{"id":37550,"date":"2023-09-21T11:00:00","date_gmt":"2023-09-21T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=37550"},"modified":"2023-09-21T04:44:31","modified_gmt":"2023-09-21T04:44:31","slug":"waldman-sociologia-narrativa-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/","title":{"rendered":"Paris em uma base di\u00e1ria: um di\u00e1rio pessoal e sociol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap\">Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez \u00e9 um soci\u00f3logo vers\u00e1til e multifacetado. Ele pode pesquisar sobre a experi\u00eancia religiosa subjetiva em diferentes espa\u00e7os urbanos, bem como sobre as transforma\u00e7\u00f5es urbanas na cidade de La Paz (Bol\u00edvia) no contexto de uma globaliza\u00e7\u00e3o modernizadora complexa e multifacetada. Ele pode dialogar com soci\u00f3logos contempor\u00e2neos relevantes sobre suas trajet\u00f3rias intelectuais, bem como escrever artigos jornal\u00edsticos e blogs. Hugo Jos\u00e9 pode convocar as mais diversas vozes para refletir sobre a incerteza em nossos tempos hist\u00f3ricos convulsivos e publicar, ao mesmo tempo, um ensaio sociol\u00f3gico no qual as fotografias ocupam um lugar central como forma de registro da realidade. Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez pode realizar uma pesquisa sociol\u00f3gica rigorosa, teoricamente sustentada e utilizando as mais diversas t\u00e9cnicas e ferramentas metodol\u00f3gicas, como cadernos e anota\u00e7\u00f5es em que registra, em textos curtos, pequenos acontecimentos da vida cotidiana que lhe chamam a aten\u00e7\u00e3o, transformando-os em contos em que o olhar pessoal se entrela\u00e7a com uma reflex\u00e3o sociol\u00f3gica de alcance mais amplo. Su\u00e1rez pode mapear a diversidade de novos paradigmas te\u00f3ricos que mostram que n\u00e3o h\u00e1 discursos un\u00edvocos nas ci\u00eancias sociais e, ao mesmo tempo, propor \"uma sociologia errante\", que ele define como \"viajar e explorar formas culturais, sob uma lente sociol\u00f3gica e com uma narrativa que \u00e9 t\u00e3o pessoal, experimental e atraente quanto cient\u00edfica e baseada em dados observados\". E Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez tamb\u00e9m pode transformar o di\u00e1rio pessoal - um ref\u00fagio \u00edntimo e reservado, rec\u00f4ndito e profundo, autorreflexivo e arriscado - em um novo olhar sociol\u00f3gico por meio de um ato de escrita livre, que procede quase tateando e sem chegar a conclus\u00f5es certas e absolutas. Esse \u00e9 o caso de <em>Par\u00eds a diario<\/em>publicado recentemente pela Coordena\u00e7\u00e3o de Humanidades da Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (UNAM).<span class=\"small-caps\">unam<\/span>).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Par\u00eds a diario<\/em> come\u00e7ou a ser escrito no caf\u00e9 La Selva, em Coyoac\u00e1n, em mar\u00e7o de 2018 e foi conclu\u00eddo em julho de 2020 no caf\u00e9 Lomi, em Paris (inclui um cap\u00edtulo final sobre a experi\u00eancia de viver a pandemia naquela cidade por alguns meses). Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez costuma escrever em caf\u00e9s. Que lugar melhor para a escrita solit\u00e1ria e subjetiva do que um caf\u00e9, um lugar de passagem que, durante o tempo em que os dedos correm pelo teclado ou as palavras s\u00e3o delineadas com uma caneta em uma p\u00e1gina em branco, torna-se um lar? Ser\u00e1 que \u00e9 por acaso que escritores como Joseph Roth ou S\u00e1ndor M\u00e1rai - conhecedores do ex\u00edlio em primeira m\u00e3o - ou Claudio Magris - o grande escritor de fronteiras - escreveram permanentemente em caf\u00e9s, nesse espa\u00e7o protetor que, seja no embalo de seus sons ou na quietude de seus sil\u00eancios, pode se transmutar em um lugar de pertencimento onde, com o poderoso est\u00edmulo de uma forte dose de cafe\u00edna, as ideias e as palavras fluir\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Suarez escreve <em>Par\u00eds a diario <\/em>sob a prote\u00e7\u00e3o e o ritmo pulsante do calend\u00e1rio, ligado \u00e0 realidade cotidiana de cada dia. Uma volta introspectiva para encontrar a si mesmo, o di\u00e1rio d\u00e1 voz ao registro de um fragmento de sua vida durante sua estada naquela cidade. Como todos os di\u00e1rios, \u00e9 uma forma de ensaiar, de escrever a partir de uma p\u00e1gina em branco. \u00c9 uma <em>r\u00e9servoir<\/em> \u00c9 