{"id":38698,"date":"2024-03-21T10:58:06","date_gmt":"2024-03-21T16:58:06","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=38698"},"modified":"2025-06-17T12:02:48","modified_gmt":"2025-06-17T18:02:48","slug":"woo-movilidad-humana-vision-glocal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/","title":{"rendered":"Uma vis\u00e3o multidimensional da mobilidade humana"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap\">O extenso e importante trabalho de Manuela Camus \u00e9 altamente original: ele consiste em uma se\u00e7\u00e3o que pode ser considerada a introdu\u00e7\u00e3o, oito cap\u00edtulos, reflex\u00f5es finais e um ap\u00eandice. A autora nos convida a \"olhar para as mobilidades a partir do Sul global\" (p. 7). 7), exp\u00f5e e analisa como as hist\u00f3rias daqueles que participam e participaram de um processo de (in)mobilidade est\u00e3o entrela\u00e7adas como resultado das pol\u00edticas de migra\u00e7\u00e3o e asilo, tanto nos Estados Unidos quanto no M\u00e9xico; mas ela tamb\u00e9m explica o contexto de origem dos centro-americanos, a viol\u00eancia estrutural do modelo neoliberal, bem como a do crime organizado, das gangues e da viol\u00eancia familiar a que est\u00e3o expostos, at\u00e9 chegar ao que ela chama de \"insustentabilidade da vida\", quando a popula\u00e7\u00e3o tem de deixar seu pa\u00eds. No trabalho de Manuela Camus, h\u00e1 uma vis\u00e3o multidimensional desde o in\u00edcio, e o fio condutor s\u00e3o \"as hist\u00f3rias daqueles que fazem parte do Ref\u00fagio Casa del Migrante, Tlaquepaque, Jalisco\" (p. 7); nesse \"micromundo\", como a autora o chama, ela considera fatores hist\u00f3ricos, pol\u00edticos e sociais, que desenvolve em seus escritos e resume no anexo \"Processos hist\u00f3ricos, fluxos e pol\u00edticas migrat\u00f3rias\". Na primeira se\u00e7\u00e3o do livro, Camus faz uma an\u00e1lise socioemocional daqueles que fazem parte desse \"micromundo\" com uma vis\u00e3o \"glocal\", tecendo suas hist\u00f3rias em processos locais, nacionais e internacionais. Ele recupera as dimens\u00f5es culturais e socioecon\u00f4micas dos migrantes no contexto de seu local de origem, articulando os efeitos das pol\u00edticas migrat\u00f3rias que transformaram e configuraram novos padr\u00f5es e modalidades de migra\u00e7\u00e3o, as trajet\u00f3rias individuais que ocorreram historicamente e, nos \u00faltimos anos, as mobiliza\u00e7\u00f5es de grupos e coletivos que foram chamados de \"caravanas de migrantes\", um eufemismo para n\u00e3o reconhecer o \u00eaxodo de pessoas que fogem de seu pa\u00eds para conseguir uma vida melhor ou para sobreviver como resultado do modelo neoliberal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda parte, que vai do cap\u00edtulo tr\u00eas ao oito, ele analisa o significado humano de todos os envolvidos no processo de migra\u00e7\u00e3o, propondo novas abordagens conceituais e perspectivas anal\u00edticas para entender e explicar os novos desafios das mobiliza\u00e7\u00f5es humanas. O centro da an\u00e1lise \u00e9 El Refugio Casa del Migrante, onde ele recupera o trabalho etnogr\u00e1fico e colaborativo realizado durante nove anos. \u00c9 l\u00e1 que ela observa, identifica e escreve a hist\u00f3ria de um grande n\u00famero de pessoas com as quais a autora interagiu: a popula\u00e7\u00e3o migrante, os volunt\u00e1rios, a coordenadora do local, os vizinhos, todos os quais fazem parte da vida do abrigo. Ela recupera seu cotidiano, suas conquistas, seus problemas, como uma express\u00e3o de suas vidas prec\u00e1rias, mas solid\u00e1rias; ela tamb\u00e9m reflete seus desentendimentos, embora a comunidade sempre permane\u00e7a unida para ajudar pessoas que n\u00e3o s\u00e3o seus vizinhos, nem seus compatriotas, porque n\u00e3o s\u00e3o mexicanos. S\u00e3o migrantes que podem ficar por horas ou dias, podem partir ou voltar, e ela pode n\u00e3o saber o que a jornada trouxe para todos eles, mas Manuela explica em seu texto como consegue seguir os passos de alguns