{"id":38651,"date":"2024-03-21T10:59:55","date_gmt":"2024-03-21T16:59:55","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=38651"},"modified":"2024-03-21T16:49:25","modified_gmt":"2024-03-21T22:49:25","slug":"lora-patrimonio-danza-afroamerica-matrilinaje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/lora-patrimonio-danza-afroamerica-matrilinaje\/","title":{"rendered":"O v\u00eddeo na pesquisa de duas dan\u00e7as africanas: o samba e a rumba."},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"RUMBERAS - O Guaguanc\u00f3\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/279915889?h=51451ee568&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"580\" height=\"326\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Por encima del miedo coraje (T\u00eda Jelita do samba) | Claudia Lora\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z2rmAIlFIqs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sum\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Por meio do estudo de caso de duas fam\u00edlias: a de Jelita, origin\u00e1ria de Saubara, Bahia, Brasil, e a fam\u00edlia chefiada por Lidia, em Trinidad, Cuba, s\u00e3o apresentadas duas obras audiovisuais que enfocam o papel da mulher na transmiss\u00e3o matrilinear do samba e da rumba, as mudan\u00e7as geracionais e a rela\u00e7\u00e3o homem-mulher presente nos movimentos corporais. Como complemento, inclui-se um texto no qual se apresenta a metodologia utilizada, o contexto hist\u00f3rico-cultural de cada caso e uma an\u00e1lise do papel da mulher nos processos de perpetua\u00e7\u00e3o dessas mem\u00f3rias corporais femininas e seus lugares de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/afroamericana\/\" rel=\"tag\">Afro-americano<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/danza\/\" rel=\"tag\">dan\u00e7a<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/matrilinaje\/\" rel=\"tag\">matrilinhagem<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/memoria\/\" rel=\"tag\">mem\u00f3ria<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/video\/\" rel=\"tag\">v\u00eddeo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-title\">pesquisa audiovisual sobre duas dan\u00e7as amefricanas: samba e rumba<\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-text abstract\">Duas obras audiovisuais exploram o papel das mulheres na transmiss\u00e3o matrilinear do samba e da rumba, as mudan\u00e7as geracionais e a rela\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres revelada nos movimentos corporais. O primeiro estudo de caso acompanha a fam\u00edlia Jelita, que vem de Saubara, no estado da Bahia, Brasil, e o segundo, uma fam\u00edlia chefiada por uma mulher chamada Lidia, em Trinidad, Cuba. Um texto suplementar apresenta a metodologia utilizada para o estudo, os antecedentes culturais e hist\u00f3ricos dos dois casos e uma an\u00e1lise do papel das mulheres na perpetua\u00e7\u00e3o dessas mem\u00f3rias do corpo feminino e os locais de sua transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: dan\u00e7a, afro-americana, matrilinear, v\u00eddeo, mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Antes de mais nada, gostaria de pedir permiss\u00e3o \u00e0 Jelita, que Deus a tenha, \u00e0 sua fam\u00edlia e aos seus ancestrais afro-brasileiros. E tamb\u00e9m \u00e0 Lidia, sua fam\u00edlia e seus ancestrais afro-cubanos, para apresentar esses trabalhos, feitos com muito amor e respeito pelos povos, pelas culturas e pelas dan\u00e7as estudadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este texto apresenta dois v\u00eddeos feitos em paralelo no Brasil e em Cuba entre 2012 e 2019. Eles fazem parte de uma pesquisa separada, j\u00e1 que originalmente n\u00e3o se pretendia fazer uma compara\u00e7\u00e3o clara entre essas duas dan\u00e7as. <em>amefricano<\/em>.<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por cima do medo coragem<\/em> (2016) \u00e9 uma homenagem em v\u00eddeo <em>post mortem<\/em> Jelita do Samba, uma sambadeira e marisqueira do Rec\u00f4ncavo Baiano. \u00c9 o resultado de uma pesquisa antropol\u00f3gica de longo prazo realizada para minha tese de doutorado em mem\u00f3ria social (Lora, 2016), com foco em um dos tr\u00eas grupos de samba de roda infantis estudados; enquanto <em>Rumberas: o guaguanc\u00f3 <\/em>(2019) \u00e9 um curta-metragem sobre uma fam\u00edlia de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de mulheres, realizado em um per\u00edodo de tempo muito mais curto. Lidia, Yuya e Ema s\u00e3o as protagonistas dessa hist\u00f3ria filmada em Trinidad, Cuba.