{"id":35654,"date":"2022-03-21T20:40:50","date_gmt":"2022-03-21T20:40:50","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=35654"},"modified":"2024-04-23T19:08:28","modified_gmt":"2024-04-24T01:08:28","slug":"barber-cumes-machuca-kofes-zolueta-patrimonio-cultural-comercializacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/barber-cumes-machuca-kofes-zolueta-patrimonio-cultural-comercializacion\/","title":{"rendered":"Debates sobre patrim\u00f4nio cultural e comercializa\u00e7\u00e3o de express\u00f5es coletivas"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap abstract\">Na \u00faltima d\u00e9cada, uma onda de acusa\u00e7\u00f5es foi lan\u00e7ada contra marcas e empresas por usarem elementos culturais de grupos ind\u00edgenas. No M\u00e9xico, v\u00e1rios casos tiveram uma resson\u00e2ncia consider\u00e1vel: a reclama\u00e7\u00e3o da comunidade Mixe de Tlahuitoltepec contra a empresa francesa Isabel Marant por copiar sua blusa Xaam n\u00efxuy; o protesto da Secret\u00e1ria de Cultura, Alejandra Frausto, contra a grife Carolina Herrera por usar bordados de Tenango de Doria e o sarape de Saltillo; e, em tr\u00eas ocasi\u00f5es diferentes, a empresa de roupas da moda Zara foi acusada de pl\u00e1gio por usar desenhos de Aguacatenango, Chiapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora possa parecer injusto que empresas privadas se apropriem e lucrem com a iconografia e os desenhos produzidos por comunidades ind\u00edgenas, o que \u00e9 menos \u00f3bvio \u00e9 como os direitos sobre express\u00f5es culturais coletivas devem ser considerados. Desenvolvidos coletivamente, transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, esses produtos tamb\u00e9m s\u00e3o vendidos como mercadorias. Quem s\u00e3o os propriet\u00e1rios e que direitos eles t\u00eam sobre esses produtos? O que acontece quando os produtos culturais s\u00e3o separados do conjunto de pr\u00e1ticas, conhecimentos e modos de vida que est\u00e3o entrela\u00e7ados em sua produ\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">V\u00e1rias respostas institucionais e legais foram formuladas para reconhecer as caracter\u00edsticas particulares das express\u00f5es culturais. A <span class=\"small-caps\">UNESCO<\/span> aprovou em 2003 a Conven\u00e7\u00e3o para a Salvaguarda do Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial, que reconhece a dimens\u00e3o viva e din\u00e2mica do patrim\u00f4nio cultural, a principal fonte de identidade de grupos e comunidades. Na Guatemala, o Weavers' Movement (Movimento dos Tecel\u00f5es) liderou a reforma da lei para que as tecelagens maias fossem reconhecidas como propriedade intelectual coletiva dos povos ind\u00edgenas. Recentemente, no M\u00e9xico, em 2019, o Senado aprovou a Lei para a Salvaguarda do Conhecimento, da Cultura e da Identidade dos Povos e Comunidades Ind\u00edgenas e Afro-Mexicanos, que busca evitar o uso indevido e a apropria\u00e7\u00e3o indevida do conhecimento, da cultura, das express\u00f5es e da identidade das comunidades ind\u00edgenas e afro-mexicanas com base em seus direitos coletivos e inalien\u00e1veis sobre esses elementos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Nesta edi\u00e7\u00e3o da <em>Encartes<\/em>, convidamos pesquisadores a compartilhar suas reflex\u00f5es sobre essas quest\u00f5es relacionadas ao patrim\u00f4nio da iconografia ind\u00edgena e aos direitos culturais das comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Em um mundo capitalista, focado na prote\u00e7\u00e3o da propriedade individual, como se deve pensar nos direitos sobre express\u00f5es culturais coletivas?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"cumes\">\n        <p class=\"nombre\">Aura Cumes<\/p>\n        <p class=\"llamada\">O mundo capitalista, colonial e patriarcal est\u00e1 em boa sa\u00fade.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"machuca\">\n        <p class=\"nombre\">Jesus Antonio Machuca<\/p>\n        <p class=\"llamada\">A validade dos direitos coletivos pressup\u00f5e o reconhecimento de sujeitos igualmente coletivos.