{"id":36753,"date":"2023-03-21T03:26:03","date_gmt":"2023-03-21T03:26:03","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=36753"},"modified":"2023-11-16T17:46:03","modified_gmt":"2023-11-16T23:46:03","slug":"flores-posicionamiento-investigacion-social-imaginacion-teorica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/flores-posicionamiento-investigacion-social-imaginacion-teorica\/","title":{"rendered":"A Imagina\u00e7\u00e3o Metodol\u00f3gica no Limite: Notas sobre a Produ\u00e7\u00e3o do Conhecimento"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Este texto entra em di\u00e1logo com o artigo \"Ensaios sobre o abismo: pol\u00edtica do olhar, viol\u00eancia, tecnopol\u00edtica\" de Rossana Reguillo, no qual a autora coloca a quest\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e relata seu pr\u00f3prio trabalho na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento ao longo dos anos. A partir da leitura, proponho uma reflex\u00e3o sobre as formas como fazemos pesquisa social, em tr\u00eas eixos: o posicionamento que constru\u00edmos como pesquisadores, as pr\u00e1ticas de pesquisa social, para finalmente chegarmos \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e metodol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/imaginacion-metodologica\/\" rel=\"tag\">imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/imaginacion-teorica\/\" rel=\"tag\">imagina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/posicionamiento-del-investigador\/\" rel=\"tag\">posi\u00e7\u00e3o do pesquisador<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/practica-cientifica\/\" rel=\"tag\">pr\u00e1tica cient\u00edfica<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/produccion-de-conocimiento\/\" rel=\"tag\">produ\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-title\"><span class=\"small-caps\">a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica no limite: notas sobre a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\">Este texto entra em di\u00e1logo com o artigo \"Ensaios sobre o abismo: pol\u00edtica do olhar, viol\u00eancia, tecnopol\u00edtica\" de Rossana Reguillo, no qual a autora planta a quest\u00e3o usando a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e relata seu pr\u00f3prio trabalho sobre a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento ao longo dos anos. Com base na leitura, proponho uma reflex\u00e3o sobre a maneira como fazemos pesquisa social, utilizando tr\u00eas eixos: o posicionamento que constru\u00edmos como pesquisadores, as pr\u00e1ticas de pesquisa social e, finalmente, chegar \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica e metodol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\">Palavras-chave: produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, posicionamento de pesquisa, pr\u00e1tica cient\u00edfica, imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, imagina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-accent-background-color has-accent-color is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">A pesquisa social, entendida como uma s\u00e9rie de pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento que realizamos em um contexto s\u00f3cio-hist\u00f3rico espec\u00edfico, est\u00e1 - ou deveria estar - em permanente transforma\u00e7\u00e3o. Por esta raz\u00e3o, vale a pena questionar uma s\u00e9rie de suposi\u00e7\u00f5es sobre o trabalho cient\u00edfico, como j\u00e1 vem sendo feito h\u00e1 muito tempo na sociologia do conhecimento e na filosofia da ci\u00eancia. Na mesma linha, mas em uma escala diferente, \u00e9 sempre um bom exerc\u00edcio para explicar o que fazemos, como e por que o fazemos.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo de Rossana Reguillo \"Ensayos sobre o abismo: pol\u00edticas de la mirada, violencia, tecnopol\u00edtica\" faz exatamente isso. A pesquisadora apresenta um relato de seu pr\u00f3prio trabalho na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento ao longo dos anos, no qual ela distingue tr\u00eas dimens\u00f5es-chave: 1) a an\u00e1lise das imagens e regimes de visibilidade; 2) a an\u00e1lise da viol\u00eancia e do atroz; 3) a an\u00e1lise das redes a partir da perspectiva da tecnopol\u00edtica. Toda esta revis\u00e3o decorre de uma interroga\u00e7\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica que a autora faz a partir de uma reflex\u00e3o sobre as transforma\u00e7\u00f5es da cena contempor\u00e2nea e \"o impacto destas transforma\u00e7\u00f5es em nossas formas de pensar e de abordar o trabalho cr\u00edtico na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre o mundo\" (Reguillo, 2023: 6).