{"id":37497,"date":"2023-09-21T11:00:00","date_gmt":"2023-09-21T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=37497"},"modified":"2023-10-03T19:45:51","modified_gmt":"2023-10-04T01:45:51","slug":"rufer-lugones-en-trevista-antropologias-del-gestionar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/rufer-lugones-en-trevista-antropologias-del-gestionar\/","title":{"rendered":"Continuando a conversa: antropologias da gest\u00e3o, poderes tutelares e horizontalidade. Uma entrevista com Negra (Mar\u00eda Gabriela) Lugones"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista com La Negra (Mar\u00eda Gabriela) Lugones por Mario Rufer | Anthropologies of Management\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yGbfTX0Npg4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\"><em>A conversa cont\u00ednua<\/em> \u00e9 um dos g\u00eaneros discursivos mais antigos e talvez o mais necess\u00e1rio. Paul Ricoeur chamou de \"terceira mimese\" a esse mecanismo dial\u00f3gico, intermitente, em elipse e esc\u00e2ndalo, restaurado pela ironia ou pelo afeto: a conversa cont\u00ednua com algu\u00e9m como um dispositivo que refigura o que \u00e9 dito e evita a cristaliza\u00e7\u00e3o, e uma \"interse\u00e7\u00e3o\" entre o mundo do texto e o mundo do leitor ou ouvinte. Essa mimese evita o ponto final como uma fixa\u00e7\u00e3o de significado, seja no meio (um papel, uma tabula, hoje um podcast) ou na po\u00e9tica (a monoglossia, a <em>ditado<\/em>). Acho que esse exerc\u00edcio de entrevista com Negra Lugones \u00e9 uma modula\u00e7\u00e3o desse g\u00eanero: uma conversa inacabada, em disputa e, como o pr\u00f3prio Ricoeur disse, um convite, uma convoca\u00e7\u00e3o para outros (Ricoeur, 2004: 139-144).<\/p>\n\n\n\n<p>La Negra Lugones (Mar\u00eda Gabriela, emulando Alma Maritano quando diz que \u00e9 o primeiro nome que vai entre par\u00eanteses se o apelido \u00e9 o que faz \"o outro aparecer\") \u00e9 professora de Hist\u00f3ria na Universidade Nacional de C\u00f3rdoba, Argentina; e mestre e doutora em Antropologia Social no Museu Nacional do Rio de Janeiro, Brasil. \u00c9 pesquisadora da \u00c1rea de Ci\u00eancias Sociais do Centro de Pesquisas da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas, bem como professora de Antropologia Cultural da Universidade Nacional de C\u00f3rdoba, Argentina. Ela tamb\u00e9m faz parte do Laborat\u00f3rio de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento.<em>&nbsp;<\/em>(<span class=\"small-caps\">atado<\/span>), que re\u00fane pesquisas interdisciplinares com v\u00e1rios grupos sociais e mecanismos estatais em contextos urbanos e rurais em nossa regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A entrevista que compartilhamos em <em>Encartes<\/em> foi realizada em 25 de fevereiro de 2023, no \u00e2mbito da visita de Lugones a Guadalajara como um <em>membro s\u00eanior<\/em> do Centro Maria Sibylla Merian de Estudos Avan\u00e7ados Latino-Americanos (<span class=\"small-caps\">enseadas<\/span>), com o projeto \"Horizontaliza\u00e7\u00e3o dos Poderes Judiciais. Forma\u00e7\u00e3o de agentes de administra\u00e7\u00e3o judicial na Argentina atual\".<em>. <\/em>A conversa foi realizada em Coyoac\u00e1n, Cidade do M\u00e9xico, em minha casa (menciono isso porque acho que n\u00e3o damos espa\u00e7o suficiente para pensar em lugares \u00edntimos e cotidianos como catalisadores de pensamento e di\u00e1logo). Al\u00e9m das linhas curriculares detalhadas, parece-me importante fazer algumas observa\u00e7\u00f5es sobre La Negra, que conheci em 1996, quando ambos est\u00e1vamos no segundo ano de Hist\u00f3ria em C\u00f3rdoba, e ali come\u00e7ou uma amizade que \u00e9 um dos presentes mais preciosos da vida e que me acompanha at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Leitora curiosa e impar\u00e1vel, ela nasceu em Santiago del Estero, a prov\u00edncia argentina