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"kofes\">\n        <p class=\"nombre\">Suely Kofes<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Podemos concordar com a expans\u00e3o e a domina\u00e7\u00e3o do capitalismo em escala global, mas tamb\u00e9m devemos admitir sua realiza\u00e7\u00e3o diferenciada.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"zolueta\">\n        <p class=\"nombre\">X\u00f3chitl Zolueta<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Um dos pontos interessantes que a discuss\u00e3o sobre a prote\u00e7\u00e3o de express\u00f5es culturais trouxe \u00e0 tona \u00e9 a opress\u00e3o e a exclus\u00e3o do direito de grupos em situa\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta cumes\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">O mundo capitalista, colonial e patriarcal goza de boa sa\u00fade gra\u00e7as \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o permanente dos bens, da vida e da sabedoria milenar dos povos ind\u00edgenas, afrodescendentes e rurais. Assim, empresas transnacionais de grande poder penetram violentamente em todos os cantos do mundo para privatizar o que n\u00e3o foi privatizado, apropriando-se da autoria intelectual e material das sementes, da medicina, da arte, dos alimentos, da m\u00fasica etc. Todo o conhecimento que h\u00e1 mil\u00eanios vem sendo criado e protegido por l\u00f3gicas comunit\u00e1rias, comunais ou coletivas em diversos povos \u00e9 considerado pelos capitalistas como \"conhecimento de ningu\u00e9m\" ou \"conhecimento sem dono\" se n\u00e3o for incorporado \u00e0 l\u00f3gica da propriedade individual. Isso aconteceu com as sementes ancestrais quando empresas criminosas introduziram modifica\u00e7\u00f5es em suas c\u00e9lulas e reivindicaram a propriedade de toda a semente; isso tamb\u00e9m aconteceu com os tecidos dos povos nativos quando empresas ou indiv\u00edduos introduziram pequenas modifica\u00e7\u00f5es neles e se apropriaram de conhecimentos milenares.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, para responder \u00e0 pergunta, o capitalismo, antes de proteger a propriedade individual, rouba-a dos outros e, quando a tem, constr\u00f3i mecanismos legais para proteger o que tomou. Diante disso, os povos t\u00eam buscado construir mecanismos para proteger o que lhes pertence e t\u00eam encontrado op\u00e7\u00f5es que caminham lado a lado com a forma como o Ocidente os tem nomeado: como \"etnias\" e \"culturas\". Assim, embora a vida dos povos ind\u00edgenas seja um todo insepar\u00e1vel, o Ocidente insiste em nomear suas cria\u00e7\u00f5es como \"express\u00f5es culturais\", isolando o que nomeia como \"cultura\" do \u00e2mbito pol\u00edtico, econ\u00f4mico, epistemol\u00f3gico e ontol\u00f3gico. Embora o conceito de \"express\u00f5es culturais coletivas\" seja problem\u00e1tico, muitos povos o est\u00e3o usando para buscar proteger seu conhecimento em v\u00e1rios campos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outros processos que aspiram a ser constru\u00eddos dentro da estrutura de soberania, autodetermina\u00e7\u00e3o e autonomia dos povos; isso significa desconsiderar o Estado como entidade governante ou legitimadora de sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p> \n      <div class=\"respuesta machuca\"> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract translation-block\">A validade dos direitos coletivos implica o reconhecimento de <em>sujeitos igualmente coletivos<\/em> como leg\u00edtimos deposit\u00e1rios de determinados bens de interesse e uso comum, como o territ\u00f3rio e o patrim\u00f4nio cultural. H\u00e1 bens atribu\u00eddos a determinados grupos ou setores empresariais, como as cooperativas, cuja titularidade \u00e9 reconhecida sob a figura das <em>marcas coletivas<\/em>, mas nem por isso deixam de exercer exclusividade e monop\u00f3lio sobre eles. <\/em>N\u00e3o \u00e9 esse, por\u00e9m, o caso da propriedade coletiva, que se estende ao povo e a toda a comunidade. Os chamados <em>comuns<\/em> seriam um caso representativo desse tipo de propriedade. Atualmente, os direitos coletivos s\u00e3o inalien\u00e1veis e imprescrit\u00edveis e se referem \u00e0 defesa do territ\u00f3rio, da cultura e da identidade.