{"id":36355,"date":"2022-09-21T05:21:03","date_gmt":"2022-09-21T05:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=36355"},"modified":"2024-04-23T19:56:51","modified_gmt":"2024-04-24T01:56:51","slug":"zirion-ensenanza-documental-antropologico-documental-carlos-flores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/zirion-ensenanza-documental-antropologico-documental-carlos-flores\/","title":{"rendered":"Ensinar document\u00e1rio antropol\u00f3gico: paradoxos e controv\u00e9rsias"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap abstract\">O novo livro de Carlos Y. Flores oferece uma excelente oportunidade para refletir sobre algumas quest\u00f5es cruciais para a antropologia visual e para discutir certos paradoxos e controv\u00e9rsias encontradas dentro do cinema antropol\u00f3gico. Para come\u00e7ar, poder\u00edamos questionar a pr\u00f3pria categoria de \"document\u00e1rio antropol\u00f3gico\", que poderia muito bem ter sido \"cinema etnogr\u00e1fico\" - talvez mais consolidado no meio a n\u00edvel internacional - ou alguns outros dos v\u00e1rios termos propostos por diferentes autores (cinetnografia, etnocinema, etnofic\u00e7\u00e3o, etc.). N\u00e3o \u00e9 que um nome seja mais correto do que outro, mas a escolha de qualquer um deles inevitavelmente enfatiza certas nuances e pressupostos, ao mesmo tempo em que se distingue de outros poss\u00edveis, tornando, assim, mais claros e delineando os contornos do tipo de cinema que n\u00f3s antrop\u00f3logos fazemos ou estudamos. \u00c9 sempre produtivo discutir em profundidade nossas categorias e fundamentos conceituais, e a leitura deste livro nos leva implicitamente a esta tarefa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O document\u00e1rio antropol\u00f3gico. Uma introdu\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-pr\u00e1tica<\/em> coleta e sistematiza v\u00e1rios postulados de autores cl\u00e1ssicos e contempor\u00e2neos da antropologia visual internacional que ainda n\u00e3o foram traduzidos para o espanhol. Assim, ele constitui um material did\u00e1tico valioso que era extremamente necess\u00e1rio para o treinamento de estudantes de l\u00edngua espanhola. O livro tem um duplo potencial: pode ajudar os estudantes de antropologia e ci\u00eancias sociais a abordar o cinema documental; mas tamb\u00e9m pode ajudar cineastas e estudantes de cinema a compreender melhor o valor antropol\u00f3gico de sua pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O conte\u00fado do livro \u00e9 o produto de v\u00e1rios anos de pesquisa no campo da antropologia visual, um forte interesse na produ\u00e7\u00e3o audiovisual, assim como uma longa experi\u00eancia de ensino por parte de Carlos Y. Flores. Teoricamente, est\u00e1 muito bem fundamentada, baseando-se em m\u00faltiplas fontes bibliogr\u00e1ficas e filmogr\u00e1ficas, refer\u00eancias de diferentes disciplinas e escolas de pensamento, assim como de diferentes g\u00eaneros e tradi\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria de destacar dois grandes pontos fortes neste trabalho de Carlos Y. Flores. Por um lado, fornece uma perspectiva cr\u00edtica, muito consciente e sens\u00edvel \u00e0s tramas de poder por tr\u00e1s da representa\u00e7\u00e3o audiovisual de diversas culturas e diferentes grupos sociais. Por outro lado, sua originalidade reside no fato de se aproximar do campo do document\u00e1rio antropol\u00f3gico principalmente a partir de suas express\u00f5es no M\u00e9xico e na Am\u00e9rica Latina, mas sem descuidar dos marcos hist\u00f3ricos em escala global. Entretanto, com base no grande respeito e admira\u00e7\u00e3o que tenho pelo autor, gostaria tamb\u00e9m de ressaltar alguns aspectos do livro que considero discut\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Considera\u00e7\u00f5es sobre texto e imagem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Considero problem\u00e1tico que ao longo do livro o autor se refira recorrentemente \u00e0 linguagem audiovisual e \u00e0s obras cinematogr\u00e1ficas como \"textos visuais\" ou \"textualiza\u00e7\u00e3o audiovisual\". Em uma nota de rodap\u00e9 (p. 12), Flores explica e justifica em que sentido usa os termos \"texto\" e \"textualiza\u00e7\u00e3o\", com um crit\u00e9rio amplo que tamb\u00e9m engloba \"documentos, imagens, sons e assim por diante\". E de fato, se nos referimos a sua origem etimol\u00f3gica, \"texto\" vem do latim <em>textum<\/em>que se refere \u00e0 tecelagem. Desta forma, a textualiza\u00e7\u00e3o, segundo o autor, pode ser entendida como um tecido, como a constru\u00e7\u00e3o ou tecelagem de um discurso a partir de diferentes elementos (\"fotografias, pinturas, filmes, v\u00eddeos\").