{"id":39106,"date":"2024-09-20T10:48:32","date_gmt":"2024-09-20T16:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=39106"},"modified":"2024-09-25T16:06:22","modified_gmt":"2024-09-25T22:06:22","slug":"ballesteros-archivo-etnograficoaudiovisual-representacion-pueblos-originarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/ballesteros-archivo-etnograficoaudiovisual-representacion-pueblos-originarios\/","title":{"rendered":"Diversos olhares sobre as produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e fotogr\u00e1ficas do Arquivo Etnogr\u00e1fico Audiovisual e a representa\u00e7\u00e3o dos povos originais."},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap abstract\">O principal objetivo deste livro \u00e9 reunir uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es sobre o Arquivo Etnogr\u00e1fico Audiovisual (<span class=\"small-caps\">aea<\/span>) do Instituto Nacional Indigenista (<span class=\"small-caps\">ini<\/span>), bem como o contexto em que foi criado e desenvolvido como parte de um registro visual da organiza\u00e7\u00e3o social e de outros aspectos dos povos originais do M\u00e9xico. Ela tamb\u00e9m nos fala sobre os diferentes est\u00e1gios pelos quais essa organiza\u00e7\u00e3o passou e suas repercuss\u00f5es nas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o arquivo j\u00e1 tenha sido abordado por v\u00e1rios autores (Becerril, 2015; Pi\u00f1o Sandoval, 2013; Rovirosa, 1992), este livro \u00e9 necess\u00e1rio porque discute quest\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o, marginaliza\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o, perda de idioma, identidades, apenas para mencionar algumas das consequ\u00eancias que ainda estamos testemunhando hoje. Elas s\u00e3o abordadas por meio de uma an\u00e1lise dos document\u00e1rios do arquivo sob v\u00e1rios \u00e2ngulos e de uma perspectiva interdisciplinar. A grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e9, como diz o t\u00edtulo, \"redescobrir\" um tesouro alheio que buscamos devolver por meio da pesquisa, da reflex\u00e3o e, sobretudo, tornando p\u00fablico que algu\u00e9m se identifica ou identifica sua comunidade, bem como seus problemas e contextos em cada document\u00e1rio. \u00c9 relevante o reconhecimento, por parte da coordenadora do livro, do papel das mulheres no registro audiovisual e na pesquisa antropol\u00f3gica, pois tamb\u00e9m mostra hist\u00f3rias contadas a partir delas e para elas.<\/p>\n\n\n\n<p>As oito se\u00e7\u00f5es: substratos, alteridade, espa\u00e7os, diverg\u00eancias, mem\u00f3rias, pedagogias, tornados e instant\u00e2neos s\u00e3o palavras muito sugestivas que nos convidam a ler os treze cap\u00edtulos, cada um tratando de diferentes document\u00e1rios da <span class=\"small-caps\">aea<\/span> e tamb\u00e9m outros que n\u00e3o est\u00e3o nele, mas que est\u00e3o intimamente relacionados. Al\u00e9m disso, o livro \u00e9 acompanhado por uma s\u00e9rie de fotografias de diferentes arquivos que nos ajudam a ter uma vis\u00e3o mais ampla da produ\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, \"Ele \u00e9 Deus e a origem de um novo cinema etnogr\u00e1fico no M\u00e9xico\", de \u00c1lvaro V\u00e1zquez Mantec\u00f3n, fornece um contexto hist\u00f3rico para a produ\u00e7\u00e3o desse filme, que se concentra na dan\u00e7a dos concheros, nas prociss\u00f5es e nos cultos religiosos que convergiram no ent\u00e3o Distrito Federal em meados do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">xx<\/span>e do qual ainda hoje podemos encontrar amostras na cidade e at\u00e9 mesmo fora do pa\u00eds. No texto, h\u00e1 uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es sobre o estilo narrativo do document\u00e1rio e sua import\u00e2ncia na produ\u00e7\u00e3o audiovisual mexicana, bem como sua estreita rela\u00e7\u00e3o com o modo de fazer antropologia.