos loteamentos murados, da expans\u00e3o para a periferia, de todos esses fen\u00f4menos que t\u00eam segmentado e fragmentado a cidade. O que foi proposto \u00e9 que a cultura poderia servir como uma ferramenta para a regenera\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico e, nesse sentido, projetos como o [museu] Guggenheim, que foi originalmente planejado para ser constru\u00eddo na ravina de Huentit\u00e1n, ou, em algum momento, o corredor cultural de Chapultepec ou, agora, o corredor cultural de Chapultepec, com tudo o que foi proposto com a Ciudad Creativa Digital ou certos processos de \"levar cultura\" aos bairros do centro, foram propostos como essas supostas estrat\u00e9gias que nos ajudariam a recuperar o espa\u00e7o p\u00fablico, mas, na realidade, n\u00e3o s\u00e3o apenas estrat\u00e9gias extremamente fracassadas, mas tamb\u00e9m extremamente problem\u00e1ticas quando se trata de tornar invis\u00edvel o que causou a perda desses espa\u00e7os comuns em primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Como podemos questionar o que, de acordo com os crit\u00e9rios morais mais caracter\u00edsticos das sociedades capitalistas, parece ser o mais desej\u00e1vel? O questionamento \u00e9 complexo, especialmente se exigir um equil\u00edbrio entre o advento das produtoras que nos trazem as aventuras fant\u00e1sticas que mais nos encantam e a presen\u00e7a dos grupos que a maioria desses mesmos est\u00fadios nos apresenta como perigosos, aterrorizantes e indesej\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso da Ciudad Creativa Digital (<span class=\"small-caps\">ccd<\/span>) \u00e9 um exemplo dessas formas enganosas de urbaniza\u00e7\u00e3o que, por um lado, oferecem ao p\u00fablico um pacote de atributos t\u00e3o sedutores quanto a pr\u00f3pria modernidade: empregos, cosmopolitismo, seguran\u00e7a, limpeza, tecnologia. Em alguns casos, da maneira mais crua poss\u00edvel, descrevendo os pr\u00f3prios projetos como \"inteligentes\" e\/ou \"criativos\". Para Manuel Delgado (2010:11), esses projetos modelam a cidade para transform\u00e1-la em um \"item de consumo com uma sociedade humana dentro\". Nesse esfor\u00e7o, as cidades se tornam at\u00e9 caricaturas de si mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de modelo de cidade n\u00e3o apenas enriquece os agentes imobili\u00e1rios, mas tamb\u00e9m torna invis\u00edveis todos os grupos marginalizados nas grandes narrativas da fic\u00e7\u00e3o e do entretenimento; grupos que s\u00e3o o resultado do sistema econ\u00f4mico mundial desigual que consome todos os tipos de recursos de maneiras cada vez mais criativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos atributos mais elementares que emerge do olhar transdisciplinar oferecido por este livro \u00e9 o evidente nexo entre fic\u00e7\u00e3o e realidade, que, no caso dos estudos urbanos, ainda tem muito a ser explorado. Como reconhecem Luis Campos e Fernando Campos (2018), a fic\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da realidade, na medida em que a fic\u00e7\u00e3o participa da organiza\u00e7\u00e3o da realidade. Assim, a fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita apenas ao reino do irreal, mas tamb\u00e9m influencia o reino do desej\u00e1vel e do poss\u00edvel. No reino das fic\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7o para ilus\u00f5es, modelagens, simula\u00e7\u00f5es, suposi\u00e7\u00f5es, hip\u00f3teses e jogos; todas elas s\u00e3o express\u00f5es que desempenham um papel de lideran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a leitura de Conrado, \u00e9 ineg\u00e1vel o duplo processo pelo qual as cidades emulam os estere\u00f3tipos contidos em determinados produtos culturais, ao mesmo tempo em que as ind\u00fastrias que produzem riqueza a partir da gera\u00e7\u00e3o desse tipo