{"id":35807,"date":"2022-03-21T20:38:04","date_gmt":"2022-03-21T20:38:04","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=35807"},"modified":"2024-04-23T19:16:32","modified_gmt":"2024-04-24T01:16:32","slug":"aimaretti-resena-roca-metodos-accion-documental-investigacion-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/aimaretti-resena-roca-metodos-accion-documental-investigacion-social\/","title":{"rendered":"Uma caixa de ferramentas para pensar sobre document\u00e1rios e um convite para criar imagens para pesquisa social."},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap no-indent translation-block\">Publicado pelo Instituto de Investigaciones Jos\u00e9 Mar\u00eda Luis Mora, com o apoio da <span class=\"small-caps\">conacyt<\/span> e o apoio da <span class=\"small-caps\">logo<\/span> Editores, <em>M\u00e9todos en acci\u00f3n. Estudios sobre documental e investigaci\u00f3n social<\/em> re\u00fane oito ensaios que descrevem e analisam, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, diversos fen\u00f4menos audiovisuais nos quais a pesquisa social e o campo documental interagem de forma complexa, abrindo quest\u00f5es te\u00f3ricas, metodol\u00f3gicas, \u00e9ticas e est\u00e9ticas. Com pref\u00e1cio de Victoria Novelo - a cuja mem\u00f3ria o volume \u00e9 dedicado - e coordenado pela Dra. Lourdes Roca, o livro \u00e9 o corol\u00e1rio de uma longa trajet\u00f3ria de grupo comprometido com a consolida\u00e7\u00e3o do campo de estudos documentais no M\u00e9xico, e \u00e9 fruto de um exerc\u00edcio de pensamento cr\u00edtico e interdisciplinar que, durante mais de um ano, possibilitou a elabora\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e argumentos que mais tarde tomaram forma nos textos. Esse espa\u00e7o de trabalho coletivo e colaborativo teve como marco institucional o Laborat\u00f3rio Audiovisual de Pesquisa Social (<span class=\"small-caps\">lais<\/span>) que, h\u00e1 quase vinte anos, vem construindo e compartilhando propostas que examinam com rigor conceitual e historiogr\u00e1fico o fen\u00f4meno documental em sua intera\u00e7\u00e3o com as ci\u00eancias, as humanidades e a educa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o Semin\u00e1rio Interinstitucional sobre Document\u00e1rio e Pesquisa, criado em 2017, foi o motor inicial desta publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Como o t\u00edtulo indica, o livro oferece uma pluralidade de abordagens investigativas e epistemol\u00f3gicas - pr\u00e1ticas anal\u00edticas situadas - que iluminam diferentes aspectos de uma c\u00f3pula conflitante: filme document\u00e1rio\/audiovisual <em>e<\/em> pesquisa social, hist\u00f3rica e antropol\u00f3gica. A quest\u00e3o que paira sobre os ensaios \u00e9: como abordar os di\u00e1logos, os empr\u00e9stimos e as tens\u00f5es entre arte e ci\u00eancia no fen\u00f4meno do document\u00e1rio; entre o est\u00edmulo sens\u00edvel e as formas de conhecimento sobre o mundo, a cultura e a hist\u00f3ria? Para desmembrar essa e outras quest\u00f5es e elaborar respostas - sempre abertas a novas buscas -, o livro organiza seus trabalhos em tr\u00eas eixos, cada um dos quais estabelece complementaridades e contrapontos entre os artigos: 1. Produ\u00e7\u00e3o institucional, ensino e produ\u00e7\u00e3o independente; 2. A partir de experi\u00eancias disciplinares diversas (hist\u00f3ria, antropologia, comunica\u00e7\u00e3o, estudos latino-americanos), cada artigo consegue reconstruir as condi\u00e7\u00f5es materiais, sens\u00edveis e intelectuais dos <em>filmes<\/em>, audiovisuais e\/ou experi\u00eancias de produ\u00e7\u00e3o, considerando as vari\u00e1veis hist\u00f3ricas, econ\u00f4micas, institucionais, legais e tecnol\u00f3gicas que condicionaram e tornaram poss\u00edveis os casos. Tudo isso sem esquecer os canais de dissemina\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o em termos de consumo, e a relev\u00e2ncia da hist\u00f3ria oral e do pensamento cr\u00edtico dos pr\u00f3prios documentaristas no empreendimento reconstrutivo. E, embora v\u00e1rios