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, Eduardo de la Vega fala sobre a trajet\u00f3ria de dois documentaristas que s\u00e3o extremamente relevantes para a <span class=\"small-caps\">aea<\/span>Alberto Cort\u00e9s e Rafael Montero, ambos graduados pelo Centro Universit\u00e1rio de Estudos Cinematogr\u00e1ficos, que desempenhou um papel muito importante em rela\u00e7\u00e3o ao arquivo, pois v\u00e1rios de seus graduados come\u00e7aram seu trabalho cinematogr\u00e1fico l\u00e1, com novas formas de representa\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o dos document\u00e1rios, bem como uma profissionaliza\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es. A revis\u00e3o de sua trajet\u00f3ria \u00e9 relevante, pois eles ofereceram um olhar cr\u00edtico sobre a produ\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios na <span class=\"small-caps\">aea<\/span> O arquivo se tornou um espa\u00e7o para criar e refletir sobre o mundo \"ind\u00edgena\" e suas representa\u00e7\u00f5es, nesse caso, como parte de um cinema de autor.<\/p>\n\n\n\n<p>No cap\u00edtulo intitulado \"Imaginarios cinematogr\u00e1ficos de los pueblos rar\u00e1muri en la segunda mitad del siglo <span class=\"small-caps\">xx<\/span>\"Adriana Estrada apresenta um panorama hist\u00f3rico das representa\u00e7\u00f5es do povo Rar\u00e1muri, com \u00eanfase em seus retratos por meio de filmes com experi\u00eancias que dialogam com outras representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e acad\u00eamicas relacionadas \u00e0 regi\u00e3o noroeste. Os primeiros depoimentos s\u00e3o de Joseph Neuman em <em>Hist\u00f3rias das rebeli\u00f5es na Serra Tarahumara de 1626 a 1724<\/em>Tamb\u00e9m aborda o trabalho fotogr\u00e1fico e etnogr\u00e1fico de Car Lumholtz e Rudolf Zabel, bem como o trabalho de Robert Zingg.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme<em> Tarahumara<\/em> (1965), de Luis Alcoriza, \u00e9 importante no cinema mexicano por ser uma cr\u00edtica social que, pela primeira vez, questiona a rela\u00e7\u00e3o Estado-na\u00e7\u00e3o por meio da figura de um jovem trabalhador da ind\u00fastria de alimentos. <span class=\"small-caps\">ini<\/span> e os povos originais, nesse caso o povo Tarahumara. <em>Sukiki<\/em> (1976), de Fran\u00e7ois Lartigue e Alfonso Mu\u00f1oz, apresenta um relato da superexplora\u00e7\u00e3o na Serra Tarahumara em um estilo documental espec\u00edfico. Por outro lado, <em>Raramuri Ra\u00b4Itsaara<\/em> (1983) y <em>Teshuinada <\/em>(1979) t\u00eam inten\u00e7\u00f5es diferentes dentro da estrutura do mesmo indigenismo. Da mesma forma, a autora tem uma reflex\u00e3o relevante, pois se pergunta como seria a imagem dos Rar\u00e1muris feita por eles, o que seria interessante investigar no contexto atual, j\u00e1 que o maior acesso a dispositivos eletr\u00f4nicos talvez tenha gerado uma autorrepresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\"Abrigos para crian\u00e7as no discurso audiovisual da <span class=\"small-caps\">ini\"<\/span> \u00e9 o cap\u00edtulo escrito por Alejandra Jablonska, que busca analisar o papel dos abrigos-escola que essa organiza\u00e7\u00e3o criou e implementou para oferecer educa\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as de povos ind\u00edgenas e, assim, integr\u00e1-las \u00e0 vida nacional do pa\u00eds, com todas as controv\u00e9rsias que isso acarretou. O autor critica a representa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as analisando o discurso e a narrativa dos filmes nos document\u00e1rios sobre o tema dos abrigos. O primeiro filme \u00e9 <em>O Programa Mundial de Alimentos em abrigos ind\u00edgenas<\/em> dirigido por Ernesto Heyerdahl em 1988, \u00e9 posteriormente abordado <em>D\u00edas de albergue<\/em> de 1990 por Alfonso Mu\u00f1oz e, por \u00faltimo <em>Gera\u00e7\u00e3o futura<\/em> de Alberto Becerril, de 1955. Jablonska faz uma an\u00e1lise muito cr\u00edtica das contradi\u00e7\u00f5es do que \u00e9 visto nas imagens, nos textos e no que \u00e9 dito em voz alta. <em>off<\/em> Os dois primeiros document\u00e1rios, sendo o \u00faltimo o que mostra ativamente essa situa\u00e7\u00e3o - por meio de uma s\u00e9rie de entrevistas com os atores sociais em dois abrigos em San Pedro e San Pablo Ayutla e El Esp\u00edritu Santo Tamazulapan - tamb\u00e9m relatam os principais problemas que enfrentam e, principalmente, o quanto estavam sobrecarregados pelo grande n\u00famero de crian\u00e7as que chegavam e suas demandas. Eles tamb\u00e9m relatam os principais problemas que enfrentam e, principalmente, o quanto ficaram sobrecarregados com o grande n\u00famero de crian\u00e7as que chegavam e suas demandas.