{"id":38677,"date":"2024-03-21T10:58:46","date_gmt":"2024-03-21T16:58:46","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=38677"},"modified":"2025-06-17T12:01:42","modified_gmt":"2025-06-17T18:01:42","slug":"herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/","title":{"rendered":"De onde pensar e subverter o Antropoceno? Pensamento latino-americano e antropocenos alternativos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">O Antropoceno, como conceito e estrutura para pensar e produzir conhecimento sobre quest\u00f5es contempor\u00e2neas, tem suscitado m\u00faltiplos debates sobre a validade e o alcance de suas propostas. A riqueza do conceito permitiu situar um limiar, um ponto de inflex\u00e3o na vida planet\u00e1ria, e reuniu diferentes marcos disciplinares para pensar e discutir a complexa articula\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es que comp\u00f5em as m\u00faltiplas crises globais: mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, altera\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, uso extremo dos recursos naturais, perda da biodiversidade, altera\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o da biosfera, polui\u00e7\u00e3o intensiva dos corpos h\u00eddricos superficiais e subterr\u00e2neos e demanda ilimitada de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>As ci\u00eancias naturais e da terra debatem se essa \u00e9 ou n\u00e3o uma nova era geol\u00f3gica, na qual a interven\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana teria um papel fundamental; entretanto, outros debates surgiram nas ci\u00eancias sociais e humanas. Por um lado, a localiza\u00e7\u00e3o da <em>todos<\/em> O artigo argumenta que essa concep\u00e7\u00e3o dilui nuances e diferen\u00e7as nas atribui\u00e7\u00f5es de responsabilidade de diferentes grupos e estratos sociais pelas consequ\u00eancias das interven\u00e7\u00f5es e modifica\u00e7\u00f5es do ambiente geobiof\u00edsico. Assim, outros termos s\u00e3o propostos para nomear e situar essa \u00e9poca, carregados de diferentes significados e sentidos: capitaloceno, plantationoceno, chthuluceno. Por outro lado, a partir da Am\u00e9rica Latina, foi apontada a necessidade de incorporar a dimens\u00e3o hist\u00f3rica e a an\u00e1lise do poder para se referir ao colonialismo e aos diferentes extrativismos e neoextrativismos, bem como \u00e0s exclus\u00f5es e desigualdades que colocaram a regi\u00e3o em uma posi\u00e7\u00e3o subordinada e desfavorecida na crise m\u00faltipla que constitui a era do Antropoceno. Outra \u00e1rea de debate levanta a viabilidade de alternativas para avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a \"outros antropocenos\" e questiona qu\u00e3o radicais as transforma\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas - econ\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais, culturais e tecnol\u00f3gicas - teriam de ser para permitir essa transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>A partir do seu trabalho como pesquisador social no mundo contempor\u00e2neo, voc\u00ea considera pertinente o questionamento do termo Antropoceno por n\u00e3o incorporar elementos diferenciadores de ordem econ\u00f4mica, social e cultural, bem como as posi\u00e7\u00f5es de poder a partir das quais as crises planet\u00e1rias foram provocadas?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"massieu\">\n        <p class=\"nombre\">Yolanda Massieu<\/p>\n        <p class=\"llamada\"> A desigualdade socioecon\u00f4mica nas sociedades contempor\u00e2neas p\u00f5e em d\u00favida a consci\u00eancia dos seres humanos como uma \"esp\u00e9cie\".<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"goebel\">\n        <p class=\"nombre\">Anthony Goebel<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Falar do Antropoceno significa, com base nessa cr\u00edtica, falar do Capitaloceno.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"rohland\">\n        <p class=\"nombre\">Eleonora Rohland<\/p>\n        <p class=\"llamada\">o atual questionamento interdisciplinar e o trabalho sobre o conceito do Antropoceno continuam a ser muito frut\u00edferos.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta massieu\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Considero essas quest\u00f5es sobre o conceito do Antropoceno pertinentes, mas precisamos ser precisos: \u00e9 claro que a desigualdade socioecon\u00f4mica das sociedades contempor\u00e2neas p\u00f5e em d\u00favida a consci\u00eancia dos seres humanos como uma \"esp\u00e9cie\", que homogene\u00edza a maneira como nossas a\u00e7\u00f5es afetaram o meio ambiente e colocaram em risco, sem exagero, a viabilidade das esp\u00e9cies e da vida em geral neste planeta. Na verdade, acredito que essa no\u00e7\u00e3o esconde o fato de que as responsabilidades s\u00e3o diferenciadas e que os efeitos da degrada\u00e7\u00e3o ambiental tamb\u00e9m t\u00eam impactos diferentes. Por um lado, os setores privilegiados e as grandes corpora\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais respons\u00e1veis pela deteriora\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, al\u00e9m do fato de que o maior poder aquisitivo de muitas dessas popula\u00e7\u00f5es permite que elas n\u00e3o experimentem a mesma magnitude de efeitos negativos que prejudicam as grandes massas empobrecidas. Um exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 o acesso \u00e0 \u00e1gua: \u00e0 medida que as fontes de \u00e1gua se esgotam e a desertifica\u00e7\u00e3o avan\u00e7a em muitos territ\u00f3rios, os grupos privilegiados t\u00eam medidas de poder para garantir que n\u00e3o lhes falte \u00e1gua, enquanto os menos favorecidos e que n\u00e3o t\u00eam poder ou recursos suficientes sofrem com a escassez ou a falta total dela. Entretanto, acredito que isso n\u00e3o deve levar \u00e0 solu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil de que somente os poderosos s\u00e3o respons\u00e1veis e, portanto, os \u00fanicos culpados pela crise ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que a era da modernidade favoreceu um modo de vida depredador do meio ambiente, pois, na \u00e2nsia de ter mais conforto, h\u00e1 um consumo excessivo de energia, desperdi\u00e7a-se \u00e1gua, geram-se grandes quantidades de lixo, entre outras a\u00e7\u00f5es. \u00c9 por isso que acredito que h\u00e1 um n\u00edvel em que todos n\u00f3s temos a responsabilidade de limpar o planeta e que qualquer projeto que seja realizado de baixo para cima com essa finalidade, por menor que pare\u00e7a, pode dar uma contribui\u00e7\u00e3o. A ideia de esp\u00e9cie, por sua vez, sem o desejo de homogeneizar os seres humanos e apagar a desigualdade, nos lembra que somos parte da natureza e que h\u00e1 outros seres vivos e recursos que nos acompanham e que s\u00e3o indispens\u00e1veis para a vida, portanto, n\u00e3o deve ser descartada de imediato, mas reposicionada nas discuss\u00f5es sobre desigualdade, responsabilidades e efeitos da degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta goebel\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">A principal cr\u00edtica ao termo Antropoceno e ao conceito que o define diz respeito \u00e0 refer\u00eancia intr\u00ednseca do termo \u00e0 \"humanidade\" como um todo, sem distin\u00e7\u00e3o de \u00e1reas geogr\u00e1ficas, classes sociais, sistemas e atividades econ\u00f4micas e outras categorias espec\u00edficas, o que, argumenta-se, em vez de estimular mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas urgentemente necess\u00e1rias, obscurece a responsabilidade concreta ao enfatizar qualidades humanas intr\u00ednsecas, em vez de escolhas resultantes de interesses capitalistas estabelecidos. Falar do Antropoceno significa, com base nessa cr\u00edtica, falar do Capitaloceno (Trischler, 2017: 50-51), de modo que seria necess\u00e1rio mergulhar nas origens do capitalismo e na expans\u00e3o das fronteiras da mercadoria para explicar essa fase atual. Nessa perspectiva, a crise atual deve ser concebida como um processo de longo prazo em que novas formas de ordenar a rela\u00e7\u00e3o entre os seres humanos e o resto da natureza est\u00e3o sendo desenhadas, conectando dialeticamente o modo de produ\u00e7\u00e3o e o modo de extra\u00e7\u00e3o (capitaliza\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o), por meio do qual o capitalismo assume - e depois esgota rapidamente - as fontes regionais e, em seguida, se expande para novos territ\u00f3rios (Svampa, 2019: 33-53; Machado, 2016; Moore, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de \"capitaloceno\", al\u00e9m de ser amplamente discutido, foi acompanhado pelo desenvolvimento de uma s\u00e9rie de categorias anal\u00edticas de natureza espec\u00edfica, relacionadas aos pr\u00f3prios sistemas de produ\u00e7\u00e3o e consumo, \u00e0s diferen\u00e7as regionais e aos impactos diferenciados dos mais variados sociometabolismos sobre os mais diversos coletivos sociais. Plantationocene (Haraway, 2016; Lowenhaupt, 2015), econocene (Norgaard, 2013), technocene (Hornborg, 2015), phallocene (Acosta, 2018) e basurocene (Armiero, 2021), s\u00e3o apenas alguns desses conceitos desenvolvidos, seja para dar conta de dimens\u00f5es espec\u00edficas do Antropoceno, reconhecendo sua dif\u00edcil generaliza\u00e7\u00e3o, seja para evitar o reducionismo que tem sido apontado para o conceito de capitaloceno. Com base no exposto, considero de grande valia as cr\u00edticas ao termo Antropoceno, como forma de tornar vis\u00edveis as especificidades e responsabilidades na constru\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-hist\u00f3rica de uma insustentabilidade que, embora global, \u00e9 profundamente diferenciada. As cr\u00edticas, no entanto, tamb\u00e9m explicam a necessidade e a validade do pr\u00f3prio termo Antropoceno, sem o qual a abundante discuss\u00e3o acad\u00eamica e a a\u00e7\u00e3o social sobre suas possibilidades e limites n\u00e3o teriam ocorrido.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta rohland\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Primeiro, o lan\u00e7amento do termo Antropoceno pelos dois cientistas naturais Paul Crutzen e Eugene Stoermer em 2000 foi importante para sinalizar o escopo e a urg\u00eancia dessa crise planet\u00e1ria. Essa proposta tamb\u00e9m aborda uma das dimens\u00f5es (o planeta) que s\u00e3o dif\u00edceis de serem compreendidas pelos pesquisadores das ci\u00eancias humanas e sociais, pois geralmente est\u00e3o al\u00e9m de seus interesses (e capacidade) de pesquisa. Al\u00e9m disso, ela aborda a quest\u00e3o da diferen\u00e7a entre as ci\u00eancias naturais e as ci\u00eancias humanas mencionada na introdu\u00e7\u00e3o desta se\u00e7\u00e3o. Crutzen e Stoermer n\u00e3o podem ser culpados por sua \"estreiteza disciplinar\" e, portanto, por sua inclus\u00e3o insuficiente de fatores geopol\u00edticos e sociais. A geologia, que \u00e9 a principal disciplina a ratificar o Antropoceno como uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica, tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser culpada por isso. <em>Mas<\/em> Foi exatamente essa discrep\u00e2ncia entre a ideia cient\u00edfica de um Antropoceno e as implica\u00e7\u00f5es sociais (e hist\u00f3ricas) dessa ideia que alimentou os debates que v\u00eam ocorrendo h\u00e1 pelo menos dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse ponto de inflex\u00e3o surgiram todos os debates em torno do pr\u00f3prio conceito do Antropoceno e a quest\u00e3o da data\u00e7\u00e3o dessa \u00e9poca geol\u00f3gica, especialmente empolgante para os historiadores, a quest\u00e3o e a cr\u00edtica do conceito de esp\u00e9cie humana como o \"culpado\" do processo do Antropoceno, bem como outra perspectiva muito decolonial e cr\u00edtica sobre a \"modernidade europeia\" e quest\u00f5es de longo alcance sobre justi\u00e7a ambiental, clim\u00e1tica e racial. Em minha opini\u00e3o, o questionamento interdisciplinar cont\u00ednuo do conceito do Antropoceno e o trabalho em torno dele continuam sendo muito frut\u00edferos. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, ele desencadeou um debate intensificado entre cientistas sociais e acad\u00eamicos das ci\u00eancias humanas no Norte e no Sul globais, sem o qual nosso <em>Manual<\/em> <span class=\"small-caps\">calas<\/span> sobre a perspectiva latino-americana do Antropoceno n\u00e3o teria visto a luz do dia.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Considerando que na Am\u00e9rica Latina h\u00e1 v\u00e1rias correntes de pensamento sobre as crises contempor\u00e2neas, tanto do mundo acad\u00eamico quanto do pensamento decolonial, bem como de outras formas de conhecimento e sabedoria, quais s\u00e3o os pontos fortes e as contribui\u00e7\u00f5es do(s) pensamento(s) latino-americano(s) que voc\u00ea destacaria no \u00e2mbito desses debates?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"massieu\">\n        <p class=\"nombre\">Yolanda Massieu<\/p>\n        <p class=\"llamada\">As sociedades latino-americanas est\u00e3o entre as mais desiguais e ambientalmente degradadas do planeta.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"goebel\">\n        <p class=\"nombre\">Anthony Goebel<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Na Am\u00e9rica Latina, h\u00e1 in\u00fameras experi\u00eancias que merecem ser resgatadas como alternativas ao neoextrativismo.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"rohland\">\n        <p class=\"nombre\">Eleonora Rohland<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Perspectivas alternativas sobre \"o mundo\" s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o central<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta massieu\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Para dar continuidade ao racioc\u00ednio acima, \u00e9 pertinente lembrar que as sociedades latino-americanas est\u00e3o entre as mais desiguais e ambientalmente degradadas do planeta, em grande parte devido \u00e0 hist\u00f3ria de conquista e coloniza\u00e7\u00e3o. Isso resultou em na\u00e7\u00f5es politicamente independentes que ainda sofrem com os efeitos da coloniza\u00e7\u00e3o, como os te\u00f3ricos da descoloniza\u00e7\u00e3o corretamente apontaram (Quijano, 1992; Mignolo, 2008, entre outros). Esses efeitos significam que a prioridade de cuidar do meio ambiente n\u00e3o parece ser uma prioridade para os l\u00edderes pol\u00edticos e as elites; pelo contr\u00e1rio, foi gerado um sentimento de incapacidade de alcan\u00e7ar um suposto desenvolvimento \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a das pot\u00eancias ocidentais, o que leva a considerar a natureza e os ecossistemas como meros recursos que devem ser usados sem medida para alcan\u00e7\u00e1-lo. Junto com os te\u00f3ricos decoloniais, surgiram abordagens cr\u00edticas a esse suposto desenvolvimento, os sacrif\u00edcios que ele provocou para alcan\u00e7\u00e1-lo nos pa\u00edses latino-americanos, bem como a necessidade urgente de buscar alternativas diferentes das nossas (Escobar, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, desde a \u00e9poca colonial, a extra\u00e7\u00e3o desenfreada de recursos naturais para satisfazer as necessidades da metr\u00f3pole tem sido uma constante. Ap\u00f3s os v\u00e1rios esfor\u00e7os de industrializa\u00e7\u00e3o, com seus graus e nuances, nos quais a regi\u00e3o esteve envolvida durante o s\u00e9culo XX, a industrializa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o tem sido uma constante. <span class=\"small-caps\">xx<\/span>Nos \u00faltimos anos, quando estamos apenas come\u00e7ando a falar sobre o \"Antropoceno\", temos testemunhado o surgimento de um \"neoextrativismo\" (Svampa, 2019a). Nele, a principal fonte de renda volta a se basear na exporta\u00e7\u00e3o de bens prim\u00e1rios, mesmo em governos ditos \"progressistas\", que t\u00eam se preocupado em mitigar a desigualdade, mas n\u00e3o em preservar o meio ambiente e buscar formas menos depredat\u00f3rias de se inserir no mercado global.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta goebel\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Na Am\u00e9rica Latina, Astrid Ulloa alertou corretamente sobre a dist\u00e2ncia entre as narrativas mais globais, ligadas \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, em termos do Antropoceno, e as narrativas latino-americanas cr\u00edticas, ligadas ao conflito ambiental, sobre a din\u00e2mica do neoextrativismo (Svampa, 2019: 40).<\/p>\n\n\n\n<p>No Sul global, mas especialmente na Am\u00e9rica Latina, h\u00e1 in\u00fameras experi\u00eancias que merecem ser resgatadas como alternativas ao neoextrativismo que caracteriza essa fase do capitalismo neoliberal a partir da economia social e solid\u00e1ria, cujos sujeitos sociais de refer\u00eancia s\u00e3o os setores mais exclu\u00eddos (mulheres, ind\u00edgenas, jovens, trabalhadores, camponeses) e cuja l\u00f3gica se baseia na produ\u00e7\u00e3o de <em>valores de uso<\/em> ou meios de subsist\u00eancia. H\u00e1 tamb\u00e9m in\u00fameras experi\u00eancias de auto-organiza\u00e7\u00e3o e autogest\u00e3o de setores populares ligados \u00e0 economia social e ao autocontrole do processo produtivo, formas de trabalho n\u00e3o alienado, reprodu\u00e7\u00e3o da vida social e cria\u00e7\u00e3o de novas formas de comunidade. Esses processos de trabalho com a natureza e n\u00e3o contra ela s\u00e3o acompanhados por uma nova narrativa pol\u00edtico-ambiental, associada a conceitos como Buen Vivir, Direitos da Natureza, Commons, \u00c9tica do Cuidado, entre outros (Svampa, 2019: 44). O resgate da mem\u00f3ria biocultural (Toledo e Barrera-Bassols, 2008) e o desenvolvimento de uma ci\u00eancia p\u00f3s-normal, cujo norte \u00e9 a complexidade e o holismo te\u00f3rico-conceitual, a utilidade social e a coprodu\u00e7\u00e3o de conhecimentos eticamente orientados para a sustentabilidade da vida (Gonz\u00e1lez de Molina e Toledo, 2012: 169; Jim\u00e9nez-Buedo e Ramos, 2009: 731; D\u00edaz, Rodr\u00edguez e Santana, 