dos textos estudem fen\u00f4menos locais, os autores n\u00e3o deixam de dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 recep\u00e7\u00e3o produtiva de m\u00e9todos e propostas da Europa, do Canad\u00e1 e dos EUA, deixando em aberto a quest\u00e3o dos interc\u00e2mbios, dos fluxos transnacionais e das rela\u00e7\u00f5es Norte-Sul, Sul-Norte e Sul-Sul em termos de produ\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios. Precisamente entre essas rela\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas que requerem mais aten\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, os \"di\u00e1logos latino-americanos\" s\u00e3o uma veia inevit\u00e1vel que o livro poderia ter explorado e explorado mais e que, sem d\u00favida, constitui uma \u00e1rea de vac\u00e2ncia \u00e0 qual o <span class=\"small-caps\">lais<\/span> pode responder em projetos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma introdu\u00e7\u00e3o de Lourdes Roca, a primeira parte dos textos de Gracida, Rivera Rodr\u00edguez e Cordero examina o car\u00e1ter oficial e institucional da produ\u00e7\u00e3o mexicana p\u00f3s-revolucion\u00e1ria e seu reverso em propostas independentes nos campos de ensino-aprendizagem, produ\u00e7\u00e3o visual e publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Doutor em Hist\u00f3ria Moderna e Contempor\u00e2nea, Alejandro Gracida examina de forma inteligente o cruzamento entre a ind\u00fastria jornal\u00edstica, a experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica coletiva (consumo) e a cultura oficial, abordando os cinejornais durante o processo de \"estabiliza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento\" nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960. Conforme destacado no trabalho seminal de Mikel Luis Rodr\u00edguez (1999) para o caso boliviano, ou no de Clara Kriger (2009) para o argentino - refer\u00eancias que poderiam ter enriquecido o tipo de abordagem do corpus mexicano -, a produ\u00e7\u00e3o oficial vai al\u00e9m da mera informa\u00e7\u00e3o. De fato, os imagin\u00e1rios compartilhados s\u00e3o apresentados e refor\u00e7ados, a vida pol\u00edtica \u00e9 ritualizada e um calend\u00e1rio de pr\u00e1ticas e mem\u00f3rias \u00e9 constru\u00eddo. Precisamente, Gracida analisa como, por meio da pol\u00edtica cultural, o consenso social, as sensibilidades e os afetos p\u00fablicos s\u00e3o constru\u00eddos, colocando os desempenhos do poder diante de nossos olhos. Ao mesmo tempo, como argumenta o autor, nos telejornais havia espa\u00e7o para a experimenta\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de um padr\u00e3o tecnicamente avan\u00e7ado, um padr\u00e3o de qualidade que, al\u00e9m disso, era transformado em mat\u00e9ria est\u00e9tica em correla\u00e7\u00e3o com o mundo ao redor, transformando a solenidade em humor ou sedu\u00e7\u00e3o do espectador, no \u00e2mbito dos processos de moderniza\u00e7\u00e3o e consumo. Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre as massas, o povo, as multid\u00f5es e o l\u00edder presidencial que os programas de not\u00edcias encenam? Que coreografias sincronizadas do coletivo se tornam vis\u00edveis - e aud\u00edveis - no document\u00e1rio? Em resumo: trata-se de continuar a interrogar as formas de imaginar o povo e a vida p\u00fablica que, historicamente, configuraram o imagin\u00e1rio nacional por meio do document\u00e1rio institucional e suas poss\u00edveis reverbera\u00e7\u00f5es no presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Mais do que nas produ\u00e7\u00f5es, Karen Rivera Rodr\u00edguez, graduada em Hist\u00f3ria e especialista em Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural, concentra-se nos processos, embora aqui ela tamb\u00e9m investigue as rela\u00e7\u00f5es entre a imagem documental e o institucionalismo: a diferen\u00e7a \u00e9 que ela se desloca do centro (o Estado) para a periferia, examinando um territ\u00f3rio dentro da universidade cuja marginalidade possibilitou um importante espa\u00e7o de liberdade. Esta \u00e9 uma