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta kofes\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Responderei \u00e0s perguntas falando tamb\u00e9m sobre incertezas.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos concordar com a expans\u00e3o e o dom\u00ednio do capitalismo em escala global, mas tamb\u00e9m devemos admitir sua realiza\u00e7\u00e3o diferenciada, porque ele n\u00e3o age sozinho, mas em meio a outras exist\u00eancias e resist\u00eancias. Como muitos autores t\u00eam sugerido atualmente, o entrela\u00e7amento de m\u00faltiplas exist\u00eancias e a extens\u00e3o de mundos diferentes problematizam e desestabilizam o capitalismo e as identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A formula\u00e7\u00e3o da primeira pergunta deve ser questionada porque pressup\u00f5e que o mundo capitalista est\u00e1 centrado na prote\u00e7\u00e3o da propriedade individual. As opera\u00e7\u00f5es legais das grandes corpora\u00e7\u00f5es, por exemplo, desafiam essa suposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\"Em um mundo capitalista, focado na prote\u00e7\u00e3o da propriedade individual, como se deve pensar em direitos sobre express\u00f5es culturais coletivas?\" - Minha posi\u00e7\u00e3o \u00e9 que generaliza\u00e7\u00f5es como \"um mundo capitalista\" e \"propriedade individual\" devem ser descartadas em primeiro lugar, porque desde o in\u00edcio esses termos e a rela\u00e7\u00e3o entre eles exigem complexifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 segunda parte da pergunta, \"como pensar\", gostaria de salientar que h\u00e1 muitos que est\u00e3o pensando, escrevendo e discutindo essas quest\u00f5es. Mas acrescento que tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio considerar quais pensamentos s\u00e3o transmitidos pelas a\u00e7\u00f5es e movimentos ind\u00edgenas diante dos sucessivos e seculares ataques a suas vidas, territ\u00f3rios, cria\u00e7\u00f5es e bens. As poss\u00edveis respostas, que s\u00e3o diversas, est\u00e3o nelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na terceira parte, gostaria de advertir que n\u00e3o se trata apenas de express\u00f5es culturais, mas de exist\u00eancias, rela\u00e7\u00f5es sociais e vidas que tamb\u00e9m s\u00e3o feitas nessas e com essas cria\u00e7\u00f5es culturais. Essa advert\u00eancia conota as respostas anteriores e, portanto, dificulta respostas diretas e simplificadas.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta zolueta\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Um dos pontos interessantes que a discuss\u00e3o sobre a prote\u00e7\u00e3o de express\u00f5es culturais trouxe \u00e0 tona \u00e9 a opress\u00e3o e a exclus\u00e3o de grupos vulner\u00e1veis da lei. No caso espec\u00edfico do M\u00e9xico, os povos nativos, ind\u00edgenas ou afro-mexicanos colocaram no centro do debate a necessidade de desconstruir a lei e pens\u00e1-la n\u00e3o apenas a partir de uma perspectiva individualista, mas tamb\u00e9m coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">A l\u00f3gica seguida atualmente no campo do direito \u00e9 a de proteger essas express\u00f5es culturais coletivas do ponto de vista mercantil e individual, por isso as inst\u00e2ncias da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual (<span class=\"small-caps\">ompi<\/span>), pertencentes \u00e0 <span class=\"small-caps\">un<\/span>, insistem em propor o sistema de propriedade intelectual como o caminho mais adequado; no entanto, a experi\u00eancia tem demonstrado que esse caminho n\u00e3o resolve os principais problemas encontrados atualmente. Esse \u00e9 o caso das estruturas jur\u00eddicas de propriedade intelectual coletiva ou <em>sui generis<\/em> do Brasil, Costa Rica, Peru, Nicar\u00e1gua e Venezuela, que protegem a