{"id":38647,"date":"2024-03-21T11:00:09","date_gmt":"2024-03-21T17:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=38647"},"modified":"2024-03-21T16:46:12","modified_gmt":"2024-03-21T22:46:12","slug":"suarez-video-investigacion-diversidad-religiosa-la-condesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/suarez-video-investigacion-diversidad-religiosa-la-condesa\/","title":{"rendered":"Imagens de f\u00e9. Sociologia visual do bairro La Condesa na Cidade do M\u00e9xico."},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Imagens da f\u00e9 . Sociologia visual do bairro La Condesa na Cidade do M\u00e9xico | Hugo Su\u00e1rez\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xNySid5erV8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sum\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">O v\u00eddeo \u00e9 o resultado de uma investiga\u00e7\u00e3o que buscou explicar a diversidade religiosa no bairro de Condesa, na Cidade do M\u00e9xico. A coleta de informa\u00e7\u00f5es foi realizada entre 2016 e 2018. Ao permitir que as imagens sejam as protagonistas, constr\u00f3i-se um argumento visual, entrela\u00e7ado com uma hist\u00f3ria oral que explica as tr\u00eas matrizes dominantes nessa col\u00f4nia: o catolicismo, em sua vers\u00e3o oficial, a religiosidade popular ou a devo\u00e7\u00e3o angelical; a expans\u00e3o do sim e a cultura do \"autoaperfei\u00e7oamento\" e das terapias alternativas; e as express\u00f5es religiosas orientais. O document\u00e1rio apresenta um relato de um territ\u00f3rio em transforma\u00e7\u00e3o, onde a paisagem da f\u00e9 toca as fronteiras tradicionais do que se entende por religioso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/ciudad-de-mexico\/\" rel=\"tag\">Cidade do M\u00e9xico<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/espiritualidades\/\" rel=\"tag\">espiritualidades<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/religion\/\" rel=\"tag\">religi\u00e3o<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/religiones-urbanas\/\" rel=\"tag\">religi\u00f5es urbanas<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/sociologia-visual\/\" rel=\"tag\">sociologia visual<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-title\"><span class=\"small-caps\">f\u00e9 em imagens: uma sociologia visual de la condesa, cidade do M\u00e9xico<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Este v\u00eddeo \u00e9 o resultado de um estudo sobre diversidade religiosa realizado de 2016 a 2018 em La Condesa, um bairro da Cidade do M\u00e9xico. Um argumento visual \u00e9 apresentado por meio das imagens enquanto um narrador explica as tr\u00eas espiritualidades dominantes nesse bairro: catolicismo, seja institucional, espiritual ou venera\u00e7\u00e3o dos santos; a expans\u00e3o do eu, a cultura do autoaperfei\u00e7oamento e terapias alternativas; e pr\u00e1ticas religiosas orientais. Esse document\u00e1rio lan\u00e7a luz sobre as transforma\u00e7\u00f5es de um territ\u00f3rio onde a paisagem da f\u00e9 est\u00e1 ultrapassando as fronteiras tradicionais do que constitui a religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: religi\u00e3o, Cidade do M\u00e9xico, sociologia visual, religi\u00f5es urbanas, espiritualidades.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Esse document\u00e1rio faz parte de um projeto de pesquisa de longa data realizado no Instituto de Investigaciones Sociales da Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico (UNAM).