{"id":39521,"date":"2025-03-21T13:00:00","date_gmt":"2025-03-21T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=39521"},"modified":"2025-03-21T18:49:41","modified_gmt":"2025-03-22T00:49:41","slug":"guber-antropologias-mundiales-cosmopolitica-diversidad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/guber-antropologias-mundiales-cosmopolitica-diversidad\/","title":{"rendered":"Desde o lado escuro da lua at\u00e9 o sol nascente. O exerc\u00edcio de compara\u00e7\u00e3o em seu pr\u00f3prio direito"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap abstract\">Os dois volumes que comp\u00f5em este livro apresentam, em espanhol, as contribui\u00e7\u00f5es de 35 autores sobre as antropologias de seus respectivos pa\u00edses, al\u00e9m de uma introdu\u00e7\u00e3o do editor brasileiro Gustavo Lins Ribeiro e um cap\u00edtulo sobre a abordagem \"Antropologias do Mundo\" do colombiano Eduardo Restrepo. O corpo do livro consiste em 27 cap\u00edtulos sobre na\u00e7\u00f5es, dois sobre regi\u00f5es pol\u00edtico-continentais (\u00c1frica Subsaariana e Europa p\u00f3s-socialista) e um sobre uma regi\u00e3o subnacional (Sib\u00e9ria), al\u00e9m de um cap\u00edtulo de abertura sobre o lugar da disciplina na Unesco, uma institui\u00e7\u00e3o global em seus pr\u00f3prios termos. Esses artigos foram escritos por v\u00e1rios autores chamados h\u00e1 alguns anos pelo pr\u00f3prio Lins Ribeiro para compor a se\u00e7\u00e3o \"Anthropologies of the World\" da principal obra de Hilary Callan, o <em>International Encyclopedia of Anthropology (Enciclop\u00e9dia Internacional de Antropologia), <\/em>publicado pela Wiley &amp; Sons em 2018.  brasileiro Roberto Cardoso de Oliveira, a argentina Esther Hermitte, o indiano Irawati Karve, o sul-africano Archie Mafeje, o mexicano Angel Palerm, o japon\u00eas Tadao Umesao, juntamente com os renomados her\u00f3is da antropologia do Atl\u00e2ntico Norte: Franz Boas, Max Gluckman, Edmund Leach, Claude L\u00e9vi-Strauss, Bronis\u0142aw Malinowski, Marcel Mauss, Alfred R. Radcliffe-Brown, Victor e Edith Turner, bem como os not\u00e1veis <em>influenciadores <\/em>(hoje n\u00f3s os chamar\u00edamos assim) do pensamento antropol\u00f3gico, como Karl Marx, Friedrich Engels, Antonio Gramsci e at\u00e9 mesmo Immanuel Kant e Adam Smith.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 generosa decis\u00e3o de Lins Ribeiro, Hilary Callan e das editoras Carmen Bueno Castellanos, Virginia Garc\u00eda Acosta e Laura R. Valladares, estamos diante de uma sele\u00e7\u00e3o que, em espanhol, pode se transformar em uma poderosa usina de imagina\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica.<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> N\u00f3s, que h\u00e1 muito tempo nos dedicamos a desvendar as particularidades de nossas antropologias, nos limitamos a reconhecer as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as regionais e, mais ou menos implicitamente, a contrastar (e associar) nosso trabalho com as antropologias metropolitanas: hoje as norte-americanas, francesas e brit\u00e2nicas; h\u00e1 um s\u00e9culo, as de l\u00edngua alem\u00e3 e italiana. E apesar do fato de que, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>Embora mostremos sinais de que come\u00e7amos a entender que as antropologias que chamamos de \"cl\u00e1ssicas\" s\u00e3o, por sua vez, respostas locais e nacionais a processos hist\u00f3ricos, pol\u00edticos e sociais, aqueles de n\u00f3s que fazem, pensam, escrevem e ensinam antropologia do \"resto do mundo\" teimam em se conceber como o lado escuro da lua.