express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer que essa perspectiva do direito se concentra na prote\u00e7\u00e3o de objetos, de cria\u00e7\u00f5es; no entanto, os direitos sobre express\u00f5es culturais coletivas devem estar centrados na pessoa, portanto, como o Dr. Francisco L\u00f3pez B\u00e1rcenas aponta, esses direitos devem ser entendidos como um direito vinculado \u00e0 identidade cultural, bem como a uma estreita rela\u00e7\u00e3o com os territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Conceitos como patrim\u00f4nio cultural intang\u00edvel, apropria\u00e7\u00e3o cultural e \"extrativismo epistemol\u00f3gico\" representam um passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 autonomia dos grupos ind\u00edgenas e \u00e0 diversidade cultural? De que forma e at\u00e9 que ponto?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"cumes\">\n        <p class=\"nombre\">Aura Cumes<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Esses conceitos s\u00e3o os que se tornaram oficializados ou dispon\u00edveis para as lutas pela defesa do conhecimento<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"machuca\">\n        <p class=\"nombre\">Jesus Antonio Machuca<\/p>\n        <p class=\"llamada\">O \"extrativismo epistemol\u00f3gico\" \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o que tem sido \u00fatil para denunciar e descrever a terceira fase do capitalismo.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"kofes\">\n        <p class=\"nombre\">Suely Kofes<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Eu responderia afirmativamente, mas observaria que essas no\u00e7\u00f5es pertencem a dom\u00ednios conceituais diferentes e tamb\u00e9m que elas t\u00eam limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"zolueta\">\n        <p class=\"nombre\">X\u00f3chitl Zolueta<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Um dos principais problemas ao abordar a quest\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o das express\u00f5es culturais \u00e9 a homogeneiza\u00e7\u00e3o das categorias conceituais com as quais tentamos explic\u00e1-la.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta cumes\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Como eu disse anteriormente, esses conceitos s\u00e3o os que se tornaram oficializados ou dispon\u00edveis para as lutas de defesa do conhecimento; muitas comunidades fizeram uso deles, e o fato de serem oficiais n\u00e3o significa que sejam f\u00e1ceis de usar ou respeitados pelo sistema capitalista. Mas \u00e9 vital reconhecer que os conceitos de \"patrim\u00f4nio\", \"heran\u00e7a cultural\", \"patrim\u00f4nio cultural intang\u00edvel\" ou \"apropria\u00e7\u00e3o cultural\" nem sempre representam um avan\u00e7o na autonomia dos povos ind\u00edgenas; pelo contr\u00e1rio, em muitos casos, eles se tornam camisas de for\u00e7a dentro das quais reivindica\u00e7\u00f5es mais complexas, mais profundas e mais politicamente carregadas devem ser acomodadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Movimento dos Tecel\u00f5es Maias da Guatemala, as roupas e cria\u00e7\u00f5es t\u00eaxteis maias n\u00e3o s\u00e3o consideradas \"patrim\u00f4nio cultural\", muito menos \"patrim\u00f4nio do Estado\", mas sim o conhecimento coletivo e as cria\u00e7\u00f5es dos povos maias, elaboradas principalmente por mulheres no contexto da autonomia de suas vidas. Decidiu-se usar \"patrim\u00f4nio dos povos ind\u00edgenas\", que \u00e9 mais espec\u00edfico. Mas, de qualquer forma, para proteger suas pr\u00f3prias cria\u00e7\u00f5es coletivas, os povos origin\u00e1rios tiveram que adotar conceitos que contradizem suas epistemologias, como \"patrim\u00f4nio\", \"propriedade\" etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento dos povos est\u00e1 apenas come\u00e7ando a ser nomeado como \"patrim\u00f4nio\" ou \"propriedade\" em face da persegui\u00e7\u00e3o e do roubo permanentes dos sistemas capitalistas coloniais e patriarcais. Sem essa persegui\u00e7\u00e3o, as