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo \"Geografias audiovisuais do Altiplano de Potos\u00ed\", de Frances Paola Garnica, busca explorar as representa\u00e7\u00f5es da geografia da regi\u00e3o no cinema da d\u00e9cada de 1980 e do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">ini<\/span> e outros filmes de fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. O que mais chama a aten\u00e7\u00e3o nesse texto \u00e9 a metodologia, que \u00e9 muito diferente das demais, pois coloca a regi\u00e3o e seu espa\u00e7o no centro. Uma de suas descobertas \u00e9 que, nos filmes de fic\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea tem sido usada para a produ\u00e7\u00e3o de filmes de g\u00eanero. <em>ocidental<\/em>bem como a vida em fazendas e ranchos. Para o document\u00e1rio, o deserto foi registrado e abordado de diferentes \u00e2ngulos, tendo como centro o <em>wixaritari<\/em>. Sem d\u00favida, este artigo nos leva \u00e0 an\u00e1lise do espa\u00e7o, da geografia e da habita\u00e7\u00e3o por meio do cinema e destaca a capacidade deste \u00faltimo de gerar cruzamentos entre espa\u00e7o e tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor constata que o deserto de Wirikuta \u00e9 um dos mais registrados, deixando de fora a \u00e1rea natural protegida Real de Guadalc\u00e1zar, que apresenta degrada\u00e7\u00e3o ambiental. \u00c9 um documento e um lembrete de que os territ\u00f3rios dos povos <em>wixarikas<\/em> A Caravana da Dignidade e Consci\u00eancia Wix\u00e1rika realizou uma caminhada em maio de 2022 para exigir a devolu\u00e7\u00e3o de mais de 11.000 hectares; eles chegaram ao Z\u00f3calo na Cidade do M\u00e9xico depois de viajar mais de 900 quil\u00f4metros por 32 dias para exigir a restitui\u00e7\u00e3o de suas terras e uma audi\u00eancia com o presidente (Contreras, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Na se\u00e7\u00e3o Divergencias, o primeiro cap\u00edtulo foi escrito por Martha Urbina e intitulado \"Laguna de dos tiempos\", um testemunho de uma modernidade for\u00e7ada, uma contrapartida do document\u00e1rio de 1982 de Eduardo Maldonado Soto. Esse document\u00e1rio foi uma coprodu\u00e7\u00e3o da <span class=\"small-caps\">ini<\/span> e o grupo Cine Testimonio, e sua particularidade foi uma abordagem cr\u00edtica e de den\u00fancia do plano de desenvolvimento petrol\u00edfero em Minatitl\u00e1n, Veracruz, implementado pelo governo federal. Ele \u00e9 relevante porque registrou o processo de marginaliza\u00e7\u00e3o das comunidades Nahua e Popoluca.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor oferece uma an\u00e1lise da filmografia do grupo Cine Testimonio, que destaca sua cr\u00edtica e den\u00fancia do desenvolvimentismo e da desapropria\u00e7\u00e3o de comunidades camponesas e povos nativos no M\u00e9xico, por meio do cinema direto e testemunhal, bem como do contexto hist\u00f3rico, econ\u00f4mico e social do pa\u00eds e da regi\u00e3o. Ele tamb\u00e9m nos conta sobre a produ\u00e7\u00e3o de <em>Lagoa de dois tempos<\/em>A antrop\u00f3loga Victoria Novelo participou do projeto, de modo que o trabalho antropol\u00f3gico esteve presente e foi poss\u00edvel obter uma vis\u00e3o muito mais emp\u00e1tica, segundo o autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Arroyo Quiroz escreve o cap\u00edtulo intitulado \"Between ethnography, history and politics\" (Entre etnografia, hist\u00f3ria e pol\u00edtica).<em>.