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a passagem dos registros espalhados pelos 12 volumes do <em>Enciclop\u00e9dia<\/em>O fato de termos alguns volumes, com seus v\u00e1rios temas em ordem alfab\u00e9tica, em apenas alguns volumes nos quais nossas antropologias reais existentes s\u00e3o discriminadas uma ap\u00f3s a outra, e em seu pr\u00f3prio direito, n\u00e3o \u00e9 trivial. Isso resulta em um produto que pode ser abordado de diferentes \u00e2ngulos e dimens\u00f5es. Proponho, nestas poucas p\u00e1ginas, avan\u00e7ar em uma abordagem desse trabalho que seja propriamente antropol\u00f3gica, ou seja, respeitando o paradoxo fundador de nossa disciplina: diversidade na unidade da ra\u00e7a humana... e suas antropologias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, os editores do <em>Panoramas... <\/em>agruparam os verbetes por regi\u00e3o global (\u00c1sia e Oceania), continente (\u00c1frica, Am\u00e9ricas) e subcontinente (Europa Ocidental, Europa Oriental, Escandin\u00e1via). Dentro, eles alfabetizaram cada uma das se\u00e7\u00f5es nacionais (Argentina, Brasil...). Eles tamb\u00e9m transformaram esses verbetes do ingl\u00eas para o espanhol.<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a> Esse material, dividido em cap\u00edtulos que se sucedem, coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o daqueles que leem, falam e pensam em espanhol uma esp\u00e9cie de \"tudo o que voc\u00ea sempre quis saber sobre antropologia em outro lugar\". Como se fosse um museu, em suas vitrines coloridas, onde tudo parece estar ao alcance da m\u00e3o, at\u00e9 mesmo as coisas mais estranhas. A paleta de um pintor. Uma vitrine interessante, uma caixa de ferramentas?<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos primeiros efeitos da leitura da cole\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de textos escritos em ingl\u00eas sobre antropologias ex\u00f3ticas para n\u00f3s \u00e9 justamente a proximidade, a entrada dessas antropologias em nossa mesa cotidiana ou, mais concretamente, no card\u00e1pio do poss\u00edvel: frango, macarr\u00e3o, mas tamb\u00e9m arroz, porco, taro, feij\u00e3o, p\u00e3o e chocolate. Talvez um novo passo que nos permita relativizar a ideia de que a globaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 escrita e entendida em ingl\u00eas, como <em>Globaliza\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No decorrer dos cap\u00edtulos, os leitores perceber\u00e3o que a antropologia nasceu, foi, \u00e9 e, ao que parece, continuar\u00e1 sendo uma disciplina eminentemente global. Os colonialismos foram os ber\u00e7os de uma disciplina que foi criada para pensar e estudar a humanidade por meio de suas diferen\u00e7as selvagens (t\u00e3o indomadas, persistentes, rebeldes, sempre amea\u00e7adoras?). Assim, n\u00f3s que praticamos a antropologia geramos discursos do que Lins Ribeiro chamou de \"cosmopol\u00edtica\". A \"Introdu\u00e7\u00e3o\" e o cap\u00edtulo de Restrepo com o cap\u00edtulo de Nuria Sanz sobre a antropologia na Unesco apresentam algumas reflex\u00f5es sobre isso. Mas, al\u00e9m disso, essas cosmopol\u00edticas podem ser rastreadas em cada um dos cap\u00edtulos, tanto nos regionais e epocais, quanto nos subnacionais sobre a Sib\u00e9ria e naqueles estritamente circunscritos aos estados-na\u00e7\u00e3o. A \"unidade do g\u00eanero antropol\u00f3gico\" tem diferentes formas de se expressar e diferentes formas de se reconhecer. H\u00e1 as rotas de coloniza\u00e7\u00e3o, tanto ultramarinas quanto \"ultraterrestres\" (para as estepes siberianas ou para o oeste da vasta Am\u00e9rica do Norte e da Am\u00e9rica do Sul amaz\u00f4nica). H\u00e1 os problemas que essas rotas viabilizam e denunciam, como o tr\u00e1fico de escravos, o trabalho contratado (<em>trabalho escravo) <\/em>e migra\u00e7\u00f5es de povos do Mediterr\u00e2neo, da Am\u00e9rica Central e do M\u00e9xico, refugiados do Oriente Pr\u00f3ximo e migrantes mission\u00e1rios para terras prometidas. H\u00e1 as tradi\u00e7\u00f5es nominativas que circulam como <em>A etnologia, <\/em>etnologia, o <em>Vis\u00e3o geral <\/em>e o <em>Pesquisa de mercado<\/em>folclore e <em>Antropologia cultural, <\/em>entre outros. H\u00e1 tamb\u00e9m os tr\u00e2nsitos autorais de colegas que migram permanente ou temporariamente, como Boas, Malinowski e Radcliffe-Brown para o <span class=\"small-caps\">EUA<\/span>L\u00e9vi-Strauss para o Brasil ou Johannes Fabian para o Congo, e h\u00e1 aqueles que se movem por meio de