<span class=\"small-caps\">iis-unam<\/span>), que busca explicar algumas formas religiosas na Cidade do M\u00e9xico. H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, v\u00e1rios estudos mostraram que o pa\u00eds estava passando por um processo ascendente de diversidade religiosa (De la Torre e Guti\u00e9rrez, 2007; Hern\u00e1ndez e Rivera, 2009; Odgers, 2011; Masferrer, 2011; Rivera, 2005; Zalpa, 2003), que tamb\u00e9m era empiricamente observ\u00e1vel na Cidade do M\u00e9xico (Hern\u00e1ndez, 2007; Guti\u00e9rrez, 2005; <span class=\"small-caps\">inegi<\/span>, 2005, 2011). O estudo inicial foi realizado em 2007 e seu objetivo era entender como os fi\u00e9is do bairro de Ajusco (Coyoac\u00e1n) constru\u00edam seu significado religioso. Para isso, foram estabelecidas v\u00e1rias estrat\u00e9gias, desde a observa\u00e7\u00e3o participante e dezenas de entrevistas em profundidade, at\u00e9 uma pesquisa e um di\u00e1rio de campo. No entanto, a particularidade foi que, al\u00e9m das ferramentas tradicionais, a fotografia foi usada como aliada da observa\u00e7\u00e3o para coletar imagens que foram posteriormente convertidas em livros, artigos e m\u00eddia de computador (Su\u00e1rez, 2012, 2015, 2016, 2017a, 2017b).<\/p>\n\n\n\n<p>Com os resultados desse estudo, outra pesquisa foi realizada em um bairro sociologicamente oposto: Hip\u00f3dromo, Condesa ou Hip\u00f3dromo-Condesa.<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> Esse distrito passou por uma intensa gentrifica\u00e7\u00e3o que lhe conferiu um estilo de vida mais pr\u00f3ximo ao de algumas capitais europeias. Em 2011, com base nos dados do \u00cdndice de Desenvolvimento Social da Cidade do M\u00e9xico, foi determinado que o perfil da popula\u00e7\u00e3o era entre jovens e adultos (65%), assalariados (82% \"pessoal empregado\"), com uma renda mensal superior \u00e0 m\u00e9dia da capital e com uma alta porcentagem de diplomas universit\u00e1rios.<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O interesse do novo projeto iniciado em 2016 era continuar observando as express\u00f5es religiosas com foco especial nos fi\u00e9is, por isso foram realizadas observa\u00e7\u00f5es de campo, di\u00e1rio de campo, entrevistas e discuss\u00f5es com especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para contextualizar o estudo, alguns aspectos da experi\u00eancia religiosa na Cidade do M\u00e9xico devem ser explicados brevemente. Em termos gerais, a capital passou por um processo de diferencia\u00e7\u00e3o que se acentuou nos \u00faltimos anos. Ao testar um padr\u00e3o e uma tend\u00eancia de comportamento na cidade - como faz Alberto Hern\u00e1ndez (2007) - e tomando como base os dados do censo geral de 1990 a 2020, pode-se observar que a mudan\u00e7a mais importante n\u00e3o ocorreu no final do s\u00e9culo, mas, sobretudo, durante a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>Enquanto entre 1990 e 2000 a popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica da capital era maior do que a m\u00e9dia nacional, em 2010 ela era igual e permanecer\u00e1 quase igual em 2020 (dois pontos percentuais de diferen\u00e7a). Se observarmos os dados divididos por prefeituras - anteriormente chamadas de \"delegaciones\" -, veremos uma tend\u00eancia de transi\u00e7\u00e3o da homogeneidade para a diferencia\u00e7\u00e3o religiosa: em 1990, a diferen\u00e7a entre a prefeitura mais e a menos cat\u00f3lica era de 4,5 pontos percentuais (Cuajimalpa, 94.4%; Miguel Hidalgo, 89,9%), e em 2010, Magdalena Contreras (86,6%) e Benito Ju\u00e1rez (75,3%), respectivamente, ocuparam o lugar, mas a dist\u00e2ncia foi de 11,3 pontos percentuais, o que \u00e9 endossado em 2020 entre Magdalena Contreras e Cuauht\u00e9moc.