2012: 169), s\u00e3o outras alternativas inerentes ao paradigma ecol\u00f3gico, que surgiu como uma contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vis\u00e3o de mundo moderna e foi constru\u00eddo com base na cr\u00edtica, mas tamb\u00e9m na inclus\u00e3o de novas teorias e disciplinas cient\u00edficas. Todas essas alternativas t\u00eam duas caracter\u00edsticas fundamentais que merecem ser destacadas: 1) a maioria delas tende a confundir a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfico-acad\u00eamica da a\u00e7\u00e3o social, uma vez que ambas tendem a ser interdependentes; e 2) embora nem todas essas contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, epistemol\u00f3gicas e pol\u00edticas sejam exclusivamente latino-americanas, foi em nosso subcontinente que elas tiveram um maior desenvolvimento acad\u00eamico e uma not\u00e1vel aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta rohland\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">A for\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es latino-americanas para o Antropoceno vem da longa tradi\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica latino-americana ao conceito de modernidade (por exemplo, An\u00edbal Quijano, Walter Mignolo, Edgardo Lander) e, com ela, a cr\u00edtica ao conceito de desenvolvimento. No contexto da genealogia do Antropoceno, ambas as no\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram reexaminadas de forma cr\u00edtica por pesquisadores de estudos p\u00f3s-coloniais indianos (Dipesh Chakrabarty, Amitav Ghosh). Intimamente relacionada a esses dois temas e particularmente relevante para o t\u00f3pico do Antropoceno est\u00e1 a pesquisa latino-americana em ci\u00eancias sociais e humanas sobre extrativismo e neoextrativismo (por exemplo, Maristella Savmpa, Eduardo Gudynas, Nelson Arellano, Astrid Ulloa), pois esse t\u00f3pico revela a interconex\u00e3o entre recursos naturais, (geo)pol\u00edtica, justi\u00e7a ambiental, racismo e vulnerabilidade social. \u00c9 precisamente a compreens\u00e3o de tais interdepend\u00eancias socioambientais que torna as complexidades da crise do Antropoceno realmente claras. Isso significa que a pesquisa latino-americana sobre temas supostamente \"familiares\" pode trazer perspectivas novas, importantes e, acima de tudo, local e regionalmente relevantes para o novo contexto planet\u00e1rio do Antropoceno. Por outro lado, a perspectiva do Antropoceno tamb\u00e9m desafia essa pesquisa a pensar em novas dimens\u00f5es e contextos. Outra contribui\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica e muito relevante na Am\u00e9rica Latina \u00e9 o conhecimento ind\u00edgena, incorporado \u00e0s cosmovis\u00f5es ind\u00edgenas, por meio de conceitos como Buen Vivir (Bem Viver) ou <em>sumak kawsctiva.<\/em> Com esse conhecimento, rela\u00e7\u00f5es alternativas entre os seres humanos e a natureza podem ser destacadas; de fato, para o Norte global, elas podem ser pensadas em primeiro lugar. Essas perspectivas alternativas sobre \"o mundo\" s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o central quando se trata da quest\u00e3o de como realmente queremos e podemos viver neste planeta em um futuro pr\u00f3ximo e distante.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Do seu ponto de vista, existem alternativas poss\u00edveis para avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a \"outros antropocenos\"? S\u00e3o poss\u00edveis \"outros antropocenos\" sem uma mudan\u00e7a sist\u00eamica radical?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"massieu\">\n        <p class=\"nombre\">Yolanda Massieu<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Observo experi\u00eancias locais que colocam a vida no centro e buscam se tornar alternativas vi\u00e1veis.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"goebel\">\n        <p class=\"nombre\">Anthony Goebel<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Considerando as premissas do Antropoceno como o indicador final da insustentabilidade planet\u00e1ria, o objetivo \u00e9 resistir a ele para sair dele.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"rohland\">\n        <p class=\"nombre\">Eleonora Rohland<\/p>\n        <p class=\"llamada\">A quest\u00e3o da mudan\u00e7a sist\u00eamica n\u00e3o diz respeito \"apenas\" ao n\u00edvel cient\u00edfico ou filos\u00f3fico.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta massieu\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Acredito que muitas dessas mudan\u00e7as est\u00e3o em andamento e que nosso continente \u00e9 um foco de experi\u00eancias sustent\u00e1veis que buscam maior equidade social e respeito pela natureza. Muitos desses projetos surgem das vis\u00f5es de mundo dos povos ind\u00edgenas, que n\u00e3o s\u00e3o de forma alguma remanescentes do passado, apesar de terem sido considerados selvagens e atrasados desde a \u00e9poca colonial e no discurso do \"desenvolvimento\". \u00c9 assim que temos no M\u00e9xico, mas n\u00e3o exclusivamente, milhares de experi\u00eancias ind\u00edgenas, camponesas e urbanas que buscam outra forma de produ\u00e7\u00e3o e consumo por meio de rela\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o e respeito \u00e0 natureza (Toledo, 2021). Em outras palavras, embora seja necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a radical para transformar fundamentalmente a corrida rumo \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria que vemos no Antropoceno global, observo experi\u00eancias locais que colocam a vida no centro e buscam se tornar alternativas vi\u00e1veis, algumas delas com v\u00e1rias d\u00e9cadas de exist\u00eancia. Essas experi\u00eancias podem ser entendidas como a busca por sociedades bioc\u00eantricas, como uma op\u00e7\u00e3o \u00e0 homogeneiza\u00e7\u00e3o social impl\u00edcita no termo Antropoceno. Se esses projetos ser\u00e3o capazes de transformar o poder pol\u00edtico nacional e at\u00e9 mesmo global \u00e9 uma quest\u00e3o