sementes, os medicamentos, os alimentos, os t\u00eaxteis etc. fazem parte de suas vidas cotidianas. No entanto, h\u00e1 tamb\u00e9m a dificuldade de que, em algum momento, pode-se esquecer que conceitos como \"patrim\u00f4nio\", que foram estrategicamente adotados para defender um bem, podem se tornar naturalizados. E isso pode levar a diferen\u00e7as entre aqueles que se apegam \u00e0s defini\u00e7\u00f5es oficiais, que est\u00e3o at\u00e9 mesmo dispostos a negociar com os Estados para que eles lhes ofere\u00e7am alguma prote\u00e7\u00e3o, e aqueles que lutam para encontrar sa\u00eddas mais alinhadas com a soberania, a autonomia e a autodetermina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o os tornem dependentes do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta machuca\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract translation-block\">O \"extrativismo epistemol\u00f3gico\" \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o que tem sido \u00fatil para denunciar e descrever a terceira fase do capitalismo, que consiste na explora\u00e7\u00e3o da cultura como uma mercadoria sem contemplar plenamente todas as suas implica\u00e7\u00f5es. O termo patrim\u00f4nio cultural intang\u00edvel foi incorporado ao direito internacional com o prop\u00f3sito expl\u00edcito de proteger esses bens e seus detentores. Entretanto, sua mera inclus\u00e3o n\u00e3o garante nada. Al\u00e9m disso, seu escopo \u00e9 limitado. A pr\u00f3pria Conven\u00e7\u00e3o para a Salvaguarda do Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial (<span class=\"small-caps\">UNESCO, <\/span>2003) omite a quest\u00e3o da propriedade coletiva do patrim\u00f4nio cultural e sua prote\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 necess\u00e1rio, portanto, aguardar um processo que se originar\u00e1 de um movimento geral pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o e \u00e0 autonomia dos povos, a partir do qual ser\u00e1 garantida sua integridade cultural, enriquecida com a contribui\u00e7\u00e3o de novas categorias, como a do <em>patrim\u00f4nio biocultural<\/em>, pois \u00e9 a fonte que permite as condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade das comunidades e de sua cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ajudaria os povos a identificar o tipo e o grau de afeta\u00e7\u00e3o de seu patrim\u00f4nio, j\u00e1 que as condi\u00e7\u00f5es sob as quais a desapropria\u00e7\u00e3o ocorre atualmente, como no caso do conhecimento tradicional (por exemplo, com a implementa\u00e7\u00e3o do Protocolo de Nagoya como uma pol\u00edtica nacional no M\u00e9xico), s\u00e3o diferentes do que pode ser exatamente o caso da extra\u00e7\u00e3o de recursos como os minerais.<\/p>\n\n\n\n<p>A novidade consiste no fato de que essas tecnologias possibilitam a duplica\u00e7\u00e3o dos bens para consumar sua apropria\u00e7\u00e3o. Por meio de sua aplica\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel obter uma duplica\u00e7\u00e3o desses bens com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas propriedades sem que eles sofram qualquer altera\u00e7\u00e3o. Mesmo sem afetar os sistemas interpretativos dos atores sociais. Por outro lado, h\u00e1 um interesse crescente nos modos nativos de interpreta\u00e7\u00e3o, na medida em que eles possibilitam discernir a efic\u00e1cia pr\u00e1tica de suas aplica\u00e7\u00f5es, por exemplo, na medicina tradicional, o que permite que as empresas economizem as despesas e o tempo envolvidos em repetidas tentativas de tentativa e erro.