suas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo \u00e9 menor do que o efeito hipn\u00f3tico de sua diversidade de cores. A multiplicidade de \"entradas\" nessas 790 p\u00e1ginas nos permite descobrir, por meio de sua contiguidade editorial, como as antropologias subsaarianas emergem nas antropologias latino-americanas (e vice-versa), a antropologia sovi\u00e9tica na antropologia do Leste Europeu e da Am\u00e9rica Latina, a antropologia indiana na antropologia americana e, acima de tudo, as antropologias euro-ocidentais nas do \"resto do mundo\". Essa perspectiva<em>,<\/em> relativamente escasso em nosso trabalho, ele pode ter uma <em>Panoramas... <\/em>como seu ponto de partida ou, pelo menos, sua inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, n\u00e3o podemos e n\u00e3o queremos evitar a atra\u00e7\u00e3o fatal da diversidade. Mas o que exatamente queremos dizer com esse termo? Mais precisamente: como aplicar o estoque de conhecimento antropol\u00f3gico para entender as \"antropologias globais\"? A diversidade se manifesta em autores, denomina\u00e7\u00f5es; tamb\u00e9m em problemas ou objetos antropol\u00f3gicos, conceitos, linhas te\u00f3ricas, tradi\u00e7\u00f5es, din\u00e2micas institucionais, locais, sistemas de divulga\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o dentro desses pa\u00edses. \u00c9 tudo o que contribui para o que Roberto Cardoso de Oliveira chamou de \"estilos\" e que n\u00e3o nos limita a ser, nem a nos comportar, nem a nos conceber como meras r\u00e9plicas perif\u00e9ricas das antropologias do centro (Cardoso de Oliveira e Ruben, 1995).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a diversidade \u00e9 mais do que aquilo que cada antropologia nacional tem e produz (para o mercado global do conhecimento antropol\u00f3gico e sua cosmopol\u00edtica). \u00c9 tamb\u00e9m suas \"veias abertas\", como disse Eduardo Galeano, com todas as suas feridas. Guerras, persegui\u00e7\u00f5es, cat\u00e1strofes \"naturais\", destrui\u00e7\u00e3o ambiental, revolu\u00e7\u00f5es e ditaduras moldam os povos e s\u00e3o moldadas por eles. Elas tamb\u00e9m moldam suas antropologias, como a Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana, o stalinismo, a guerra no Pac\u00edfico, o <em>apartheid. <\/em>As feridas hist\u00f3ricas s\u00e3o verdadeiras parteiras das tradi\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas, dos alinhamentos acad\u00eamicos e das lutas institucionais... por meio da palavra escrita, da diatribe e do golpe de sal\u00e3o, do expurgo e do ex\u00edlio. E pelo fato de serem t\u00e3o suportadas e confrontadas, ou seja, t\u00e3o cativantes, elas tamb\u00e9m geram problemas de conhecimento interessantes e sinceros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva de <em>Panoramas <\/em>h\u00e1 outras diversidades. Uma delas \u00e9 o que poder\u00edamos chamar de \"joias das antropologias nacionais\", que s\u00e3o suas personalidades reverenciadas, algumas ca\u00eddas em desgra\u00e7a, outras amaldi\u00e7oadas e vindicadas, algumas emblem\u00e1ticas, outras ap\u00f3crifas, as superadas e as ainda em vigor. Como e por que elas surgiram e ca\u00edram? Quais foram suas redes, suas plataformas de lan\u00e7amento, suas alian\u00e7as nacionais e internacionais, suas rela\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e pol\u00edticas? Quais foram seus campos etnogr\u00e1ficos, suas no\u00e7\u00f5es preferidas, suas principais obras e seus enquadramentos nos diferentes ramos da antropologia? Em virtude de quais abordagens, internas ou externas, eles foram debatidos? Como as constru\u00e7\u00f5es institucionais e as fac\u00e7\u00f5es do Estado intervieram em suas trajet\u00f3rias bem ou mal adquiridas?