an\u00e1lise do ensino de document\u00e1rio no Centro de Estudos Cinematogr\u00e1ficos (<span class=\"small-caps\">cuec<\/span>) entre 1963 e 1975, como parte de um processo mais amplo de profissionaliza\u00e7\u00e3o da atividade. Esse fen\u00f4meno de consolida\u00e7\u00e3o do campo de produ\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre o pr\u00f3prio trabalho teve seus primeiros expoentes em meados da d\u00e9cada anterior com o Instituto F\u00edlmico da Universidade Cat\u00f3lica do Chile (1955) e a Escuela Documental de Santa Fe (Argentina, 1956), dirigida por Fernando Birri: casos com os quais o autor, com base em uma s\u00e9rie de di\u00e1logos cr\u00edticos com colegas latino-americanos (Mouesca, 2005; Corro <em>et al<\/em>.2007; Aimaretti <em>et al<\/em>., 2009, entre outros), pode ter estabelecido rela\u00e7\u00f5es comparativas em termos de perspectivas pedag\u00f3gicas e produ\u00e7\u00e3o visual. Em seu trabalho, Rivera Rodr\u00edguez presta aten\u00e7\u00e3o \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sin\u00e9rgica entre cineclubes, revistas especializadas e mudan\u00e7as socioculturais e demogr\u00e1ficas, com o surgimento de uma categoria-chave naqueles longos anos 60, como a <em>juventude<\/em>; e nos convida a pensar sobre as tens\u00f5es internas da escola de cinema. Ou seja: a dif\u00edcil harmoniza\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica; o ensino \"na sala de aula\" e a produ\u00e7\u00e3o \"no campo\"; a presen\u00e7a limitada de mulheres nos primeiros anos da <span class=\"small-caps\">cuec<\/span>; a institucionaliza\u00e7\u00e3o progressiva da escola paralelamente ao aumento das desist\u00eancias, e o surgimento de uma zona marginal dentro do espa\u00e7o j\u00e1 perif\u00e9rico da <span class=\"small-caps\">cuec<\/span> na Universidade, com o Taller de Cine Octubre e, mais tarde, o surgimento do Grupo Cine-Mujer. O exerc\u00edcio de historiciza\u00e7\u00e3o de Rivera Rodr\u00edguez nos permite avan\u00e7ar em uma linha que est\u00e1 ganhando for\u00e7a nos estudos contempor\u00e2neos sobre o cinema latino-americano (N\u00fa\u00f1ez e Tedesco, 2015; Segu\u00ed, 2018; Amieva, 2020, entre outros): em vez de focar nas obras, no c\u00e2none audiovisual e na pol\u00edtica dos autores, explorar os processos de trabalho, as sensibilidades, as pr\u00e1ticas e os horizontes pol\u00edtico-culturais que os organizam; porque muitas vezes o que perdura e funciona como sedimento hist\u00f3rico para a continuidade de um campo s\u00e3o as forma\u00e7\u00f5es e iniciativas, projetos e debates.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Na mesma linha, completando a primeira se\u00e7\u00e3o do livro - nessa esp\u00e9cie de mapeamento ou cartografia de pr\u00e1ticas, processos e dispositivos vinculados ao document\u00e1rio no M\u00e9xico - Liliana Cordero, doutora em Antropologia, passa da pr\u00e1xis dos espa\u00e7os de ensino-aprendizagem e treinamento para o campo das publica\u00e7\u00f5es, concentrando-se na an\u00e1lise do livro de Jos\u00e9 Rovirosa <em>Miradas a la realidad<\/em>, publicado em 1990. A import\u00e2ncia de examinar esse texto, ignorado pela cr\u00edtica e pela historiografia locais, reside no fato de que ele cont\u00e9m uma esp\u00e9cie de \"term\u00f4metro\/seism\u00f3grafo\" das percep\u00e7\u00f5es e conceitua\u00e7\u00f5es do document\u00e1rio vernacular articuladas por e entre os pr\u00f3prios profissionais mexicanos. Cordero procede a um verdadeiro desmantelamento do livro de entrevistas e, ao mesmo tempo, insiste no valor de Rovirosa como uma \"figura-ponte\" ou articulador intergeracional e modernizador, que promoveu o acesso ao conhecimento e ao estudo do document\u00e1rio mexicano, estabeleceu uma tradi\u00e7\u00e3o seletiva, deu origem a um impulso para legitimar o campo e estabeleceu uma rica base de testemunhos ou fontes para pesquisas futuras. Rovirosa \u00e9 mem\u00f3ria e transfer\u00eancia de experi\u00eancias, e \u00e9 um s\u00edmbolo de a\u00e7\u00e3o educativa e gest\u00e3o p\u00fablica, raz\u00e3o