<\/em> Os document\u00e1rios da equipe de Luis Mandoki sobre o povo Mazateca refletem sobre o desenvolvimento hist\u00f3rico do povo Mazateca. <span class=\"small-caps\">ini<\/span>O principal objetivo do projeto \u00e9 promover o v\u00eddeo ind\u00edgena e a forma\u00e7\u00e3o de videoartistas ind\u00edgenas, desde suas a\u00e7\u00f5es colonialistas baseadas em boas inten\u00e7\u00f5es at\u00e9 suas cr\u00edticas dentro da institui\u00e7\u00e3o, que possibilitaram a\u00e7\u00f5es relevantes como a promo\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo ind\u00edgena e a forma\u00e7\u00e3o do <span class=\"small-caps\">aea<\/span>. Da mesma forma, o projeto Transfer\u00eancia de M\u00eddia Audiovisual foi um passo muito forte para a busca de autorrepresenta\u00e7\u00e3o e, posteriormente, o trabalho audiovisual dirigido pelo cineasta Luis Mandoki em conjunto com outros cineastas e antrop\u00f3logos que produziram dois document\u00e1rios: <em>El d\u00eda que vienen los muertos, Mazatecos I<\/em> e <em>Papaloapan Mazatecos II<\/em>ambos de 1981. Esses filmes n\u00e3o t\u00eam voz em <em>off<\/em>No filme, eles usam legendas em espanhol para registrar o idioma Mazateca e coletar os testemunhos de desapropria\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 um ato muito relevante para a \u00e9poca e uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica contra o idioma dominante, o espanhol, em nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo seguinte, \"Generaci\u00f3n futura: Una experiencia comunitaria 25 a\u00f1os despu\u00e9s\", de Alberto Becerril Montekio, tem um valor especial, j\u00e1 que seu autor esteve envolvido na <span class=\"small-caps\">aea<\/span> e nos conta como foi realizado o processo de produ\u00e7\u00e3o desse filme, al\u00e9m de um breve contexto hist\u00f3rico a partir de sua perspectiva. Ao longo de sua longa jornada, Alberto reconheceu a import\u00e2ncia de incorporar os membros da comunidade ao processo de produ\u00e7\u00e3o e, embora tenha liderado o processo de pesquisa, produ\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de Future Generation, ele j\u00e1 havia experimentado produ\u00e7\u00f5es colaborativas anteriormente. Portanto, para Alberto, o processo foi o mais importante nessa produ\u00e7\u00e3o, porque ele considera que \u00e9 quando mais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o obtidas e, acima de tudo, quando a colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada. A pesquisa foi realizada em conjunto com o Dr. Gonzalo Camacho. Ele tamb\u00e9m compartilhou a produ\u00e7\u00e3o e a p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o com o coletivo de jovens Video Tamix, origin\u00e1rio do Esp\u00edritu Santo Tamazul\u00e1pam Mixe, cujos protagonistas s\u00e3o os <em>ayuuk ja ay<\/em> ou pessoas que falam a l\u00edngua da montanha. Uma parte central desse artigo, e que nos oferece uma diretriz para futuras viagens pelo arquivo, \u00e9 que o autor faz uma analogia sobre alimentos e imagens, e nos assegura que consumir imagens feitas industrialmente \u00e9 t\u00e3o prejudicial quanto comer alimentos processados, e \u00e9 por isso que ele nos convida a ver imagens feitas em casa. Assim, ele descreve as diferentes proje\u00e7\u00f5es que o document\u00e1rio teve dentro e fora das comunidades; nesse sentido, ele representa um modelo muito circular da imagem que considero exemplar.<\/p>\n\n\n\n<p>No cap\u00edtulo \"As \u00faltimas vozes Kiliwa\", Er\u00e9ndira Mart\u00ednez nos confronta com o desaparecimento de um idioma por meio da an\u00e1lise do filme document\u00e1rio <em>Cruz Ochurte Kiliwa de 1995 a 1998<\/em>. A autora nos leva a refletir sobre a linguagem e sua rela\u00e7\u00e3o com os povos originais, bem como sobre a import\u00e2ncia da m\u00eddia de registro. Por meio dos relatos de Cruz Uchurte sobre a situa\u00e7\u00e3o de seu povo antes do ex\u00edlio, a apropria\u00e7\u00e3o de terras e a explora\u00e7\u00e3o do habitat, bem como a falta de recursos econ\u00f4micos para recuperar suas propriedades, ela nos aproxima dessa pequena e \u00edntima cidade do norte, cujo contexto n\u00e3o parece ser muito promissor. Embora a autora reconhe\u00e7a que o idioma n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa que comp\u00f5e um povo, ele \u00e9 uma parte fundamental de sua identidade, e \u00e9 por isso que este document\u00e1rio faz parte da resist\u00eancia do povo Kiliwa em sua tentativa de renascer. A quest\u00e3o do desaparecimento de idiomas em nosso pa\u00eds tamb\u00e9m inspirou outras obras de fic\u00e7\u00e3o, como o filme <em>Sue\u00f1o en otro idioma<\/em> (2017), de Ernesto Contreras.