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta kofes\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract translation-block\">Eu responderia afirmativamente, mas ressaltaria que essas no\u00e7\u00f5es pertencem a dom\u00ednios conceituais diferentes e tamb\u00e9m que elas t\u00eam limita\u00e7\u00f5es. O patrim\u00f4nio cultural intang\u00edvel, acordado pela <span class=\"small-caps\">unesco<\/span> em 2003, estabeleceu uma pol\u00edtica de conserva\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o internacional para sua salvaguarda e apoio. Ao fazer isso, estimulou a cria\u00e7\u00e3o de inst\u00e2ncias nacionais em v\u00e1rios pa\u00edses para registros culturais que oferecem limites, embora fr\u00e1geis em muitos casos, aos constantes ataques que afetam sua continuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de apropria\u00e7\u00e3o cultural, por outro lado, fica emaranhado em sua pr\u00f3pria extens\u00e3o e ambival\u00eancia sobre quem se apropria do que de quem e por meio de que tipo de rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Sobre a apropria\u00e7\u00e3o, quero evocar aqui algumas afirma\u00e7\u00f5es instigantes feitas por Homi Bhabha em uma reuni\u00e3o de discuss\u00e3o sobre esse t\u00f3pico.<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\" target=\"_self\">1<\/a> Ele observa que ningu\u00e9m fala sobre apropria\u00e7\u00e3o at\u00e9 que algu\u00e9m considere que algo inapropriado est\u00e1 acontecendo, e enfatiza a inadequa\u00e7\u00e3o do uso da apropria\u00e7\u00e3o para qualquer interse\u00e7\u00e3o cultural. Por fim, ele chama a aten\u00e7\u00e3o para o senso de propriedade que pode surgir na no\u00e7\u00e3o de apropria\u00e7\u00e3o, com a pergunta \"a quem pertence o qu\u00ea?\" (Asega <em>et al.<\/em>, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 nessa declara\u00e7\u00e3o uma \u00eanfase na \"relacionalidade\" que problematiza o conceito de apropria\u00e7\u00e3o cultural. O adjetivo cultural acrescenta imprecis\u00e3o a ele. Portanto, eu tenderia a n\u00e3o ver nesse conceito um passo \u00e0 frente para a autonomia dos grupos ind\u00edgenas, para que assumam a quest\u00e3o em seus pr\u00f3prios termos. No que diz respeito \u00e0 diversidade cultural, o desafio \u00e9 criar as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas para a toler\u00e2ncia da diversidade e das identidades, mas fundamentalmente para a exist\u00eancia e a simetria entre as diferen\u00e7as. Na bela formula\u00e7\u00e3o de Tim Ingold, usada como met\u00e1fora, a aranha dan\u00e7a com a mosca na teia, mas nem a mosca se torna a aranha nem a aranha a mosca (2011).<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta zolueta\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">Um dos principais problemas ao abordar a quest\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o das express\u00f5es culturais \u00e9 a homogeneiza\u00e7\u00e3o das categorias conceituais com as quais tentamos explic\u00e1-la. Essa circunst\u00e2ncia faz com que os processos de teoriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o sejam paralelos aos processos reais vividos pelas comunidades ou povos origin\u00e1rios, ind\u00edgenas ou afro-mexicanos e, portanto, n\u00e3o contribuem necessariamente para a realiza\u00e7\u00e3o de processos de autonomia nesses espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante considerar que, mesmo na esfera acad\u00eamica e jur\u00eddica, h\u00e1 discuss\u00f5es hoje sobre os conceitos de cultura, patrim\u00f4nio cultural imaterial e express\u00f5es culturais, que ainda n\u00e3o s\u00e3o consensuais. Assim, na Am\u00e9rica Latina, as propostas te\u00f3ricas est\u00e3o sendo desenvolvidas a partir da pr\u00f3pria cosmovis\u00e3o dos povos nativos e ind\u00edgenas em uma postura anticolonial, ou seja, para a constru\u00e7\u00e3o de uma verdadeira autonomia e liberta\u00e7\u00e3o com base em suas pr\u00f3prias propostas filos\u00f3ficas, te\u00f3ricas e at\u00e9 mesmo jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Grande parte da legisla\u00e7\u00e3o recente sobre express\u00f5es culturais enfatiza que festivais, m\u00fasicas, trajes e conhecimentos medicinais de diversas culturas s\u00e3o fontes cruciais de identidade. Essa \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia para garantir a sobreviv\u00eancia de comunidades amea\u00e7adas por imposi\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas? Ou, ao contr\u00e1rio, h\u00e1 o risco de reificar as express\u00f5es culturais e impedir a transforma\u00e7\u00e3o das identidades sociais?