onde, segundo o cantor e compositor Alfredo Zitarrosa, \"come\u00e7a a Am\u00e9rica Latina\". Uma paisagem dissonante em rela\u00e7\u00e3o ao que qualquer mexicano poderia imaginar sobre \"o que \u00e9 a Argentina\": nem o Rio da Prata, nem as plan\u00edcies f\u00e9rteis, nem as vastas extens\u00f5es dos Pampas, nem aquela m\u00f4nada exaustiva e estereotipada sobre o pa\u00eds onde \"todos descemos dos barcos\". Muitas vezes ouvi La Negra dizer \"no M\u00e9xico me sinto em casa\". Casa, eu sei, significa Santiago: os rostos familiares, o andar do corpo, a cad\u00eancia da fala. Tamb\u00e9m as marcas da pobreza estrutural e do racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Santiago del Estero tem uma popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e descendente de ind\u00edgenas significativa, com uma variante do qu\u00edchua, o \"qu\u00edchua santiague\u00f1o\", falado atualmente por mais de 150.000 pessoas. Santiago tamb\u00e9m conta com um movimento campon\u00eas contra a desapropria\u00e7\u00e3o que ainda est\u00e1 ativo e com a presen\u00e7a de intelectuais do porte de Bernardo Canal Feijoo, que olhou para todo o pa\u00eds com olhos excepcionais a partir do interior. Isso n\u00e3o \u00e9 uma enumera\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas, mas uma maneira de afirmar que a palavra de Mar\u00eda Gabriela Lugones desperta esse primeiro olhar. La Negra analisa a pol\u00edtica, a gest\u00e3o, os formatos de intera\u00e7\u00e3o, as modula\u00e7\u00f5es da subjetividade com aquela paisagem original como contraponto, como baquelite tensa em cujo p\u00eandulo ela pensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Lugones estudou direito em C\u00f3rdoba por alguns anos e depois hist\u00f3ria como gradua\u00e7\u00e3o. Seus estudos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Brasil - e seu constante retorno a esse pa\u00eds - a marcaram profundamente. N\u00e3o s\u00f3 pela estupenda linha da Antropologia Social brasileira que a formou nessa escola de etnografia que \u00e9 o Museu Nacional - herdeiro da melhor tradi\u00e7\u00e3o weberiana e levistraussiana com suas m\u00faltiplas deriva\u00e7\u00f5es e atualiza\u00e7\u00f5es -, mas tamb\u00e9m pela d\u00edvida \u00e9tica e responsavelmente adquirida (e me reconhe\u00e7o nisso) com os pa\u00edses do Sul que se comprometem com a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores de excel\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 nacionais, com pol\u00edticas de bolsas de estudo e educa\u00e7\u00e3o gratuita. Essa \u00e9 uma marca que, pelo menos na Am\u00e9rica Latina, s\u00f3 \u00e9 mantida pelo M\u00e9xico e pelo Brasil (exceto pelo obscuro par\u00eantese bolsonarista): marcar como pol\u00edtica de Estado n\u00e3o s\u00f3 a forma\u00e7\u00e3o gratuita, mas tamb\u00e9m remunerada de pesquisadores em Ci\u00eancias Sociais e Humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2002, e j\u00e1 no Museu, a presen\u00e7a de Antonio Carlos de Souza Lima tem sido parte integrante da vida de Lugones. Souza Lima, autor da obra magistral que \u00e9 <em>Uma grande sebe de paz<\/em> (1995) - e esperamos que agora que foi traduzido para o espanhol seja mais lido no M\u00e9xico - deu a La Negra seu primeiro contato com a no\u00e7\u00e3o de \"poder tutelar\" e com uma s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es dirigidas por Antonio sobre popula\u00e7\u00f5es que merecem prote\u00e7\u00e3o (no passado e no presente) e sobre a f\u00f3rmula \"gestar y gestionar\", criar e administrar. Seu primeiro livro, resultado de sua tese de doutorado, homenageia esse espa\u00e7o colegiado de gera\u00e7\u00e3o de pesquisas com forte densidade emp\u00edrica, intitulado <em>Trabalhando no caso, trabalhando nas vidas: formas e f\u00f3rmulas de prote\u00e7\u00e3o judicial nos Tribunais Preventivos Juvenis de C\u00f3rdoba, Argentina, no in\u00edcio