{"id":38444,"date":"2024-03-21T11:03:43","date_gmt":"2024-03-21T17:03:43","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=38444"},"modified":"2024-03-21T11:03:43","modified_gmt":"2024-03-21T17:03:43","slug":"olmos-paisaje-sonoro-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/","title":{"rendered":"Paisagem sonora na cultura"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap abtract\">Hoje, os estudos de paisagem sonora, audi\u00e7\u00e3o e som no sentido mais amplo t\u00eam sido de particular relev\u00e2ncia no meio acad\u00eamico; gra\u00e7as, por um lado, \u00e0s reflex\u00f5es de pioneiros como Schafer (1979) e Truax (2001), mas tamb\u00e9m \u00e0s pesquisas mais recentes dos principais pesquisadores de som em diferentes pa\u00edses, incluindo Augoyard (1995), Le Breton (1997 e 2006), Small (1999), Sterne, (2012), Simmel (2014), Chion (2018), Feld (2013) e Antebi (2013). <em>et al<\/em>(2005), s\u00f3 para mencionar alguns. A partir de disciplinas como antropologia, m\u00fasica, hist\u00f3ria, sociologia, comunica\u00e7\u00e3o, f\u00edsica, ac\u00fastica, design, arquitetura, planejamento urbano e patrim\u00f4nio sonoro, os estudos de som e audi\u00e7\u00e3o se tornaram populares no M\u00e9xico.<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> e Am\u00e9rica Latina, conforme demonstrado por Seeger, (2015), Dom\u00ednguez (2007 e 2019), Chamorro (2010), Larson (2017), Ochoa (2014), Bieletto (2021) e Brabec de Mori, Lewy e Garc (2015). Entre outros t\u00f3picos, a mobilidade humana e a sonoridade cultural ocuparam um espa\u00e7o espec\u00edfico nos estudos sonoros. Esse trabalho inclui as qualidades sonoras, musicais, afetivas e significativas dos migrantes que mudam de resid\u00eancia e cultura (Olmos, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>A relev\u00e2ncia dos estudos do som se deve, entre outros motivos, ao fato de que o som \u00e9 um fen\u00f4meno imanente \u00e0 mat\u00e9ria. Todo objeto no universo \u00e9 suscet\u00edvel a qualidades ac\u00fasticas. Portanto, a maneira de expressar e experimentar as qualidades sonoras da paisagem e dos objetos evoca, ao mesmo tempo, as qualidades da cultura e dos indiv\u00edduos envolvidos na express\u00e3o sonora. Al\u00e9m disso, nas ci\u00eancias sociais, os estudos sonoros t\u00eam sido uma ferramenta sutil, mas fundamental, na pesquisa etnogr\u00e1fica, que \u00e9 uma especialidade metodol\u00f3gica que contribui para a an\u00e1lise da sociedade e da cultura por meio de express\u00f5es ac\u00fasticas e da linguagem (Feld, 2013; Augoyard e Torgue, 1995).<\/p>\n\n\n\n<p>O som \u00e9 um componente paradoxalmente poderoso e ef\u00eamero entre as diferentes sociedades do planeta. Seu estudo e sua est\u00e9tica decantam tanto a beleza das express\u00f5es art\u00edsticas quanto as contradi\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as das sociedades contempor\u00e2neas (Chornik, 2014; Szendy, 2010). O fen\u00f4meno do som adquire sua notoriedade e complexidade na cultura a partir da produ\u00e7\u00e3o humana e do significado social que lhe \u00e9 atribu\u00eddo. Nesse contexto, a est\u00e9tica do som nos remete ao conte\u00fado emocional da percep\u00e7\u00e3o auditiva. Portanto, \u00e9 essencial analisar o significado do \"significado\" da representa\u00e7\u00e3o ac\u00fastica. Ou seja, confrontar a l\u00f3gica sens\u00edvel da produ\u00e7\u00e3o sonora com base em seus significados sociais e culturais. Assim, a grande orquestra de objetos e sujeitos da cultura \u00e9 moldada por sua paisagem cultural, que, por sua vez, molda a paisagem sonora.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda express\u00e3o ac\u00fastica est\u00e1 situada em um espa\u00e7o geogr\u00e1fico, tanto o emissor do som quanto o percebedor ou ouvinte est\u00e3o situados em espa\u00e7os precisos do ambiente cultural e, consequentemente, dentro da paisagem sonora. Mesmo quando fixamos nossa aten\u00e7\u00e3o auditiva em um ponto preciso, somos ressonadores do pr\u00f3prio fen\u00f4meno que ouvimos. Portanto, a paisagem sonora \u00e9 composta de express\u00f5es musicais e sons de todos os ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, a partir da concep\u00e7\u00e3o cultural humana, ou dos pr\u00f3prios