<\/p>\n\n\n\n<p>Para entrar em di\u00e1logo com o artigo, proponho uma reflex\u00e3o sobre as formas como fazemos pesquisa social, baseada em tr\u00eas eixos: o posicionamento que constru\u00edmos como pesquisadores, as pr\u00e1ticas de pesquisa social e, finalmente, a imagina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e metodol\u00f3gica. Vou utilizar tr\u00eas fragmentos de obras art\u00edsticas - uma cena de um filme, uma parte de um poema e uma linha de uma s\u00e9rie - que nos ajudam a pensar a partir de outra perspectiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Somos filhos de uma era, a era \u00e9 pol\u00edtica: posicionamento na pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Wislawa Szymborska, o poeta polon\u00eas, escreveu \"Crian\u00e7as da \u00e9poca\". Reproduzo um trecho do poema abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Somos filhos da \u00e9poca,<br>o momento \u00e9 pol\u00edtico.<br>Todos os seus, nossos, seus<br>neg\u00f3cios di\u00e1rios, neg\u00f3cios noturnos<br>s\u00e3o quest\u00f5es pol\u00edticas.<br>Quer voc\u00ea queira ou n\u00e3o,<br>seus genes t\u00eam um futuro pol\u00edtico,<br>sua pele tem uma tonalidade pol\u00edtica,<br>seus olhos um aspecto pol\u00edtico.<br>O que voc\u00ea diz ressoa,<br>o que voc\u00ea mant\u00e9m em sil\u00eancio, tem um significado<br>em todos os sentidos, politicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando crian\u00e7a de uma \u00e9poca, ela cresceu entre duas guerras e viveu as grandes transforma\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo 20. <span class=\"small-caps\">xx<\/span>o poeta tinha muito material. Este poema serve para trazer para casa a necessidade de reconhecer que nosso posicionamento como pesquisadores \u00e9 constru\u00eddo. Algumas coisas que n\u00e3o escolhemos - por exemplo, onde nascemos, que eventos est\u00e3o acontecendo no mundo - e outras que fazemos - tais como as perspectivas que assumimos sobre determinados objetos e as decis\u00f5es que tomamos sobre quest\u00f5es \u00e9ticas. Muitos de n\u00f3s crescemos com as imagens que circulavam na escola do cientista como um ser neutro e n\u00e3o manchado, fazendo seu trabalho de forma objetiva, completamente desvinculado de interesses externos. Entretanto, as pessoas investigam algumas coisas e n\u00e3o outras, de uma forma e n\u00e3o de outra. Vemos a realidade social atrav\u00e9s de lentes que t\u00eam camadas ontol\u00f3gicas, epistemol\u00f3gicas, te\u00f3ricas, metodol\u00f3gicas e \u00e9ticas. Assim, nossas pr\u00e1ticas cient\u00edficas dependem de uma s\u00e9rie de decis\u00f5es e os m\u00e9todos que empregamos nunca s\u00e3o neutros (Anderson, Adey e Bevan, 2010; Becker, 1967; Collignon, 2019; Corlett e Mavin, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de 50 anos, Howard Becker (1967), em discurso presidencial na abertura de uma confer\u00eancia da Sociedade para o Estudo de Problemas Sociais, colocou a quest\u00e3o em cima da mesa:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Ter valores ou n\u00e3o ter valores: a quest\u00e3o est\u00e1 sempre conosco. Quando os soci\u00f3logos se comprometem a estudar problemas que t\u00eam relev\u00e2ncia para o mundo em que vivemos, eles pr\u00f3prios foram apanhados em um fogo cruzado. Alguns os exortam a n\u00e3o tomar partido, a ser neutros e a fazer pesquisas tecnicamente corretas e sem valores. Outros lhes dizem que seu trabalho \u00e9 superficial e in\u00fatil se n\u00e3o expressar um profundo compromisso com uma posi\u00e7\u00e3o de valor (Becker, 1967: 239).