{"id":39407,"date":"2025-03-21T13:00:00","date_gmt":"2025-03-21T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=39407"},"modified":"2025-03-21T13:21:30","modified_gmt":"2025-03-21T19:21:30","slug":"morello-tatuajes-religiosidad-vivida-andalucia-loreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/morello-tatuajes-religiosidad-vivida-andalucia-loreto\/","title":{"rendered":"A arte (religiosa) da tatuagem"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Sum\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">A tatuagem religiosa evoluiu de ritual para profiss\u00e3o. Os tatuadores, ao materializarem suas cren\u00e7as, experimentam a tens\u00e3o entre arte e espiritualidade. Este estudo examina como os est\u00fadios de tatuagem se tornaram espa\u00e7os onde a express\u00e3o religiosa contempor\u00e2nea \u00e9 moldada, explorando as interse\u00e7\u00f5es entre arte, espiritualidade e com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/imagenes-religiosas\/\" rel=\"tag\">imagens religiosas<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/religiosidad-vivida\/\" rel=\"tag\">religiosidade vivida<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/tatuaje\/\" rel=\"tag\">tatuagem<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-title\"><span class=\"small-caps\">a arte (religiosa) da tatuagem<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\">A tatuagem religiosa evoluiu de um ritual para uma profiss\u00e3o. Ao materializar cren\u00e7as, os tatuadores vivenciam a tens\u00e3o entre arte e espiritualidade. Este estudo examina como os est\u00fadios de tatuagem se tornaram um espa\u00e7o onde a express\u00e3o religiosa contempor\u00e2nea \u00e9 configurada, explorando as interse\u00e7\u00f5es entre arte, espiritualidade e com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-text abstract\">Palavras-chave: tatuagem, \u00edcones religiosos, religi\u00e3o vivida, catolicismo. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A profiss\u00e3o (religiosa) de tatuador: Loreto (It\u00e1lia): Gustavo Morello\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1fOLWwNb-ZE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A profiss\u00e3o (religiosa) da tatuagem : M\u00e1laga (Espanha) : Gustavo Morello\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qT4kWy3Rh20?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">A maioria dos estudos sobre a sociologia da religi\u00e3o no mundo ocidental ignorou as tatuagens religiosas, mas h\u00e1 registros de tatuagens religiosas desde o in\u00edcio da era comum. No entanto, h\u00e1 registros de tatuagens religiosas desde o in\u00edcio da era comum. Por que essa exclus\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Os objetivos deste estudo s\u00e3o, por um lado, explorar as tatuagens como pr\u00e1ticas religiosas em contextos crist\u00e3os ocidentais e, por outro lado, destacar diferentes formas de praticar a religi\u00e3o que foram ignoradas pela academia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse projeto de pesquisa, iniciado em 2018, gerou um livro, quatro artigos acad\u00eamicos, tr\u00eas artigos em prepara\u00e7\u00e3o, um curso eletivo semestral, a colabora\u00e7\u00e3o de colegas nos Estados Unidos, M\u00e9xico e Argentina, o trabalho de um aluno de doutorado e 17 alunos de gradua\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00f5es em confer\u00eancias acad\u00eamicas e in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es na m\u00eddia em espanhol e ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os v\u00eddeos que apresento aqui s\u00e3o o produto desse estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Justificativa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Como a sociologia da religi\u00e3o continua a explorar a religi\u00e3o com um conjunto de pr\u00e1ticas sancionadas institucionalmente no Atl\u00e2ntico Norte (frequ\u00eancia \u00e0 igreja, leitura das escrituras, ora\u00e7\u00e3o pessoal), ela negligencia o valor religioso das pr\u00e1ticas que as pessoas consideram religiosas em outros contextos culturais (Bender, \"The sociology of religion\"). <em>et al<\/em>., 2013). As tatuagens s\u00e3o um exemplo dessas pr\u00e1ticas negligenciadas, embora estejam presentes em quase todas as culturas desde que se tem registro.