sons da natureza n\u00e3o humana, as produ\u00e7\u00f5es sonoras s\u00e3o pass\u00edveis de serem organizadas musicalmente por meio do talento do artista, inserido em um espa\u00e7o espec\u00edfico em rela\u00e7\u00e3o direta com a experi\u00eancia cultural do som em que foi formado. A paisagem sonora possui componentes est\u00e9ticos que sustentam a cogni\u00e7\u00e3o polissensorial de grandes cidades, comunidades ind\u00edgenas, fazendas, grupos humanos ou povos migrantes que se deslocam de um lugar para outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cultura auditiva, a m\u00fasica e as express\u00f5es sonoras atuam como eixos estruturantes da criatividade est\u00e9tica. A paisagem sonora \u00e9 constitu\u00edda por express\u00f5es auditivas de ecologia urbana e m\u00fasica diversificada. Cada contexto possui um conjunto de sons que lhe d\u00e1 identidade e nos remete \u00e0 ontologia do \"outro\" e \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es culturais de uma sociedade. Por essa raz\u00e3o, o ser humano vibra com o universo e ressoa por meio dos sons produzidos por outros objetos e sujeitos ac\u00fasticos, entre eles, o \"outro\" que observa, ouve e produz sons. Portanto, como apontamos anteriormente, podemos dizer que, entre as express\u00f5es sonoras produzidas gra\u00e7as \u00e0 ac\u00fastica do ambiente e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o humana, a m\u00fasica \u00e9 uma das cria\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas mais elaboradas da ra\u00e7a humana, cujos sujeitos atuam como ressonadores do universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seres humanos t\u00eam sido capazes de recriar o som para desenvolver e cultivar suas capacidades recreativas, festivas e cerimoniais em seus ambientes e paisagens. Entretanto, essa grande qualidade de elabora\u00e7\u00e3o ac\u00fastica e capacidade auditiva n\u00e3o seria nada sem a grande capacidade est\u00e9tica desenvolvida pela cultura. Gra\u00e7as \u00e0 audi\u00e7\u00e3o cultural, o homem \u00e9 capaz de expressar seu mundo subjetivo e estabelecer comunica\u00e7\u00e3o com seres do mundo divino e terreno al\u00e9m de sua humanidade. Um exemplo disso \u00e9 demonstrado por Camacho (2023) no artigo desta edi\u00e7\u00e3o, no qual os instrumentos musicais e os homens dialogam em um mundo m\u00edtico no qual se originam alguns dos referentes simb\u00f3licos do prazer cultural e da identidade do povo Yoreme.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro contexto, encontramos a cidade onde convergem m\u00faltiplos sinais sonoros: carros, gritos, m\u00e1quinas e uma grande quantidade de \"ru\u00eddo\" - entendido como a emiss\u00e3o de sinais sonoros que interferem entre as mensagens de comunica\u00e7\u00e3o, o que provoca avers\u00e3o tanto ao seu som quanto \u00e0s fontes sonoras. Portanto, a cidade \u00e9 propensa a \"contaminar\" o ambiente em termos de som, o que evidencia as diferentes formas de organiza\u00e7\u00e3o sociocultural do som (Dom\u00ednguez, 2014).<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Truax (2001), as paisagens sonoras se referem ao ambiente auditivo e \u00e0 cole\u00e7\u00e3o de sons que nos cercam em um determinado local ou ambiente como sendo significativos para uma \"comunidade sonora (ou auditiva)\" e que tamb\u00e9m definem sua identidade. A defini\u00e7\u00e3o de paisagem sonora de Truax est\u00e1 de acordo com a elaborada por Schafer (1979):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">A paisagem sonora \u00e9 o nosso ambiente sonoro, a variedade que sempre apresenta ru\u00eddos, agrad\u00e1veis e desagrad\u00e1veis, altos e baixos, ouvidos ou ignorados, com os quais todos n\u00f3s convivemos. Nestes tempos em que o mundo est\u00e1 sofrendo com uma superpopula\u00e7\u00e3o de sons, especialmente sons tecnol\u00f3gicos, o assunto do som est\u00e1 se tornando moda para discuss\u00e3o e estudo. \u00c9 necess\u00e1rio que qualquer pessoa cujo interesse tenha sido estimulado tenha uma compreens\u00e3o clara do que \u00e9 o som, como ele funciona e como \u00e9 medido (Truax, 2012: n.p.).