<\/p>\n\n\n\n<p>Mirar en Clave Ikoots. Lecturas etnogr\u00e1ficas del primer cine ind\u00edgena\", de Lilia Garc\u00eda Torres e Lourdes Roca, apresenta alguns aspectos relevantes da primeira oficina de cinema ind\u00edgena realizada em novembro e dezembro de 1985, bem como uma leitura que busca reconhecer os aspectos antropol\u00f3gicos representados nas produ\u00e7\u00f5es finais a partir das fic\u00e7\u00f5es. A ideia da oficina foi proposta por Luis Lapone, que tinha a experi\u00eancia das Oficinas Varan, sediadas na Fran\u00e7a, que buscavam treinar futuros cineastas de diferentes partes do mundo para que pudessem filmar sua pr\u00f3pria realidade. Assim, Luis procurou replicar esse workshop em v\u00e1rios centros de coordena\u00e7\u00e3o da <span class=\"small-caps\">ini<\/span>O workshop de San Mateo del Mar foi o projeto piloto que deu origem a tr\u00eas exerc\u00edcios cinematogr\u00e1ficos que s\u00e3o discutidos e analisados neste cap\u00edtulo. Al\u00e9m disso, os autores nos d\u00e3o um relato do processo envolvido na realiza\u00e7\u00e3o do workshop, encontrando as mulheres participantes, a cria\u00e7\u00e3o dos roteiros, a pesquisa que foi feita neles e detalhes do trabalho de campo que acompanhou o workshop.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo \"A virada pedag\u00f3gica no filme etnogr\u00e1fico. Dominique Jonard and collaborative animation\", de Itzel Mart\u00ednez del Ca\u00f1izo Fern\u00e1ndez, descreve parte dos processos de ensino e representa\u00e7\u00e3o dessa artista. O trabalho de Dominique \u00e9 um caso excepcional que merece uma divulga\u00e7\u00e3o mais ampla. Seu trabalho pedag\u00f3gico se concentra nas crian\u00e7as de diferentes comunidades do pa\u00eds - embora ela esteja particularmente situada no estado de Michoac\u00e1n - levando a produ\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as que s\u00e3o herdeiras das narrativas de suas comunidades. O autor consegue dar um relato do valor de sua trajet\u00f3ria como cineasta e nos apresenta a uma participante da oficina de anima\u00e7\u00e3o de Dominique que agora \u00e9 produtora audiovisual gra\u00e7as \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o e \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o que a oficina lhe proporcionou.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o \u00e9 \"From the <span class=\"small-caps\">aea<\/span> para a transfer\u00eancia de m\u00eddia audiovisual: uma mudan\u00e7a de paradigma no crep\u00fasculo da <span class=\"small-caps\">ini<\/span>O livro de Alberto Cuevas Martinez \"As pol\u00edticas sociais e econ\u00f4micas em nosso pa\u00eds, assim como internacionalmente, predominaram no final do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">xx<\/span> e o in\u00edcio do s\u00e9culo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>Isso repercutiu nas a\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es sobre a sociedade civil, buscando manter a gest\u00e3o cultural fora das institui\u00e7\u00f5es governamentais. Nesse caso, na <span class=\"small-caps\">aea<\/span> O objetivo era implementar a Transfer\u00eancia de M\u00eddia Audiovisual para Organiza\u00e7\u00f5es e Comunidades Ind\u00edgenas de 1989 a 1994, a fim de promover o uso de v\u00eddeo entre os habitantes das aldeias para criar suas pr\u00f3prias produ\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, houve v\u00e1rios aspectos que tornaram essa iniciativa poss\u00edvel, assim como os projetos anteriores mencionados acima. Por um lado, o autor destaca as pol\u00edticas indigenistas que apoiaram essas oficinas, que acentuam os esquemas neoliberais do governo liderado por Carlos Salinas de Gortari, de modo que essa nova forma de entender a representa\u00e7\u00e3o tem diferentes interpreta\u00e7\u00f5es. O autor tamb\u00e9m destaca