um espelho revelador de seus dias, uma recupera\u00e7\u00e3o do poder da palavra e do poder narrativo do eu. O di\u00e1rio \u00e9 um <em>colagem<\/em> A escrita do autor \u00e9 um g\u00eanero de texto aberto, inacabado, que tem suas ra\u00edzes na improvisa\u00e7\u00e3o. Sua escrita se abre como um leque para pensamentos, olhares retrospectivos, registros do presente, confiss\u00f5es, anota\u00e7\u00f5es e notas de leitura, anedotas cotidianas, reflex\u00f5es pol\u00edticas, descri\u00e7\u00f5es de personagens, mem\u00f3rias familiares, agendas futuras, testemunhos, confiss\u00f5es, esbo\u00e7os \u00edntimos, alegrias, frustra\u00e7\u00f5es, impress\u00f5es, sonhos, sentimentos, emo\u00e7\u00f5es, medos, ansiedades, ang\u00fastias. Flex\u00edvel e caleidosc\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas O di\u00e1rio de Hugo Jos\u00e9 em Paris \u00e9 tamb\u00e9m um relato de viagens, f\u00edsicas e simb\u00f3licas, em que o autor descobre uma Paris j\u00e1 conhecida com um novo olhar e a inscreve em seu caderno de viagem como uma forma de tornar a viagem vis\u00edvel para os outros. \u00c9, ao mesmo tempo, uma incurs\u00e3o na alteridade de uma cidade na qual ele n\u00e3o vive; uma hist\u00f3ria na qual uma voz em primeira pessoa toma forma, tornando expl\u00edcito o exerc\u00edcio da escrita e privilegiando, mais do que a descri\u00e7\u00e3o, o que acontece na pr\u00f3pria viagem. <em>Par\u00eds a diario<\/em> \u00e9, sem d\u00favida, o esbo\u00e7o de uma cidade diversa e complexa e, ao mesmo tempo, um ar\u00edete para refletir sobre certos temas cruciais de nossa contemporaneidade: ex\u00edlio, desenraizamento, diversidade, estrangeirismo, pertencimento, lar etc., em uma tonalidade pr\u00f3xima a vozes e paisagens, revelando as hist\u00f3rias m\u00ednimas e ocultas daqueles que aparecem na jornada e no mapeamento da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o di\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9, de certa forma, a jornada do <em>fl\u00e2neur<\/em> Benjaminiana, mesmo que Walter Benjamin n\u00e3o seja um escritor para deslumbrar Hugo Jos\u00e9, e Paris tenha se transformado em um grau que seria quase desconhecido para os transeuntes do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">xix<\/span>. Seu olhar de <em>fl\u00e2neur<\/em>O livro que - com olhos atentos e, imagino, um l\u00e1pis no bolso - passeia um pouco \u00e0 deriva por bairros, ruas, museus, bibliotecas e edif\u00edcios ic\u00f4nicos, desvendando a polifonia da experi\u00eancia urbana e seus tr\u00e2nsitos invis\u00edveis, tra\u00e7ando - em um exerc\u00edcio de micro-hist\u00f3ria social, pol\u00edtica e cultural - os fragmentos dispersos, alguns dos personagens residuais e os cen\u00e1rios da vida da cidade em que explodem milhares de hist\u00f3rias, em uma esp\u00e9cie de cart\u00e3o-postal urbano que, pessoalmente, sociologicamente falando, \u00e9 uma esp\u00e9cie de cart\u00e3o-postal urbano da cidade, Em um exerc\u00edcio de micro-hist\u00f3ria social, pol\u00edtica e cultural, tra\u00e7ando os fragmentos dispersos, alguns dos personagens residuais e os cen\u00e1rios da vida da cidade em que explodem milhares de hist\u00f3rias, em uma esp\u00e9cie de cart\u00e3o-postal urbano que, pessoal e sociologicamente, evoca George Simmel e, literariamente, Jorge Luis Borges e Roberto Arlt.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu di\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de trajet\u00f3ria intelectual - que lembra os romances de forma\u00e7\u00e3o - na qual converge um vasto repert\u00f3rio de leituras, professores, colegas e encontros que o formaram e continuam a nutri-lo. Nessa linha, a revista se baseia nessas contribui\u00e7\u00f5es e em muitas outras (as de Michael Taussig, Richard Sennett e Lo\u00efc Wacquant, entre outros), propondo uma nova maneira de fazer sociologia, \"h\u00edbrida\" e \"impura\", longe dos \"tetos desbotados dos livros sobre teoria e metodologia\", como escreveu o antrop\u00f3logo chileno Juan Carlos Olivares (1995: 24) e perto de novas formas de escritura - longe da monotonia enigm\u00e1tica de tantos textos tradicionais - nas quais, como Su\u00e1rez apontou em outro de seus livros, \"a ci\u00eancia n\u00e3o precisa estar em desacordo com a imagina\u00e7\u00e3o, a intui\u00e7\u00e3o, a lembran\u00e7a, a mem\u00f3ria e a narrativa\" (2018: 31).