migrantes, como Rossana e Omar ou as irm\u00e3s S\u00e1nchez, para citar apenas alguns. Isso lhe permite reconstruir as hist\u00f3rias de homens, mulheres e fam\u00edlias que conseguiram chegar aos Estados Unidos ou foram for\u00e7ados a retornar \u00e0 sua terra natal, ou a continuar nesse vai-e-vem que tem sido a vida de alguns migrantes como resultado ou consequ\u00eancia de pol\u00edticas migrat\u00f3rias cada vez mais restritivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m dedica um cap\u00edtulo extenso \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, incluindo os est\u00e1gios de \"confinamento\", \"nova normalidade\" e \"normalidade\", e descreve a vida no El Refugio Casa del Migrante, as rela\u00e7\u00f5es de solidariedade que sempre existiram, mas tamb\u00e9m o surgimento de novos conflitos devido \u00e0 espera for\u00e7ada, as estrat\u00e9gias para atender \u00e0queles que n\u00e3o podem entrar e os novos projetos para apoiar a integra\u00e7\u00e3o dos migrantes centro-americanos. Posteriormente, ele escreve uma se\u00e7\u00e3o sobre os desafios enfrentados pelo El Refugio Casa del Migrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um livro extenso, com 507 p\u00e1ginas, em que Manuela Camus combina a narrativa das hist\u00f3rias contadas para expor os sentimentos, conhecimentos e conflitos vividos pelos protagonistas desta obra, mas tamb\u00e9m a partir da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre a mobilidade humana. Seus eixos de an\u00e1lise s\u00e3o a viol\u00eancia, a precariedade da vida, a zona cinzenta, o abandono, a mobilidade humana e o deslocamento for\u00e7ado, que t\u00eam diferentes express\u00f5es, viv\u00eancias a partir de uma an\u00e1lise interseccional, de acordo com g\u00eanero, ra\u00e7a, classe, nacionalidade, idade, temas que a autora dessa excelente obra analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Camus coloca no centro da an\u00e1lise conceitual a precariedade e a precariedade que ajudam a explicar a exposi\u00e7\u00e3o e a incerteza da popula\u00e7\u00e3o que vive, sobrevive e estabelece estrat\u00e9gias para continuar sua jornada, seja na vida real ou como parte de seu imagin\u00e1rio. Analisa tamb\u00e9m como essa popula\u00e7\u00e3o migrante chega a um contexto de precariedade, a col\u00f4nia onde est\u00e1 localizado o Ref\u00fagio Casa del Migrante, local onde encontram rela\u00e7\u00f5es de atrito, mas tamb\u00e9m de empatia, j\u00e1 que a comunidade que interage com o abrigo sofre com a viol\u00eancia e as vulnerabilidades. Assim, Camus prop\u00f5e o que ele chama de zona cinzenta na experi\u00eancia dos migrantes, bem como em seus espa\u00e7os de intera\u00e7\u00e3o: \"a zona cinzenta \u00e9 um espa\u00e7o de inter-rela\u00e7\u00f5es humanas amb\u00edguas em condi\u00e7\u00f5es extremas de opress\u00e3o que facilita a disposi\u00e7\u00e3o dos oprimidos de colaborar com o poder (Levi, <em>Trilogia de Auschwitz<\/em>, 2005). Esse autor destaca as experi\u00eancias f\u00edsicas e as consequ\u00eancias da quebra dos c\u00f3digos de conviv\u00eancia ao vivenciar a zona cinza\" (p. 68). No cen\u00e1rio compartilhado da zona cinzenta, o autor aponta que h\u00e1 um borramento das fronteiras das identidades que s\u00e3o silenciadas e escondidas. \u00c9 a intera\u00e7\u00e3o que eles t\u00eam com criminosos e pessoas que n\u00e3o sabem que pertencem ao crime organizado ou que trabalham para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de uma abordagem de an\u00e1lise sociol\u00f3gica, a autora narra as intera\u00e7\u00f5es no abrigo, recuperando o termo \"fofoca\", o que ela chama de \"chismorreo\", que ocorre no El Refugio Casa del Migrante:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Essa forma de intera\u00e7\u00e3o verbal n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica trivial, mas permite a socializa\u00e7\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o de atitudes ou a\u00e7\u00f5es de outras pessoas e das pr\u00f3prias, a administra\u00e7\u00e3o de conhecimento, a negocia\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as e regras culturais. Os fofoqueiros fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre a realidade na qual agem e interagem, mas tamb\u00e9m sobre como concebem a realidade e como concebem a si mesmos e aos outros nela (p. 40).