pela qual sua convers\u00e3o em um pr\u00eamio em 1997 (Melhor Document\u00e1rio Mexicano) e em uma biblioteca em 2013 (Biblioteca de <span class=\"small-caps\">cuec<\/span>, Ciudad Universitaria) s\u00e3o os sinais l\u00f3gicos do mesmo processo de consagra\u00e7\u00e3o da Rovirosa e do document\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Na segunda parte de <em>M\u00e9todos en Acci\u00f3n<\/em>, Marvic, S\u00e1nchez Macedo e Morales estudam a c\u00e2mera documental como um gatilho para o encontro social, um meio de den\u00fancia pol\u00edtica e media\u00e7\u00e3o da cultura de massa. Talvez nesta se\u00e7\u00e3o tivesse sido mais produtivo continuar investigando as experi\u00eancias vernaculares para mapear as elabora\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas que, ao longo de sua hist\u00f3ria e de forma espec\u00edfica, foram feitas por diferentes agentes locais do campo audiovisual mexicano de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, de cineastas e t\u00e9cnicos a analistas e historiadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Gloria Marvic, doutora em Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais, levanta uma s\u00e9rie de provoca\u00e7\u00f5es a respeito do m\u00e9todo e da \u00e9tica que surgem da proposta do <em>cin\u00e9ma v\u00e9rit\u00e9<\/em> de Jean Rouch e Edgar Morin para pensar as rela\u00e7\u00f5es sociais e os v\u00ednculos entre corpos e vozes que, na frente e atr\u00e1s, ou mais ainda <em>atrav\u00e9s<\/em> da c\u00e2mera, configuram o cinema direto, em um vai e vem entre o trabalho etnogr\u00e1fico, a transfer\u00eancia e a apropria\u00e7\u00e3o de m\u00eddias e a produ\u00e7\u00e3o visual, problemas que, vale lembrar, \u00c1lvaro V\u00e1zquez Mantec\u00f3n (2017) articulou para pensar um corpus de filmes produzidos no M\u00e9xico com base na metodologia dos Talleres Varan, fundados por Jean Rouch. Em particular, o autor enfoca a necessidade de se construir uma \u00e9tica do encontro, dada por pactos entre posi\u00e7\u00f5es e lugares de enuncia\u00e7\u00e3o: em outras palavras, uma \u00e9tica do contato e do olhar entre o cineasta, o sujeito filmado e o espectador. Em suma, o poder das provoca\u00e7\u00f5es da dupla Rouch-Mor\u00edn est\u00e1 em ter iluminado o escopo e as limita\u00e7\u00f5es de uma c\u00e2mera que aciona, precipita apresenta\u00e7\u00f5es, autorrepresenta\u00e7\u00f5es e mascaramentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Por sua vez, Jaime S\u00e1nchez Macedo, mestre em Estudos Regionais, analisa n\u00e3o apenas as rela\u00e7\u00f5es entre o M\u00e9xico e o Canad\u00e1 - um n\u00f3 produtivo fundamental no campo do document\u00e1rio - mas tamb\u00e9m as imagens locais descentralizadas da capital nacional, abordando o caso do filme <em>Land and Freedom<\/em> de 1978, produzido por Maurice Bulbulian em Monterrey e financiado pelo National Film Board. O autor explora um tema-problema de condi\u00e7\u00e3o mista ou heterog\u00eanea, pois o <em>filme<\/em> foi um produto que combinou academia e milit\u00e2ncia de base, profissionais das \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e audiovisual e organiza\u00e7\u00f5es populares. Nesse caso, se a c\u00e2mera \u00e9 um dispositivo para denunciar a injusti\u00e7a social, n\u00e3o deixa de ser paradoxal: o apoio institucional para a filmagem de <em>Land<\/em> <em>and Freedom<\/em> fez parte de uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica de aproxima\u00e7\u00e3o entre o Estado e o movimento social Frente Popular Tierra y Libertad, e a realiza\u00e7\u00e3o do projeto deve ser analisada \u00e0 luz de alian\u00e7as e negocia\u00e7\u00f5es complexas. Como no caso de Marvic, a visibilidade de certos corpos e a audibilidade de certas vozes t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o delicada com a pol\u00edtica, com o poder e seus dispositivos de controle, que est\u00e3o configurando limites \u00e9ticos, pol\u00edticos e est\u00e9ticos, debates substanciais sobre invisibilidades estrat\u00e9gicas, a