<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, al\u00e9m desta precis\u00e3o conceitual, ainda me parece delicado homologar nominalmente a imagem com o texto, especialmente em um livro voltado para aqueles que s\u00e3o novos na produ\u00e7\u00e3o audiovisual. H\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, Margaret Mead falou da dificuldade da antropologia visual em se distanciar da antropologia, descrita como uma disciplina de palavras. Esta separa\u00e7\u00e3o lhe pareceu crucial para legitimar e consolidar um tipo diferente de antropologia, que \u00e9 fundada e constru\u00edda em torno do poder da imagem. Mais recentemente, a antropologia dos sentidos e o cinema etnogr\u00e1fico sensorial tamb\u00e9m t\u00eam insistido na necessidade de liberar a imagem do peso da linguagem verbal. De acordo com seus postulados, as imagens s\u00e3o muito mais do que sinais ling\u00fc\u00edsticos. Se as imagens forem reduzidas ou equiparadas a figuras textuais, elas perdem muito de seu poder po\u00e9tico, est\u00e9tico, epistemol\u00f3gico e evocativo. Portanto, n\u00e3o considero conveniente subsumir ou simplificar o poder da imagem ao dom\u00ednio do textual; ao contr\u00e1rio, proponho trat\u00e1-la de forma diferente e pensar nela como uma entidade especial, aut\u00f4noma e independente do discurso textual, com suas pr\u00f3prias qualidades, limites e abrang\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m da pol\u00edtica de representa\u00e7\u00e3o intercultural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Outro aspecto que gostaria de discutir em rela\u00e7\u00e3o a este livro \u00e9 que a \u00eanfase na perspectiva cr\u00edtica, centrada nas assimetrias e disputas de poder por tr\u00e1s da representa\u00e7\u00e3o audiovisual das culturas - que \u00e9 sem d\u00favida uma perspectiva absolutamente necess\u00e1ria - pode obscurecer ou tornar invis\u00edveis outras dimens\u00f5es igualmente importantes da imagem, tais como a qualidade est\u00e9tica, performativa, sensorial e afetiva da experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica, e at\u00e9 mesmo seu car\u00e1ter n\u00e3o representativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isto, considero muito original e sugestiva a proposta do autor de que os estilos ou formas de representa\u00e7\u00e3o no filme documental podem ser entendidos como \"dispositivos de poder\"; acredito que esta intui\u00e7\u00e3o poderia ser expandida e desenvolvida ainda mais para entender como os modos de representa\u00e7\u00e3o cont\u00eam em si chaves para interpretar as redes pol\u00edticas por tr\u00e1s dos filmes, independentemente de seu conte\u00fado. Neste sentido, tamb\u00e9m seria interessante refletir sobre como estes modos de representa\u00e7\u00e3o se tornam e constituem escolas, tradi\u00e7\u00f5es, correntes art\u00edsticas ou subg\u00eaneros cinematogr\u00e1ficos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A especificidade do filme document\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Quando falamos de cinema etnogr\u00e1fico, a discuss\u00e3o quase sempre gira em torno do que faz um filme etnogr\u00e1fico, mas raramente nos perguntamos em que sentido \u00e9 relevante cham\u00e1-lo de etnogr\u00e1fico. <em>cinema<\/em>. Algo semelhante acontece no livro; ele discute magistralmente a natureza antropol\u00f3gica de certos document\u00e1rios, mas uma caracteriza\u00e7\u00e3o mais substantiva do pr\u00f3prio g\u00eanero documental \u00e9 evitada. Como j\u00e1 observamos, o texto se concentra principalmente na pol\u00edtica de representa\u00e7\u00e3o cultural, a partir de uma antropologia cr\u00edtica, mas dificilmente aborda o document\u00e1rio como um g\u00eanero cinematogr\u00e1fico, com sua especificidade, seus desafios e suas potencialidades.