de conte\u00fado transformam as cidades com efeitos terrivelmente devastadores em termos de deslocamento, segrega\u00e7\u00e3o e aniquila\u00e7\u00e3o das express\u00f5es culturais urbanas. Um modelo extrativista complexo que \u00e9 abordado pelo autor a partir de sua clara capacidade de entender os processos comunicativos e os produtos audiovisuais, mas tamb\u00e9m gra\u00e7as \u00e0 sua capacidade de entender seus efeitos sobre o territ\u00f3rio e a vida urbana que \u00e9 mantida no <em>continuum <\/em>da ordem social local-global. Deve ficar claro que este n\u00e3o \u00e9 um livro sobre gentrifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 um livro sobre a luta pelo livre acesso a ideias e como essa falta de liberdade est\u00e1 gerando um tipo de cidade extremamente perverso.<\/p>\n\n\n\n<p>Como um dos objetivos expl\u00edcitos do livro \u00e9 propor reflex\u00f5es transdisciplinares, fico com um desejo: a oportunidade de analisar em profundidade, junto com o autor, o impacto que esses processos urbanos t\u00eam sobre os corpos e as subjetividades dos habitantes, j\u00e1 que os modelos produtivos moldam as cidades, mas tamb\u00e9m nossos corpos e nossos pensamentos. Vejo este livro como o primeiro de uma s\u00e9rie de an\u00e1lises de um processo que tem muitas arestas a serem abordadas no caso mexicano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Campos, Luis y Fernando Campos (2018). \u201cFicciones que se vuelven realidad, ficciones para intervenir la realidad\u201d, <em>Athenea Digital<\/em>, 18 (2), pp. 1-18.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Castro-Campos, Mauro y Nizai\u00e1 Cassi\u00e1n. Comunicaci\u00f3n personal con Christian Grimaldo-Rodr\u00edguez y H\u00e9ctor Robledo (2020). \u201cGentrificaci\u00f3n y cultura: una discusi\u00f3n en torno a las experiencias de Guadalajara, M\u00e9xico, y Barcelona, Espa\u00f1a\u201d, <em>Encartes,<\/em> 06, pp. 247-251. https:\/\/doi.org\/10.29340\/en.v3n6.205.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Delgado, Manuel (2010). <em>La ciudad mentirosa: fraude y miseria del modelo Barcelona. <\/em>Madrid: Catarata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Romo, Conrado (2024). <em>Ciudad copyright<\/em>. Ciudad de M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Christian O. Grimaldo-Rodr\u00edguez<\/em> \u00e9 formada em psicologia pela Universidade de Guadalajara, tem mestrado em Estudos Regionais pelo El Colegio de Jalisco e doutorado em Ci\u00eancias Sociais, com especializa\u00e7\u00e3o em Antropologia Social, pelo Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropolog\u00eda Social (Centro de Investiga\u00e7\u00f5es e Estudos Superiores em Antropologia Social).<span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>). Membro do <span class=\"small-caps\">snii,<\/span> Ela abordou v\u00e1rias quest\u00f5es associadas a fen\u00f4menos urbanos, como imagin\u00e1rios, percep\u00e7\u00e3o social, identidade, tr\u00e2nsito, desapropria\u00e7\u00e3o e conflito sobre territ\u00f3rio em locais na \u00e1rea metropolitana de Guadalajara, Puebla e Barcelona. Ela tem experi\u00eancia em estudos urbanos a partir de uma perspectiva de ci\u00eancias sociais, especificamente de psicologia social, antropologia urbana e geografia humana. No <span class=\"small-caps\">iteso<\/span> coordena a linha de pesquisa em Psicologia Social e Cultural do PhD em Pesquisa Psicol\u00f3gica.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conrado Romo, autor do livro, foi membro fundador do Partido Pirata Mexicano. Um grupo pol\u00edtico inspirado nos partidos piratas europeus que buscava reformar as leis de propriedade intelectual, defender a liberdade de express\u00e3o, a neutralidade da rede e o acesso universal \u00e0 Internet. 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