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o do El Refugio Casa del Migrante, Camus recupera v\u00e1rios atores sociais que s\u00e3o centrais. Nesta an\u00e1lise, destacamos apenas alguns: o Padre Alberto, cuja voca\u00e7\u00e3o para ajudar vem de uma tradi\u00e7\u00e3o familiar, mas tamb\u00e9m pessoal, relacionada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o migrante, al\u00e9m de seu envolvimento em projetos comunit\u00e1rios e com jovens viciados. O Padre Alberto estabeleceu a casa do migrante com v\u00e1rias estrat\u00e9gias para reunir a popula\u00e7\u00e3o migrante e promover a aceita\u00e7\u00e3o dos vizinhos estabelecidos na \u00e1rea circundante. A autora relata as a\u00e7\u00f5es de apoio fornecidas pelo Padre Alberto n\u00e3o apenas aos migrantes, mas tamb\u00e9m \u00e0 sua comunidade, e o processo pelo qual passaram para a aceita\u00e7\u00e3o dos migrantes. Ela tamb\u00e9m descreve as condi\u00e7\u00f5es irregulares, informais e prec\u00e1rias em que as pessoas vivem no bairro Cerro del Cuatro, onde o abrigo est\u00e1 localizado, que n\u00e3o \u00e9 muito diferente de onde os migrantes v\u00eam. Ele narra, em grande detalhe - resultado de seu trabalho etnogr\u00e1fico - o envolvimento do Padre Alberto na cria\u00e7\u00e3o do abrigo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outros personagens que tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para seu funcionamento, especialmente no in\u00edcio, como a participa\u00e7\u00e3o de Raquel Su\u00e1rez, que coordenou a casa por mais de tr\u00eas anos (2012-2016). Camus explica como ela aprendeu a operar o abrigo, as estrat\u00e9gias que utilizava, como contava com seu c\u00edrculo religioso para ajud\u00e1-la em v\u00e1rias atividades (limpeza, alimenta\u00e7\u00e3o, turnos para receber), mas tamb\u00e9m com outros relacionamentos que mantinha para obter doa\u00e7\u00f5es de alimentos, rem\u00e9dios ou para continuar equipando a casa. De acordo com o testemunho de Raquel, ela aprendeu a coordenar e a ter autoridade n\u00e3o apenas sobre aqueles que ajudavam, mas tamb\u00e9m sobre os migrantes e a comunidade; a autora lembra a sensibilidade e o amor pelos outros que Raquel demonstrou e expressou quando disse que \"muitos migrantes chegaram, \u00e9 claro que havia assassinos e coiotes e tudo mais, mas aprendi a conhec\u00ea-los e a n\u00e3o julg\u00e1-los, a v\u00ea-los como necessitados\" (p. 160). Raquel tamb\u00e9m teve de confrontar a comunidade devido a conflitos causados pelo comportamento de alguns migrantes; por meio dessa densa etnografia, a autora recupera os sentimentos, os conhecimentos que s\u00e3o constru\u00eddos no cotidiano do atendimento no abrigo, o que ajuda a entender as transi\u00e7\u00f5es dos envolvidos nas trajet\u00f3rias da popula\u00e7\u00e3o migrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Manuela Camus tamb\u00e9m exp\u00f5e as experi\u00eancias diferenciadas de homens e mulheres nos processos de mobilidade. As mulheres, por serem mais vulner\u00e1veis, t\u00eam que pagar mais e buscar prote\u00e7\u00e3o durante a viagem. \u00c9 necess\u00e1rio esclarecer que n\u00e3o se nega a viol\u00eancia e os riscos sofridos pelos homens em suas trajet\u00f3rias migrat\u00f3rias, mas \u00e9 importante enfatizar por que se destaca a viol\u00eancia e as viola\u00e7\u00f5es vividas e sofridas pelas mulheres migrantes. A autora explica os efeitos que as pol\u00edticas migrat\u00f3rias dos Estados Unidos tiveram sobre a transforma\u00e7\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es, de tal forma que alguns migrantes consideraram que ficariam nos abrigos como um lugar de passagem; no