precariedade dos corpos e os empoderamentos visuais. Cabe perguntar, ent\u00e3o, como continuar investigando o poder expressivo de uma imagem que oscila entre o arquivo e a <em>poiesis<\/em>, o documento e a inven\u00e7\u00e3o: ou seja, de que maneira a den\u00fancia, a mem\u00f3ria, a <em>perfomance<\/em> e o jogo criativo se combinam em obras como a analisada por S\u00e1nchez Macedo, e como interrogar esse tipo de material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Felipe Morales encerra esta segunda se\u00e7\u00e3o com uma an\u00e1lise de caso da s\u00e9rie de televis\u00e3o <em>The Vietnam War<\/em> de Ken Burns, lan\u00e7ada ap\u00f3s dez anos de trabalho em 2017. O autor desvenda o m\u00e9todo de Burns organizado por dois princ\u00edpios construtivos, o arquivo e o testemunho, em suas rela\u00e7\u00f5es ziguezagueantes com a mem\u00f3ria e a hist\u00f3ria oral. A leitura que Morales faz da s\u00e9rie de televis\u00e3o nos permite abordar a quest\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o em massa, do consumo global, da l\u00f3gica do entretenimento e do escopo educacional de uma s\u00e9rie documental, embora - como indicamos acima - teria sido muito interessante fazer a mesma abordagem em um caso vernacular; ou examinar as poss\u00edveis deriva\u00e7\u00f5es do m\u00e9todo de Burns entre os documentaristas mexicanos. Na descri\u00e7\u00e3o dessa combina\u00e7\u00e3o de vozes testemunhais e documentos, \u00e9 necess\u00e1rio continuar a nos fazer algumas perguntas, tais como: qu\u00e3o r\u00edgida ou flex\u00edvel\/el\u00e1stica \u00e9 a narrativa visual para que seja poss\u00edvel questionar seus significados ideol\u00f3gicos, sua constru\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica e seus efeitos sobre os espectadores? At\u00e9 que ponto uma s\u00e9rie como <em>The Vietnam War<\/em> incentiva ou dificulta o questionamento do arquivo e de suas pol\u00edticas de armazenamento, indo al\u00e9m do fasc\u00ednio ou da rever\u00eancia? Como manter o alerta interpretativo para n\u00e3o reproduzir defici\u00eancias epist\u00eamicas, ou seja, n\u00e3o continuar a invisibilizar as estruturas que regulam a produ\u00e7\u00e3o audiovisual e arquiv\u00edstica?<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima se\u00e7\u00e3o do livro \u00e9 uma an\u00e1lise em primeira pessoa dos processos de pesquisa-a\u00e7\u00e3o e envolve o desmantelamento de pesquisas sociais, hist\u00f3ricas e antropol\u00f3gicas que tomaram forma e figura p\u00fablica por meio de imagens e sons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Lourdes Roca, doutora em Antropologia e coordenadora do Laborat\u00f3rio Audiovisual de Pesquisa Social (<span class=\"small-caps\">lais<\/span>), compartilha um cap\u00edtulo importante de sua carreira profissional na realiza\u00e7\u00e3o de <em>Km C-62: un n\u00f3mada del riel<\/em>, do ano 2000, que \u00e9 uma etnografia da vida de um chefe de esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria que trabalhou por d\u00e9cadas na esta\u00e7\u00e3o de Cima at\u00e9 seu fechamento em 1997: precisamente, aqui est\u00e1 a evolu\u00e7\u00e3o da extensa pesquisa social com e por meio de imagens em movimento que ela realizou por quase dez anos. A autora descreve e reflete retrospectivamente sobre os esfor\u00e7os, as d\u00favidas, os sucessos e os trope\u00e7os de uma pr\u00e1xis que poder\u00edamos chamar de <em>anf\u00edbia<\/em>, que se desenvolve entre evoca\u00e7\u00f5es afetivas e sens\u00edveis, a combina\u00e7\u00e3o de fontes documentais, a etnografia e o desenvolvimento de uma narrativa anal\u00edtica, testemunhal e imaginativa. Roca tamb\u00e9m insiste no valor da m\u00fasica e das atmosferas ac\u00fasticas como meios e dispositivos de reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica - uma esp\u00e9cie de arqueologia do som - e na relev\u00e2ncia de tornar os arquivos produzidos pela pr\u00f3pria pesquisa dispon\u00edveis para outros colegas e partes interessadas: ou seja, transformar a fonte em um arquivo de uso