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociologia da religi\u00e3o via as tatuagens religiosas no Ocidente como uma curiosidade, mas n\u00e3o como uma pr\u00e1tica digna de estudo. Elas eram uma quest\u00e3o de culturas n\u00e3o ocidentais e, portanto, material antropol\u00f3gico (Rubin, 1988). Supunha-se que, como as principais igrejas crist\u00e3s proibiam as tatuagens, elas eram estranhas \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o religiosa ocidental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A alegada proibi\u00e7\u00e3o religiosa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Muitos soci\u00f3logos presumiram que as escrituras judaico-crist\u00e3s proibiam as tatuagens (por exemplo, Bell, 1999; Boudreau, Ferro Higuera e Villamar Ruelas, 2020; Ebensten, 1954; Falk, 1995; Gilbert, 2000; Govenar, 1988; Perez Fonseca, 2009; Rosenblatt, 1997; Sizer, 2020). O argumento mais comumente usado \u00e9 a cita\u00e7\u00e3o do livro b\u00edblico Lev\u00edtico 19:28, que os pro\u00edbe (Kluger, 2021). Supostamente, essa proscri\u00e7\u00e3o foi posteriormente endossada pelo imperador romano crist\u00e3o Constantino I, argumentando que as tatuagens denegriam a imagem de Deus (Brain, 1979; Sanders e Vail, 2008). O Segundo Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia (787) teria confirmado essa proibi\u00e7\u00e3o (Falk, 1995; Gilbert, 2000; Steward, 1990).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que h\u00e1 in\u00fameros testemunhos de l\u00edderes crist\u00e3os que se op\u00f5em \u00e0 tatuagem: por exemplo, S\u00e3o Bas\u00edlio em 450 (Petkoff, 2019), o pastor anglicano John Bulwer no <span class=\"small-caps\">xvii<\/span> (Schildkrout, 2004) e o pastor batista Paul Chappell no s\u00e9culo XX (Schildkrout, 2004) e o pastor batista Paul Chappell no s\u00e9culo XX (Schildkrout, 2004). <span class=\"small-caps\">xx<\/span> (Parnell, 2019). Entretanto, isso n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a proibi\u00e7\u00e3o de uma tradi\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, h\u00e1 refer\u00eancias b\u00edblicas que n\u00e3o apenas reconhecem as tatuagens (Apocalipse 17:5; C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos 8:6), mas atribuem a elas um poder protetor (G\u00eanesis 4:5). Al\u00e9m disso, outros textos b\u00edblicos s\u00e3o lidos como um incentivo \u00e0 sua pr\u00e1tica (Isa\u00edas 44:5). Uma passagem (G\u00e1latas 6:17) parece at\u00e9 indicar que o pr\u00f3prio ap\u00f3stolo Paulo tinha uma cruz tatuada nele.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo, um decreto do Imperador Constantino proibiu tatuagens no rosto, uma puni\u00e7\u00e3o comum no Imp\u00e9rio Romano, porque as tatuagens faciais eram humilhantes: elas denegriam a imagem de Deus nas pessoas. Em vez disso, argumentou ele, as pessoas escravizadas podiam tatuar seus bra\u00e7os e pernas (Bruna, 2005; Gustafson, 2000; Jones, 2000; Steward, 1990).<\/p>\n\n\n\n<p>Em terceiro lugar, o Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, realizado em 787, n\u00e3o proibiu as tatuagens (Price, 2018). Os registros refletem a controv\u00e9rsia sobre imagens religiosas em geral, uma disputa que abalou o cristianismo na \u00e9poca. A tens\u00e3o era entre os iconoclastas, que rejeitavam as imagens como uma forma leg\u00edtima de representa\u00e7\u00e3o do divino, e os icon\u00f3filos, que as defendiam. O conc\u00edlio afirmou que as imagens deveriam ser veneradas, n\u00e3o adoradas (Barber, 1999).<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia n\u00e3o terminou a\u00ed e muitos dos imperadores bizantinos seguintes apoiaram os iconoclastas. Alguns at\u00e9 puniram os icon\u00f3filos tatuando-os em seus rostos (Gustafson, 2000; Jones, 2000). No mesmo ano (787), um conselho local em Northumberland, Inglaterra, proibiu tatuagens de motiva\u00e7\u00e3o pag\u00e3, mas elogiou aquelas que representavam a iconografia crist\u00e3 (MacQuarrie, 2000; Scheinfeld, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p>Quarto, no caso da tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, nenhuma proibi\u00e7\u00e3o foi encontrada no