entanto, tiveram que prolongar sua estadia devido \u00e0s dificuldades de atravessar para o pa\u00eds vizinho. Da mesma forma, os migrantes geram a expectativa de obter um visto humanit\u00e1rio para poder permanecer em uma condi\u00e7\u00e3o mais regular no M\u00e9xico enquanto se apresenta a oportunidade de continuar a viagem para atravessar para os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia dessas pol\u00edticas, as trajet\u00f3rias migrat\u00f3rias foram modificadas e a autora as recategoriza, pois alguns migrantes se tornam o que ela chama de popula\u00e7\u00e3o sat\u00e9lite: pessoas irregulares em uma inser\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria de longo prazo na vida de uma metr\u00f3pole. H\u00e1 tamb\u00e9m os grupos de m\u00faltiplas viagens e deporta\u00e7\u00f5es que perambulam de cidade em cidade, de abrigo em abrigo, ele os chama de \"profissionais da estrada\", abandonados, desenraizados; h\u00e1 tamb\u00e9m os refugiados e os n\u00e3o refugiados, estes \u00faltimos n\u00e3o s\u00e3o eleg\u00edveis e est\u00e3o posicionados em um discurso e em regras que legitimam sua exclus\u00e3o. Os depoimentos tamb\u00e9m mostram que o abrigo n\u00e3o necessariamente permite que eles se integrem e se sintam seguros, apesar dos esfor\u00e7os feitos pela ger\u00eancia, pelos volunt\u00e1rios e pelos funcion\u00e1rios do abrigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do El Refugio Casa del Migrante, o autor tra\u00e7a sua hist\u00f3ria e as mudan\u00e7as no processo de migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas nas pessoas que participam, mas tamb\u00e9m no tipo de apoio que oferece. Como aconteceu com a maioria dos abrigos que come\u00e7aram com ajuda humanit\u00e1ria, seus criadores se concentraram em fornecer alimenta\u00e7\u00e3o e limpeza; mais tarde, incorporaram outros apoios, como servi\u00e7os jur\u00eddicos para refugiados, a colabora\u00e7\u00e3o e o envolvimento de \u00f3rg\u00e3os internacionais, como o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha, o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (ACNUR), o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).<span class=\"small-caps\">unhcr<\/span>), a Coopera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, com projetos de assessoria a solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio; al\u00e9m disso, h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o e o interesse em apoiar a integra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o migrante, como o projeto Casitas, cujo objetivo era instalar migrantes centro-americanos em um processo de integra\u00e7\u00e3o em Guadalajara, apenas para citar alguns. O autor apresenta essa participa\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas partes interessadas a partir de uma an\u00e1lise multidimensional mencionada no in\u00edcio desta revis\u00e3o, na qual as vidas e trajet\u00f3rias dos migrantes e colaboradores, a comunidade que interage com eles e a participa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es internacionais, nacionais e locais est\u00e3o entrela\u00e7adas, como a colabora\u00e7\u00e3o de <span class=\"small-caps\">fm<\/span>4 Free Passage em rela\u00e7\u00e3o aos processos socioculturais e \u00e0s pol\u00edticas de migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora relata a solidariedade, mas tamb\u00e9m exp\u00f5e os conflitos, os atritos que existem entre as pessoas que est\u00e3o envolvidas nas atividades da casa, as novas din\u00e2micas, as tens\u00f5es com a chegada de fam\u00edlias e as caravanas que come\u00e7aram em 2018, bem como entre os pr\u00f3prios migrantes. Conclui-se com uma apresenta\u00e7\u00e3o dos desafios enfrentados pelo El Refugio Casa del Migrante ao se tornar uma associa\u00e7\u00e3o civil, os desafios de apoiar os solicitantes de ref\u00fagio, n\u00e3o apenas com o apoio institucional da Comiss\u00e3o Mexicana de Ajuda aos Refugiados (<span class=\"small-caps\">comar<\/span>), mas tamb\u00e9m o apoio de outras organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma reiterativa, mas necess\u00e1ria, ele se refere \u00e0 relev\u00e2ncia desses abrigos, que cuidam de migrantes abandonados como express\u00e3o de sua precariedade, expulsos e exclu\u00eddos de uma ordem social: \"Eles s\u00e3o destitu\u00eddos do sistema legal, pobres, racializados, proscritos, subalternos, descidadanizados, <em>homo<\/em> <em>sacer<\/em>\" (p. 478). Essas s\u00e3o as pessoas que circulam como parte de uma (in)mobiliza\u00e7\u00e3o de \"vidas prec\u00e1rias\".