<a class=\"anota\" id=\"anota3\" data-footnote=\"3\">3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Para o pai dos estudos de paisagens sonoras, Murray Schafer (1979), um compositor, ecologista ac\u00fastico e fundador da <em>Projeto World Soundscape<\/em> No final dos anos 1960 e in\u00edcio dos anos 1970, as paisagens sonoras podem ser analisadas de v\u00e1rias maneiras, identificando pelo menos tr\u00eas componentes: o som t\u00f4nico ou a chave sonora (<em>palestra<\/em>), sinais sonoros e marcas sonoras (pontos de refer\u00eancia ou pegadas).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a paisagem sonora agrupe um conjunto de manifesta\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas, h\u00e1 ambientes sonoros que podem incluir v\u00e1rias fontes de emiss\u00e3o ac\u00fastica. Como mencionado acima, \u00e9 bem sabido que o som \u00e9 percept\u00edvel gra\u00e7as \u00e0s ondas sonoras emitidas pela mat\u00e9ria em vibra\u00e7\u00e3o. Portanto, todo objeto f\u00edsico tem, em princ\u00edpio, qualidades sonoras e depende de seus materiais e de sua execu\u00e7\u00e3o o tipo de ondas que ele reproduz, tanto em altura quanto em intensidade. O conjunto de emiss\u00f5es sonoras de objetos produzidos como resultado de uma inten\u00e7\u00e3o ligada a express\u00f5es humanas pode ser chamado de sonoridade cultural. Dito isso, definimos a sonoridade cultural, em termos coletivos, como <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Express\u00f5es auditivas que nos permitem distinguir diferentes dimens\u00f5es da cultura.<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Em seu programa <em>O Projeto Paisagem Sonora Mundial<\/em>Schafer incluiu os sons dos ecossistemas do planeta, que estavam mais pr\u00f3ximos da ecologia ac\u00fastica; sons que em outros contextos culturais, como o urbano, faziam parte da imensid\u00e3o sonora. Nesse sentido, o pai da paisagem sonora nos remeteu tanto \u00e0s paisagens indomadas, onde a interven\u00e7\u00e3o da m\u00e3o humana havia sido praticamente nula, quanto aos sons urbanos criados intencionalmente pela cultura humana. De uma perspectiva ecol\u00f3gica, cada ecossistema inclu\u00eda os seres vivos que o habitavam. De acordo com Schafer (1979: 55), cada ecossistema possu\u00eda uma ac\u00fastica espec\u00edfica que estava em harmonia com os sons produzidos pela geografia, geologia e seres vivos, como p\u00e1ssaros, insetos ou mam\u00edferos.<a class=\"anota\" id=\"anota4\" data-footnote=\"4\">4<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, na esfera estritamente cultural, h\u00e1 sons que foram criados com uma inten\u00e7\u00e3o sens\u00edvel e que foram cultural e esteticamente organizados para causar um forte impacto em nossos sentimentos art\u00edsticos, estou me referindo aos sons musicais, que sempre fizeram parte da humanidade em seu desenvolvimento hist\u00f3rico. A m\u00fasica, sendo uma elabora\u00e7\u00e3o sonora complexa, \u00e9 produzida com uma inten\u00e7\u00e3o est\u00e9tica direta e foi elaborada tendo como principal dimens\u00e3o a paisagem sonora que, como contexto, alimenta a criatividade dos artistas sonoros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, a an\u00e1lise do som al\u00e9m das ondas sonoras e de sua materialidade, decompondo suas partes, fontes e motivos, nos permite abordar a dimens\u00e3o sens\u00edvel da cultura. No entanto, \u00e9 preciso lembrar que os fen\u00f4menos auditivos n\u00e3o est\u00e3o isolados da paisagem natural, assim como a paisagem sonora n\u00e3o est\u00e1 separada da vida cultural das sociedades urbanas ou tradicionais, onde a audi\u00e7\u00e3o est\u00e1 inextricavelmente ligada a outros sentidos, como olfato, paladar, tato e movimento. Assim, descobrimos que a ac\u00fastica e a antropologia dos sentidos est\u00e3o intimamente ligadas \u00e0 an\u00e1lise dos processos cognitivos sensoriais nos quais a cultura do indiv\u00edduo desempenha um papel fundamental (Le Breton, 2006; Candau e Le Gonidec, 2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Os artigos inclu\u00eddos nessa edi\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica da revista <em>Encartes<\/em> foram escritos por pesquisadores que participaram do projeto <em>Paisagem sonora, m\u00fasica, ru\u00eddos e sons de borda<\/em>O projeto ser\u00e1 realizado em Tijuana no final de 2022. Alguns dos