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta linha, o autor pergunta de que lado estamos. A imagem, at\u00e9 certo ponto a imagem cl\u00e1ssica do pesquisador, \u00e9 a primeira. O caminho que Becker toma, que outros de n\u00f3s tomamos e que Reguillo toma, \u00e9 o segundo. Ela o expressa explicitamente em seu artigo. Baseada em Critchley, que por sua vez segue Levinas, ela enfatiza a exig\u00eancia \u00e9tica e o momento de assimetria, sobre o qual ela diz o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Esta assimetria est\u00e1 presente em meu trabalho h\u00e1 muitos anos, sempre desafiado pela \"demanda infinita da face do outro\", uma posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica e acad\u00eamica, social e est\u00e9tica, que me leva a tornar-me infinitamente respons\u00e1vel por nossas dores e nossas buscas (Reguillo, 2023: 31-32).<\/p>\n\n\n\n<p>Este posicionamento tem a ver com etnografia, da qual n\u00e3o se sup\u00f5e que se esteja fora da realidade que est\u00e1 sendo analisada, mas sim por dentro. H\u00e1 sempre assuntos na etnografia e os etn\u00f3grafos geralmente se encarregam do que observam, descrevem, analisam e produzem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de posicionamento como pesquisadores, vale sempre a pena explicitar a posi\u00e7\u00e3o a partir da qual se come\u00e7a e as implica\u00e7\u00f5es que isso tem nas decis\u00f5es metodol\u00f3gicas, nas fases de trabalho na pesquisa e, acima de tudo, no relacionamento com os participantes. At\u00e9 agora parece que as decis\u00f5es s\u00e3o individuais, mas \u00e9 importante considerar elementos organizacionais - como a posi\u00e7\u00e3o na universidade ou centro de pesquisa, o apoio que se tem ali, o grau de autonomia que se tem para decidir que temas abordar e que equipe se tem - e elementos contextuais - como as condi\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas da cidade, do pa\u00eds e do mundo, e a pol\u00edtica cient\u00edfica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Rossana Reguillo pode ser lido na chave de \"filha de uma \u00e9poca pol\u00edtica\", n\u00e3o apenas porque foi afetada por conjunturas, mas porque foi atr\u00e1s delas: desde as explos\u00f5es em Guadalajara em 1992 at\u00e9 os atentados a Atocha, o surgimento do Occupy Wall Street nos Estados Unidos e do #YoSoy132 e Ayotzinapa no M\u00e9xico, assim como o crescimento do crime organizado no M\u00e9xico (Reguillo, 2022, 2023; Rodr\u00edguez-Milhomens, 2008). A busca de eventos, na l\u00f3gica da antropologia do evento, \u00e9 uma decis\u00e3o \u00e9tica e pol\u00edtica com implica\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que n\u00e3o estamos vendo: Repensando os esfor\u00e7os de pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Em <em>Jack Reacher<\/em><a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> (McQuarrie, 2012), o ex-militar de mesmo nome e advogado Helen Rodin - interpretado por Tom Cruise e Rosamund Pike - colaboram na defesa de James Barr, outro ex-militar - interpretado por Joseph Sikora - acusado de homic\u00eddio m\u00faltiplo. A princ\u00edpio, nenhum dos dois parece acreditar em sua inoc\u00eancia. Jack pede at\u00e9 mesmo a Helen para conhecer as fam\u00edlias das v\u00edtimas e, com elas, suas hist\u00f3rias. Quando ela se depara com a dor das perdas e finalmente est\u00e1 convencida da culpa de James - que ela tinha tomado como certa quase desde o in\u00edcio, dadas as provas quase \u00f3bvias - Jack pergunta a ela o que ela n\u00e3o est\u00e1 vendo. Ao rever todos os dados, come\u00e7am a surgir inconsist\u00eancias e o que parecia \u00f3bvio era uma opera\u00e7\u00e3o cuidadosamente planejada.<\/p>\n\n\n\n<p>Que esta cena sirva para pensar sobre as formas como fazemos pesquisa, especificamente em nossas pr\u00e1ticas de pesquisa social. Pessoalmente, estou muito aborrecido com manuais e aulas de pesquisa que s\u00e3o conduzidas de forma linear, que d\u00e3o a impress\u00e3o de que este \u00e9 o \u00fanico caminho poss\u00edvel e que tudo deve ser um elo a ser adicionado ao anterior. Entretanto, a realidade social - qualquer que seja a pesquisa feita - \u00e9 muitas vezes mais dura, mais interessante e mais surpreendente do que qualquer plano de pesquisa previu. Neste sentido, Restrepo (2018) aponta que a capacidade de admira\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das habilidades ou habilidades b\u00e1sicas dos etn\u00f3grafos, mas podemos ampliar a reflex\u00e3o e situ\u00e1-la como um elemento chave para qualquer pessoa que fa\u00e7a pesquisas de qualquer tipo.