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados estat\u00edsticos mostram dois polos: de um lado, os munic\u00edpios mais cat\u00f3licos que, nos \u00faltimos anos, apresentaram um comportamento menos acelerado em sua varia\u00e7\u00e3o e cujas porcentagens de popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica s\u00e3o altas; e, de outro, os munic\u00edpios com porcentagens mais baixas de catolicismo e que permitem outras op\u00e7\u00f5es religiosas. Em suma, estamos testemunhando uma mudan\u00e7a qualitativa em termos de dist\u00e2ncia, diferencia\u00e7\u00e3o territorial e diversifica\u00e7\u00e3o religiosa na cidade. O bairro Condesa - no distrito de Cuauht\u00e9moc - est\u00e1 no centro desse processo, mas com suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este document\u00e1rio \u00e9 estritamente baseado na experi\u00eancia visual e em alguns relatos complementares do di\u00e1rio de campo. O ponto de partida \u00e9 a quest\u00e3o da paisagem religiosa na col\u00f4nia, o lugar das imagens religiosas na vida p\u00fablica da col\u00f4nia e como o religioso se expressa no espa\u00e7o p\u00fablico. Esses aspectos ser\u00e3o abordados a partir de tr\u00eas pilares anal\u00edticos que, embora n\u00e3o tenham sido amplamente desenvolvidos, sustentam a reflex\u00e3o: a imagem e o sagrado (Lavaud, 1999; Belting, 2009; particularmente para a Am\u00e9rica Latina, o texto de Gruzinski, 2006), a religi\u00e3o e suas express\u00f5es no urbano (Abbruzzese, 1999; Hervieu-L\u00e9ger, 2002; Garbin e Strhan, 2017) e a socioantropologia visual, um eixo que merece ser explorado em maior detalhe.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociologia visual tem como objetivo construir conhecimento com base principalmente na imagem (Harper, 2012; Becker, 1974; Bourdieu, 2003; Williams, 2015; Banks, 2001; Su\u00e1rez, 2008). H\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, diferentes vozes t\u00eam se esfor\u00e7ado para dar \u00e0 fotografia n\u00e3o um papel complementar, mas um papel de lideran\u00e7a como fonte de significado e argumento explicativo. As experi\u00eancias s\u00e3o amplas, diversificadas e tomaram forma de acordo com os contextos acad\u00eamicos locais. A Associa\u00e7\u00e3o de Sociologia Visual, fundada em 1981 e respons\u00e1vel pela revista <em>Estudos visuais<\/em> (Ortiz, 2017: 44; K\u00f6ppen, 2005), foi um dos n\u00facleos de reflex\u00e3o, assim como o grupo tem\u00e1tico Sociologia Visual da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Sociologia, criado em 2009. Na Fran\u00e7a, o trabalho de Pierre Bourdieu foi muito importante, desde o estudo coletivo sobre o uso social da fotografia - publicado em espanhol em 1979 - ou seu famoso e posterior volume que recupera suas fotos na Arg\u00e9lia na d\u00e9cada de 1960 e que, curiosamente, foi publicado pela primeira vez em 2003. O filme provocativo <em>Cr\u00f4nica de um ver\u00e3o<\/em> de Edgar Morin e Jean Rouch, chegou \u00e0s telas em 1961 e marcou uma linha no trabalho com a imagem. O mesmo pode ser dito da iniciativa de Marc Aug\u00e9 que, entre as d\u00e9cadas de 1980 e 1990, promoveu um estudo de ritos religiosos em diferentes pa\u00edses africanos e latino-americanos com a particularidade de que, a partir do imenso material visual coletado, v\u00e1rios v\u00eddeos foram feitos e transmitidos na televis\u00e3o aberta (Aug\u00e9, Colleyn, Crippel, Dozon, 2019). Outros pesquisadores mais jovens tiveram iniciativas muito sugestivas; por exemplo, os \"projetos\" visuais do soci\u00f3logo e fot\u00f3grafo Camilo Leon-Quijano,<a class=\"anota\" id=\"anota3\" data-footnote=\"3\">3<\/a> e, particularmente, seu livro <em>A cidade.<\/em> <em>Uma antropologia fotogr\u00e1fica<\/em> (2023), ou os artigos e filmes de Roger Canals (2018a, 2018b), especialmente seus v\u00eddeos sobre Mar\u00eda Lionza.