o escopo e os desafios enfrentados durante todo o processo: desde as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas at\u00e9 a legitima\u00e7\u00e3o dos materiais como produ\u00e7\u00f5es audiovisuais, pois eles t\u00eam caracter\u00edsticas particulares das diferentes comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo cap\u00edtulo cont\u00e9m as reflex\u00f5es de Valeria P\u00e9rez sobre o <span class=\"small-caps\">aea<\/span>\u00c9, acima de tudo, um convite a uma nova circula\u00e7\u00e3o de imagens fora das institui\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 pertinente e necess\u00e1rio. O trabalho de edi\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o de fotografias ao longo do livro \u00e9, sem d\u00favida, um tesouro a ser desfrutado e apreciado, pois falar de tantas imagens faz com que se queira ter em m\u00e3os um fragmento do que foi vivenciado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por meio de conclus\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Este livro, sem d\u00favida, nos confronta com o tempo: com o presente, no qual podemos reconhecer que todos esses conflitos sociais e maus-tratos aos povos nativos do pa\u00eds, que se manifestaram h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, ainda est\u00e3o em andamento e se agravam; com o passado, n\u00e3o apenas o passado desses document\u00e1rios, mas com o passado colonial que est\u00e1 por tr\u00e1s deles, que n\u00e3o tem d\u00e9cadas, mas s\u00e9culos. Ele tamb\u00e9m nos confronta com o futuro, no qual os povos origin\u00e1rios devem estar presentes, e s\u00e3o eles que poder\u00e3o imaginar um futuro melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez a maior falha deste livro seja o fato de n\u00e3o abordar o conceito de \"ind\u00edgena\", e que entre os pr\u00f3prios membros dos povos origin\u00e1rios tem havido um ru\u00eddo e desconforto em rela\u00e7\u00e3o ao termo; portanto, acredito que a circula\u00e7\u00e3o dos document\u00e1rios entre as comunidades tamb\u00e9m deveria ser acompanhada de uma ampla discuss\u00e3o sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio enfatizar a possibilidade de assistir aos document\u00e1rios ap\u00f3s a leitura do c\u00f3digo. <span class=\"small-caps\">qr<\/span>Acho que \u00e9 muito apropriado e, acima de tudo, mostra as v\u00e1rias camadas de tempos, espa\u00e7os e at\u00e9 mesmo tecnologias, bem como fragmentos, vis\u00f5es, hist\u00f3rias e assim por diante, que est\u00e3o por tr\u00e1s desse arquivo. Esse aspecto reconhece o poder dos livros e da pesquisa de reunir tantos elementos de uma s\u00f3 vez e de nos situar em diferentes tempos e espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Becerril, Alberto (2015). \u201cEl cine de los pueblos ind\u00edgenas en el M\u00e9xico de los ochenta\u201d, <em>Revista Chilena de Antropolog\u00eda Visual<\/em>, n\u00fam. 25, pp. 30-49.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Contreras, M\u00f3nica (2022). \u201cCaravana de Dignidad y Conciencia Wix\u00e1rika avanza con paso firme hacia la <span class=\"small-caps\">cdmx<\/span>\u201d, <em>Zona Docs<\/em>, 17 de mayo. <a href=\"https:\/\/www.zonadocs.mx\/2022\/05\/17\/caravana-de-dignidad-y-conciencia-wixarika-avanza-con-paso-firme-hacia-la-cdmx\/\">https:\/\/www.zonadocs.mx\/2022\/05\/17\/caravana-de-dignidad-y-conciencia-wixarika-avanza-con-paso-firme-hacia-la-cdmx\/<\/a> Consultado el 31 de mayo de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Pi\u00f1o Sandoval, Ana (2013). \u201cEl cine etnogr\u00e1fico mexicano\u201d, en Mar\u00eda Guadalupe Ochoa \u00c1vila (coord.). <em>La construcci\u00f3n de la memoria. Historias del documental mexicano<\/em>. M\u00e9xico: Conaculta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Rovirosa, Jos\u00e9 (1992). <em>Miradas a la realidad. Vol. <span class=\"small-caps\">ii<\/span> Entrevistas a documentalistas mexicanos<\/em>. M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">cuec, unam<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Filmografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Alcoriza, Luis (dir.) (1965). <em>Tarahumara, cada vez m\u00e1s lejos<\/em> [pel\u00edcula]. M\u00e9xico, 105 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Becerril, Alberto (dir.) (1995). <em>Generaci\u00f3n futura M\u00e9xico<\/em> [documental]. 