<\/p>\n\n\n\n<p>Rossana Reguillo (2023), abrindo o artigo em discuss\u00e3o aqui, ressalta:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Estou interessado em trazer ao centro da discuss\u00e3o a quest\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, uma express\u00e3o com a qual tento iluminar uma franja que muitas vezes \u00e9 opaca no trabalho acad\u00eamico e que - me parece - permanece ligada a um conjunto de c\u00e2nones, procedimentos e modos que hoje se chocam com uma realidade que n\u00e3o \u00e9 de forma alguma aquela que viu surgir a etnografia ou a observa\u00e7\u00e3o participante, a entrevista ou a pesquisa para citar alguns m\u00e9todos que foram centrais no desenvolvimento das ci\u00eancias sociais (Reguillo, 2023: 6).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma cr\u00edtica muito forte \u00e0s pr\u00e1ticas de pesquisa, nas quais parece n\u00e3o haver outros m\u00e9todos e t\u00e9cnicas al\u00e9m dos convencionais, que aprendemos nesses manuais lineares e que ainda s\u00e3o relevantes para muitas coisas, mas que n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas possibilidades e que n\u00e3o fecham a porta para a transforma\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de novas formas.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor fala de uma \"metodologia Thundercats\":<\/p>\n\n\n\n<p class=\"verse\">Aquele velho desenho animado onde Le\u00e3o O, o senhor dos ThunderCats, antes de se tornar o grande guerreiro, levantou uma espada e gritou: \"Espada dos press\u00e1gios, deixe-me ver al\u00e9m do \u00f3bvio\". A metodologia dos ThunderCats \u00e9 um dispositivo que constr\u00f3i permanentemente o afastamento. Mas ele tem que ser constru\u00eddo, tem que ser mantido, \u00e9 um m\u00fasculo que, se voc\u00ea o des-treinar, afrouxa (Rodr\u00edguez-Milhomens, 2008: 16).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Assim, a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica \u00e9 vital diante de objetos emergentes ou transformadores, como as realidades que vimos na pandemia, que j\u00e1 haviam sido discutidas por Rossana Reguillo (Difusi\u00f3n <span class=\"small-caps\">amic<\/span>, 2020a), Edgar G\u00f3mez Cruz e Emiliano Trer\u00e9 (Difusi\u00f3n <span class=\"small-caps\">amic<\/span>, 2020b) e que tamb\u00e9m tem sido um desafio para outros pesquisadores (Flores-M\u00e1rquez e Gonz\u00e1lez Reyes, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading translation-block\"><span id=\"Palavras_para_morte_a_trabalho_da_imagina\u00e7\u00e3o_para_nome_sem_nome\"><em>Palavras para morte<\/em>: o trabalho da imagina\u00e7\u00e3o para nomear o inomin\u00e1vel<\/span>.<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\">No in\u00edcio do primeiro epis\u00f3dio de <em>The Rings of Power<\/em> (McKay e Payne, 2022), a <em>off<\/em> voz de Galadriel - interpretada por Morfydd Clark - lembra sua inf\u00e2ncia e, nela, seu irm\u00e3o Finrod, quando tudo era lindo: \"<em>N\u00e3o t\u00ednhamos palavra para morte<\/em>\", diz ela. Ent\u00e3o ele conta como o horror veio com Morgoth e os duendes tiveram que deixar Valinor, sua casa. \"<em>N\u00f3s aprendemos muitas palavras para a morte<\/em>\", diz ele. Al\u00e9m da transi\u00e7\u00e3o da tranq\u00fcilidade para a viol\u00eancia e o horror, h\u00e1 uma quest\u00e3o chave: as palavras. Os elfos n\u00e3o tinham uma palavra para a morte, mas a terr\u00edvel realidade os levou a aprender e a criar n\u00e3o uma, mas v\u00e1rias palavras para ela.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Reguillo est\u00e1 cheio de novos termos para entender as mudan\u00e7as em um pa\u00eds convulsionado pela viol\u00eancia, como o M\u00e9xico. Podemos ver um pouco disso neste artigo, \"Ensayos sobre el abismo: pol\u00edticas de la mirada, violencia, tecnopol\u00edtica\", mas tamb\u00e9m no livro <em>Necromachine: quando se morre n\u00e3o \u00e9 suficiente<\/em>. Vemos isto quando ela fala de regimes de visibilidade e descobre que neste jogo do vis\u00edvel e do invis\u00edvel h\u00e1 disputas sobre a representa\u00e7\u00e3o da realidade, que se traduzem em pol\u00edtica do olhar; tamb\u00e9m vemos isto quando ela