<a class=\"anota\" id=\"anota4\" data-footnote=\"4\">4<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No M\u00e9xico, essa linha de pesquisa tamb\u00e9m teve v\u00e1rias faces que seria in\u00fatil mencionar aqui. <em>in extenso<\/em>. Basta lembrar de obras como o trabalho de Luis Ram\u00edrez sobre fot\u00f3grafos de vilarejos em Michoac\u00e1n (2002, 2003), os v\u00e1rios estudos de John Mraz sobre hist\u00f3ria e fotografia (2005, 2014; Mauad e Mraz, 2015) ou os documentos visuais de Antonio Ziri\u00f3n - por exemplo, <em>Vozes do guerreiro<\/em>- (2004). Al\u00e9m disso, iniciativas institucionais, como a cria\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio Audiovisual para Pesquisa Social (<span class=\"small-caps\">lais<\/span>) do Instituto Mora em 2002, o Laborat\u00f3rio de Antropologia Visual do Instituto de Pesquisa Antropol\u00f3gica da Universidade do M\u00e9xico (Instituto de Investigaciones Antropol\u00f3gicas de la <span class=\"small-caps\">unam<\/span> ou o Laborat\u00f3rio Multim\u00eddia para Pesquisa Social da Faculdade de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais da <span class=\"small-caps\">unam<\/span>O projeto, entre outros, gerou dinamismo no campo e deu origem a v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos e ensaios visuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse clima e na sensibilidade intelectual desse trabalho n\u00e3o convencional que as imagens construir\u00e3o uma problem\u00e1tica particular e ser\u00e3o aquelas que tentar\u00e3o oferecer uma explica\u00e7\u00e3o. As palavras est\u00e3o presentes - uma companhia discreta -, os conceitos - o suporte da narrativa e a busca -, mas escondidos atr\u00e1s das fotos. Como j\u00e1 foi dito, retomando o que foi aprendido no estudo anterior da col\u00f4nia de Ajusco, a estrat\u00e9gia de pesquisa do projeto foi registrar fotograficamente tudo o que indicasse algum tipo de evoca\u00e7\u00e3o religiosa. Assim, com a c\u00e2mera na m\u00e3o durante cada passeio, entrevista ou participa\u00e7\u00e3o em um evento, a fotografia acompanhou e, muitas vezes, orientou a interpreta\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado do trabalho de campo foi vasto: duas mil fotografias retratando a diversidade religiosa e suas diferentes express\u00f5es. Para a realiza\u00e7\u00e3o desse document\u00e1rio, foi feito um duplo exerc\u00edcio: por um lado, selecionar os eixos e temas mais importantes e, por outro, elaborar uma narrativa visual que apresentasse as imagens em uma narrativa argumentativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso em mente, o document\u00e1rio \u00e9 dividido em oito partes. Primeiro, s\u00e3o apresentados os estilos de vida de uma col\u00f4nia que se esfor\u00e7a para demonstrar sua pr\u00f3pria urbanidade na vida cotidiana. Em seguida, s\u00e3o mostradas outras imagens do sagrado que v\u00e3o al\u00e9m do que normalmente \u00e9 entendido como religioso. Em seguida, explora-se a House of Angels e seus v\u00e1rios detalhes. Em seguida, h\u00e1 uma se\u00e7\u00e3o que disseca duas express\u00f5es do catolicismo formal e, depois, o lugar da religiosidade popular. No sexto epis\u00f3dio, \u00e9 apresentado um festival hindu, seguido de uma introdu\u00e7\u00e3o aos p\u00e1tios internos de uma fam\u00edlia cat\u00f3lica do bairro (com informa\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia publicada em Su\u00e1rez, 2019). Conclui-se com uma reflex\u00e3o sobre os efeitos do terremoto de 19 de setembro de 2017, que atingiu duramente o bairro e que ocorreu enquanto o trabalho de campo estava sendo realizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Como pode ser visto no v\u00eddeo, a op\u00e7\u00e3o narrativa foi combinar texto com imagem. O desafio \u00e9 usar dois suportes expressivos que n\u00e3o estejam subordinados um ao outro, em constante di\u00e1logo, mas que n\u00e3o estejam entrela\u00e7ados em uma refer\u00eancia