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo dedicado \u00e0 Jelita foi editado em um momento muito delicado para todos n\u00f3s que a conhec\u00edamos. Foi apresentado logo ap\u00f3s sua morte como uma forma de agradecimento, mas tamb\u00e9m como uma maneira de tornar vis\u00edvel uma das conclus\u00f5es mais importantes da pesquisa: o papel das sambaderas na transmiss\u00e3o da mem\u00f3ria corporal do samba.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o curta-metragem documental <em>Rumberas<\/em>registrada em Trinidad, Cuba, baseou-se em minha experi\u00eancia na Bahia e no Brasil em geral, onde as pr\u00f3prias comunidades reivindicaram (reivindicam) o papel de professoras e, em alguns casos, o papel de professoras. <em>mestras<\/em><a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a> de samba e outras express\u00f5es de dan\u00e7a popular. Com base nessa inspira\u00e7\u00e3o, propus a um amigo, um artista visual e dan\u00e7arino mexicano, que, se poss\u00edvel, fiz\u00e9ssemos um document\u00e1rio sobre as mulheres rumberas em nossa viagem a Trinidad, Cuba.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, afetada pela luta feminista em geral e, especificamente, pelo movimento de mulheres negras no continente, pareceu-me de suma import\u00e2ncia fortalecer o trabalho audiovisual realizado com essas dan\u00e7arinas, com a reda\u00e7\u00e3o destas breves reflex\u00f5es comparativas sobre a transmiss\u00e3o matrilinear na dan\u00e7a, porque a experi\u00eancia me mostrou, repetidamente e em diferentes culturas afro-diasp\u00f3ricas, o papel das mulheres n\u00e3o apenas na continuidade geracional, mas tamb\u00e9m na gesta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o dessas express\u00f5es de resist\u00eancia cultural. Seu valor aumenta quando levamos em conta as condi\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o colonial e patriarcal \u00e0s quais as mulheres negras, seus corpos e, portanto, suas dan\u00e7as, foram submetidos durante s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p>Este texto \u00e9 composto de tr\u00eas se\u00e7\u00f5es: a primeira \u00e9 dedicada \u00e0 metodologia usada na produ\u00e7\u00e3o de ambos os audiovisuais; a segunda apresenta um breve contexto hist\u00f3rico cultural das dan\u00e7as, e encerro com o tema da casa, o <em>terreiro<\/em> e a roda como locais de transmiss\u00e3o e mem\u00f3ria da dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metodologia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">A base metodol\u00f3gica para a realiza\u00e7\u00e3o desse trabalho \u00e9 composta de etnografia audiovisual, trabalho colaborativo e interdisciplinar e o que chamamos de <em>\u00f3rg\u00e3o participante <\/em>(Daniel e Lora, 2020). Essa maneira de trabalhar foi constru\u00edda no processo de cada uma das produ\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m faz parte de uma longa trajet\u00f3ria que tem a ver com minha forma\u00e7\u00e3o diversificada nas artes e nas ci\u00eancias sociais, que aspira a ser cada vez mais transdisciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por etnografia audiovisual entendo a produ\u00e7\u00e3o audiovisual baseada em pesquisa antropol\u00f3gica (Ard\u00e8vol, 1998). No caso do samba de roda, esse processo de pesquisa\/grava\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio no Rec\u00f4ncavo Baiano, ap\u00f3s uma conversa com a Associa\u00e7\u00e3o de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (<span class=\"small-caps\">asseba<\/span>) em Santo Amaro, onde me apresentei e perguntei se era poss\u00edvel, al\u00e9m de produzir a tese escrita, fazer um document\u00e1rio; eles responderam que j\u00e1 estavam gerando seus pr\u00f3prios materiais audiovisuais e que n\u00e3o estavam muito interessados nessa colabora\u00e7\u00e3o. No entanto, combinamos que eu gravaria reuni\u00f5es ou atividades organizadas pela rede com a c\u00e2mera de v\u00eddeo e as compartilharia com a associa\u00e7\u00e3o. Esse momento foi fundamental em minha trajet\u00f3ria como antrop\u00f3loga, pois levantou quest\u00f5es sobre a metodologia que eu vinha utilizando.