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"cumes\">\n        <p class=\"nombre\">Aura Cumes<\/p>\n        <p class=\"llamada\">A etniciza\u00e7\u00e3o e a culturaliza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e afrodescendentes t\u00eam sido muito bem-sucedidas porque andam de m\u00e3os dadas com a folcloriza\u00e7\u00e3o e a mercantiliza\u00e7\u00e3o de suas vidas.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"machuca\">\n        <p class=\"nombre\">Jesus Antonio Machuca<\/p>\n        <p class=\"llamada\">No contexto do turismo global, houve casos de transforma\u00e7\u00e3o de rituais em espet\u00e1culo.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"kofes\">\n        <p class=\"nombre\">Suely Kofes<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Para responder a essa pergunta, descreverei brevemente um contexto parcial do conflito entre a cole\u00e7\u00e3o \"Tribos\" de sand\u00e1lias Havaianas (produzida pela f\u00e1brica da Alpargatas) e o grafite Yawalapiti.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"zolueta\">\n        <p class=\"nombre\">X\u00f3chitl Zolueta<\/p>\n        <p class=\"llamada\">\u00c9 importante considerar que vincular a identidade cultural a express\u00f5es n\u00e3o implicaria, por si s\u00f3, em um risco de mercantiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta cumes\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">A etniciza\u00e7\u00e3o e a culturaliza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e afrodescendentes t\u00eam sido muito bem-sucedidas porque andam de m\u00e3os dadas com a folcloriza\u00e7\u00e3o e a mercantiliza\u00e7\u00e3o de suas vidas. Devido aos desequil\u00edbrios de poder, os capitalistas ganham mais com essa culturaliza\u00e7\u00e3o e folcloriza\u00e7\u00e3o do que os pr\u00f3prios povos, porque criam s\u00edmbolos e espet\u00e1culos que t\u00eam o poder de ocultar a hist\u00f3ria colonial de viol\u00eancia e roubo, criando a ilus\u00e3o de que \"apreciam\" a \"etnia\" ou que \"valorizam nossa cultura\", devolvendo-a a n\u00f3s como uma mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida, diante da amea\u00e7a de roubo, apropria\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o do conhecimento, surgem mecanismos comunit\u00e1rios de prote\u00e7\u00e3o. Estou pensando nas Escolas de Tecelagem, implementadas pelo Movimento Nacional de Tecel\u00f5es Maias da Guatemala, cujo objetivo \u00e9 salvaguardar comunitariamente o conhecimento milenar, defender a autonomia na confec\u00e7\u00e3o de nossas pr\u00f3prias roupas, transferir sabedoria intergeracionalmente, promover o cuidado da M\u00e3e Terra, defender territ\u00f3rios e bens comunit\u00e1rios etc. Tamb\u00e9m estou pensando na prote\u00e7\u00e3o coletiva de sementes nativas, na produ\u00e7\u00e3o de medicamentos e alimentos ancestrais por mulheres de diferentes comunidades, que ao mesmo tempo defendem seu territ\u00f3rio contra empresas transnacionais. Tudo isso, sem d\u00favida, promove o que foi chamado de \"identidade\", mas vai muito al\u00e9m disso, pois \u00e9 uma defesa integral contra a amea\u00e7a de destrui\u00e7\u00e3o de suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que deve ser reconhecido \u00e9 a criatividade na defesa da vida de muitas comunidades, cujos habitantes, com grande dignidade, se recusam a ser objetificados para defender comunitariamente o que criaram ao longo de mil\u00eanios, sem ignorar a destrui\u00e7\u00e3o que esses sistemas causaram quando criaram confrontos dentro das mesmas comunidades e povos. \u00c9 essencial desativar a ideia de que as cria\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas s\u00e3o exclusivamente \"express\u00f5es culturais\", porque isso \u00e9 apenas um sinal da separa\u00e7\u00e3o que o mundo ocidental fez.