expl\u00edcita e fixa em cada epis\u00f3dio. Assim, o espectador perceber\u00e1 que em alguns momentos h\u00e1 uma clara concord\u00e2ncia entre o que \u00e9 mostrado e o que \u00e9 narrado, enquanto em outros uma \u00fanica foto est\u00e1tica acompanha a leitura, ou mesmo a relativa discord\u00e2ncia entre o que \u00e9 visual e o que \u00e9 lido. Diferentemente de outros document\u00e1rios cuja correla\u00e7\u00e3o direta - imagem e texto - percorre todo o documento, aqui se buscou uma estrat\u00e9gia diferente na narrativa que, dependendo do caso, favorece m\u00faltiplas op\u00e7\u00f5es de articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>La Condesa mostra um grau de diversidade religiosa inscrito no contexto global de muta\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o no M\u00e9xico. H\u00e1 tr\u00eas matrizes principais de cren\u00e7a que emergem das imagens. A primeira tem a ver com o catolicismo expresso em quatro faces. A segunda matriz de cren\u00e7as observada no Condesa refere-se \u00e0 oferta de expans\u00e3o e restitui\u00e7\u00e3o do eu que administra tanto medicamentos alternativos - florais de Bach e outros - quanto terapias de base psicol\u00f3gica - as t\u00e9cnicas de \"controle da mente\" ou o \"coach\". A terceira matriz se concentra nas religi\u00f5es orientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se ressaltar que a natureza deste trabalho n\u00e3o \u00e9 enciclop\u00e9dica; ele n\u00e3o pretende refletir a totalidade das express\u00f5es religiosas da col\u00f4nia. Pelo mesmo motivo, h\u00e1 v\u00e1rias orienta\u00e7\u00f5es religiosas, de maior ou menor n\u00famero e enraizamento, que n\u00e3o est\u00e3o presentes. Por exemplo, h\u00e1 centros judaicos e isl\u00e2micos, igrejas pentecostais, templos orientais, que s\u00e3o muito din\u00e2micos e re\u00fanem v\u00e1rios fi\u00e9is. A inclus\u00e3o ou n\u00e3o de um ou outro empreendimento religioso n\u00e3o respondeu ao crit\u00e9rio de exaustividade ou de exposi\u00e7\u00e3o de todos os atores que comp\u00f5em o campo religioso (como foi feito, por exemplo, na pesquisa mencionada anteriormente no bairro de Ajusco). Aqui, prevaleceu a ideia etnogr\u00e1fica da experi\u00eancia visual, que coloca o pesquisador como \"testemunha\" do que aconteceu no trabalho de campo, que \u00e9 registrado no documento final. Assim, h\u00e1 uma not\u00f3ria disparidade: por exemplo, h\u00e1 uma profunda incurs\u00e3o em um lar cat\u00f3lico, que n\u00e3o se repete em nenhuma das outras op\u00e7\u00f5es; ou h\u00e1 uma abund\u00e2ncia de festividades hindus e n\u00e3o uma celebra\u00e7\u00e3o pentecostal. A raz\u00e3o \u00e9 que o que se reflete no texto \u00e9 a experi\u00eancia de campo, com o que aconteceu naquele momento, como um momento privilegiado de observa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de conhecimento. Por essa raz\u00e3o, o que aconteceu no terremoto de 2017 \u00e9 apresentado em detalhes: o evento ocorreu em meio \u00e0 pesquisa de campo e, embora em princ\u00edpio n\u00e3o tenha nada a ver com a religi\u00e3o em si, trouxe \u00e0 tona din\u00e2micas importantes que valiam a pena ser expostas. Al\u00e9m das aus\u00eancias injustificadas e das presen\u00e7as detalhadas, a tese subjacente \u00e9 que o que foi coletado em um tempo e espa\u00e7o reflete a din\u00e2mica sociorreligiosa do local.