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, uma parte fundamental da forma de trabalho foi discutida com os sambadores\/eiras da comunidade, resultando em uma proposta mais consciente e cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao lugar do pesquisador. Nesse sentido, pensei, como faz Cusicanqui, no audiovisual como uma pr\u00e1tica de comunica\u00e7\u00e3o horizontal: sentir que nosso \"olho intruso\" pode se tornar um aliado na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento com nossos interlocutores no trabalho de campo, s\u00e3o todas pr\u00e1ticas de uma sociologia que desmonta os pressupostos da raz\u00e3o iluminista, da raz\u00e3o colonial (Rivera, 2015: 313).<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, tornei-me um pesquisador \"aliado\" da <span class=\"small-caps\">asseba<\/span>Apresentei minha tese a eles no final de minha pesquisa, acompanhada por esta homenagem em v\u00eddeo, que foi conclu\u00edda em pouco tempo com a ajuda de Noel L\u00f3pez, o editor do v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao trabalho sobre a rumba cubana, o processo foi diferente no sentido de que n\u00e3o tivemos apoio financeiro para a produ\u00e7\u00e3o\/pesquisa e, portanto, o tempo de filmagem foi muito curto. A metodologia foi diferente da anterior porque o document\u00e1rio foi co-dirigido por duas mulheres de disciplinas diferentes: etnologia e artes visuais. No entanto, t\u00ednhamos em comum o fato de sermos duas dan\u00e7arinas com a inten\u00e7\u00e3o de aprender a dan\u00e7ar rumba. \u00c9 preciso dizer que, nesses anos de pesquisa, eu me assumi como dan\u00e7arina\/pesquisadora, porque a realidade mostrou como a dan\u00e7a tamb\u00e9m era um m\u00e9todo de pesquisa que me permitia acessar significados socialmente compartilhados, entender din\u00e2micas de participa\u00e7\u00e3o diferenciadas de acordo com o g\u00eanero, distin\u00e7\u00f5es nos movimentos etc. Essa metodologia gerou, em ambas as experi\u00eancias, uma s\u00e9rie de resultados positivos. Essa metodologia gerou, em ambas as experi\u00eancias, uma forma de intera\u00e7\u00e3o mais emp\u00e1tica e horizontal com as mulheres que nos ensinavam sua arte, pois as interlocutoras\/personagens nos consideravam alunas com uma paix\u00e3o em comum: a dan\u00e7a. Em ambos os trabalhos, foi gerado um di\u00e1logo entre as mulheres, no qual a linguagem corporal e os audiovisuais participaram ativamente. O trabalho de campo e as entrevistas foram realizados nos locais onde as dan\u00e7as eram ensaiadas, espa\u00e7os privilegiados para a socializa\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <em>Rumberas: o guaguanc\u00f3<\/em>A c\u00e2mera foi feita por Tania Diaz, com uma proposta fotogr\u00e1fica pr\u00f3xima ao que Bill Nichols (1997) classificaria como document\u00e1rio participativo, em que eu, como codiretor, aparecia no quadro dan\u00e7ando ou entrevistando, o que mostra meu encontro com a dan\u00e7a e com os protagonistas do filme. Esse modo de document\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Isso implica um envolvimento do indiv\u00edduo filmado com a pr\u00e1tica de sua representa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m investe um personagem espec\u00edfico com qualidades do autor-pessoa (aquele que filma) que interage com uma determinada realidade. Isso cria uma sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o no mundo hist\u00f3rico e fortalece a impress\u00e3o de veracidade da obra. Portanto, esse modo ancora um sujeito (narrador-impl\u00edcito) em um lugar e tempo espec\u00edficos, em uma <em>eu estava l\u00e1<\/em> o que certifica sua fun\u00e7\u00e3o de contador de hist\u00f3rias (Lloga Sanz, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, houve uma longa transcri\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o do material, da qual foram escolhidos os temas mais importantes e pensou-se em como narr\u00e1-los audiovisualmente. Por fim, no processo de edi\u00e7\u00e3o <em>Rumberas<\/em> Tivemos a honra de contar com o apoio do editor Mario Maya, Alessando Lameiras para a corre\u00e7\u00e3o de cores e Galileo Galaz para o design de som.