<\/p>\n\n\n\n<p>O soci\u00f3logo Hugo Jos\u00e9 registra com o olhar fotogr\u00e1fico e a precis\u00e3o de um miniaturista os pequenos detalhes, os tra\u00e7os insignificantes e as hist\u00f3rias m\u00ednimas, pequenas e ocultas do que encontra no caminho da vida cotidiana, para, a partir da\u00ed, projetar uma reflex\u00e3o sociol\u00f3gica de maior alcance. Um pequeno evento em sua vida familiar, referente \u00e0 escola de suas filhas, lan\u00e7a-o em uma reflex\u00e3o sobre a educa\u00e7\u00e3o francesa. Um jantar entre vizinhos na rua em que mora o leva a pensar sobre a gentrifica\u00e7\u00e3o parisiense, mostrando que o pensamento sociol\u00f3gico n\u00e3o est\u00e1 apenas nos grandes textos ou nas disquisi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas eruditas, mas tamb\u00e9m nas pequenas hist\u00f3rias das pessoas de carne e osso cujos rostos, corpos e subjetividades est\u00e3o no centro dos grandes processos hist\u00f3ricos e sociais. A obra de Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez \u00e9 uma sociologia narrada \"ao n\u00edvel do ch\u00e3o\", que entrela\u00e7a informa\u00e7\u00f5es factuais - a partir da perspectiva da primeira pessoa - com a interpreta\u00e7\u00e3o subjetiva dos fatos. O escritor vai para a rua, ouve e observa - com o olhar agu\u00e7ado de um cronista - para construir, neste livro, um raio X de Paris, tanto de sua arquitetura urbana quanto de seu povo. Em sua jornada f\u00edsica e emocional pela cidade, ele se despoja dos crit\u00e9rios can\u00f4nicos de \"objetividade\" e exp\u00f5e sua pr\u00f3pria subjetividade e narrativa biogr\u00e1fica, que tamb\u00e9m se tornam instrumentos cognitivos. O soci\u00f3logo que \u00e9 o autor torna sua voz vis\u00edvel, adquire um rosto, faz sua presen\u00e7a ser sentida ao compartilhar suas emo\u00e7\u00f5es, reflex\u00f5es, d\u00favidas e descobertas com o leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, por\u00e9m, o soci\u00f3logo que Hugo Jos\u00e9 \u00e9 foi seduzido pela literatura, escrevendo a partir da perplexidade e da incerteza da literatura, t\u00e3o distante das certezas que os soci\u00f3logos - ou pelo menos alguns deles - querem encontrar como conclus\u00e3o de suas pesquisas. \u00c9 essa sedu\u00e7\u00e3o que lhe permite buscar desvios para encontrar caminhos sinuosos que se abrem \u00e0 medida que escreve, num exerc\u00edcio de \"imagina\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica\", que une biografia, hist\u00f3ria e sociedade, e a transmuta em exerc\u00edcio criativo, numa viagem permanente entre o registro dos fatos e a paix\u00e3o pela escrita, o rigor do acad\u00eamico com a ousadia interior de sua pena, o olhar agudo do cronista com a intimidade calorosa e sens\u00edvel de um diarista.<\/p>\n\n\n\n<p>A escrita de qualquer di\u00e1rio escava as cicatrizes da mem\u00f3ria, sempre vol\u00e1til, sempre mut\u00e1vel. Se, como o pr\u00f3prio Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez afirma, \"o vivido, cronologicamente narrado, implica um trabalho di\u00e1rio de filtragem - consciente, intencional, regular e rigoroso - [no qual] o 'apagamento' \u00e9 inevit\u00e1vel\" (2022: 281), tamb\u00e9m devemos nos perguntar: quais s\u00e3o os sil\u00eancios - seus sil\u00eancios - que Hugo Jos\u00e9 deixou escondidos em seus cadernos sobre Paris? H\u00e1 uma Paris que foi silenciada e que n\u00e3o entrou nesse di\u00e1rio? Esperamos que Hugo Jos\u00e9 um dia preencha esses sil\u00eancios a partir de um novo di\u00e1rio e de onde quer que suas andan\u00e7as o levem, com a \"sociologia errante\" sempre em uma mala provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Olivares, Juan Carlos (1995). <em>El umbral roto. Escritos en antropolog\u00eda po\u00e9tica<\/em>. Santiago: Fondo Matta, Museo Chileno de Arte Precolombino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Su\u00e1rez, Hugo Jos\u00e9 (2018). <em>La Paz en el torbellino del progreso. Transformaciones urbanas en la era del cambio en Bolivia<\/em>. M\u00e9xico: Instituto de Investigaciones Sociales, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2022). <em>Par\u00eds a diario<\/em>. M\u00e9xico: Coordinaci\u00f3n de Humanidades, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Gilda Waldman<\/em> \u00c9 formado em Sociologia pela Universidade do Chile. Mestrado e doutorado em Sociologia, Faculdade de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. Concluiu