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Condesa, pode-se observar certa diversidade religiosa, mas ela \u00e9 diferente da registrada na col\u00f4nia de Ajusco - o estudo que precede este -. Enquanto naquela col\u00f4nia a religiosidade popular era a base da maioria das combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, aqui \u00e9 o catolicismo flex\u00edvel em v\u00e1rias de suas express\u00f5es. Da mesma forma, a presen\u00e7a da religiosidade oriental \u00e9 maior na Condesa, n\u00e3o se veem devo\u00e7\u00f5es a santos populares n\u00e3o oficiais, e os \u00edcones da cultura tradicional mexicana aparecem menos em capelas, virgens, santos e peregrina\u00e7\u00f5es, e mais no folclore, seja em sua vers\u00e3o comercial - em hot\u00e9is e restaurantes caros - ou em sua express\u00e3o mais informal - em certos grafites. As manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e religiosas em Ajusco assumiram outras formas - como foguetes, m\u00fasica, festas, queima do touro etc. - que s\u00e3o impens\u00e1veis aqui em um ambiente urbano profundamente gentrificado.<\/p>\n\n\n\n<p>O exposto acima, lido em um c\u00f3digo mais abstrato, nos leva a questionar a natureza do que se entende por religi\u00e3o nesse contexto econ\u00f4mico e sociocultural, uma preocupa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no centro da sociologia da religi\u00e3o contempor\u00e2nea (Guti\u00e9rrez, 2010; Parker, 2011 e 2021; Algranti e Setton, 2021). Tudo indica que o sagrado expresso nesse tipo de col\u00f4nias transbordou seus recipientes e \u00edcones tradicionais e agora \u00e9 percebido at\u00e9 mesmo em lojas de alimentos, academias, centros de controle mental ou lojas de imagens, o que, sem d\u00favida, representa um desafio conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, uma reflex\u00e3o sobre a relev\u00e2ncia dos audiovisuais nas ci\u00eancias sociais. Como indiquei no in\u00edcio, o uso da imagem na pesquisa \u00e9 muito antigo e oferece m\u00faltiplas op\u00e7\u00f5es, desde um acordo de colabora\u00e7\u00e3o com especialistas para \"traduzir\" o produto cient\u00edfico em material visual, como no caso do v\u00eddeo de Ver\u00f3nica Rold\u00e1n sobre a devo\u00e7\u00e3o ao Senhor dos Milagres em Roma, realizado em di\u00e1logo com diretores de cinema profissionais (Rold\u00e1n, 2018), at\u00e9 o trabalho de Eduardo Gonz\u00e1lez sobre os centros evang\u00e9licos de reabilita\u00e7\u00e3o masculina em Tijuana, produzido por ele mesmo em intera\u00e7\u00e3o com os atores em estudo (Gonz\u00e1lez, 2019). Portanto, h\u00e1 diferentes combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Neste trabalho, tanto as imagens quanto os textos foram de responsabilidade do autor, com suas limita\u00e7\u00f5es e sucessos. Sem d\u00favida, o trabalho colaborativo e interdisciplinar teria aberto mais caminhos e provavelmente alcan\u00e7ado outros resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal li\u00e7\u00e3o \u00e9 que considerar a fotografia como um instrumento desde o in\u00edcio do processo de pesquisa permite, como em qualquer estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica, construir o objeto de uma determinada maneira. Se seguirmos a m\u00e1xima de Ferdinand de Saussure de que o ponto de vista cria o objeto, o visual constr\u00f3i um tipo espec\u00edfico de conhecimento, tornando-se assim uma posi\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica distinta. De modo mais geral, tudo indica que este \u00e9 um momento em que a natureza da experi\u00eancia social exige outros experimentos narrativos (Trejo e Waldman, 2018; Jablonka, 2016). Este artigo tem como objetivo contribuir para essa preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Abbruzzese, Salvatore (1999). \u201cCatholicisme et territoire : pour une entr\u00e9e en mati\u00e8re<em>\u201d, Archives des Sciences Sociales des Religions, <\/em>107(1): 5-19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Algranti, Joaqu\u00edn y Dami\u00e1n Setton (2021). <em>Clasificaciones imperfectas. Sociolog\u00eda de los mundos religiosos<\/em>. Buenos Aires: Biblos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Aug\u00e9, Marc, Jean-Paul Colleyn, Catherine de Clippel y Jean-Pierre Dozon (2019). <em>Vivre avec les dieux. Sur le terrain de l\u2019anthropologie visuelle<\/em>. Par\u00eds: Fondation Maison des Sciences de l\u2019Homme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Banks, Marcus (2001). <em>Visual Methods in Social Research<\/em>. Londres: Sage.