passa da narcom\u00e1quina para a necromaquina e encontra resist\u00eancia na contra-m\u00e1quina; ou quando a an\u00e1lise de grandes volumes de dados digitais - e, ao contr\u00e1rio, de metadados - a leva a reencontrar as gram\u00e1ticas do horror, mas tamb\u00e9m a resist\u00eancia coletiva da tecnopol\u00edtica (Reguillo, 2021, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que, do ponto de vista etnogr\u00e1fico, ele explora diferentes formas de abordar a complexidade, na an\u00e1lise de imagens e na an\u00e1lise de <em>grandes dados<\/em>. Vamos primeiro aos grandes dados. Nos \u00faltimos anos, vimos uma mudan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise de dados digitais atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas sofisticadas de rastreamento, limpeza, sistematiza\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o. Por mais contradit\u00f3rio que possa parecer, aqui o olhar etnogr\u00e1fico e a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica s\u00e3o fundamentais, por um lado, para interrogar os dados e, por outro lado, para ver al\u00e9m das tend\u00eancias. Isto \u00e9 evidente no texto que estamos comentando: \"Perguntar os dados sobre conex\u00f5es, o digital n\u00e3o como um dom\u00ednio especial da realidade, mas como um modelador na produ\u00e7\u00e3o social de sentido: o digital como espa\u00e7o, como objeto, como pr\u00e1tica\" (Reguillo, 2023: 19).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, neste caso, falta uma reflex\u00e3o sobre os aspectos \u00e9ticos do trabalho com dados e metadados. \u00c9 precisamente da l\u00f3gica etnogr\u00e1fica e qualitativa que tem havido muitas cr\u00edticas ao uso de dados para pesquisa, porque as mesmas t\u00e9cnicas que s\u00e3o usadas para pesquisa acad\u00eamica, com um interesse genu\u00edno em entender express\u00f5es digitais, tamb\u00e9m s\u00e3o usadas para fins menos transparentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Passemos agora \u00e0s imagens. H\u00e1 nelas um enorme potencial de express\u00e3o, mas tamb\u00e9m de an\u00e1lise, como v\u00e1rios autores t\u00eam argumentado (Becker, 2015; Bourdieu, 2003; Darley, 2000; Frizot, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Al\u00e9m das imagens, a arte tem sido um espa\u00e7o chave para documentar, compreender e interpretar a realidade. Becker (2015) argumenta que no teatro, literatura e fotojornalismo h\u00e1 esfor\u00e7os muito claros para analisar a sociedade, e \u00e9 por isso que seu livro se chama <em>Para falar sobre a sociedade... sociologia n\u00e3o \u00e9 suficiente<\/em>. Mills (2000) argumenta que este trabalho anal\u00edtico de arte \u00e0s vezes vem antes da ci\u00eancia e enfatiza o valor da imagina\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica que os artistas desenvolvem. Nesta linha, Reguillo argumenta que \"a arte e a performance s\u00e3o capazes de penetrar em \u00e1reas de experi\u00eancia que as abordagens jornal\u00edsticas ou acad\u00eamicas tradicionais n\u00e3o podem acessar\" (Reguillo, 2023: 14).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Estas abordagens n\u00e3o convencionais - por assim dizer - nos permitem encontrar outros lugares de enuncia\u00e7\u00e3o e outras l\u00f3gicas de an\u00e1lise, que coexistem muito bem com a l\u00f3gica etnogr\u00e1fica. Segundo G\u00f3mez Cruz, \"a etnografia em sua vers\u00e3o mais atualizada \u00e9 um m\u00e9todo no qual processos quase art\u00edsticos, processos reflexivos, processos aos quais normalmente n\u00e3o estamos acostumados em m\u00e9todos de treinamento t\u00eam que ser centrais\" (Difusi\u00f3n <span class=\"small-caps\">amic<\/span>, 2020b). Neste sentido, junto com a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, acrescenta G\u00f3mez Cruz (Difusi\u00f3n <span class=\"small-caps\">amic<\/span>, 2020b), surge uma esp\u00e9cie de \"imagina\u00e7\u00e3o conceitual e te\u00f3rica\" - ou precisamos que ela surja - que \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o das descobertas em teoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de uma realidade em colapso que testa nossa capacidade de maravilha, a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e te\u00f3rica se tornam elementos