compartilhado e socializado. Talvez, devido \u00e0 sua riqueza e originalidade, esses dois vetores de reflex\u00e3o precisassem de maior desenvolvimento e profundidade no texto, embora possam funcionar como ponto de partida para trabalhos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Por fim, a professora de hist\u00f3ria Lilia Garc\u00eda Torres abre seu registro de trabalho sobre a realiza\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio <em>Trinchera sonora, voces y miradas de Radio Venceremos<\/em>, 2019, que narra a jornada da esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio da guerrilha salvadorenha por meio de suas fotografias, na voz daqueles que aparecem nelas. O livro faz uma reviravolta interessante, pois esse cap\u00edtulo est\u00e1 ligado, quase como em um c\u00edrculo, ao de Gracida: em ambos os cap\u00edtulos, o que se estuda s\u00e3o os processos de produ\u00e7\u00e3o dessas imagens que deram mem\u00f3ria, rosto, figura e voz \u00e0 pol\u00edtica, a partir de uma posi\u00e7\u00e3o \"oficial\". A diferen\u00e7a radical reside, al\u00e9m dos contextos hist\u00f3ricos e nacionais, no fato de que o livro come\u00e7a com uma institucionalidade hegem\u00f4nica e termina com uma forma\u00e7\u00e3o plebeia e insurgente. Garc\u00eda Torres exp\u00f5e o exerc\u00edcio de colocar o corpo no espa\u00e7o material da pesquisa: tanto o corpo do pesquisador quanto o da pessoa que \u00e9 o principal sujeito da pesquisa. Ele tamb\u00e9m exp\u00f5e a complexidade e a riqueza de fazer hist\u00f3ria \"em um abismo\" de suas media\u00e7\u00f5es: ou seja, examinar e reconstruir, por meio de imagens, a mem\u00f3ria visual de uma experi\u00eancia pol\u00edtica central para os movimentos populares na Am\u00e9rica Central.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de algumas observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas espec\u00edficas aos artigos, talvez as limita\u00e7\u00f5es mais importantes do livro estejam, por um lado, na escassa explora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de interc\u00e2mbio com outras cinematografias documentais latino-americanas - seja em termos de recursos humanos (pessoas), est\u00e9ticas (escolas, correntes) ou teorias cr\u00edticas -, o que teria implicado um maior di\u00e1logo com os campos de estudo do document\u00e1rio na Am\u00e9rica Latina. Por outro lado, falta uma reflex\u00e3o extensa e consistente sobre o document\u00e1rio vernacular contempor\u00e2neo, observando suas novidades e rupturas tem\u00e1ticas e procedimentos narrativos, bem como suas fragilidades e reitera\u00e7\u00f5es. Da mesma forma, a problem\u00e1tica presen\u00e7a\/aus\u00eancia das mulheres na pr\u00e1xis audiovisual mexicana continua sem ser discutida: a exuma\u00e7\u00e3o de nomes e pr\u00e1ticas, forma\u00e7\u00f5es e projetos liderados por mulheres, ou nos quais elas tenham desempenhado um papel decisivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Embora nos artigos as vozes de Victoria Novelo, Everardo Gardu\u00f1o, Aurelio De los Reyes, Carlos Mendoza e, especialmente, Guadalupe Ochoa - tanto como autora quanto em seu papel de compiladora de um volume de leitura obrigat\u00f3ria (2013) - sejam interlocutores habituais, outras vozes do campo historiogr\u00e1fico local tamb\u00e9m s\u00e3o mencionadas, Outros histori\u00f3grafos locais, como \u00c1lvaro V\u00e1zquez Mantec\u00f3n, \u00c1ngel Miquel, Carlos Antami\u00e1n, Cristi\u00e1n Cal\u00f3nico, Eduardo de la Vega Alfaro, Israel Rodr\u00edguez, Jos\u00e9 Luis Mari\u00f1o, Jos\u00e9 Peguero, Lauro Zavala e Ricardo P\u00e9rez Montfort tamb\u00e9m s\u00e3o mencionados. Embora, como \u00e9 de se esperar, o apelo te\u00f3rico aos estudos agora cl\u00e1ssicos (e internacionais) de Bill Nichols, Erik Barnouw e Carl Plantinga seja frequente, o di\u00e1logo com especialistas da regi\u00e3o e da Espanha, como Paulo Antonio Paranagu\u00e1, \u00e9 consideravelmente menos frequente, Mar\u00eda Luisa Ortega, Antonio Weinrichter, Jos\u00e9 Miguel Palacios, Javier Campo e o Grupo <span class=\"small-caps\">gesta<\/span> do Uruguai - que em 2018 publicou um volume questionando as pr\u00e1ticas documentais em seu pa\u00eds desde a d\u00e9cada de 1920 at\u00e9 o presente - para citar apenas algumas refer\u00eancias. Talvez um horizonte para futuros estudos sobre os <span class=\"small-caps\">lais<\/span> seja integrar debates e ideias que foram e est\u00e3o sendo produzidos com rigor e criatividade a partir da e para a Ibero-Am\u00e9rica, a fim de enriquecer abordagens anal\u00edticas de casos vernaculares emp\u00edricos, especialmente quando \u00e9 poss\u00edvel criar sinergias com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de prest\u00edgio dedicadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e disponibilidade de cole\u00e7\u00f5es e arquivos, uma situa\u00e7\u00e3o invej\u00e1vel se levarmos em conta a realidade da maioria dos pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Esses coment\u00e1rios n\u00e3o diminuem o valor de <em>M\u00e9todos en Acci\u00f3n<\/em>, que \u00e9, sem d\u00favida, uma boa contribui\u00e7\u00e3o para o campo dos estudos de cinema e document\u00e1rios mexicanos. O volume ensaia entradas metodol\u00f3gicas para produzir olhares cr\u00edticos sobre a produ\u00e7\u00e3o de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que exp\u00f5e ferramentas conceituais e pr\u00e1ticas e andaimes para gerar document\u00e1rios que servem como fonte de pesquisa - algo raro na \u00e1rea de estudos audiovisuais. Cada texto responde \u00e0 pergunta sobre as maneiras pelas quais um filme constr\u00f3i conhecimento e o torna percept\u00edvel - coloca-o em circula\u00e7\u00e3o - entre os espectadores; ou quais s\u00e3o os poderes e as limita\u00e7\u00f5es, o escopo e os paradoxos do uso da imagem na pesquisa. E, por sua vez, cada cap\u00edtulo \u00e9 uma linha de fuga em dire\u00e7\u00e3o ao leitor em busca de novas perguntas e, esperamos, de novos volumes: at\u00e9 que ponto a pesquisa pode aprimorar uma imagem ou \"afog\u00e1-la\", satur\u00e1-la, diminuir sua for\u00e7a sens\u00edvel? De que maneira a pesquisa condiciona o document\u00e1rio? Como podemos pensar sobre essas investiga\u00e7\u00f5es que, ao se tornarem imagens, s\u00e3o transformadas, adquirem uma condi\u00e7\u00e3o <em>anf\u00edbia<\/em>? O que esses dois dom\u00ednios e regimes de significado: ci\u00eancia\/pesquisa e filme document\u00e1rio, compartilham e como eles diferem em termos de m\u00e9todo? <em>M\u00e9todos em a\u00e7\u00e3o. Documentary Studies and Social Research<\/em> \u00e9 um espa\u00e7o plural para continuar a desenvolver o pensamento cr\u00edtico e testar ferramentas anal\u00edticas para uma abordagem interdisciplinar do filme de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Aimaretti, Mar\u00eda, Lorena Bordigoni y Javier Campo (2009). \u201cLa Escuela Documental de Santa Fe: un ciempi\u00e9s que camina\u201d, en Ana L. Lusnich y Pablo Piedras (comp.) <em>Una Historia del cine pol\u00edtico y social argentino. Formas, estilos y registros. Vol. I 1896-1969<\/em>. Buenos Aires: Nueva Librer\u00eda, pp. 359-394.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Amieva Collado, Mariana (2020). \u201cModelos cineclubistas latinoamericanos\u201d. <em>Revista Encuentros Latinoamericanos<\/em>, vol. 4, n\u00fam. 2, pp. 69-95.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Corro, Pablo, Carolina Larra\u00edn, Maite Alberdi y Camila Van Diest (2007). <em>Teor\u00edas del cine documental chileno, 1957-1973<\/em>. Santiago de Chile: Pontificia Universidad Cat\u00f3lica de Chile.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Kriger, Clara (2009). <em>Cine y peronismo<\/em>. Buenos Aires: Siglo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mouesca, Jaqueline (2005). <em>El documental chileno<\/em>. Santiago de Chile: <span class=\"small-caps\">lom<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">N\u00fa\u00f1ez, Fabi\u00e1n y Marina Tedesco Cavalcanti (2015). \u201cPensar el documental en Latinoam\u00e9rica: el singular m\u00e9todo f\u00edlmico de Marta Rodr\u00edguez y Jorge Silva\u201d. <em>Revista Cine Documental<\/em>, n\u00fam. 10, pp. 1-15.