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Becker, Howard (1974). \u201cPhotography and Sociology\u201d, <em>Studies in the Anthropology of Visual Communications<\/em>, 1 (1), pp. 3-26. Recuperado de: https:\/\/repository.upenn.edu\/svc\/vol1\/iss1\/3<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Belting, Hans (2009). <em>Imagen y culto. Una historia de la imagen anterior a la era del arte<\/em>. Madrid: Akal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bourdieu, Pierre (comp.) (1979). <em>La fotograf\u00eda. Un arte intermedio<\/em>. M\u00e9xico: Nueva Imagen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2003). <em>Images d\u2019Alg\u00e9rie<\/em>. Par\u00eds: Actes Sud.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Canals, Roger (2018a). \u201cStudying Multi- Modal Religions: Migration and Mediation in the Cult of Mar\u00eda Lionza (Venezuela, Barcelona, Internet)\u201d, <em>Visual Anthropology Review,<\/em> 34, (2), pp. 124-135.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Canals, Roger (2018b). \u201cThe Mirror Effect: Seeing and Being Seen in the Cult of Mar\u00eda Lionza (Venezuela)\u201d, <em>Visual Studies,<\/em> 33 (2), pp. 161-171.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Consejo de Evaluaci\u00f3n del Desarrollo Social del Distrito Federal (2011). <em>\u00cdndice del desarrollo social de las unidades territoriales del Distrito Federal<\/em>. M\u00e9xico: Consejo de Evaluaci\u00f3n del Desarrollo Social del Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De la Torre, Ren\u00e9e y Cristina Guti\u00e9rrez (coords.) (2007). <em>Atlas de la diversidad religiosa en M\u00e9xico (1950-2000)<\/em>. M\u00e9xico: Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropolog\u00eda Social\/El Colegio de Jalisco\/El Colegio de la Frontera Norte\/El Colegio de Michoac\u00e1n\/Universidad de Quintana Roo\/Secretar\u00eda de Gobernaci\u00f3n\/<span class=\"small-caps\">conacyt<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Garbin, David y Anna Strhan (eds.) (2017). <em>Religion and the Global City<\/em>. Londres: Bloomsbury Academic.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Gonz\u00e1lez, Eduardo (2019). \u201cConstruyendo esperanza: el documental social participativo como metodolog\u00eda de investigaci\u00f3n en un centro de rehabilitaci\u00f3n evang\u00e9lico en Tijuana. Retos y aprendizajes\u201d, <em>Encartes<\/em>, vol. 2, n\u00fam. 4, pp. 195-209.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Gruzinski, Serge (2006). <em>La guerra de las im\u00e1genes. 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Nueva York: Routledge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Hern\u00e1ndez, Alberto y Carolina Rivera (coords.) (2009). <em>Regiones y religiones en M\u00e9xico. Estudios de la transformaci\u00f3n sociorreligiosa<\/em>. M\u00e9xico: Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropolog\u00eda Social\/El Colegio de la Frontera Norte\/El Colegio de Michoac\u00e1n.