complexa, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que eles v\u00eam ganhando prest\u00edgio e legitimidade e, em alguns casos, influenciaram mudan\u00e7as pol\u00edticas, como os atuais programas governamentais no M\u00e9xico que buscam promover a agroecologia, a abordagem do Buen Vivir que chegou \u00e0s constitui\u00e7\u00f5es do Equador e da Bol\u00edvia no in\u00edcio do s\u00e9culo. <span class=\"small-caps\">xxi<\/span> ou os Direitos da Natureza no caso equatoriano. Resta saber se eles conseguir\u00e3o avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a uma transforma\u00e7\u00e3o radical, pois os altos e baixos da busca pela democracia na Am\u00e9rica Latina levaram a retrocessos no caso de medidas governamentais, o que fez com que os processos bioc\u00eantricos sustent\u00e1veis fossem transformados em resist\u00eancia e defesa de territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta goebel\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Deve-se observar que esse reconhecimento de que h\u00e1 diferentes posi\u00e7\u00f5es ou contrastes interpretativos n\u00e3o implica o abandono da no\u00e7\u00e3o-s\u00edntese do Antropoceno, mas nos leva a consider\u00e1-lo como um campo complexo e heterog\u00eaneo, do qual emergem narrativas diversas, \u00e0s vezes conflitantes, e, ao mesmo tempo, propostas de diferentes sa\u00eddas para a crise (Svampa, 2019: 49).<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise, a reflex\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica para promover a cria\u00e7\u00e3o de alternativas genuinamente sustent\u00e1veis para o bem-estar coletivo, com o objetivo de reverter os padr\u00f5es de injusti\u00e7a ambiental que refletem profundas desigualdades em v\u00e1rias escalas em termos sociais, et\u00e1rios, \u00e9tnicos e de g\u00eanero, s\u00e3o um imperativo \u00e9tico que n\u00e3o pode ser evitado.<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas acima t\u00eam uma coisa em comum: elas promovem mudan\u00e7as sist\u00eamicas radicais (decrescimento econ\u00f4mico, bem-estar em vez de \"desenvolvimento\", coletivismo em vez de individualismo dominante, holismo conceitual e epistemol\u00f3gico em vez de reducionismo determinista, entre outras possibilidades). Isso implica que, dadas as premissas do Antropoceno como indicador m\u00e1ximo da insustentabilidade planet\u00e1ria, o objetivo \u00e9 resistir a ele para sair dele e n\u00e3o incorporar medidas corretivas m\u00ednimas ao \"Antropoceno dominante\", como prop\u00f5e o chamado \"capitalismo verde\", que \u00e9 claramente considerado insuficiente para garantir a sobreviv\u00eancia de humanos e n\u00e3o humanos no planeta. Isso n\u00e3o significa que, precisamente por causa da natureza dominante da l\u00f3gica de desapropria\u00e7\u00e3o do capitalismo neoliberal, as mudan\u00e7as e a implementa\u00e7\u00e3o de alternativas \u00e0(s) l\u00f3gica(s) do Antropoceno n\u00e3o possam ou n\u00e3o devam ser realizadas gradualmente, de baixo para cima, a partir dos interst\u00edcios do poder, como aconteceu com as mudan\u00e7as historicamente mais importantes para o bem-estar geral dos povos.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta rohland\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Em primeiro lugar, acredito que devemos levar a s\u00e9rio o diagn\u00f3stico do Antropoceno, segundo o qual os seres humanos, com suas a\u00e7\u00f5es coletivas, t\u00eam um efeito enorme e prejudicial sobre o planeta. Logo em seguida, \u00e9 claro, devemos diferenciar esses \"humanos\". A pol\u00edtica clim\u00e1tica internacional (mesmo que o Antropoceno n\u00e3o possa ser equiparado \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica) j\u00e1 estabeleceu um entendimento das responsabilidades historicamente diferenciadas pela emiss\u00e3o de <span class=\"small-caps\">co<\/span><sub>2<\/sub>. O princ\u00edpio das responsabilidades comuns, por\u00e9m diferenciadas (<em>responsabilidades comuns, por\u00e9m diferenciadas<\/em>) tamb\u00e9m pode ser aplicada \u00e0 quest\u00e3o do Antropoceno. Embora a perspectiva da esp\u00e9cie tenha sido criticada pela falta de diferencia\u00e7\u00e3o social e racial e pela aus\u00eancia de um n\u00edvel pol\u00edtico, ela tem a vantagem de unir os seres humanos em perspectiva como humanidade e coloc\u00e1-los em conex\u00e3o e no mesmo n\u00edvel de outras esp\u00e9cies. Com esse exemplo, quero ilustrar um princ\u00edpio que, para mim, \u00e9 importante no contexto da quest\u00e3o do Antropoceno: analisar conceitos - mesmo que n\u00e3o possamos ou n\u00e3o queiramos aceit\u00e1-los em sua totalidade - para ver que perspectivas \u00fateis, desconhecidas e desafiadoras eles nos trazem, em vez de aceit\u00e1-los ou rejeit\u00e1-los completamente. Essa abordagem tamb\u00e9m nos ajuda a continuar a nos comunicar e a nos manter conectados entre as divis\u00f5es disciplinares. Acredito que essa atitude, talvez ecl\u00e9tica ou experimental, tamb\u00e9m pode ser uma forma de concordar com futuros poss\u00edveis, ou seja, com antropocenos alternativos. Para mim, no entanto, a quest\u00e3o da mudan\u00e7a sist\u00eamica n\u00e3o diz respeito \"apenas\" ao n\u00edvel cient\u00edfico ou filos\u00f3fico (onde n\u00f3s, humanistas e cientistas sociais, talvez estejamos mais \u00e0 vontade), mas tamb\u00e9m, muito claramente, ao n\u00edvel material de nossas infraestruturas e culturas. N\u00e3o acredito que possamos avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a um futuro alternativo e sustent\u00e1vel - antropocenos alternativos - sem mudar radicalmente esses sistemas materiais, o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis, que hoje s\u00e3o a base de muitas sociedades neste planeta.