<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Ofelia Woo Morales<\/em> Doutor em Ci\u00eancias Sociais, professor-pesquisador do Departamento de Estudos S\u00f3cio-Urbanos da Universidade de Guadalajara, membro do Sistema Nacional de Pesquisadores da Universidade Nacional de Guadalajara. <span class=\"small-caps\">ii<\/span>Perfil do Promep. T\u00f3picos de interesse: migra\u00e7\u00e3o internacional, com especializa\u00e7\u00e3o na migra\u00e7\u00e3o de mexicanos para os Estados Unidos, migra\u00e7\u00e3o feminina e familiar, migra\u00e7\u00e3o de retorno e reformas de pol\u00edticas migrat\u00f3rias. Autor e coordenador de v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais sobre esses t\u00f3picos. Projetos de pesquisa em andamento: \"Migra\u00e7\u00e3o mexicana para os Estados Unidos, entre a perman\u00eancia e o retorno\" (Universidade de Guadalajara); colaboradora no projeto \"Fronteiras do s\u00e9culo XXI\" (Universidade de Guadalajara). <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>a reconfigura\u00e7\u00e3o e as novas fun\u00e7\u00f5es das fronteiras do s\u00e9culo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>\"El Colegio de la Frontera Norte, chamada Frontier Science, 2019.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O autor nos convida a \"olhar para as mobilidades do Sul global\", exp\u00f5e e analisa como as hist\u00f3rias daqueles que participam e participaram de um processo de (in)mobilidade como resultado das pol\u00edticas de migra\u00e7\u00e3o e asilo dos Estados Unidos e do M\u00e9xico est\u00e3o entrela\u00e7adas; Mas tamb\u00e9m explica o contexto de origem dos centro-americanos, a viol\u00eancia estrutural do modelo neoliberal, bem como a do crime organizado, das gangues e da viol\u00eancia familiar a que est\u00e3o expostos, at\u00e9 chegarem ao que chama de \"insustentabilidade da vida\", quando a popula\u00e7\u00e3o tem de deixar seu pa\u00eds. <\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":38694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[500,908,606,1257],"coauthors":[551],"class_list":["post-38698","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-10","tag-migracion","tag-pandemia-por-covid-19","tag-refugio","tag-tlaquepaque","personas-woo-morales-ofelia","numeros-1187"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"La autora nos invita a \u201cmirar las movilidades desde el Sur global\u201d, cuando la poblaci\u00f3n tiene que salir de su pa\u00eds.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana &#8211; Encartes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La autora nos invita a \u201cmirar las movilidades desde el Sur global\u201d, cuando la poblaci\u00f3n tiene que salir de su pa\u00eds.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-03-21T16:58:06+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-06-17T18:02:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"375\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"529\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana\",\"datePublished\":\"2024-03-21T16:58:06+00:00\",\"dateModified\":\"2025-06-17T18:02:48+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\"},\"wordCount\":2459,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg\",\"keywords\":[\"migraci\u00f3n\",\"pandemia por covid-19\",\"refugio\",\"Tlaquepaque\"],\"articleSection\":[\"Rese\u00f1as cr\u00edticas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\",\"name\":\"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana &#8211; Encartes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg\",\"datePublished\":\"2024-03-21T16:58:06+00:00\",\"dateModified\":\"2025-06-17T18:02:48+00:00\",\"description\":\"La autora nos invita a \u201cmirar las movilidades desde el Sur global\u201d, cuando la poblaci\u00f3n tiene que salir de su pa\u00eds.