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2007). \u201cUrbanizaci\u00f3n y cambio religioso\u201d, en Ren\u00e9e de la Torre y Cristina Guti\u00e9rrez (coords.). <em>Atlas de la diversidad religiosa en M\u00e9xico<\/em>. M\u00e9xico: Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropolog\u00eda Social\/El Colegio de Jalisco\/El Colegio de la Frontera Norte\/El Colegio de Michoac\u00e1n\/Universidad de Quintana Roo\/Secretar\u00eda de Gobernaci\u00f3n\/<span class=\"small-caps\">conacyt<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Hervieu-L\u00e9ger, Dani\u00e8le (2002). \u201cSpace and Religion: New Approaches to Religious Spatiality in Modernity\u201d, <em>International Journal of Urban and Regional Research<\/em>, 26 (1), pp. 99-105.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Instituto Nacional de Estad\u00edstica, Geograf\u00eda e Inform\u00e1tica (2005). <em>La diversidad religiosa en M\u00e9xico-<span class=\"small-caps\">xii<\/span> Censo General de Poblaci\u00f3n y Vivienda, 2000<\/em>. Aguascalientes: <span class=\"small-caps\">inegi<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2011). <em>Panorama de las religiones en M\u00e9xico 2010. <\/em>Aguascalientes: <span class=\"small-caps\">inegi.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Jablonka, Ivan (2016). <em>La historia es una literatura contempor\u00e1nea: manifiesto por las ciencias sociales<\/em>. Buenos Aires: <span class=\"small-caps\">fce<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">K\u00f6ppen, Elke (2005). \u201cEl ojo sociol\u00f3gico. Una mirada a la sociolog\u00eda visual\u201d, <em>Acta Sociol\u00f3gica<\/em> (43), pp. 217-233.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lavaud, Laurent (1999). <em>L\u2019image. <\/em>Par\u00eds: Flammarion.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Leon-Quijano, Camilo (2023). <em>La cit\u00e9. 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Pesquisador C no Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Leuven. <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. Membro do Sistema Nacional de Pesquisadores n\u00edvel 3. Membro titular da Academia Boliviana de L\u00ednguas. Professor visitante da C\u00e1tedra Alfonso Reyes do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados Latino-Americanos (Universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3, 2018). Professor visitante da C\u00e1tedra Jacques Leclercq (Universidade Cat\u00f3lica de Louvain, B\u00e9lgica, 2018). Pesquisador visitante na Universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3 (2019-2020). Editor da revista <em>Cultura e representa\u00e7\u00f5es sociais<\/em>s. \u00daltimos livros: <em>Guadalupanos em Paris<\/em> (2023), <em>Paris diariamente<\/em> (2022), <em>Jornal La Paz<\/em> (2022), <em>Bourdieu na Bol\u00edvia<\/em> (2022), <em>La Paz no turbilh\u00e3o do progresso<\/em> (2018). Publicou v\u00e1rios artigos cient\u00edficos em diferentes revistas nacionais e internacionais, bem como cap\u00edtulos em livros acad\u00eamicos. Lecionou cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias universidades da Am\u00e9rica Latina e da Europa. Interesses de pesquisa: sociologia da religi\u00e3o e da cultura, pr\u00e1ticas religiosas no M\u00e9xico, sociologia visual, metodologia qualitativa, cultura e pol\u00edtica na Bol\u00edvia.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O v\u00eddeo \u00e9 o resultado de uma investiga\u00e7\u00e3o que buscou explicar a diversidade religiosa no bairro de Condesa, na Cidade do M\u00e9xico. A coleta de informa\u00e7\u00f5es foi realizada entre 2016 e 2018. Ao permitir que as imagens sejam as protagonistas, constr\u00f3i-se um argumento visual, entrela\u00e7ado com uma hist\u00f3ria oral que explica as tr\u00eas matrizes dominantes nessa col\u00f4nia: o catolicismo, em sua vers\u00e3o oficial, a religiosidade popular ou a devo\u00e7\u00e3o angelical; a expans\u00e3o do sim e a cultura do \"autoaperfei\u00e7oamento\" e das terapias alternativas; e as express\u00f5es religiosas orientais. 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