C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico ou nas fontes do dogma cat\u00f3lico (Denzinger, 1957). Embora nas igrejas protestantes existam alguns panfletos e homilias de pastores condenando as tatuagens, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma proibi\u00e7\u00e3o institucional. Mesmo quando o uso de imagens era considerado idolatria para alguns grupos protestantes, como entre os presbiterianos escoceses, cerca de 8% dos condenados \u00e0 pris\u00e3o na Austr\u00e1lia tinham tatuagens religiosas. As tatuagens religiosas eram comuns entre os condenados brit\u00e2nicos de classe m\u00e9dia e baixa, e eram distribu\u00eddas igualmente entre cat\u00f3licos e anglicanos (Alker e Shoemaker, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>O que quero dizer \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 proibi\u00e7\u00e3o nas religi\u00f5es ocidentais e, se houvesse, isso n\u00e3o impediria os fi\u00e9is de fazer tatuagens (Morello, 2024). Entendo que uma maneira de superar os limites da sociologia da religi\u00e3o \u00e9 prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas, ao que as pessoas fazem para se conectar com o sobre-humano, e n\u00e3o apenas ao que as institui\u00e7\u00f5es religiosas dizem. A perspectiva da religi\u00e3o vivida, que se concentra nas pr\u00e1ticas, nos ajuda a recuperar a dimens\u00e3o religiosa da tatuagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00e1ticas religiosas e seu estudo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">V\u00e1rios colegas destacaram a religi\u00e3o popular como uma forma particular de fazer religi\u00e3o que explora as pr\u00e1ticas religiosas al\u00e9m dos mandatos das elites institucionais (Ameigeiras, 1989; De la Torre, Guti\u00e9rrez Z\u00fa\u00f1iga, Ameigeiras, 1989). <em>et al<\/em>2014; Parker Gumuccio, 1998, Sem\u00e1n, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem da religi\u00e3o vivida consolidou e expandiu essa perspectiva (Ammerman, 2021; Morello, 2021). Ao se concentrar nas pr\u00e1ticas religiosas cotidianas, esses estudos destacam o que as pessoas comuns fazem. Concentrando-se em a\u00e7\u00f5es em vez de diretrizes institucionais, eles investigam pr\u00e1ticas concretas, enfatizando a capacidade dos atores de gerar e transmitir o significado religioso nas experi\u00eancias cotidianas (Pereira Arenas e Morello, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essa abordagem priorize a ag\u00eancia subjetiva e a criatividade, ela entende que as pr\u00e1ticas religiosas ocorrem em um contexto s\u00f3cio-hist\u00f3rico. As pessoas se expressam por meio de pr\u00e1ticas moldadas tanto pelas tradi\u00e7\u00f5es institucionais quanto pela cultura popular, pelo que est\u00e1 dispon\u00edvel para elas. A religi\u00e3o, mesmo a \"vivida\", ainda \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social (Ammerman, 2021; Rabbia <em>et al<\/em>., 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ammerman (2021), as pr\u00e1ticas religiosas envolvem (como qualquer outra pr\u00e1tica humana) a incorpora\u00e7\u00e3o, a materialidade, as emo\u00e7\u00f5es, a est\u00e9tica, o julgamento moral e a narrativa. No entanto, \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o de se conectar com o sobre-humano que a torna \"religiosa\". Essa inten\u00e7\u00e3o pode ser expl\u00edcita (porque a pessoa diz isso) ou impl\u00edcita (porque o contexto sugere isso).<\/p>\n\n\n\n<p>As tatuagens religiosas se encaixam nessa descri\u00e7\u00e3o. Elas registram um contato com o sobre-humano ao materializar experi\u00eancias que deixaram uma marca emocional (Morello, 2021a). Ao modificar a pele, elas envolvem o corpo, como peregrina\u00e7\u00e3o ou jejum (Inckle, 2016); s\u00e3o feitas de um material (tinta) e s\u00e3o uma escolha est\u00e9tica sujeita a debates sobre gosto e criatividade (Kosut, 2014; Rees, 2016; Tranter e Grant, 2018). Por fim, elas envolvem um julgamento moral sobre o que \u00e9 apropriado tatuar (e em que parte do corpo) e o que n\u00e3o \u00e9 (Morello <em>et al<\/em>2021; Morello e DePaula, 2024).