pesquisadores participantes tamb\u00e9m estiveram envolvidos em projetos anteriores realizados no colef sobre m\u00fasica e os processos da modernidade. No entanto, nesta ocasi\u00e3o, o foco tem\u00e1tico foi o som, a m\u00fasica e os processos de escuta da cultura. De tal forma que os escritos derivados desse projeto n\u00e3o se concentram apenas no som, mas tamb\u00e9m na escuta, que \u00e9 um bin\u00f4mio conceitual indispens\u00e1vel para pensar os processos sonoros e constituem categorias fundamentais para os processos culturais, an\u00e1logas \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o entre identidade e alteridade, no entendimento de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel analisar uma sem a presen\u00e7a da outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Como explicamos acima, o som e a m\u00fasica, embora sejam constru\u00e7\u00f5es distintas, no caso da m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel analisar seu ambiente criativo sem a presen\u00e7a das partes sonoras. Nessa linha, o artigo de Olmos e Cohen, intitulado \"La creaci\u00f3n sonora de la comunidad jaranera: reflexiones sobre la pr\u00e1ctica del son jarocho en la frontera Tijuana-San Diego\", reflete sobre a cria\u00e7\u00e3o da comunidade por meio dos sons musicais do son jarocho. No contexto transnacional da regi\u00e3o da fronteira Tijuana-San Diego, este artigo analisa o sentido musical de grupos transfronteiri\u00e7os de f\u00e3s jaraneros do son jarocho, um g\u00eanero musical que atua como catalisador da forma\u00e7\u00e3o de comunidades, que dialoga com o ativismo migrat\u00f3rio como alternativa para a coes\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o artigo \"The sonic frontier of the ceremonial experts <em>wixaritari<\/em>. Liminalidad para el control y protecci\u00f3n de las lluvias\", de Xilonen Luna Ruiz, constr\u00f3i um dispositivo interpretativo por meio do qual o <em>wixaritari<\/em> ou Huichol ouvem suas divindades por meio da palavra nativa <em>'enierika <\/em>(ouvir-escutar). Tanto a escuta quanto os sons m\u00edticos e metaf\u00edsicos do universo cerimonial do povo <em>wixarika <\/em>s\u00f3 s\u00e3o acess\u00edveis por meio de um tipo espec\u00edfico de audi\u00e7\u00e3o que permite a comunica\u00e7\u00e3o com as divindades. O trabalho de Xilonen Luna Ruiz, al\u00e9m de analisar o som em sua percep\u00e7\u00e3o material, tamb\u00e9m constr\u00f3i o significado das representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas oriundas da escuta em um sentido ampliado, que n\u00e3o coincidem, \u00e9 claro, com as das ondas produzidas por corpos sonoros. Esses exemplos v\u00eam da escuta e do timbre sonoro constru\u00eddos na cultura e na percep\u00e7\u00e3o sonora da <em>wixaritari<\/em> ou Huichol. Para eles, a dimens\u00e3o material do som \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 dimens\u00e3o sagrada. O que os antrop\u00f3logos chamam de dimens\u00e3o simb\u00f3lica do som \u00e9, na realidade, a elabora\u00e7\u00e3o de mensagens decodificadas por intermedi\u00e1rios entre deuses e homens, que fazem a media\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as da natureza e as a\u00e7\u00f5es humanas por meio de diferentes tipos de ouvintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O simbolismo m\u00edtico e musical do povo Yoreme \u00e9 questionado por meio da an\u00e1lise organol\u00f3gica realizada por Fidel Camacho no artigo \"Retumba la Tierra\". <em>T\u00e9nabarim<\/em>, <em>koyolim <\/em>e <em>senaaso<\/em>. Mitologia amer\u00edndia dos instrumentos musicais Pajko'ola .