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Acosta, Alberto (2018). \u201cAntropoceno, capitaloceno, faloceno y m\u00e1s\u201d, <em>Rebeli\u00f3n<\/em>. Disponible en: https:\/\/rebelion.org\/antropoceno-capitaloceno-faloceno-y-mas\/<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Armiero, Marco (2021). <em>Wasteocene: Stories from the Global Dump<\/em>. Cambridge: Cambridge University Press<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">D\u00edaz, Pablo, Alberto Rodr\u00edguez y Agust\u00edn Santana (2012). \u201cFundamentos del paradigma ecol\u00f3gico en las ciencias sociales\u201d. <em><span class=\"small-caps\">pasos<\/span>. Revista de Turismo y Patrimonio Cultural<\/em>, 10(1), pp. 167-172.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Escobar, Arturo (2014). <em>La invenci\u00f3n del desarrollo<\/em>. Popay\u00e1n: Universidad del Cauca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Gonz\u00e1lez de Molina, Manuel y V\u00edctor Toledo (2011). <em>Metabolismos, naturaleza e historia. Hacia una teor\u00eda de las transformaciones socioecol\u00f3gicas<\/em>. Barcelona: Icaria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Haraway, Donna (2016). \u201cAntropoceno, capitaloceno, plantacionoceno, chthuluceno: generando relaciones de parentesco\u201d, <em>Revista Latinoamericana de Estudios Cr\u00edticos Animales, <\/em>a\u00f1o 3, vol. 1, junio, pp. 15-26.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Hornborg, Alf (2015). \u201cThe Political Ecology of the Technocene: Uncovering Ecologically Unequal Exchange in the World-System\u201d, en Clive Hamilton, Christophe Bonneuil y Fran\u00e7ois Gemenne (eds.). <em>The Anthropocene and the Global Environmental Crisis: Rethinking Modernity in a New Epoch<\/em>. Londres: Routledge, pp. 57-69.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Jim\u00e9nez-Buedo, Mar\u00eda e Irene Ramos (2009). \u201c\u00bfM\u00e1s all\u00e1 de la ciencia acad\u00e9mica?: modo 2, ciencia posnormal y ciencia posacad\u00e9mica\u201d, <em>Arbor<\/em>, 185(738), pp. 721-737. https:\/\/doi.org\/10.3989\/arbor.2009.738n1048<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lowenhaupt Tsing, Anna (2015). <em>The Mushroom at the End of the World: On the Possibility of Life in Capitalist Ruins<\/em>. Princeton: Princeton University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mignolo, Walter (2008). \u201cLa opci\u00f3n descolonial\u201d, <em>Revista Letral<\/em>, n\u00fam. 1, pp. 3-22. [http:\/\/hdl.handle.net\/10481\/51072]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Quijano, An\u00edbal (1992). \u201cColonialidad y modernidad\/racionalidad\u201d, <em>Per\u00fa Ind\u00edgena<\/em>, 13(29), pp. 11-20.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Machado, Horacio (2016). \u201cSobre la naturaleza realmente existente, la entidad Am\u00e9rica y los or\u00edgenes del capitaloceno. Dilemas y desaf\u00edos de especie\u201d, <em>Actuel Marx<\/em>, n\u00fam. 20, pp. 205-230.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Moore, Jason (2017). \u201cThe Capitalocene. Part I: On the Nature and Origins of Our Ecological Crisis\u201d, <em>The Journal of Peasant Studies<\/em>, vol. 44, n\u00fam. 3, pp. 594-630.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Norgaard, Richard (2013). \u201cThe Econocene and the California Delta\u201d, S<em>an Francisco Estuary and Watershed Science<\/em>, vol. 11, n\u00fam. 3, pp. 1-5. https:\/\/doi.org\/10.15447\/sfews.2013v11iss3art9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Toledo, V\u00edctor Manuel (2021). \u201cEl poder social. Lecciones para la 4T\u201d, <em>La Jornada<\/em>, Opini\u00f3n, 30 de noviembre. https:\/\/www.jornada.com.mx\/2021\/11\/30\/opinion\/020a1pol<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 y Narciso Barrera-Bassols (2008). <em>La memoria biocultural. La importancia ecol\u00f3gica de las sabidur\u00edas tradicionales<\/em>. Barcelona: Icaria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Trischler, Helmuth (2017). \u201cEl Antropoceno, \u00bfun concepto geol\u00f3gico o cultural, o ambos?\u201d, <em>Desacatos, <\/em>n\u00fam. 54, mayo-agosto, pp. 40-57.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Svampa, Maristella (2019). \u201cEl Antropoceno como diagn\u00f3stico y paradigma. Lecturas globales desde el Sur\u201d, <em>Utop\u00eda y Praxis Latinoamericana<\/em>, vol. 24, n\u00fam. 84, pp. 33-53. https:\/\/doi.org\/10.5281\/zenodo.2653161<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2019a). <em>Las fronteras del neoextractivismo. Conflictos socioambientales, giro ecoterritorial y nuevas dependencias<\/em>. Bielefeld: <span class=\"small-caps\">calas<\/span>. https:\/\/maristellasvampa.net\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/las-fronteras-del-neoextractivismo-en-LA.pdf<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Yolanda Cristina Massieu Trigo<\/em> \u00c9 doutora em Economia pela Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico, mestre em Sociologia Rural pela Universidade Aut\u00f4noma de Chapingo e graduada em Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia pela Universidade Aut\u00f4noma Metropolitana-Xochimilco, onde leciona no curso de bacharelado em Sociologia, no curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento Rural e no mestrado em Sociedades Sustent\u00e1veis. Seus temas de pesquisa s\u00e3o: impactos socioecon\u00f4micos, ambientais, pol\u00edticos e culturais da biotecnologia agr\u00edcola; inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e trabalhadores agr\u00edcolas; biodiversidade, bens comuns, ecologia pol\u00edtica e propriedade intelectual; campesinato e soberania alimentar; agrocombust\u00edveis e crise energ\u00e9tica; bem como problemas socioambientais, socioecon\u00f4micos, tecnol\u00f3gicos e pol\u00edticos da sociedade contempor\u00e2nea em geral. Trabalha de forma colaborativa com diversas organiza\u00e7\u00f5es sociais relacionadas \u00e0s suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 membro do Sistema Nacional de Pesquisadores n\u00edvel 2. Tem v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es, incluindo tr\u00eas livros como \u00fanica autora, apresentou mais de cem trabalhos em v\u00e1rios eventos acad\u00eamicos e supervisionou 45 teses de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o sobre t\u00f3picos relacionados \u00e0 sua especialidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Anthony Goebel Mc Dermott<\/em> Possui doutorado em Hist\u00f3ria pela Universidade da Costa Rica. Professor da Escola de Hist\u00f3ria e pesquisador do Centro de Investigaciones Hist\u00f3ricas de Am\u00e9rica Central (Centro de Investiga\u00e7\u00f5es Hist\u00f3ricas da Am\u00e9rica Central).