fundamentais na pesquisa social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">(In)conclus\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">O artigo \"Ensaios sobre o abismo: pol\u00edtica do olhar, viol\u00eancia, tecnopol\u00edtica\" \u00e9 um di\u00e1logo sobre a l\u00f3gica da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento no trabalho de Rossana Reguillo, baseado em um questionamento da imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica. Trata-se de abrir a cozinha da pesquisa para prestar contas dos processos que a pesquisadora segue e das l\u00f3gicas por tr\u00e1s das decis\u00f5es metodol\u00f3gicas que ela tomou. Neste sentido, ele pode ser lido como um texto metodol\u00f3gico que ajuda a pensar sobre as formas pelas quais produzimos conhecimento. No trabalho, vemos tamb\u00e9m os tra\u00e7os da imagina\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que Rossana Reguillo vem colocando em jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como coment\u00e1rio ao artigo, neste texto apresentei tr\u00eas eixos, que por sua vez se traduzem em convites. Primeiramente, a posi\u00e7\u00e3o que constru\u00edmos como pesquisadores \u00e9 um lembrete de que nenhuma decis\u00e3o metodol\u00f3gica \u00e9 neutra, mas que h\u00e1 interesses \u00e9ticos e pol\u00edticos nas pr\u00e1ticas cient\u00edficas. \u00c9 tamb\u00e9m um convite a explicitar de onde, como e com que finalidade estamos produzindo conhecimento. Em segundo lugar, concordamos com o autor nesta cr\u00edtica das pr\u00e1ticas de pesquisa social que se ater \u00e0s formas convencionais, mesmo quando a realidade est\u00e1 explodindo e exige formas muito mais comprometidas e criativas de abord\u00e1-la. \u00c9 um convite a questionar nossas pr\u00e1ticas. O \u00faltimo eixo recupera e reconhece o esfor\u00e7o de Reguillo para nomear o horror, mas tamb\u00e9m a esperan\u00e7a. Este ponto serve para sustentar a necessidade de desenvolver a imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e te\u00f3rica na pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica de um coment\u00e1rio \u00e9 manter o di\u00e1logo, de modo que estes tr\u00eas eixos s\u00e3o projetados para continuar a conversa em espa\u00e7os diferentes, porque, embora muitas publica\u00e7\u00f5es sejam assinadas individualmente, no processo anterior geralmente h\u00e1 mais pessoas e id\u00e9ias que ressoam quando s\u00e3o discutidas. Nesse sentido, este coment\u00e1rio \u00e9 um compromisso com o coletivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Anderson, Jon, Peter Adey y Paul Bevan (2010). \u201cPositioning Place: Polylogic Approaches to Research Methodology\u201d. <em>Qualitative Research, <\/em>10 (5), pp. 589-604. https:\/\/doi.org\/10.1177\/1468794110375796<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Becker, Howard (1967). \u201cWhose Side Are We On?\u201d <em>Social Problems, <\/em>14 (3), pp. 239-247. https:\/\/doi.org\/10.2307\/799147<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Becker, Howard (2015). <em>Para hablar de la sociedad, la sociolog\u00eda no basta<\/em>. M\u00e9xico\/Buenos Aires\/Barcelona: Siglo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bourdieu, Pierre (2003). \u201cIntroducci\u00f3n\u201d, en Pierre Bourdieu (coord.). <em>Un arte medio. Ensayo sobre los usos sociales de la fotograf\u00eda<\/em> (pp. 37-48). Barcelona: Gustavo Gili.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Collignon, Mar\u00eda Martha (2019, marzo 29). <em>Desaf\u00edos metodol\u00f3gicos y posicionamiento del investigador<\/em> [conferencia]. Seminario Espacialidades en la Era Global, Universidad De La Salle Baj\u00edo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Corlett, Sandra y Mavin Sharon (2018). \u201cReflexivity and Researcher Positionality\u201d, en Catherine Cassell, Ann Cunliffe y Gina Grandy (eds.). <em>The Sage Handbook of Qualitative Business and Management Research Methods<\/em> (pp. 377-389). Londres: <span class=\"small-caps\">sage<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Darley, Andrew (2000). <em>Visual Digital Culture. Surface Play and Spectacle in New Media Genres<\/em>. Londres\/Nueva York: Routledge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Difusi\u00f3n <span class=\"small-caps\">amic<\/span> (2020b, diciembre 1). <em>La vida entre pantallas: Di\u00e1logos sobre metodolog\u00eda para el estudio de la cultura digital<\/em> [v\u00eddeo]. YouTube. https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xbXgTXU_cCw<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Difusi\u00f3n <span class=\"small-caps\">amic<\/span> (2020a, noviembre 27). <em>Conferencia Dra. Rossana Reguillo: Escenarios, algoritmos y sistemas complejos investigar la comunicaci\u00f3n en la covidianidad<\/em> [v\u00eddeo]. YouTube. https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-xjr2TgSbKc<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Flores-M\u00e1rquez, Dorismilda y Rodrigo Gonz\u00e1lez Reyes (coords.) (2021). <em>La imaginaci\u00f3n metodol\u00f3gica: coordenadas, rutas y apuestas en el estudio de la cultura digital<\/em>. M\u00e9xico: Tintable.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Frizot, Michel (2009). <em>El imaginario fotogr\u00e1fico<\/em>. M\u00e9xico: Almad\u00eda\/Conaculta<span class=\"small-caps\">\/unam<\/span>\/Fundaci\u00f3n Televisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">McKay, Patrick y J. D. Payne (creadores) (2022). <em>The Lord of the Rings: The Rings of Power<\/em> [serie]. Amazon Studios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">McQuarrie, Christopher (director) (2012). <em>Jack Reacher<\/em> [pel\u00edcula]. Paramount Pictures.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mills, Wright (2000). <em>The Sociological Imagination: Fortieth Anniversary Edition<\/em>. Nueva York: Oxford University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Reguillo, Rossana (2021). <em>Necrom\u00e1quina: Cuando morir no es suficiente<\/em>. Guadalajara: Ned Ediciones\/<span class=\"small-caps\">iteso<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2023). \u201cEnsayos sobre el abismo: pol\u00edticas de la mirada, violencia, tecnopol\u00edtica\u201d. <em>Encartes<\/em> <em>Antropol\u00f3gicos<\/em>, n\u00fam. 11, vol. 6<em> . <\/em>https:\/\/doi.org\/10.29340\/en.v6n11.317<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Restrepo, Eduardo (2018). <em>Etnograf\u00eda: alcances, t\u00e9cnicas y \u00e9ticas<\/em>. Lima: Universidad Nacional Mayor de San Marcos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Rodr\u00edguez-Milhomens, Graciela (2008). \u201cLa metodolog\u00eda de los ThunderCats. Entrevista a Rossana Reguillo\u201d. <em>Dixit<\/em>, n\u00fam. 6, pp. 12-17. https:\/\/doi.org\/10.22235\/d.v0i6.233<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-accent-background-color has-accent-color is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Dorismilda Flores-M\u00e1rquez<\/em> \u00e9 professor de pesquisa na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing da Universidade La Salle Baj\u00edo, PhD em Estudos Cient\u00edficos-Sociais da Universidade La Salle Baj\u00edo. <span class=\"small-caps\">iteso<\/span>membro do Sistema Nacional de Pesquisadores da Conacyt a n\u00edvel <span class=\"small-caps\">i<\/span>. Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mexicana de Pesquisadores em Comunica\u00e7\u00e3o para o per\u00edodo 2021-2023, coordenador do Semin\u00e1rio de Estudos da Internet (M\u00e9xico) e co-coordenador da se\u00e7\u00e3o sobre Pesquisa Participativa em Comunica\u00e7\u00e3o (<span class=\"small-caps\">iamcr<\/span>). Ela \u00e9 a autora de <em>Imaginar um mundo melhor: a express\u00e3o p\u00fablica dos ativistas na internet<\/em> (<span class=\"small-caps\">iteso<\/span>2019) e coordenadora, com Rodrigo Gonzalez Reyes, de <em>A imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica: coordenadas, rotas e estacas para o estudo da cultura digital<\/em> (Tintable, 2021).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo Este texto entra em di\u00e1logo com o artigo \"Ensaios sobre o abismo: pol\u00edtica do olhar, viol\u00eancia, tecnopol\u00edtica\", de Rossana Reguillo, no qual a autora coloca a quest\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e relata seu pr\u00f3prio trabalho de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento ao longo dos anos. 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