do s\u00e9culo. <span class=\"small-caps\">xxi<\/span><\/em> (Lugones, 2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em pesquisas etnogr\u00e1ficas e a partir desse espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o, Negra se move na \u00f3rbita de uma \"antropologia da gest\u00e3o\", que aborda formas de gest\u00e3o que enfatizam a conjun\u00e7\u00e3o entre administra\u00e7\u00e3o e pedagogia, em exerc\u00edcios governamentais que produzem conhecimento e especialistas em diferentes escalas institucionais. Com base nessa linha de pesquisa, desenvolvida em diferentes projetos desde 2000, ele est\u00e1 interessado em descrever a produ\u00e7\u00e3o de subjetividades em correla\u00e7\u00e3o com formas de sujei\u00e7\u00e3o do Estado, por meio do estudo de a\u00e7\u00f5es administrativo-judiciais, a\u00e7\u00f5es governamentais e <em>performances<\/em> Estado nas (e das) inst\u00e2ncias municipais, provinciais e nacionais. Essas investiga\u00e7\u00f5es envolvem a observa\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es cotidianas de agentes e ag\u00eancias estatais e suas cont\u00ednuas (re)produ\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, bem como exerc\u00edcios de gerenciamento de determinados segmentos populacionais, consagrados pol\u00edtica, social e juridicamente como merecedores de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m acredito que \u00e9 necess\u00e1rio ir al\u00e9m das listas curriculares e das exposi\u00e7\u00f5es clich\u00eas. Desde que a conhe\u00e7o, Negra tem se caracterizado por uma perspic\u00e1cia \u00fanica, uma curiosidade insaci\u00e1vel pela leitura e uma clareza pol\u00edtica que impressiona. Durante meus anos de universidade, era um prazer para todos ouvi-la falar: n\u00e3o me lembro de outros colegas de classe com aquela \"conex\u00e3o imagin\u00e1ria\" que Negra tem, aquela capacidade instant\u00e2nea de atualizar leituras, de ler uma imagem e traz\u00ea-la para o momento, de propor uma vis\u00e3o que ningu\u00e9m mais havia dado sobre qualquer evento que estivesse sendo discutido: e era a vis\u00e3o que estava faltando. Mas o que \u00e9 maravilhoso em Mar\u00eda, o que provavelmente marca sua paix\u00e3o pela etnografia, \u00e9 sua capacidade de \"estar\" em lugares t\u00e3o opostos e, de alguma forma, ser sempre ela mesma: com a senhora que vende empanadas de charqui em Santiago, com Dona Paula que serve quesadillas na barraca de uma escola p\u00fablica em Coyoac\u00e1n, com uma magistrada mexicana em seu escrit\u00f3rio. La Negra sempre faz da vida cotidiana uma combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de prazer e reflex\u00e3o. Ela se especializou em ver essa paisagem condensada de formatos cotidianos de intera\u00e7\u00e3o e as maneiras pelas quais opera uma forma de poder que \u00e9 criada por ela mesma nesse ato preciso de fala e sua <em>desempenho<\/em>. Ele est\u00e1 interessado em como o estado existe em sua letra mai\u00fascula somente por meio dos atos de investidura que o tornam poss\u00edvel (e potente) em a\u00e7\u00f5es precisas, \u00e0s vezes m\u00ednimas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por tudo isso que, neste espa\u00e7o de conversa e entrevista que apresentamos, revisitamos o passado, os caminhos escolhidos e os que se abriram, e Negra modula quest\u00f5es que vem traduzindo em preocupa\u00e7\u00f5es de pesquisa para si e, sobretudo, com seus \"orientandos e orientandas\", como se diz no Brasil: acima de tudo, ela \u00e9 uma grande leitora e \"detectora\" de potencial de pesquisa, bem como formadora de autores e voca\u00e7\u00f5es autorais. Em termos mais concisos, esta grava\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \"continua\u00e7\u00e3o da conversa\" em meio \u00e0 t\u00e3o esperada viagem ao M\u00e9xico com Federico, seu companheiro de vida, e Alma, sua linda filha, uma viagem que