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando terminou, o document\u00e1rio foi apresentado a Yuya, Lidia e Ema em Trinidad, que deram seu feedback sobre o resultado. O mesmo aconteceu com <em>Sobre o medo e a coragem<\/em>que foi apresentado junto com minha tese, e por iniciativa dos pr\u00f3prios sambadores\/as, \u00e0s crian\u00e7as do Grupo Mirim da Vov\u00f3 Sinh\u00e1, que, ao verem a homenagem, lembraram com carinho dos ensinamentos da tia Jelita. Em ambas as apresenta\u00e7\u00f5es, surgiram muitas mem\u00f3rias coletivas, tanto do momento em que foi filmado quanto de pessoas que aparecem no document\u00e1rio e que n\u00e3o est\u00e3o mais entre n\u00f3s. Esse foi outro momento importante em termos metodol\u00f3gicos, pois foi poss\u00edvel perceber que ambos os document\u00e1rios guardam mem\u00f3rias importantes para as crian\u00e7as baianas e para os protagonistas cubanos, que foram expressas nas diversas reflex\u00f5es que se seguiram \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A patrimonializa\u00e7\u00e3o e seu impacto nas dan\u00e7as africanas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">O samba de roda \u00e9 caracterizado como uma manifesta\u00e7\u00e3o musical, coreogr\u00e1fica, po\u00e9tica e festiva presente em todo o estado da Bahia, Brasil, mas principalmente no Rec\u00f4ncavo (<span class=\"small-caps\">dossi\u00ea iphan<\/span>2006: 23, tradu\u00e7\u00e3o do autor). Deriva das dan\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es culturais dos africanos escravizados que vieram para a regi\u00e3o; tamb\u00e9m cont\u00e9m elementos da cultura portuguesa e \u00e1rabe, como a l\u00edngua, a poesia e alguns instrumentos musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a declara\u00e7\u00e3o do samba de roda como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade em 2005, uma s\u00e9rie de pol\u00edticas de salvaguarda foi criada no Brasil durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT).<span class=\"small-caps\">pt<\/span>), no qual o <span class=\"small-caps\">iphan<\/span> O Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN), a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e, sobretudo, a comunidade de sambadores e sambadeiras da regi\u00e3o participaram ativamente da cria\u00e7\u00e3o de uma rede regional de samba de roda. Os grupos infanto-juvenis tiveram um papel central no processo, pois foram concebidos desde o primeiro momento da patrimonializa\u00e7\u00e3o, com a ideia de atender \u00e0 expectativa da comunidade de que \"o samba n\u00e3o morreria\", frase que ouvi repetidamente por <em>mestras<\/em> do samba.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi desenvolvida nesse contexto. Jos\u00e9 Jorge de Carvalho chamou esse momento de \"sarau das culturas populares\", constatando que se tratava de um momento de possibilidade de \"transforma\u00e7\u00e3o radical das injusti\u00e7as fundantes da rela\u00e7\u00e3o do Estado com as culturas populares. Um processo no qual a cultura popular poderia se tornar um lugar de demanda por cidadania, igualdade e equidade\" (De Carvalho, 2005: 34). Se antes a elite brasileira exercia controle sobre as manifesta\u00e7\u00f5es culturais por meio da valoriza\u00e7\u00e3o das express\u00f5es art\u00edsticas europeias, esse era o momento de a cultura popular reivindicar sua cultura e os direitos daqueles que a praticam. As mulheres ocuparam um lugar estrat\u00e9gico nesse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, e foi nesse ponto que o trabalho se concentrou mais fortemente, foram revitalizados os espa\u00e7os tradicionais para o ensino e a apresenta\u00e7\u00e3o do samba de roda, e foram organizados eventos e festivais para refor\u00e7ar a apresenta\u00e7\u00e3o e a transmiss\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es. As sambadeiras ressaltaram a import\u00e2ncia de continuar a perpetuar a express\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es, ensinando-lhes n\u00e3o apenas a dan\u00e7a, o canto e a m\u00fasica, mas tamb\u00e9m seu lugar na vida comunit\u00e1ria e religiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A rumba, por outro lado, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o da cultura afro-cubana, com elementos da cultura das \u00cdndias Ocidentais e do flamenco. A rumba surgiu no passado em bairros marginalizados de algumas cidades, como Havana e Matanzas, bem como nas proximidades de alguns portos e em favelas, tornando-se especialmente popular em \u00e1reas rurais habitadas por comunidades de africanos escravizados (Unesco).