<em>\". <\/em>Em sua an\u00e1lise, Camacho destaca a import\u00e2ncia do simbolismo m\u00edtico dos instrumentos sonoros da dan\u00e7a Pajko'ola, bem como sua classifica\u00e7\u00e3o organol\u00f3gica baseada em um conjunto de rela\u00e7\u00f5es que, segundo o autor, evocam seres m\u00edticos extraordin\u00e1rios. Com v\u00e1rios anos de trabalho etnogr\u00e1fico e com o apoio de refer\u00eancias regionais de outros povos vizinhos e a necess\u00e1ria fundamenta\u00e7\u00e3o nahua, o autor se baseia em refer\u00eancias de povos do norte do M\u00e9xico e da Mesoam\u00e9rica e analisa as narrativas relacionadas \u00e0 sonoridade instrumental e ritual dos Yoremes ou Mayos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu artigo \"Ruidos y silencios en la espera migrante: ambientes sonoros y racializaci\u00f3n de la escucha en la comunidad haitiana en Tapachula\" (Ru\u00eddos e sil\u00eancios na espera migrante: ambientes sonoros e a racializa\u00e7\u00e3o da escuta na comunidade haitiana em Tapachula), M\u00f3nica Bayuelo usa a met\u00e1fora do sil\u00eancio como forma repressiva do tr\u00e2nsito de migrantes haitianos na cidade de Tapachula. Os sil\u00eancios de <br>migra\u00e7\u00e3o tornam-se referentes pol\u00edticos e afetivos para os migrantes que possuem diversas express\u00f5es ac\u00fasticas espec\u00edficas de sua cultura de origem, mas que no imagin\u00e1rio das for\u00e7as repressivas locais significam ru\u00eddos que invadem um espa\u00e7o. A dimens\u00e3o ac\u00fastica cultural da mobilidade est\u00e1 diretamente ligada \u00e0s formas de escuta por meio das quais os migrantes reconfiguram seu universo subjetivo de mem\u00f3rias musicais e auditivas. Por meio dos sons e sil\u00eancios da migra\u00e7\u00e3o, Bayuelo explica a representa\u00e7\u00e3o da jornada migrat\u00f3ria, a percep\u00e7\u00e3o de seus ambientes e, acima de tudo, os novos sons culturais do novo contexto (Bayuelo, 2021; Olmos, 2020; Ramos e Hirai, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Juan Olvera, na pesquisa intitulada \"La divulgaci\u00f3n cient\u00edfica como ciencia, t\u00e9cnica y arte. El caso de 'musicaenelnoreste.mx'\", alerta sobre os processos de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia por meio de um site. O site \u00e9 especializado em m\u00fasica popular do nordeste do M\u00e9xico. Essa contribui\u00e7\u00e3o passaria despercebida se n\u00e3o fosse a import\u00e2ncia da populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia nos par\u00e2metros de avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e acad\u00eamica atualmente estabelecidos pelo Conselho Nacional de Humanidades, Ci\u00eancia e Tecnologia (Conahcyt), por meio do Sistema Nacional de Pesquisadores, onde os novos regulamentos estabelecem que um dos crit\u00e9rios fundamentais do trabalho acad\u00eamico \u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos produtos da pesquisa. A divulga\u00e7\u00e3o e a populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia associada \u00e0s express\u00f5es sonoras e musicais recebem seu devido valor ao divulgar os sons musicais urbanos de Monterrey e seus arredores por meio de um site de divulga\u00e7\u00e3o e pesquisa cient\u00edfica e musical. Destaca-se, em particular, o grande compromisso e a complexidade na realiza\u00e7\u00e3o desse tipo de projeto, que geralmente tem sido subestimado na avalia\u00e7\u00e3o acad\u00eamica por pares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Antebi, Andr\u00e9s <em>et al.<\/em> (2005).<em> Espacios sonoros, tecnopol\u00edtica y vida cotidiana<\/em>. <em>Aproximaciones a una antropolog\u00eda sonora. <\/em>Barcelona: Orquestra del Caos-Institut Catal\u00e0 d\u2019Antropologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Augoyard, Jean Fran\u00e7ois y Henry Torgue (eds.) (1995). <em>\u00c0 l\u2019\u00e9coute de l\u2019environnement: Repertoire des effets sonores<\/em>. Marsella&nbsp;: Parenth\u00e8ses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bayuelo Garc\u00eda, M\u00f3nica (2 de junio de 2021). \u201cEscuchas migrantes: estrategias e implicaciones sonoras en traves\u00edas de riesgo<em>\u201d, <\/em>Revista<em> Nexo<\/em>s. Consultado en https:\/\/migracion.nexos.com.mx\/2021\/06\/escuchas-migrantes-estrategias-e-implicaciones-sonoras-en-travesias-de-riesgo\/ el 8 de diciembre de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bieletto Bueno, Natalia (2021).<em> Ciudades vibrantes: sonido y experiencia aural urbana en Am\u00e9rica Latina<\/em>. Santiago: Universidad Mayor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Brabec de Mori, Bernd, Mathias Lewy y Miguel Garc\u00eda (eds.) (2015). <em>Sudam\u00e9rica y sus mundos audibles. Cosmolog\u00edas y pr\u00e1cticas sonoras de los pueblos ind\u00edgenas.<\/em> Berl\u00edn: Gerbr. Mann Verlag\/Ibero-Amerikanisches Institut.