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tatuagens religiosas contempor\u00e2neas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Os trabalhos sobre tatuagens religiosas contempor\u00e2neas exploram as caracter\u00edsticas, os usos e as complexidades da tatuagem. Uma delas \u00e9 ser ao mesmo tempo \"ego\u00edsta\" e \"altru\u00edsta\" (Simmel, em Wolf, 1950: 338). As tatuagens, em geral, s\u00e3o uma escolha est\u00e9tica. As pessoas as fazem porque gostam delas. Nesse sentido, elas s\u00e3o \"ego\u00edstas\" e, ao mesmo tempo, t\u00eam uma dimens\u00e3o \"altru\u00edsta\". Assim como as tatuagens s\u00e3o dispositivos de comunica\u00e7\u00e3o que as pessoas usam para falar sobre si mesmas (Atkinson, 2003; Back, 2007; DeMello, 2000; Le Breton, 2013; Rosenblatt, 1997), as tatuagens religiosas comunicam experi\u00eancias espirituais (Ramos, 2002; Yllescas, 2018), s\u00e3o oportunidades para refletir e conversar sobre o sagrado (Barras e Saris, 2021; Foemmel, 2009; Pitts 2003; Tsou-Pin Chen, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>As tatuagens, pessoais e \u00edntimas, tamb\u00e9m implicam uma conex\u00e3o com uma comunidade (Morello, 2021a). Elas s\u00e3o marcas de afilia\u00e7\u00e3o religiosa, situando o tatuado em um grupo (Dougherty e Koch, 2019; Maldonado-Estrada, 2020) ou tradi\u00e7\u00e3o (Petkoff, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>As tatuagens geralmente s\u00e3o explicitamente devocionais e retratam imagens de santos, dem\u00f4nios, orix\u00e1s, divindades, crucifixos, Jesus, a Virgem Maria e anjos, que funcionam como altares dom\u00e9sticos (Guerzoni, 2018; L\u00f3pez Fidanza e Galera, 2014; Yllescas, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras ocasi\u00f5es, embora n\u00e3o sejam obviamente religiosas, elas capturam a inten\u00e7\u00e3o espiritual da pessoa tatuada com um s\u00edmbolo \"profano\" (Pitts, 2003; Rivardo e Keelan, 2010; Rosenblatt, 1997). H\u00e1 uma tend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a tatuagens e afilia\u00e7\u00f5es religiosas: as pessoas n\u00e3o afiliadas tendem a ter mais tatuagens do que os cat\u00f3licos, e os cat\u00f3licos mais do que os protestantes. Enquanto as pessoas religiosas t\u00eam alternativas para expressar sua vida interior (colares, imagens, roupas), para as pessoas n\u00e3o afiliadas, as tatuagens s\u00e3o uma das poucas maneiras de faz\u00ea-lo (Morello, 2021a).<\/p>\n\n\n\n<p>As tatuagens religiosas colocam o indiv\u00edduo em uma comunidade al\u00e9m deste mundo, conectando-o a uma rede de seres humanos e sobre-humanos. As tatuagens do falecido, por exemplo, s\u00e3o dispositivos para criar mem\u00f3ria e comunicar o luto, pois permitem que o enlutado fale sobre o que aconteceu (Cann, 2014; Davidson, 2016; Inckle, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>As tatuagens podem marcar peregrina\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e buscas espirituais. As tatuagens de peregrina\u00e7\u00e3o s\u00e3o evid\u00eancias da jornada e um sinal de que a pessoa mudou, que n\u00e3o voltou a ser a mesma (Petkoff, 2019). Outras tatuagens sinalizam transi\u00e7\u00f5es, um novo est\u00e1gio em uma jornada espiritual (Foemmel, 2009; Parnell, 2019). \u00c0s vezes, elas marcam experi\u00eancias m\u00edsticas (Maloney e Koch, 2019), registrando na pele uma mensagem do divino (Benson, 2000; Firmin <em>et al<\/em>., 2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Outras tatuagens s\u00e3o usadas para evitar danos (Kluger, 2021; Woodstock, 2014) ou como lembran\u00e7a da supera\u00e7\u00e3o de traumas (tanto f\u00edsicos quanto mentais, pr\u00f3prios ou de terceiros). Muitas vezes, no caso dessas tatuagens de cura, o pr\u00f3prio processo de tatuagem \u00e9 considerado cat\u00e1rtico, e a dor envolvida se torna mais relevante (Pitts, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p>Como em qualquer outra pr\u00e1tica social, o g\u00eanero influencia as tatuagens. O tamanho e a localiza\u00e7\u00e3o no corpo diferem entre mulheres e homens (Dougherty e Koch, 2019), assim como o uso e as expectativas corporais (Kloss, 2022; Maldonado-Estrada, 2020, Morello <em>et al<\/em>., 2021).