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ochoa, Guadalupe (coord.) (2013).<em> La construcci\u00f3n de la memoria. Historias del documental mexicano<\/em>. M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">conaculta.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Rodr\u00edguez, Mikel Lu\u00eds (1999). \u201c<span class=\"small-caps\">icb<\/span>: el primer organismo cinematogr\u00e1fico institucional en Bolivia (1952-1967)\u201d. <em>Revista Secuencias<\/em>, n\u00fam. 10, pp. 23-37.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Segu\u00ed, Isabel (2018). \u201cAuteurism, Machismo-Leninismo, and Other Issues. Women\u2019s Labor in Andean Oppositional Film Production\u201d. <em>Feminist Media Histories<\/em>, vol. 4, n\u00fam. 1, pp. 11\u201336. https:\/\/doi.org\/10.1525\/fmh.2018.4.1.11<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">V\u00e1zquez Mantec\u00f3n, \u00c1lvaro (2017). \u201cEl impacto del m\u00e9todo Varan en el registro de las nuevas identidades urbanas en el cine independiente de los a\u00f1os ochenta en M\u00e9xico\u201d, en Deborah Dorotinsky Alperstein <em>et al. <\/em>(coord.), <em>Variaciones sobre cine etnogr\u00e1fico. Entre la documentaci\u00f3n antropol\u00f3gica y la experimentaci\u00f3n est\u00e9tica. <\/em>M\u00e9xico: Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico y Universidad Aut\u00f3noma Metropolitana, pp. 179-201.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"no-indent translation-block\"><em>Mar\u00eda Aimaretti<\/em> \u00e9 doutora em Hist\u00f3ria e Teoria das Artes pela <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">uba<\/span><\/span><\/span><\/span>, pesquisadora associada da <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">conicet<\/span><\/span><\/span><\/span>, professora da <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">UBA<\/span><\/span><\/span> e pesquisadora dos institutos Gino Germani e Artes del Espect\u00e1culo. \u00c9 membro do grupo de estudos \"Arte, cultura e pol\u00edtica na Argentina recente\" e membro da Associa\u00e7\u00e3o Argentina de Estudos Cinematogr\u00e1ficos e Audiovisuais, da Rede de Pesquisadores do Cinema Latino-Americano e da Associa\u00e7\u00e3o Argentina de Pesquisa em Hist\u00f3ria da Mulher e Estudos de G\u00eanero. Suas \u00e1reas de reflex\u00e3o est\u00e3o ligadas, por um lado, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre arte e pol\u00edtica na Am\u00e9rica Latina - com um extenso trabalho de pesquisa sobre cinema, teatro e v\u00eddeo bolivianos - e, por outro lado, aos v\u00ednculos entre cultura popular e cultura de massa no cinema argentino, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s figura\u00e7\u00f5es do feminino.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado pelo Instituto de Investigaciones Jos\u00e9 Mar\u00eda Luis Mora, com o apoio do conacyt e o apoio da logo Editores, M\u00e9todos en acci\u00f3n. Estudios sobre documental e investigaci\u00f3n social re\u00fane oito ensaios que descrevem e analisam, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, v\u00e1rios fen\u00f4menos audiovisuais nos quais a pesquisa social e o campo documental interagem de forma complexa, abrindo quest\u00f5es te\u00f3ricas, metodol\u00f3gicas, \u00e9ticas e est\u00e9ticas.<\/p>","protected":false},"author":8,"featured_media":35809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[361,296,350],"coauthors":[704],"class_list":["post-35807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-10","tag-america-latina","tag-antropologia-visual","tag-documental","personas-maria-aimaretti","numeros-888"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Una caja de herramientas para pensar el documental &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"La investigaci\u00f3n social y el campo documental interact\u00faan de forma compleja. 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