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg\",\"width\":375,\"height\":529},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/encartes.mx\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"name\":\"Encartes\",\"description\":\"Revista digital multimedia\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\",\"name\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"width\":338,\"height\":306,\"caption\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\",\"name\":\"Arthur Ventura\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"caption\":\"Arthur Ventura\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana &#8211; Encartes","description":"La autora nos invita a \u201cmirar las movilidades desde el Sur global\u201d, cuando la poblaci\u00f3n tiene que salir de su pa\u00eds.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana &#8211; Encartes","og_description":"La autora nos invita a \u201cmirar las movilidades desde el Sur global\u201d, cuando la poblaci\u00f3n tiene que salir de su pa\u00eds.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2024-03-21T16:58:06+00:00","article_modified_time":"2025-06-17T18:02:48+00:00","og_image":[{"width":375,"height":529,"url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"11 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana","datePublished":"2024-03-21T16:58:06+00:00","dateModified":"2025-06-17T18:02:48+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/"},"wordCount":2459,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg","keywords":["migraci\u00f3n","pandemia por covid-19","refugio","Tlaquepaque"],"articleSection":["Rese\u00f1as cr\u00edticas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/","name":"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana &#8211; Encartes","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg","datePublished":"2024-03-21T16:58:06+00:00","dateModified":"2025-06-17T18:02:48+00:00","description":"La autora nos invita a \u201cmirar las movilidades desde el Sur global\u201d, cuando la poblaci\u00f3n tiene que salir de su pa\u00eds.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#primaryimage","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg","width":375,"height":529},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/encartes.mx\/woo-movilidad-humana-vision-glocal\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/encartes.mx\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Una visi\u00f3n multidimensional de la Movilidad Humana"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website","url":"https:\/\/encartes.mx\/","name":"Encartes","description":"Revista digital multimedia","publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization","name":"Encartes Antropol\u00f3gicos","url":"https:\/\/encartes.mx\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","width":338,"height":306,"caption":"Encartes Antropol\u00f3gicos"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef","name":"Arthur Ventura","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","caption":"Arthur Ventura"}}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Ofelia-Woo-Una-vision-multidimensional-de-la-movilidad-humana.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38698"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39730,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38698\/revisions\/39730"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38698"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=38698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}