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 din\u00e2mica dessa express\u00e3o de dan\u00e7a\/canto\/m\u00fasica, podemos dizer que sua forma de organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 circular ou em roda, muito semelhante ao samba de roda da Bahia e a muitas outras dan\u00e7as africanas, em que o centro \u00e9 usado para dan\u00e7ar e o contorno para tocar, cantar, assistir e\/ou esperar a vez de dan\u00e7ar. A rumba tem tr\u00eas subg\u00eaneros: guaguanc\u00f3, columbia e yamb\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, quando a pesquisa no Brasil estava conclu\u00edda e o document\u00e1rio j\u00e1 havia sido filmado. <em>Rumberas: o guaguanc\u00f3<\/em>A rumba foi inscrita na Lista Representativa do Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade. Entretanto, antes desse importante evento, ela j\u00e1 ocupava um lugar muito importante na identidade afro-cubana, raz\u00e3o pela qual havia alguns espa\u00e7os para sua perpetua\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o. Na filmagem do document\u00e1rio <em>Rumberas<\/em>Visitamos alguns desses espa\u00e7os em Trinidad e Havana, onde grupos de rumba se apresentam e fazem exposi\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o local, mas tamb\u00e9m para turistas. Um deles era dirigido por Yuya, o protagonista do curta-metragem.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o contexto de pesquisa\/produ\u00e7\u00e3o fosse diferente do da Bahia, no sentido de que n\u00e3o havia pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas para a rumba, havia para a cidade de Trinidad, o que afetou diretamente a vida dos protagonistas. H\u00e1 mais de 30 anos, o centro de Trinidad e seu vale de ingenios foram declarados Patrim\u00f4nio da Humanidade pela Unesco, o que fez com que a cidade recebesse mais apoio na repara\u00e7\u00e3o de monumentos e atividades culturais. O aumento do turismo gerou uma grande migra\u00e7\u00e3o para Trinidad. Foi nesse contexto que Lidia e Yuya (m\u00e3e e filha) migraram da cidade de Santa Clara para trabalhar no ensino, na pr\u00e1tica e na divulga\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a e das artes afro-cubanas no ambiente tur\u00edstico de Trinidad. Hoje, essa fam\u00edlia de rumberas continua ensinando novas gera\u00e7\u00f5es de dan\u00e7arinos, dando continuidade \u00e0 sua tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses casos nos mostram como as pol\u00edticas de patrim\u00f4nio cultural desempenham\/desempenharam um papel central na nova din\u00e2mica sociocultural da dan\u00e7a na \u00c1frica do Sul, na qual se destaca a forte participa\u00e7\u00e3o das mulheres em todos os processos e din\u00e2micas de transmiss\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es. No atual momento de patrimonializa\u00e7\u00e3o, juntamente com o poderoso movimento afro-feminista em ambos os pa\u00edses, elas contribu\u00edram para o reconhecimento e a reivindica\u00e7\u00e3o do lugar das mulheres na conserva\u00e7\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria cultural.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A casa, o <em>terreiro<\/em> e a roda, espa\u00e7os de transmiss\u00e3o feminina<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Na etnografia audiovisual realizada sobre o samba na Bahia, Brasil, e a rumba em Trinidad, Cuba, observou-se como as formas culturais antigas e novas coexistem com os novos elementos da modernidade. A premissa deste trabalho \u00e9 que, se esses elementos permanecem, \u00e9 porque existe uma mem\u00f3ria que est\u00e1 sendo transmitida de uma gera\u00e7\u00e3o para outra e que, mesmo com os novos componentes que s\u00e3o adicionados, o samba e a rumba mant\u00eam uma continuidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"image-slider\">\n                <div class=\"frame\">\n                    <div class=\"picture\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageGallery\">\n                        <figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Imagen-1-1.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"2400x1080\" data-index=\"0\" data-caption=\"Imagen 1. Fotograma de video-homenaje Por encima del miedo coraje. Fotograf\u00eda: Claudia Lora.\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Imagen-1-1.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure>                    <\/div>    \n                <\/div>\n                    <div class=\"caption\">Imagem do v\u00eddeo tributo Por encima del miedo coraje. Fotografia: Claudia Lora.