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O trabalho dos tatuadores<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Se as tatuagens t\u00eam fun\u00e7\u00f5es religiosas, n\u00e3o \u00e9 estranho imaginar que os tatuadores tenham um papel espiritual (Morello e De Paula, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas sociedades antigas da Europa e da Am\u00e9rica, a tatuagem era realizada por indiv\u00edduos habilidosos que provavelmente estavam realizando um ato religioso (Krutak, 2015). Posteriormente, a tatuagem tornou-se uma atividade de meio per\u00edodo e, no final do s\u00e9culo XX <span class=\"small-caps\">xix<\/span>em uma profiss\u00e3o de tempo integral. Com a crescente popularidade da tatuagem e o aprimoramento tecnol\u00f3gico das ferramentas, muitos tatuadores come\u00e7aram a entender seu trabalho como arte (De Oliveira, 2016; Ferreira, 2008; Walzer Moskovic, 2015). A tatuagem, como uma profiss\u00e3o de tempo integral associada \u00e0 criatividade, \u00e9 um desenvolvimento recente.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 importante porque, com a \"artificializa\u00e7\u00e3o\" da tatuagem (Kosut, 2014; Rees, 2016), os tatuadores precisam navegar entre a liberdade art\u00edstica e as expectativas dos clientes (Martin, 2018; Resenhoeft, Villa e Wiseman, 2008). Na tatuagem, a tela \u00e9 uma pessoa com opini\u00f5es, gostos e escolhas pessoais (Sizer, 2020). A rela\u00e7\u00e3o entre tatuadores e clientes foi transformada; tanto o desenho quanto a experi\u00eancia da tatuagem se tornaram mais pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tatuadores muitas vezes precisam atender \u00e0s exig\u00eancias religiosas de seus clientes, marcando no corpo uma afilia\u00e7\u00e3o de grupo, uma experi\u00eancia espiritual, uma cura (Tsou-Pin Chen, 2019). No entanto, como eles t\u00eam controle sobre o desenho, a execu\u00e7\u00e3o, a coloca\u00e7\u00e3o e o tamanho da tatuagem, a tatuagem \u00e9 um local para o exerc\u00edcio do poder (Barras e Saris, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os v\u00eddeos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Esses v\u00eddeos exploram, a partir de dois casos de tatuagens religiosas, as negocia\u00e7\u00f5es que ocorrem na tatuagem entre clientes e tatuadores; entre mandatos sociais e religiosos; entre desenhos art\u00edsticos e possibilidades tecnol\u00f3gicas; entre autoridades civis e eclesi\u00e1sticas; entre desejos pessoais e expectativas sociais. Algo que, especulo, \u00e9 verdadeiro para todas as pr\u00e1ticas religiosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os v\u00eddeos mostram a tatuagem como uma pr\u00e1tica religiosa leg\u00edtima. Ao fazer isso, eles questionam a exclus\u00e3o de seu estudo na sociologia da religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os v\u00eddeos apresentam os casos da tatuagem de cofrade (na Andaluzia, Espanha) e da tatuagem de peregrina\u00e7\u00e3o (em Loreto, It\u00e1lia). Originalmente projetados para acompanhar o curso Tattoos and Religion. Studying a Neglected Spiritual Practice, os v\u00eddeos contextualizam as intera\u00e7\u00f5es entre os tatuadores e seus clientes nas sociedades em que ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os v\u00eddeos foram feitos entre julho e outubro de 2023. O financiamento foi viabilizado, em parte, por uma bolsa de pesquisa Ignite do Boston College Office for the Vice Provost for Research.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Alker, Zoe y Robert Shoemaker (2022). \u201cConvicts and the Cultural Significance of Tattooing in Nineteenth-Century Britain\u201d, <em>Journal of British Studies <\/em>61, pp. 835-862.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ameigeiras, Aldo (1989). \u201cEl fen\u00f3meno de la religiosidad popular desde la perspectiva de la Ciencia Social\u201d, <em>Revista <span class=\"small-caps\">cias<\/span><\/em> 386, pp. 403-412.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ammerman, Nancy T. (2021). <em>Studying Lived Religion.<\/em> Nueva York: New York University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Atkinson, Michael (2003). <em>Tattooed: The Sociogenesis of a Body Art.<\/em> Toronto: University of Toronto Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Back, Les (2007). <em>The Art of Listening.<\/em> Oxford y Nueva York: Berg.