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Camacho, Fidel (2023). \u201cRetumba la Tierra. <em>T\u00e9nabarim<\/em>, <em>koyolim <\/em>e <em>senaaso<\/em>. Mitolog\u00eda amerindia de los instrumentos musicales del Pajko\u2019ola\u201d.<em> Encartes, <\/em>vol. 7, n<em>\u00fam<\/em>. 13. doi: https:\/\/doi.org\/10.29340\/en.v7n13.364<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Candau, Joel y Marie B\u00e1rbara Le Gonidec (2013).&nbsp;<em>Paysages sensoriels: essai d\u2019anthropologie de la construction et de la perception de l\u2019environnement sonore<\/em>, Lassay-Les Ch\u00e2teaux: Comit\u00e9 des Travaux Historiques et Scientifiques.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Chion, Michel (2018). <em>Le son : Ou\u00efr, \u00e9couter, observer<\/em>. Par\u00eds: Armand Colin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Chamorro Arturo y Faviola Z\u00fa\u00f1iga (coords.) (2010). <em>Sustitutos ac\u00fasticos del lenguaje verbal. Una visi\u00f3n interdisciplinaria de los signos audibles, parafon\u00edas y comportamientos sonoros.<\/em> Guadalajara: Universidad de Guadalajara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Chornik, Katia (2014). \u201cM\u00fasica y tortura en centros de detenci\u00f3n chilenos: conversaciones con un exagente de la polic\u00eda secreta de Pinochet\u201d, <em>Resonancias <\/em>18 (34), Santiago de Chile, pp. 111-126.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Krause, Bernie (2012).<em> The Great Animal Orchestra.<\/em> Nueva York: Little Brown &amp; Company.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Dom\u00ednguez, Ana Lidia (2007). <em>La sonoridad de la cultura. Cholula: una experiencia sonora de la ciudad. <\/em>M\u00e9xico: Universidad de las Am\u00e9ricas y Miguel \u00c1ngel Porr\u00faa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2014). \u201cVivir con ruido en la Ciudad de M\u00e9xico. El proceso de adaptaci\u00f3n a los entornos ac\u00fasticamente hostiles\u201d. <em>Estudios Demogr\u00e1ficos y Urbanos<\/em>, <em>29 <\/em>(1), pp. 89-112. Recuperado el 8 de diciembre de 2023, de http:\/\/www.scielo.org.mx\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0186-72102014000100089&amp;lng=es&amp;tlng=es<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2019). \u201cEl o\u00eddo: un sentido, m\u00faltiples escuchas. Presentaci\u00f3n del dossier Modos de escucha\u201d. <em>El O\u00eddo<\/em> <em>Pensante,<\/em> 7 (2), pp. 92-110 http:\/\/revistascientificas.filo.uba.ar\/index.php\/oidopensante\/article\/view\/7562 Consulta: 8 de diciembre de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Feld, Steven (2013). \u201cUna acustemolog\u00eda de la selva tropical\u201d. <em>Revista Colombiana de Antropolog\u00eda<\/em>, vol. 49, n\u00fam. 1, pp. 217-239.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Larson Guerra, Samuel (2017). <em>Pensar el sonido<\/em>. <em>Una introducci\u00f3n a la teor\u00eda y la pr\u00e1ctica del lenguaje sonoro cinematogr\u00e1fico. <\/em>M\u00e9xico: unam-Centro Universitario de Estudios Cinematogr\u00e1ficos<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Le Breton, David (1997). <em>Du silence. Essai d\u2019anthropologie, <\/em>Par\u00eds: M\u00e9taili\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2006). <em>La saveur du monde. Une anthropologie des sens<\/em>. Par\u00eds: M\u00e9taili\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ramos Rangel, Raquel y Shinji Hirai (2021). \u201cPaisajes sonoros de la migraci\u00f3n. M\u00fasica, emociones y consumo en los circuitos migratorios Texas-noreste de M\u00e9xico\u201d, <em>Encartes<\/em>, vol. 4, n\u00fam. 8, pp. 38-65. https:\/\/doi.org\/10.29340\/en.v4n8.172. Consultado el 8 de diciembre de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ochoa, Ana Mar\u00eda (2014). <em>Aurality. Listening and Knowledge in Nineteenth Century Colombia. <\/em>Durham: Duke University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Olmos Aguilera, Miguel (2020) \u201cLa m\u00fasica migrante y la movilidad art\u00edstica en el paisaje sonoro de la frontera M\u00e9xico-Estados Unidos\u201d, en Caterine Galaz, Nicol\u00e1s Gissi y Marisol Facuse (eds.)<em> Migraciones transnacionales: inclusiones diferenciales y posibilidades de reconocimiento.