<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div>                <div class=\"bullets\"><\/div>\n            <\/div>\n\n\n\n<p>Nos casos estudados, observou-se que a sociabilidade geracional por meio das mulheres foi a principal forma de aprendizado da dan\u00e7a. A transmiss\u00e3o foi apresentada como um processo social intra e interpessoal, que ocorreu em v\u00e1rios ambientes coletivos: a comunidade, o grupo e a fam\u00edlia; o aprendizado da dan\u00e7a foi mediado por uma linguagem essencialmente corporal dada pelas mulheres, por meio de a\u00e7\u00f5es ou gestos corporais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por comunit\u00e1ria, refiro-me \u00e0 ampla comunidade que faz parte da rumba e do samba, que se autodenominam rumberos\/rumberas e sambaderas\/sambadores. E por grupal, refiro-me aos grupos de dan\u00e7a aos quais cada uma dessas mulheres pertence. No caso da fam\u00edlia cubana, Yuya pertencia ao grupo de rumba Ache Shure e liderava o Grupo Imagen. A fam\u00edlia de Jelita foi respons\u00e1vel por tr\u00eas grupos de samba que existem at\u00e9 hoje na cidade de Saubara, na Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ambos pertenciam a religi\u00f5es de origem africana: Santeria e Candombl\u00e9. As <em>terreiro<\/em> (casa de santo) e a casa de fam\u00edlia aparecem como locais privilegiados para a transmiss\u00e3o da mem\u00f3ria corporal do samba e da rumba, onde se destaca a participa\u00e7\u00e3o da figura feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas religi\u00f5es denominadas iorub\u00e1s, os termos \"casa de santo\" e \"fam\u00edlia de santo\" s\u00e3o usados para se referir ao espa\u00e7o de reuni\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de rituais e aos membros dessa casa, respectivamente. A \"fam\u00edlia de santo\", como \u00e9 chamada internamente a comunidade criada em torno dos fi\u00e9is iorub\u00e1s, n\u00e3o tem necessariamente la\u00e7os de sangue, mas est\u00e1 relacionada por meio de la\u00e7os simb\u00f3licos gerados por sua vis\u00e3o de mundo (Da Costa, 2003).<\/p>\n\n\n\n<p>A casa se torna, ent\u00e3o, o local de transmiss\u00e3o da mem\u00f3ria da dan\u00e7a, herdada por essas duas mulheres para seus descendentes. A casa \u00e9, para as crian\u00e7as, um espa\u00e7o familiar para socializar, relaxar, divertir-se e relembrar, adequado para ensinar e aprender h\u00e1bitos de dan\u00e7a, pois \u00e9 aqui que elas t\u00eam a liberdade de socializar, mas tamb\u00e9m de repetir e praticar constantemente, para depois apresent\u00e1-la em espa\u00e7os p\u00fablicos de socializa\u00e7\u00e3o, seja na comunidade ou no palco.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"image-slider\">\n                <div class=\"frame\">\n                    <div class=\"picture\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageGallery\">\n                        <figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Imagen-2-1.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"1080x608\" data-index=\"0\" data-caption=\"Imagen 2. P\u00f3ster del cortometraje Rumberas. Dise\u00f1o: Tania Diaz.\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Imagen-2-1.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure>                    <\/div>    \n                <\/div>\n                    <div class=\"caption\">Imagem 2. P\u00f4ster do curta-metragem Rumberas. Design: Tania Diaz.<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div>                <div class=\"bullets\"><\/div>\n            <\/div>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria incorporada na dan\u00e7a e preservada e transmitida pelas mulheres tamb\u00e9m \u00e9 propagada em espa\u00e7os rituais. O processo de ensino feminino \u00e9 vital porque, al\u00e9m de transmitir conhecimento e mem\u00f3ria corporal, mostra um senso de identidade familiar e comunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a esses espa\u00e7os de transmiss\u00e3o familiar, Roger Bastide pensava que a popula\u00e7\u00e3o negra das Am\u00e9ricas, para reconstruir sua cultura e hist\u00f3ria, tinha que recondicionar o novo espa\u00e7o de assentamento para o qual haviam migrado, reconstruindo suas aldeias; somente assim suas mem\u00f3rias poderiam emergir das profundezas da mem\u00f3ria coletiva. Para o autor, a sociedade se reinventa de forma simb\u00f3lica, desde que esse simbolismo seja sustentado por uma dimens\u00e3o espacial. No livro <em>Religi\u00f5es africanas no Brasil<\/em>O autor aponta como as estruturas das sociedades africanas transportadas para o Brasil n\u00e3o foram reconstru\u00eddas, mas reinventadas (Bastide, 1971).