60 min. Espa\u00f1ol y mixe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Contreras, Ernesto (dir.) (2017). <em>Sue\u00f1o en otro idioma<\/em> [pel\u00edcula]. M\u00e9xico, 103 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Cruz, Carlos (dir.) (1995-1998). <em>Cruz Ochurte Kiliwa<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 50 min. Koleew\/kiliwa y espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Echevarr\u00eda, Nicol\u00e1s (dir.) (1979). <em>Teshuinada<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 29 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Heyerdahl, Ernesto (dir.) (1988). <em>El Programa Mundial de Alimentos en los albergues escolares<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 17 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lartigue, Fran\u00e7ois y Alfonso Mu\u00f1oz (dirs.) (1976). <em>Sukiki<\/em> [pel\u00edcula]. M\u00e9xico, 29 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mandoki, Luis (dir.). (1981). <em>El d\u00eda que vienen los muertos, Mazatecos I<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 69 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 <em>Papaloapan Mazatecos II<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 50 min. Espa\u00f1ol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">M\u00e9ndez, \u00d3scar (dir.) (1983). <em>Raramuri Ra\u00b4Itsaara<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 70 min. Espa\u00f1ol y rar\u00e1muri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mu\u00f1oz, Alfonso (dir.) (1990). <em>D\u00edas de albergue<\/em> [documental]. M\u00e9xico, 26 min.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Karla Ballesteros<\/em> \u00e9 formada em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidad Aut\u00f3noma del Estado de Hidalgo, com mestrado em Antropologia Visual pela <span class=\"small-caps\">flacso<\/span> D. em Antropologia Social pela Universidad Iberoamericana. <span class=\"small-caps\">cdmx<\/span>. Recebeu pr\u00eamios e bolsas por audiovisuais e fotografias que tratam de migra\u00e7\u00e3o, g\u00eanero e pr\u00e1ticas culturais diversas. Seus interesses de pesquisa s\u00e3o migra\u00e7\u00e3o, masculinidades e fotografia como recurso etnogr\u00e1fico. Atualmente, ela \u00e9 professora do Departamento de Antropologia da <span class=\"small-caps\">uam<\/span>-Iztapalapa e \u00e9 respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Antropologia Visual. 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Tamb\u00e9m nos fala sobre os diferentes est\u00e1gios pelos quais essa organiza\u00e7\u00e3o passou e suas repercuss\u00f5es nas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":39107,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[296,1323,1125],"coauthors":[551],"class_list":["post-39106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-10","tag-antropologia-visual","tag-archivo-etnografico-audiovisual","tag-pueblos-indigenas","personas-ballesteros-karla","numeros-1267"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Diversas miradas a las producciones cinematogr\u00e1ficas y fotogr\u00e1ficas del Archivo Etnogr\u00e1fico Audiovisual y la representaci\u00f3n de los pueblos originarios &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"El objetivo principal de este libro es conjugar una serie de reflexiones en torno al Archivo Etnogr\u00e1fico Audiovisual.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/ballesteros-archivo-etnograficoaudiovisual-representacion-pueblos-originarios\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Diversas miradas a las producciones cinematogr\u00e1ficas y fotogr\u00e1ficas del Archivo Etnogr\u00e1fico Audiovisual y la representaci\u00f3n de los pueblos originarios &#8211; 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