<\/em> Santiago: Social-ediciones, Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Chile, pp. 287-308.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Schafer, Murray (1979). <em>Le paysage sonore. Le monde comme musique<\/em>. Nueva York: Latt\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Seeger, Anthony (2015). \u201cEl o\u00eddo etnogr\u00e1fico\u201d, en Brabec de Mori, Bernd, Mathias Lewy y Miguel Garc\u00eda (eds.), <em>Sudam\u00e9rica y sus mundos audibles. Cosmolog\u00edas y pr\u00e1cticas sonoras de los pueblos ind\u00edgenas.<\/em> Berl\u00edn: Gerbr. Mann Verlag\/Ibero-Amerikanisches Institut.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Simmel, Georg (2014). <em>Sociolog\u00eda: estudios sobre las formas de socializaci\u00f3n.<\/em> M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Small, Christopher (1999). \u201cEl musicar: un ritual en el espacio social\u201d. <em>Trans-Revista Transcultural de M\u00fasica, <\/em>n<em>\u00fam<\/em>. 4. Consultado en https:\/\/www.sibetrans.com\/trans\/article\/252\/el-musicar-un-ritual-en-el-espacio-social<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Sterne, Jonathan (2012). <em>The Sound Studies Reader.<\/em> Nueva York: Routledge, Taylor &amp; Francis Group<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Szendy, Peter. (2010). \u201cMusique et torture. Les stigmates du son\u201d. <em>Poesie<\/em>, 134, pp. 83-92. https:\/\/doi.org\/10.3917\/poesi.134.0083<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Truax, Barry (2001). <em>Acoustic Communication<\/em>. Westport, Connecticut: Greenwood Publishing.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2012).<em> The World Soundscape Project\u2019s. The Handbook for Acoustic Ecology<\/em>. Lancashire: A.R.C. Publications.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Miguel Olmos Aguilera<\/em> Doutor em Etnologia e Antropologia Social pela \u00c9cole des Hautes \u00c9tudes en Sciences Sociales. Ele \u00e9 pesquisador no El Colegio de la Frontera Norte desde 1998. Realizou trabalhos de campo em diferentes cidades fronteiri\u00e7as e com v\u00e1rios povos ind\u00edgenas no noroeste do M\u00e9xico e no sul dos EUA. Dirigiu o Departamento de Estudos Culturais de 2009 a 2013. Desde 1998, \u00e9 membro do Sistema Nacional de Pesquisadores, n\u00edvel II. Seus livros incluem: <em>Fronteiras culturais: alteridade e viol\u00eancia<\/em>El Colef, 2013; <em>M\u00fasica migrante, Livraria Bonilla Artigas<\/em>UANL, UAS, M\u00e9xico, 2012; <em>M\u00fasica ind\u00edgena e contemporaneidade<\/em>INAH-El Colef, 2016 e <em>Etnomusicologia e globaliza\u00e7\u00e3o<\/em>El Colef, 2020. Ele lecionou em universidades no M\u00e9xico e no exterior.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A relev\u00e2ncia dos estudos do som se deve, entre outros motivos, ao fato de que o som \u00e9 um fen\u00f4meno imanente \u00e0 mat\u00e9ria. Todo objeto no universo \u00e9 suscet\u00edvel a qualidades ac\u00fasticas. Portanto, a maneira como expressamos e experimentamos as qualidades sonoras da paisagem e dos objetos evoca, ao mesmo tempo, as qualidades da cultura e dos indiv\u00edduos envolvidos na express\u00e3o sonora.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":38504,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[278],"tags":[],"coauthors":[551],"class_list":["post-38444","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-278","personas-olmos-aguilera-miguel","numeros-1187"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>El paisaje sonoro en la cultura &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"La relevancia del paisaje sonoro se debe, entre otras razones, a que el sonido es un fen\u00f3meno inmanente a la materia.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"El paisaje sonoro en la cultura &#8211; Encartes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La relevancia del paisaje sonoro se debe, entre otras razones, a que el sonido es un fen\u00f3meno inmanente a la materia.