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Barber, Charles (1999). \u201cWriting on the Body: Memory\/Desire and the Holy in Iconoclasm\u201d, en <em>Desire and Denial in Byzantium: Papers from the 31st Spring Symposium of Byzantine Studies<\/em>, University of Sussex, 111-120. Brookfield, VT: Aldershot.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Barras, Amelie y Anne Saris (2021). \u201cGazing into the World of Tattoos: An Invitation to Reconsider How We Conceptualize Religious Practices\u201d, <em>Studies in Religion,<\/em> 50, 2, pp. 167-188.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bell, Shannon (1999). \u201cTattooed: A Participant Observer\u2019s Exploration of Meaning\u201d, <em>Journal of American Culture<\/em>, 22, 2, pp. 53-58.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bender, Courtney, Wendy Cadge, Peggy Levitt y David Smilde (2013). <em>Religion on the Edge: De-centering and Re-centering the Sociology of Religion<\/em>. Nueva York: Oxford University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Benson, Susan (2000). \u201cInscriptions of the Self: Reflections on Tattooing and Piercing in Contemporary Euro-American\u201d, en Jane Caplan (ed.).<em> Writen on the Body. The Tattoo in European and American History<\/em>. Princeton: Princeton University Press, pp. 234-254.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Boudreau, Julie-Anne, Laura Ferro Higuera y Aitiana Villamar Ruelas (2020). \u201cSer y estar en lo urbano. Un acercamiento espacio-temporal al tatuaje\u201d, <em>Disparidades. Revista de Antropolog\u00eda<\/em>, 72, 2, pp. 1-15.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Brain, Robert (1979). <em>The Decorated Body.<\/em> Nueva York: Harper and Row.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bruna, Denis (2005). \u201cLe \u2018Labour dans la Chair\u2019. T\u00e9moignages et repr\u00e9senttions du tatouage au moyen age\u201d, en Agostino Paravicini Bagliani (ed.).<em> La pelle umana: The Human Skin<\/em>. Florencia: Edizioni del Galluzzo, pp. 389-407.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Cann, Candi K.&nbsp;(2014). <em>Virtual Afterlives: Grieving the Dead in the Twenty-First Century<\/em>. Lexington: University Press of Kentucky.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Davidson, Deborah (2016). <em>The Tattoo Project: Commemorative Tattoos, Visual Culture, and the Digital Archive.<\/em> Toronto: Canadian Scholars.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De la Torre, Ren\u00e9e, Cristina Guti\u00e9rrez Z\u00fa\u00f1iga, Mar\u00eda Pati\u00f1o L\u00f3pez, Yasodhara Silva Medina, Hugo Su\u00e1rez y Genaro Zalpa Ram\u00edrez (2014). <em>Creer y practicar en M\u00e9xico: comparaci\u00f3n de tres encuestas sobre religiosidad<\/em>. Ciudad de M\u00e9xico: Universidad Aut\u00f3noma de Aguascalientes\/<span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>\/El Colegio de Jalisco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De Oliveira, R. 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Ele lecionou na Universidade Cat\u00f3lica de C\u00f3rdoba, Argentina (1997-2011), foi \"pesquisador visitante\" na Universidade de Michigan (2009-2010) e \"investigador principal\" do projeto de pesquisa The Transformation of Lived Religion in Urban Latin America: a Study of Contemporary Latin Americans Experience of the Transcendent (2015-2018) e ministrou, em 2019, as The D'Arcy Lectures, Campion Hall, Universidade de Oxford, Reino Unido. Morello investiga as transforma\u00e7\u00f5es da religiosidade latino-americana e suas intera\u00e7\u00f5es com a modernidade. Seu \u00faltimo livro \u00e9&nbsp;<em>Uma modernidade encantada. A religi\u00e3o vivida na Am\u00e9rica Latina<\/em>&nbsp;(<span class=\"small-caps\">educc<\/span>, 2020).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo A tatuagem religiosa evoluiu de ritual para profiss\u00e3o. Os tatuadores, ao materializarem suas cren\u00e7as, experimentam a tens\u00e3o entre arte e espiritualidade. Este estudo examina como os est\u00fadios de tatuagem se tornaram espa\u00e7os onde a express\u00e3o religiosa contempor\u00e2nea \u00e9 configurada, explorando as interse\u00e7\u00f5es entre arte, espiritualidade e com\u00e9rcio. 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