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cada vez mais estudos e tratados sobre a teoria, filosofia e hist\u00f3ria do document\u00e1rio, sobre suas formas contempor\u00e2neas, suas vanguardas e novos aspectos, suas conex\u00f5es com outros campos do conhecimento e disciplinas art\u00edsticas, tanto em ingl\u00eas e espanhol quanto em outras l\u00ednguas. Da mesma forma, al\u00e9m da academia, em museus, festivais, bibliotecas de cinema, de cr\u00edtica cinematogr\u00e1fica e curadoria, nos \u00faltimos anos tem sido produzido um grande n\u00famero de ensaios e reflex\u00f5es sobre o document\u00e1rio. Entendo perfeitamente que o objetivo do livro n\u00e3o era mergulhar neste assunto.<em> corpus<\/em> do conhecimento, mas tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser subestimado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, sinto que a quest\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de filmes document\u00e1rios etnogr\u00e1ficos ou antropol\u00f3gicos \u00e9 mencionada de forma um tanto esparsa no livro. A quest\u00e3o do p\u00fablico, da recep\u00e7\u00e3o, da forma\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, assim como a distribui\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o de filmes em festivais, exposi\u00e7\u00f5es, congressos ou f\u00f3runs acad\u00eamicos, e os usos dos document\u00e1rios por organiza\u00e7\u00f5es ou movimentos sociais como instrumento de luta pol\u00edtica e transforma\u00e7\u00e3o social, poderia dar muito que pensar sob uma perspectiva antropol\u00f3gica, considerando o cinema como um fato social total, como um fen\u00f4meno cultural muito complexo que revela os mundos contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Guia b\u00e1sico da produ\u00e7\u00e3o audiovisual<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Na segunda parte do livro, que trata das t\u00e9cnicas e habilidades necess\u00e1rias para a produ\u00e7\u00e3o audiovisual, surgem alguns paradoxos muito interessantes. Primeiro, \u00e9 essencial reconhecer que um manual de t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de filmes ter\u00e1 sempre um escopo limitado; ele nunca poder\u00e1 resolver totalmente o ensino pr\u00e1tico. Deve-se enfatizar que os guias para a realiza\u00e7\u00e3o de filmes nunca substituem a necessidade de praxis; \u00e9 essencial aprender \u00e0 medida que se vai, por tentativa e erro: voc\u00ea aprende fazendo bagun\u00e7a, e ningu\u00e9m experimenta na cabe\u00e7a de outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo dilema t\u00e9cnico \u00e9 que o conte\u00fado deste livro, como o de qualquer guia pr\u00e1tico, corre o risco de tornar-se ultrapassado e anacr\u00f4nico diante do r\u00e1pido avan\u00e7o da tecnologia. V\u00e1rios aspectos do uso de c\u00e2meras e microfones s\u00e3o explicados em grande detalhe. Mas as c\u00e2meras de hoje n\u00e3o se parecem com as utilizadas no in\u00edcio dos anos 2000 e certamente n\u00e3o se assemelhar\u00e3o \u00e0s que vir\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos. O que fazer diante deste dilema? Al\u00e9m disso, as novas gera\u00e7\u00f5es de \"nativos digitais\" j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o acostumadas a este tipo de instru\u00e7\u00e3o, elas nascem de alguma forma com o <em>chip<\/em> integrados ou usar tutoriais do YouTube para responder a perguntas espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00faltima preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte pr\u00e1tica do livro. Apesar de a primeira parte do livro discutir a grande variedade de formas que o document\u00e1rio antropol\u00f3gico pode assumir, a parte pr\u00e1tica trata apenas de um tipo de produ\u00e7\u00e3o: o document\u00e1rio testemunhal baseado em entrevistas. O livro enfoca de forma maravilhosa o processo de prepara\u00e7\u00e3o, condu\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo de uma entrevista antropol\u00f3gica. Mas algumas notas ou dicas sobre a realiza\u00e7\u00e3o de outros estilos menos convencionais de document\u00e1rios antropol\u00f3gicos, por exemplo, a grava\u00e7\u00e3o de uma narra\u00e7\u00e3o auto-reflexiva ou ensa\u00edstica; o manuseio de c\u00e2meras e microfones na produ\u00e7\u00e3o direta ou observacional de filmes; o uso de material de arquivo de v\u00e1rios tipos; ou <em>dicas<\/em> para