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-03-21T17:03:43+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"758\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"453\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"El paisaje sonoro en la cultura\",\"datePublished\":\"2024-03-21T17:03:43+00:00\",\"dateModified\":\"2024-03-21T17:03:43+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\"},\"wordCount\":3741,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg\",\"articleSection\":[\"Presentaci\u00f3n del tema\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\",\"name\":\"El paisaje sonoro en la cultura &#8211; Encartes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg\",\"datePublished\":\"2024-03-21T17:03:43+00:00\",\"dateModified\":\"2024-03-21T17:03:43+00:00\",\"description\":\"La relevancia del paisaje sonoro se debe, entre otras razones, a que el sonido es un fen\u00f3meno inmanente a la materia.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg\",\"width\":758,\"height\":453},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/encartes.mx\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"El paisaje sonoro en la cultura\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"name\":\"Encartes\",\"description\":\"Revista digital multimedia\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\",\"name\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"width\":338,\"height\":306,\"caption\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\",\"name\":\"Arthur Ventura\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"caption\":\"Arthur Ventura\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"El paisaje sonoro en la cultura &#8211; Encartes","description":"La relevancia del paisaje sonoro se debe, entre otras razones, a que el sonido es un fen\u00f3meno inmanente a la materia.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"El paisaje sonoro en la cultura &#8211; Encartes","og_description":"La relevancia del paisaje sonoro se debe, entre otras razones, a que el sonido es un fen\u00f3meno inmanente a la materia.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2024-03-21T17:03:43+00:00","og_image":[{"width":758,"height":453,"url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"16 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"El paisaje sonoro en la cultura","datePublished":"2024-03-21T17:03:43+00:00","dateModified":"2024-03-21T17:03:43+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/"},"wordCount":3741,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg","articleSection":["Presentaci\u00f3n del tema"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/","name":"El paisaje sonoro en la cultura &#8211; Encartes","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg","datePublished":"2024-03-21T17:03:43+00:00","dateModified":"2024-03-21T17:03:43+00:00","description":"La relevancia del paisaje sonoro se debe, entre otras razones, a que el sonido es un fen\u00f3meno inmanente a la materia.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#primaryimage","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg","width":758,"height":453},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/encartes.mx\/olmos-paisaje-sonoro-cultura\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/encartes.mx\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"El paisaje sonoro en la cultura"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website","url":"https:\/\/encartes.mx\/","name":"Encartes","description":"Revista digital multimedia","publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization","name":"Encartes Antropol\u00f3gicos","url":"https:\/\/encartes.mx\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","width":338,"height":306,"caption":"Encartes Antropol\u00f3gicos"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef","name":"Arthur Ventura","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","caption":"Arthur Ventura"}}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/word-image-38473-7-1-e1710199966758.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38444"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38743,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38444\/revisions\/38743"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38444"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=38444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}