o mestrado em Literatura Comparada, Faculdade de Filosofia e Literatura, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. Diploma em Cria\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. Professor titular \"C\" em n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na Faculdade de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. Membro do Sistema Nacional de Pesquisadores, n\u00edvel <span class=\"small-caps\">ii<\/span>. Pr\u00eamio Sor Juana In\u00e9s de la Cruz (<span class=\"small-caps\">unam<\/span>, 2016). Ministrou cursos na Universidade Aut\u00f4noma de Nuevo Le\u00f3n (M\u00e9xico), na Universidade Aut\u00f4noma de Baja California (M\u00e9xico), na Universidade Aut\u00f4noma de Sinaloa (M\u00e9xico), na Universidade de Sonora (M\u00e9xico), na Universidade de Guadalajara (M\u00e9xico) e na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Chile. Foi coordenadora do Mestrado e Doutorado em Sociologia na Divis\u00e3o de Estudos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (Faculdade de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais), <span class=\"small-caps\">unam<\/span>). Ela \u00e9 autora do livro <em>Melancolia e utopia. A reflex\u00e3o da Escola de Frankfurt sobre a crise da cultura<\/em> (1989) e co-coordenador de tr\u00eas livros coletivos: <em>Mem\u00f3rias (in)c\u00f3gnitas. Disputas na hist\u00f3ria<\/em> (em colabora\u00e7\u00e3o com Maya Aguiluz, M\u00e9xico, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>, 2007), <em>Pensando na globaliza\u00e7\u00e3o, na democracia e na diversidade<\/em> (em colabora\u00e7\u00e3o com Judit Bokser e Juan Felipe Pozo, <span class=\"small-caps\">unam<\/span>, 2009) y <em>Passaporte com carimbo. Cruzando os limites entre as ci\u00eancias sociais e a literatura<\/em> (em colabora\u00e7\u00e3o com Alberto Trejo, <span class=\"small-caps\">uam<\/span>-Xochimilco, 2018).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez tamb\u00e9m pode transformar o di\u00e1rio pessoal - um ref\u00fagio \u00edntimo e reservado, oculto e profundo, autorreflexivo e arriscado - em um novo olhar sociol\u00f3gico por meio de um ato de escrita livre, que procede quase tateando e sem chegar a conclus\u00f5es certas e absolutas. Esse \u00e9 o caso de Paris a diario, publicado recentemente pela Coordinaci\u00f3n de Humanidades da Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico (unam).<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":37510,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[1165,1163,1161,1160,1164],"coauthors":[551],"class_list":["post-37550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-10","tag-ciudad","tag-diario","tag-hugo-jose-suarez","tag-paris","tag-relato","personas-wldman-gilda","numeros-1094"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"En Paris a diario, Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez transformar al diario personal \u2013refugio autorreflexivo y arriesgado\u2013 en una nueva mirada sociol\u00f3gica.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico &#8211; Encartes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"En Paris a diario, Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez transformar al diario personal \u2013refugio autorreflexivo y arriesgado\u2013 en una nueva mirada sociol\u00f3gica.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-09-21T11:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-09-21T04:44:31+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1618\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"2560\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico\",\"datePublished\":\"2023-09-21T11:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2023-09-21T04:44:31+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\"},\"wordCount\":2090,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg\",\"keywords\":[\"ciudad\",\"diario\",\"Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez\",\"paris\",\"relato\"],\"articleSection\":[\"Rese\u00f1as cr\u00edticas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\",\"name\":\"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico &#8211; Encartes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg\",\"datePublished\":\"2023-09-21T11:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2023-09-21T04:44:31+00:00\",\"description\":\"En Paris a diario, Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez transformar al diario personal \u2013refugio autorreflexivo y arriesgado\u2013 en una nueva mirada sociol\u00f3gica.