combinou antigas preocupa\u00e7\u00f5es com um novo projeto de pesquisa sobre produ\u00e7\u00f5es horizontais de conhecimento em rela\u00e7\u00e3o aos poderes judiciais. Um enorme desafio se pensarmos no \"sigilo\" quase m\u00edstico que cerca nosso aparato judicial. \u00c9 nesse n\u00facleo duro que Lugones desafia as premissas de administra\u00e7\u00e3o, domina\u00e7\u00e3o, formatos de intera\u00e7\u00e3o e \"rubricas\" do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, suas intui\u00e7\u00f5es profundas, suas apostas em termos de quest\u00f5es honestas e inacabadas, falam n\u00e3o apenas da constru\u00e7\u00e3o de um \"campo acad\u00eamico\", mas de uma maneira de habitar o exerc\u00edcio do pensamento de uma forma alternativa, lateral, eu diria, a toda a parafern\u00e1lia das exig\u00eancias de publica\u00e7\u00e3o fragmentada, resultados r\u00e1pidos e marcadores de impacto. La Negra n\u00e3o concebe o que tem sido chamado de \"fun\u00e7\u00f5es substantivas\" de uma universidade (ensino, pesquisa, extens\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da cultura) como pr\u00e1ticas separadas. Em vez disso, \u00e9 um exerc\u00edcio de artesanato que projeta perfeitamente um programa de ensino de gradua\u00e7\u00e3o, em conjunto com semin\u00e1rios de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e ao mesmo tempo carrega as quest\u00f5es de um projeto de extens\u00e3o como categorias anal\u00edticas de um programa de pesquisa. Essa postura fala de outra maneira de conceber a tarefa de dialogar e escrever, de \"pensar\" em termos arendtianos: sem ceder \u00e0 condescend\u00eancia, \u00e0 \"moda\" ou ao \u00e1libi de conceitos gen\u00e9ricos. Um convite que espero que voc\u00ea seja convidado a aceitar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Nota bene<\/em>A entrevista foi realizada na noite de s\u00e1bado, 25 de fevereiro, m\u00eas de Nossa Senhora de Lourdes no calend\u00e1rio cat\u00f3lico, que foi celebrado no in\u00edcio daquele dia com fogos de artif\u00edcio e dan\u00e7a no Quadrante de S\u00e3o Francisco, Coyoac\u00e1n, Cidade do M\u00e9xico. As explos\u00f5es e parte da m\u00fasica podem ser ouvidas na grava\u00e7\u00e3o. O fato de os rituais de amizade, conversa e celebra\u00e7\u00e3o terem sido combinados ali tamb\u00e9m nos pareceu um presente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ricoeur, Paul (2004). Tiempo y narraci\u00f3n, t. I: Configuraci\u00f3n del tiempo en el relato hist\u00f3rico. Madrid: Siglo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span> [1985].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De Souza Lima, Antonio Carlos (1995).&nbsp;Um grande cerco de paz. Poder tutelar, indianidade e forma\u00e7\u00e3o do Estado no Brasil. Petr\u00f3polis: Vozes [hay una versi\u00f3n en espa\u00f1ol: Un gran cerco de paz. Poder tutelar, indianidad y formaci\u00f3n del Estado en Brasil. M\u00e9xico: Ediciones de la Casa Chata, <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>, 2016].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lugones, Mar\u00eda Gabriela (2012). Obrando en autos, obrando en vidas:&nbsp;formas y f\u00f3rmulas de Protecci\u00f3n Judicial en los Tribunales Prevencionales de Menores de C\u00f3rdoba, Argentina, a comienzos del siglo<span class=\"small-caps\"> xxi<\/span>. R\u00edo de Janeiro: E-Papers\/Museu Nacional.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Mario Rufer<\/em> \u00e9 professor-pesquisador da Universidad Aut\u00f3noma Metropolitana, Unidad Xochimilco, M\u00e9xico, onde leciona estudos culturais e cr\u00edtica p\u00f3s-colonial. Ele \u00e9 membro do Sistema Nacional de Pesquisadores do Conacyt.<span class=\"small-caps\">.