<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui \u00e9 proposto que a casa e o <em>terreiro<\/em> s\u00e3o espa\u00e7os de transmiss\u00e3o matrilinear, locais de reuni\u00e3o, lembran\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o. No caso do samba e da rumba, tradicionalmente dan\u00e7ados em espa\u00e7os circulares, essa reinven\u00e7\u00e3o ocorre dentro desse espa\u00e7o coreogr\u00e1fico na forma de dan\u00e7a, canto, m\u00fasica e poesia. A mem\u00f3ria nas rodas \u00e9 transmitida e recriada por repert\u00f3rios orais e corporais, gestos e h\u00e1bitos cujas t\u00e9cnicas e procedimentos de transmiss\u00e3o s\u00e3o meios de cria\u00e7\u00e3o, passagem, reprodu\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Essas reflex\u00f5es iniciais sobre as duas obras audiovisuais, seus contextos e locais de transmiss\u00e3o t\u00eam como objetivo principal destacar o lugar da mulher na perpetua\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as conhecidas aqui como \"amefricanas\". Reivindico esse termo colocado por L\u00e9ila Gonzalez, pesquisadora afro-brasileira, pensando na urg\u00eancia de novas categorias propostas a partir de dentro, que nos ajudem a pensar a partir de outros lugares, no caso, os lugares delas. Seguindo essa proposta que, como mencionei, \"incorpora todo um processo hist\u00f3rico de intensa din\u00e2mica cultural (adapta\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia, reinterpreta\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de novas formas)\" (Gonzalez, 2021), pareceu-me importante apresentar o momento hist\u00f3rico em que as obras foram filmadas, bem como algumas reflex\u00f5es em termos dos espa\u00e7os compartilhados de transmiss\u00e3o, como parte desse exerc\u00edcio de an\u00e1lise comparativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, sou grato pelo convite da revista. <em>Encartes<\/em> e seus comentaristas para aprofundar os procedimentos metodol\u00f3gicos utilizados no trabalho antropol\u00f3gico audiovisual, que, embora de forma breve, fornece algumas diretrizes para continuar analisando e propondo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo demonstra que a rumba e o samba t\u00eam sido formas de resili\u00eancia e perpetua\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias femininas. A experi\u00eancia gerada n\u00e3o s\u00f3 pela observa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como aprendiz dessas dan\u00e7as, levou-me a concluir que, nessas culturas, a mem\u00f3ria corporal da dan\u00e7a foi amplamente preservada e reproduzida pelas mulheres, e que essas mem\u00f3rias ancestrais unificadas no corpo foram transmitidas por meio de t\u00e9cnicas corporais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, convido-o a analisar as obras audiovisuais e consider\u00e1-las como outra forma de construir e apreender o conhecimento, com o mesmo valor da linguagem escrita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Alveranga, Oneyda (1960). <em>M\u00fasica popular brasileira<\/em>. Porto Alegre: Globo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ard\u00e8vol, Elisenda (1998). \u201cPor una antropolog\u00eda de la mirada: etnograf\u00eda, representaci\u00f3n y construcci\u00f3n de datos audiovisuales\u201d, <em>Disparidades. Revista de Antropolog\u00eda<\/em>, 53(2), 217\u2013240. https:\/\/doi.org\/10.3989\/rdtp.1998.v53.i2.396<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bastide, Roger (1971). <em>As religi\u00f5es africanas no Brasil<\/em>. Sao Paulo: Editora da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Da Costa Lima, Vivaldo (2003). <em>A Fam\u00edlia de Santo. Nos Candombl\u00e9s Jejes-Nag\u00f4s da Bahia<\/em>. Bah\u00eda: Corrupio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De Carvalho, Jos\u00e9 Jorge (2005). <em>Semin\u00e1rio Nacional de Politicas Publicas para as Culturas Populares<\/em>. Minist\u00e9rio de Cultura, Brasilia, Brasil. http:\/\/www.bibliotecadigital.abong.org.br\/bitstream\/11465\/603\/1\/979.pdf<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Daniel, Camila y Claudia Lora (2020). \u201cLa investigaci\u00f3n corporificada: la danza en la construcci\u00f3n del conocimiento antropol\u00f3gico\u201d, <em>Dimensi\u00f3n Antropol\u00f3gica<\/em>, 79, pp. 72-92. Recuperado a partir de https:\/\/revistas.inah.gob.mx\/index.php\/dimension\/article\/view\/17412<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Gonzalez, L\u00e9ila, Mar\u00eda Pilar Cabanzo Chaparro y Camila Daniel (2021). \u201cLa categor\u00eda pol\u00edtico-cultural de amefricanidad\u201d,<em> Conexi\u00f3n<\/em>, (15),pp. 133-144. Recuperado a partir de https:\/\/revistas.pucp.edu.pe\/index.php\/conexion\/article\/view\/24056<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\"><span class=\"small-caps\">dossi\u00ea iphan<\/span> (2006). <em>Samba de Roda do Rec\u00f4ncacavo Baiano<\/em>. Instituto do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, Minist\u00e9rio de Cultura, Brasilia, Brasil. Recuperado a partir de http:\/\/portal.iphan.gov.br\/uploads\/publicacao\/PatImDos_SambaRodaReconcavoBaiano_m.pdf<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lloga Sanz, Carlos Guillermo (2020). \u201cLos modos del cine documental. An\u00e1lisis de tres modelos\u201d, <em>Aisthesis. Revista Chilena de Investigaciones Est\u00e9ticas<\/em>, n\u00fam. 67, pp. 75-102.