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg\",\"width\":1618,\"height\":2560},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/encartes.mx\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#website\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"name\":\"Encartes\",\"description\":\"Revista digital multimedia\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\",\"name\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png\",\"width\":338,\"height\":306,\"caption\":\"Encartes Antropol\u00f3gicos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\",\"name\":\"Arthur Ventura\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g\",\"caption\":\"Arthur Ventura\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico &#8211; Encartes","description":"En Paris a diario, Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez transformar al diario personal \u2013refugio autorreflexivo y arriesgado\u2013 en una nueva mirada sociol\u00f3gica.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico &#8211; Encartes","og_description":"En Paris a diario, Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez transformar al diario personal \u2013refugio autorreflexivo y arriesgado\u2013 en una nueva mirada sociol\u00f3gica.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2023-09-21T11:00:00+00:00","article_modified_time":"2023-09-21T04:44:31+00:00","og_image":[{"width":1618,"height":2560,"url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"9 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico","datePublished":"2023-09-21T11:00:00+00:00","dateModified":"2023-09-21T04:44:31+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/"},"wordCount":2090,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg","keywords":["ciudad","diario","Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez","paris","relato"],"articleSection":["Rese\u00f1as cr\u00edticas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/","name":"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico &#8211; Encartes","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg","datePublished":"2023-09-21T11:00:00+00:00","dateModified":"2023-09-21T04:44:31+00:00","description":"En Paris a diario, Hugo Jos\u00e9 Su\u00e1rez transformar al diario personal \u2013refugio autorreflexivo y arriesgado\u2013 en una nueva mirada sociol\u00f3gica.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#primaryimage","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg","width":1618,"height":2560},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/encartes.mx\/waldman-sociologia-narrativa-paris\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/encartes.mx\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Par\u00eds a diario: un diario personal y sociol\u00f3gico"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#website","url":"https:\/\/encartes.mx\/","name":"Encartes","description":"Revista digital multimedia","publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/encartes.mx\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization","name":"Encartes Antropol\u00f3gicos","url":"https:\/\/encartes.mx\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","contentUrl":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Logo-04.png","width":338,"height":306,"caption":"Encartes Antropol\u00f3gicos"},"image":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef","name":"Arthur Ventura","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/image\/8a45818ea77a67a00c058d294424a6f6","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8ff614b2fa0d91ff6c65f328a272c53?s=96&d=identicon&r=g","caption":"Arthur Ventura"}}]}},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/encartes.mx\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Gilda-Waldman-Paris-a-diario-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37550"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37550\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37724,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37550\/revisions\/37724"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37550"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=37550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}