<\/p>\n\n\n\n<p>Outra diversidade \u00e9 a tem\u00e1tica, inscrita nas agendas antropol\u00f3gicas nacionais, regionais e internacionais. H\u00e1 temas que v\u00eam embalados das antropologias do Atl\u00e2ntico Norte, mas h\u00e1 outros que s\u00e3o resultado de preocupa\u00e7\u00f5es culturais, pol\u00edticas e humanit\u00e1rias mais limitadas ou que s\u00e3o resultado da apropria\u00e7\u00e3o e nativiza\u00e7\u00e3o de agendas metropolitanas, da \u00e9poca e da situa\u00e7\u00e3o atual. Feminismo, direitos humanos, desertifica\u00e7\u00e3o e racismo, <em>etnias<\/em>Os direitos ind\u00edgenas n\u00e3o significam a mesma coisa, nem s\u00e3o praticados da mesma forma em diferentes pa\u00edses e ao longo dos tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra diversidade interessante mostrada nesses cap\u00edtulos \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvia que muitas vezes \u00e9 invis\u00edvel para n\u00f3s: a rela\u00e7\u00e3o entre nossas antropologias e nossos estados (nacional, departamental, provincial e local). Poder\u00edamos incluir aqui como as antropologias s\u00e3o afetadas por mudan\u00e7as na orienta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria - como na Europa Oriental socialista -, por mudan\u00e7as de regime - democr\u00e1tico, autorit\u00e1rio - e por mudan\u00e7as de governo. Tamb\u00e9m poder\u00edamos considerar quais agendas antropol\u00f3gicas correspondem \u00e0s agendas de nossos Estados, s\u00e3o desenvolvidas ou abortadas por elas, e como nossos campos, teorias, pr\u00e1ticas e problemas antropol\u00f3gicos se relacionam com elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra diversidade \u00e9 exibida pelos pr\u00f3prios autores de cada cap\u00edtulo, colegas que geralmente se tornaram antrop\u00f3logos nos pa\u00edses sobre os quais escrevem. Cada um deles tem diferentes padr\u00f5es de historiciza\u00e7\u00e3o (tempo, causalidade, significado), diferentes crit\u00e9rios para justificar a sele\u00e7\u00e3o de suas personalidades mais relevantes e para caracterizar as particularidades de sua(s) antropologia(s) nacional(is) e subnacional(is). Em rela\u00e7\u00e3o a isso, \u00e9 importante reunir as maneiras pelas quais os autores descrevem e, consequentemente, explicam suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias disciplinares, quais s\u00e3o os alinhamentos pol\u00edticos e acad\u00eamicos e quem s\u00e3o os concorrentes mais obstinados.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Vis\u00e3o geral das antropologias mundiais<\/em> Ela nos permite sair do centrismo do Atl\u00e2ntico Norte e nos inscreve nos processos mais gerais de nossas realidades socioculturais e pol\u00edtico-econ\u00f4micas, bem como nos ciclos biogr\u00e1ficos e autorais de nossos colegas; nos ajuda a aprender como, em outros contextos, diferentes problemas de conhecimento e sobreviv\u00eancia que agora nos afetam foram resolvidos ou, pelo menos, enfrentados (a caixa de ferramentas!); permite-nos analisar a rela\u00e7\u00e3o entre nossas antropologias e as vicissitudes hist\u00f3ricas, n\u00e3o como determina\u00e7\u00f5es, mas como possibilidades nos di\u00e1logos de m\u00faltiplos efeitos nas sele\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, nos perfis profissionais, nas elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, nas pr\u00e1ticas de campo, nas formula\u00e7\u00f5es de cada achado e, certamente, nos caminhos que nossas produ\u00e7\u00f5es seguem. Tamb\u00e9m nos leva a visualizar como nossas antropologias est\u00e3o organizadas e como s\u00e3o classificadas internamente e em rela\u00e7\u00e3o a outras antropologias e outras disciplinas. Mas, acima de tudo, nos leva a entender como pensamos e fazemos \"antropologias de carne e osso\" em nossos pa\u00edses, com nossas quest\u00f5es pol\u00edticas, com nossos recursos materiais e imateriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, <em>Vis\u00e3o geral das antropologias mundiais <\/em>nos \u00e9 oferecido como uma pedreira pronta para ser explorada seguindo a pr\u00e1tica inescap\u00e1vel de nossa disciplina: a compara\u00e7\u00e3o. E isso n\u00e3o \u00e9 apenas com os pa\u00edses imediatamente vizinhos, nem com os pa\u00edses de influ\u00eancia antropol\u00f3gica global; \u00e9 tamb\u00e9m com as antropologias das outras se\u00e7\u00f5es deste livro. Assim, na passagem do que as