<span class=\"small-caps\">cihac<\/span>) dessa universidade. Atualmente, \u00e9 diretor do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Central na Universidade da Costa Rica. Realizou pesquisas nas \u00e1reas de hist\u00f3ria ambiental, hist\u00f3ria da ci\u00eancia e hist\u00f3ria econ\u00f4mica. Suas publica\u00e7\u00f5es recentes s\u00e3o \"Transforma\u00e7\u00f5es socioecol\u00f3gicas no espa\u00e7o produtivo especializado em caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar no contexto da Revolu\u00e7\u00e3o Verde. Costa Rica (1955-1973)\", em <em>Economia ecol\u00f3gica<\/em>vol. 208, junho de 2023, 107790 (em coautoria com Andrea Montero Mora); \"Land and Climate: Natural Constraints and Socio-Environmental Transformations\", Robert H. Holden (ed.) (fevereiro de 2021). <em>O Manual Oxford de Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Central<\/em>. Oxford: Oxford University Press, pp. 1-34 (digital); \"Environmental History of Commodities in Central America\", em <em>Oxford Research Encyclopedia of Latin American History (Enciclop\u00e9dia de Pesquisa Oxford de Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina)<\/em>. Oxford: Oxford University Press, 2021, pp. 1-28 (em coautoria com Andrea Montero); \"Forgotten Pandemics: The Case of Asian Influenza (<span class=\"small-caps\">a\/h2n2<\/span>) na Costa Rica (1957-1959)\", em David D\u00edaz e Ronny Viales (orgs.). <em>Covid-19 e hist\u00f3ria na Costa Rica: crises e pandemias globais e locais (s\u00e9culos <span class=\"small-caps\">xx-xxi<\/span>)<\/em>San Jos\u00e9: Universidad de Costa Rica, <span class=\"small-caps\">cihac<\/span>, 2022, pp. 173-225.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Eleonora Rohland<\/em> \u00e9 professora de Hist\u00f3ria Entrela\u00e7ada nas Am\u00e9ricas na Universidade de Bielefeld desde 2015. Ela se formou como historiadora econ\u00f4mica, social e ambiental na Universidade de Berna (Su\u00ed\u00e7a) e obteve seu doutorado na Ruhr-University Bochum (Alemanha) em 2014. Desde 2017, ela \u00e9 co-coordenadora do grupo de pesquisa Afrontar las Crisis Ambientales no Centro Maria Sibylla Merian de Estudios Latinoamericanos Avanzados en Humanidades y Ciencias Sociales (<span class=\"small-caps\">calas<\/span>), Universidade de Bielefeld\/Universidade de Guadalajara, M\u00e9xico. Desde 2017, ela tamb\u00e9m \u00e9 pesquisadora s\u00eanior no Centro de Investigaci\u00f3n Colaborativa (<span class=\"small-caps\">crc<\/span>) 1288: \"Pr\u00e1ticas comparativas: ordenando e mudando o mundo\" na Universidade de Bielefeld. Desde 2023, Rohland \u00e9 membro da diretoria do Centro de Pesquisa Interdisciplinar (ZiF) da Universidade de Bielefeld. Sua pesquisa atual se concentra na hist\u00f3ria do meio ambiente e, em particular, na hist\u00f3ria dos impactos e cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas sob a perspectiva da hist\u00f3ria entrela\u00e7ada. Nesse contexto, ele tamb\u00e9m est\u00e1 interessado no Antropoceno e em sua importante (e desigual) pr\u00e9-hist\u00f3ria nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Susana Herrera Lima<\/em> \u00e9 professor-pesquisador do Departamento de Estudos Socioculturais da <span class=\"small-caps\">iteso<\/span>. D. em Estudos S\u00f3cio-Cient\u00edficos e Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Cultural pela Universidade de S\u00e3o Paulo. <span class=\"small-caps\">iteso<\/span>. Coordenador do Semin\u00e1rio Permanente de Estudos da \u00c1gua da Universidade de S\u00e3o Paulo. <span class=\"small-caps\">iteso<\/span>. Suas linhas de pesquisa est\u00e3o localizadas na interse\u00e7\u00e3o entre a Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica da Ci\u00eancia e a Comunica\u00e7\u00e3o de problemas socioambientais e socioaqu\u00e1ticos. Desenvolve e coordena projetos transdisciplinares de pesquisa e comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica da ci\u00eancia sobre problemas socioambientais com participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. Membro do Sistema Nacional de Pesquisadores, n\u00edvel 2. Professora e tutora no Mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia e da Cultura e no Doutorado em Estudos Cient\u00edficos-Sociais. Co-coordenador do Laborat\u00f3rio \"O Antropoceno como uma crise m\u00faltipla. Perspectivas da Am\u00e9rica Latina\", no Centro de Altos Estudos Latino-Americanos Maria Sibylla Merian (<span class=\"small-caps\">calas<\/span>) e editor da revista <em>Manuais<\/em> do Laborat\u00f3rio. Pesquisador do Observatorio de Comunicaci\u00f3n y Cultura del <span class=\"small-caps\">iteso<\/span>, <span class=\"small-caps\">etius<\/span>onde est\u00e1 desenvolvendo o projeto de pesquisa \"Comunica\u00e7\u00e3o e cultura na era do Antropoceno\". Fundadora e coordenadora da cole\u00e7\u00e3o de livros \"De la academia al espacio p\u00fablico. Comunicando a ci\u00eancia no M\u00e9xico\". \u00c9 autora de publica\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais e participa de comit\u00eas editoriais internacionais especializados.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Antropoceno, como conceito e estrutura para pensar e produzir conhecimento sobre quest\u00f5es contempor\u00e2neas, deu origem a v\u00e1rios debates sobre a validade e o escopo de suas propostas. As ci\u00eancias naturais e da terra debatem se \u00e9 ou n\u00e3o uma nova era geol\u00f3gica, na qual a interven\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana teria um papel primordial; entretanto, outros debates surgiram nas ci\u00eancias sociais e humanas.