<\/span> Ela pesquisa narrativas de temporalidade, mem\u00f3ria p\u00fablica, museus e arquivos. Publicou recentemente: <em>Pesquisa indisciplinar. Trabalho de campo, arquivamento e reda\u00e7\u00e3o<\/em>editado em conjunto com Frida Gobach (Siglo <span class=\"small-caps\">xxi\/uam<\/span>, 2017); <em>Horizontalidade. Uma cr\u00edtica da metodologia<\/em>editado em conjunto com In\u00e9s Cornejo (<span class=\"small-caps\">calas\/clacso<\/span>, 2020); y <em>Colonialidade e seus nomes<\/em> (Century <span class=\"small-caps\">xxi\/clacso<\/span>, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Mar\u00eda Gabriela Lugones<\/em> \u00e9 professora pesquisadora da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da Universidade Nacional de C\u00f3rdoba, Argentina. Possui mestrado e doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, Brasil. Desde 1999, trabalha com document\u00e1rio etnogr\u00e1fico e pesquisa de campo sobre formas de administra\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o estatal de crian\u00e7as, adolescentes e mulheres. Juntamente com Gustavo Bl\u00e1zquez, dirige o programa de pesquisa Subjetividades y Sujeciones Contempor\u00e1neas, ligado \u00e0 Secretaria de Ci\u00eancia e Tecnologia da Universidade de C\u00f3rdoba. Ela \u00e9 autora de <em>Trabalhando no caso, trabalhando nas vidas. Formas e f\u00f3rmulas de prote\u00e7\u00e3o judicial nos Tribunais Preventivos Juvenis de C\u00f3rdoba, Argentina, no in\u00edcio do s\u00e9culo. <span class=\"small-caps\">xxi<\/span><\/em>. R\u00edo de Janeiro: E-Papers\/Museu Nacional.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta entrevista com Mar\u00eda Gabriela Lugones explora o conceito de \"conversa cont\u00ednua\" como um g\u00eanero discursivo fundamental que evita a cristaliza\u00e7\u00e3o do significado e cria uma \"interse\u00e7\u00e3o\" entre o texto e o leitor ou ouvinte. Lugones, uma importante acad\u00eamica com forma\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria e Antropologia Social, compartilha suas experi\u00eancias e perspectivas \u00fanicas. Origin\u00e1ria de Santiago del Estero, Argentina, seu foco \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre gest\u00e3o e pedagogia em contextos governamentais, e sua pesquisa busca entender a produ\u00e7\u00e3o de subjetividades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formas de sujei\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"coauthors":[551],"class_list":["post-37497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-12","personas-lugones-maria-gabriela","personas-rufer-mario","numeros-1094"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mario Rufer: Una entrevista a la Negra (Mar\u00eda Gabriela) Lugones<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Las intuiciones de la Negra (Mar\u00eda Gabriela) Lugones hablan de la construcci\u00f3n de un \u201ccampo acad\u00e9mico\u201d y de pensar de manera alternativa.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/rufer-lugones-en-trevista-antropologias-del-gestionar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mario Rufer: Una entrevista a la Negra (Mar\u00eda Gabriela) Lugones\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Las intuiciones de la Negra (Mar\u00eda Gabriela) Lugones hablan de la construcci\u00f3n de un \u201ccampo acad\u00e9mico\u201d y de pensar de manera alternativa.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/rufer-lugones-en-trevista-antropologias-del-gestionar\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-09-21T11:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-10-04T01:45:51+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/fr\/rufer-lugones-en-trevista-antropologias-del-gestionar\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/fr\/rufer-lugones-en-trevista-antropologias-del-gestionar\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"Continuar la conversaci\u00f3n: antropolog\u00edas del gestionar, poderes tutelares y horizontalidad. 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