um filme mais contemplativo ou multisensorial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O presente e o futuro do document\u00e1rio antropol\u00f3gico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">No relato hist\u00f3rico do livro sobre o desenvolvimento do document\u00e1rio antropol\u00f3gico no M\u00e9xico, h\u00e1 uma ruptura abrupta no final do s\u00e9culo 20. <span class=\"small-caps\">xx<\/span>. Autores como Nicol\u00e1s Echevarr\u00eda e Alfonso Mu\u00f1oz s\u00e3o mencionados, mas quase tudo o que aconteceu desde o in\u00edcio do <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>O document\u00e1rio \u00e9 um g\u00eanero novo e empolgante, ignorando os novos desenvolvimentos que trouxeram uma revolu\u00e7\u00e3o qualitativa no g\u00eanero. H\u00e1 uma falta de reflex\u00e3o sobre os movimentos atuais, institui\u00e7\u00f5es, laborat\u00f3rios, redes, coletivos, bem como sobre as tend\u00eancias contempor\u00e2neas do document\u00e1rio antropol\u00f3gico, como a etnografia multissensorial, que tem sido ao mesmo tempo controversa e influente nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro tamb\u00e9m oferece apenas uma amostra das novas formas narrativas geradas pelas novas tecnologias digitais, que deram origem a filmes antropol\u00f3gicos inovadores que empregam realidade virtual, intelig\u00eancia artificial, c\u00e2meras de 360 graus, drones, ou que abordam o cinema interativo, expandido, transm\u00eddia ou interativo.<em> web doc<\/em>. Embora a reflex\u00e3o sobre essas novas linguagens, m\u00eddias e interfaces fosse objeto de uma publica\u00e7\u00e3o separada, valeria a pena apontar as dimens\u00f5es antropol\u00f3gicas que s\u00e3o aprimoradas ou perturbadas (por exemplo, autoria e autoridade, natureza participativa, colaborativa ou interativa, narrativas n\u00e3o lineares, possibilidade de polifonia e intermedialidade) e suas implica\u00e7\u00f5es para o trabalho etnogr\u00e1fico e o conhecimento antropol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Forma \u00e9 subst\u00e2ncia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Em conclus\u00e3o, eu gostaria de salientar que <em>O document\u00e1rio antropol\u00f3gico<\/em> \u00e9 um livro fundamental para a antropologia audiovisual ibero-americana, que sem d\u00favida contribuir\u00e1 significativamente para a forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es. De agora em diante, sem d\u00favida, far\u00e1 parte da bibliografia b\u00e1sica dos cursos ministrados por aqueles de n\u00f3s que se dedicam ao ensino neste campo. Neste sentido, sa\u00fado muito a coer\u00eancia que existe entre o conte\u00fado do livro e sua estrat\u00e9gia de divulga\u00e7\u00e3o. Trata-se de um e-book de acesso aberto para download gratuito, que garante sua ado\u00e7\u00e3o por estudantes e professores, que s\u00e3o precisamente os interlocutores procurados por este trabalho. A forma de distribui\u00e7\u00e3o \u00e9, neste caso, parte da subst\u00e2ncia e uma das contribui\u00e7\u00f5es mais substanciais deste livro.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Antonio Ziri\u00f3n P\u00e9rez <\/em>\u00e9 palestrante e pesquisador no Departamento de Antropologia do <span class=\"small-caps\">uam<\/span>-Iztapalapa). Membro do Sistema Nacional de Pesquisadores, n\u00edvel 1. Doutor em Ci\u00eancias Antropol\u00f3gicas pelo <span class=\"small-caps\">uam<\/span>-Eu, MA em Antropologia Visual pela Universidade de Manchester e etn\u00f3logo pela Escola Nacional de Antropologia e Hist\u00f3ria. Autor e coordenador de v\u00e1rios livros e artigos especializados em antropologia visual, cinema etnogr\u00e1fico, cultura urbana, sentidos e emo\u00e7\u00f5es. Ele tamb\u00e9m \u00e9 fot\u00f3grafo e documentarista, com dois livros fotogr\u00e1ficos e document\u00e1rios publicados que receberam importante reconhecimento nacional e internacional. Por mais de quinze anos ele trabalhou como gerente cultural, curador e jurado em v\u00e1rios museus, exposi\u00e7\u00f5es e concursos de cinema, fotografia e artes visuais, e como programador em festivais internacionais de document\u00e1rios como DocsMX e Ambulante.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo livro de Carlos Y. 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