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lora Krstulovic, Rosa Claudia (2016). \u201cA transmiss\u00e3o do Patrimonio Cultural Imaterial: O samba de roda do rec\u00f4ncavo baiano\u201d. Tesis de doctorado en Memoria social en <span class=\"small-caps\">unirio<\/span>, R\u00edo de Janeiro, Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Nichols, Bill (1997). <em>La representaci\u00f3n de la realidad<\/em>. Madrid: Paid\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Rivera Cusicanqui, Silvia (2015). <em>Sociolog\u00eda de la imagen. Miradas ch\u00b4ixi desde la historia andina<\/em>. La Paz: Plural Editores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\"><span class=\"small-caps\">unesco<\/span> (2016). \u201cLa rumba cubana, mezcla festiva de baile y m\u00fasica, y todas las pr\u00e1cticas culturales inherentes\u201d, https:\/\/ich.unesco.org\/es\/RL\/la-rumba-cubana-mezcla-festiva-de-baile-y-musica-y-todas-las-practicas-culturales-inherentes-01185<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Filmografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Por cima do medo coragem (On top of fear courage)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Document\u00e1rio de curta-metragem. Diretor: Claudia Lora. Brasil, 2016. Roteiro: Noel L\u00f3pez, Claudia Lora. Produ\u00e7\u00e3o: Claudia Lora. C\u00e2mera: Claudia Lora. Edi\u00e7\u00e3o: Noel L\u00f3pez. Tradu\u00e7\u00e3o: Claudia Mart\u00ednez. Tempo de dura\u00e7\u00e3o: 11:11 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Rumberas: o guaguanc\u00f3 <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Dire\u00e7\u00e3o e c\u00e2mera: Claudia Lora e Tania D\u00edaz. Cuba, 2019. Produ\u00e7\u00e3o: Ver de Adentro. Edi\u00e7\u00e3o: Mario Maya. Dura\u00e7\u00e3o: 20 minutos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Claudia Lora Krstulovic<\/em> \u00e9 antrop\u00f3loga de dan\u00e7a e antrop\u00f3loga visual. Ela pesquisa dan\u00e7as afro-diasp\u00f3ricas na Am\u00e9rica Latina, concentrando-se h\u00e1 v\u00e1rios anos no estudo de Danzas de diablos e Danzas de roda ou Danzas de circulares. Seus t\u00f3picos de interesse s\u00e3o mem\u00f3ria e transmiss\u00e3o cultural, <em>desempenho<\/em> e patrim\u00f4nio. Ele fez document\u00e1rios etnogr\u00e1ficos, bem como pesquisas antropol\u00f3gicas para document\u00e1rios independentes e s\u00e9ries de TV. <span class=\"small-caps\">inah<\/span>. Atualmente, ela dirige o Festival de Artes Afrodescendentes e \u00e9 pesquisadora de p\u00f3s-doutorado no <span class=\"small-caps\">ciesas cdmx<\/span>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por meio do estudo de caso de duas fam\u00edlias: a de Jelita, origin\u00e1ria de Saubara, Bahia, Brasil, e a fam\u00edlia chefiada por Lidia, em Trinidad, Cuba, s\u00e3o apresentadas duas obras audiovisuais que enfocam o papel da mulher na transmiss\u00e3o matrilinear do samba e da rumba, as mudan\u00e7as geracionais e a rela\u00e7\u00e3o homem-mulher presente nos movimentos corporais. Como complemento, inclui-se um texto no qual se apresenta a metodologia utilizada, o contexto hist\u00f3rico-cultural de cada caso e uma an\u00e1lise do papel da mulher nos processos de perpetua\u00e7\u00e3o dessas mem\u00f3rias corporais femininas e seus lugares de transmiss\u00e3o.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":38656,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[1240,1237,1238,322,1239],"coauthors":[551],"class_list":["post-38651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-11","tag-afroamericana","tag-danza","tag-matrilinaje","tag-memoria","tag-video","personas-lora-krstulovic-claudia","numeros-1187"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>El video en la investigaci\u00f3n de dos danzas amefricanas &#8211; 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