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":38682,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1246,1248,1247,1249],"coauthors":[551],"class_list":["post-38677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-1","tag-antropoceno","tag-capitaloceno","tag-medio-ambiente","tag-neoextractivismo","personas-goebel-mcdermott-anthony","personas-rohland-eleonora","personas-herrera-lima-susana","personas-massieu-trigo-yolanda-cristina","numeros-1187"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"El Antropoceno, como concepto para producir conocimiento en torno a las problem\u00e1ticas contempor\u00e1neas, ha suscitado m\u00faltiples debates.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? &#8211; Encartes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"El Antropoceno, como concepto para producir conocimiento en torno a las problem\u00e1ticas contempor\u00e1neas, ha suscitado m\u00faltiples debates.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-03-21T16:58:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-06-17T18:01:42+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"750\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"21 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? Pensamiento latinoamericano y antropocenos alternativos\",\"datePublished\":\"2024-03-21T16:58:46+00:00\",\"dateModified\":\"2025-06-17T18:01:42+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\"},\"wordCount\":5138,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg\",\"keywords\":[\"antropoceno\",\"capitaloceno\",\"medio ambiente\",\"neoextractivismo\"],\"articleSection\":[\"Discrepancias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\",\"name\":\"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? &#8211; Encartes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg\",\"datePublished\":\"2024-03-21T16:58:46+00:00\",\"dateModified\":\"2025-06-17T18:01:42+00:00\",\"description\":\"El Antropoceno, como concepto para producir conocimiento en torno a las problem\u00e1ticas contempor\u00e1neas, ha suscitado m\u00faltiples debates.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg\",\"width\":750,\"height\":500},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/encartes.mx\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? Pensamiento latinoamericano y antropocenos alternativos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"name\":\"Encartes\",\"description\":\"Revista digital multimedia\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\",\"name\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"width\":338,\"height\":306,\"caption\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\",\"name\":\"Arthur Ventura\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"caption\":\"Arthur Ventura\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? &#8211; Encartes","description":"El Antropoceno, como concepto para producir conocimiento en torno a las problem\u00e1ticas contempor\u00e1neas, ha suscitado m\u00faltiples debates.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? &#8211; Encartes","og_description":"El Antropoceno, como concepto para producir conocimiento en torno a las problem\u00e1ticas contempor\u00e1neas, ha suscitado m\u00faltiples debates.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2024-03-21T16:58:46+00:00","article_modified_time":"2025-06-17T18:01:42+00:00","og_image":[{"width":750,"height":500,"url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"21 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? Pensamiento latinoamericano y antropocenos alternativos","datePublished":"2024-03-21T16:58:46+00:00","dateModified":"2025-06-17T18:01:42+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/"},"wordCount":5138,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg","keywords":["antropoceno","capitaloceno","medio ambiente","neoextractivismo"],"articleSection":["Discrepancias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/","name":"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? &#8211; Encartes","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg","datePublished":"2024-03-21T16:58:46+00:00","dateModified":"2025-06-17T18:01:42+00:00","description":"El Antropoceno, como concepto para producir conocimiento en torno a las problem\u00e1ticas contempor\u00e1neas, ha suscitado m\u00faltiples debates.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#primaryimage","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg","width":750,"height":500},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/encartes.mx\/herrera-massieu-goebel-rohland-debate-antropoceno-perspectivas-latinoamericanas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/encartes.mx\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"\u00bfDesde d\u00f3nde pensar y subvertir el Antropoceno? Pensamiento latinoamericano y antropocenos alternativos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website","url":"https:\/\/encartes.mx\/","name":"Encartes","description":"Revista digital multimedia","publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization","name":"Encartes Antropol\u00f3gicos","url":"https:\/\/encartes.mx\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","width":338,"height":306,"caption":"Encartes Antropol\u00f3gicos"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef","name":"Arthur Ventura","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","caption":"Arthur Ventura"}}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2013-Robert-S.-Donovan.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38677"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39728,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38677\/revisions\/39728"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38677"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=38677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}