antropologias t\u00eam em comum para o que as distingue, poder\u00edamos nos juntar novamente \u00e0 nossa globaliza\u00e7\u00e3o com um conhecimento mais genuinamente universal (Peirano, 1995) e menos centrado no Atl\u00e2ntico Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que hist\u00f3rias, <em>raccontos, <\/em>contas, comp\u00eandios, cronologias, enumera\u00e7\u00f5es, registros nacionais, regionais e subnacionais de <em>Panoramas <\/em>s\u00e3o um convite para um exerc\u00edcio antropol\u00f3gico sobre antropologias, um espelho que reflete uma imagem \u00fanica e m\u00faltipla, povoada por diferentes sotaques, cores e ambientes, alguns ignorados, a maioria inesperada, todos maravilhosamente bem-vindos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Amid Talai, Vered (ed.) (2004). <em>Biographical Dictionary of Social and Cultural Anthropology.<\/em> Londres\/Nueva York: Routledge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bonte, Pierre y Michel Izard (dirs.) [1991] (2013). <em>Dictionnaire d\u2019ethnologie et anthropologie. <\/em>Par\u00eds: <span class=\"small-caps\">puf<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Boscovich, Aleksandar (ed.) (2008). <em>Other People\u2019s Anthropologies. Ethnographic Practice on the Margins.<\/em> Nueva York: Berghahn Books.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Callan, Hilary (ed.) (2018). <em>International Encyclopaedia of Anthropology. <\/em>Nueva York: Wiley &amp; Sons. 12 vols.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Cardoso de Oliveira y Guilhermo Ruben (orgs.) (1995). <em>Estilos da antropolog\u00eda. <\/em>Campinas: Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Didier, B\u00e9atrice; Antoinette Fouque y Mireille Calle-Gruber (dirs.) (2013). <em>Le Dictionnaire Universel des Cr\u00e9atrices<\/em>. Par\u00eds: \u00c9dition des Femmes. 3 vols.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lins Ribeiro, Gustavo y Arturo Escobar (eds.) (2006). <em>World Anthropologies. Disciplinary Transformations within Systems of Power<\/em>. Londres\/Nueva York: Berg Publishers.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Peirano, Mariza (1995). <em>A favor da etnograf\u00eda. <\/em>R\u00edo de Janeiro: Relum\u00e9 Dumara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Poole, Deborah (ed.) (2008). <em>A Companion to Latin American Anthropology<\/em>. Oxford: Blackwell.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Rosana Guber<\/em> tem doutorado em Antropologia Social e \u00e9 pesquisador s\u00eanior. <span class=\"small-caps\">conicet<\/span>Argentina. Pesquisa antropol\u00f3gica sobre antropologias argentinas, a Guerra das Malvinas\/Falklands (1982) e o m\u00e9todo etnogr\u00e1fico. Ela \u00e9 autora de <em>O selvagem metropolitano <\/em>(1991), <em>Etnografia: m\u00e9todo, campo e reflexividade <\/em>(2001), <em>De meninos a veteranos <\/em>(2004), <em>Articula\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica <\/em>(2013), <em>Experi\u00eancia com o Falcon <\/em>(2016), al\u00e9m de organizador e autor dos volumes <em>Trabalho de campo na Am\u00e9rica Latina <\/em>(2018), <em>Mar de guerra <\/em>(2022) e, com L\u00eda Ferrero, de <em>Antropologias feitas na Argentina <\/em>(2021-2022). Ele dirige o Mestrado em Antropologia Social. <span class=\"small-caps\">ides-eidaes\/unsam<\/span>e co-dirige o Diploma Internacional em Teorias Antropol\u00f3gicas da Am\u00e9rica Latina e do Caribe.<span class=\"small-caps\">ditalc<\/span>) da Universidade Alberto Hurtado, no Chile, e o <span class=\"small-caps\">eidaes\/unsam<\/span>Argentina.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dois volumes que comp\u00f5em este livro apresentam, em espanhol, as contribui\u00e7\u00f5es de 35 autores sobre as antropologias de seus respectivos pa\u00edses, al\u00e9m de uma introdu\u00e7\u00e3o do editor brasileiro Gustavo Lins Ribeiro e um cap\u00edtulo sobre a abordagem \"Antropologias do Mundo\" do colombiano Eduardo Restrepo. 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