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta machuca\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">No contexto do turismo global, houve casos de rituais transformados em espet\u00e1culo, e h\u00e1 uma tend\u00eancia de mostrar a identidade retoricamente como uma caracter\u00edstica distintiva no pr\u00f3prio gesto pelo qual ela \u00e9 reificada. A pol\u00edtica de identidade \u00e9 uma estrat\u00e9gia para o reconhecimento dos povos, mas muitas vezes tem se concentrado na forma\u00e7\u00e3o de uma imagem essencializada da identidade, ou afirma-se que ela \u00e9 preservada de qualquer forma, apesar da perda de territ\u00f3rio, idioma ou h\u00e1bitos alimentares, como se pudesse sobreviver ap\u00f3s e apesar da dissolu\u00e7\u00e3o de seus principais referentes. Por outro lado, as identidades podem ser reconfiguradas por meio do contato com outras influ\u00eancias culturais sem desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta kofes\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract translation-block\">Para responder a essa pergunta, descreverei brevemente um contexto parcial<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\" target=\"_self\">2<\/a> sobre o conflito entre a cole\u00e7\u00e3o \"Tribos\" de sand\u00e1lias Havaianas (produzida pela f\u00e1brica Alpargatas) e o grafite Yawalapiti (Alto do Xingu, Mato Grosso).<a class=\"anota\" id=\"anota3\" data-footnote=\"3\" target=\"_self\">3<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"image-slider\">\n                <div class=\"frame\">\n                    <div class=\"picture\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageGallery\">\n                        <figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/archive.org\/download\/vol5num9-multimedia\/discrepancia-imagen_1.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"591x299\" data-index=\"0\" data-caption=\"Ilustraci\u00f3n 1. En esta imagen reproducida en un reportaje del diario El Pa\u00eds (Novaes, 2015) vemos que las chanclas llevan impresa la gr\u00e1fica del pueblo yawalapiti (Alto do Xingu, Mato Grosso).\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/vol5num9-multimedia\/discrepancia-imagen_1.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure><figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/archive.org\/download\/vol5num9-multimedia\/discrepancia-imagen_2.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"640x394\" data-index=\"0\" data-caption=\"Ilustraci\u00f3n 2. Imagen de un dibujo de la Asociaci\u00f3n Yawalapiti Awap\u00e1.\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/vol5num9-multimedia\/discrepancia-imagen_2.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure>                    <\/div>    \n                <\/div>\n                    <div class=\"caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o 1. Nesta imagem reproduzida em uma reportagem do jornal El Pa\u00eds (Novaes, 2015), podemos ver que os chinelos s\u00e3o estampados com os grafismos do povo Yawalapiti (Alto do Xingu, Mato Grosso).<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div><div class=\"caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o 2: Imagem de um desenho da Associa\u00e7\u00e3o Yawalapiti Awap\u00e1.<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div>                <div class=\"bullets\"><\/div>\n            <\/div><\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Essa cole\u00e7\u00e3o provocou um intenso debate sobre as quest\u00f5es levantadas aqui, ou seja, se os desenhos eram de propriedade coletiva ou se eram protegidos por direitos autorais e quem deveria autorizar sua reprodu\u00e7\u00e3o. Ou seja, se os desenhos eram de propriedade coletiva ou se eram protegidos por direitos autorais, e a quest\u00e3o de quem deveria autorizar sua reprodu\u00e7\u00e3o: os autores dos desenhos, parte do coletivo, qual coletivo? Essas quest\u00f5es surgiram do fato de que a ag\u00eancia de publicidade que produziu a campanha da cole\u00e7\u00e3o \"Tribes\" obteve o direito de usar e reproduzir os desenhos de um Yawalapiti, mas n\u00e3o do <em>putaki wikiti<\/em> (\"dono da aldeia\", ou o chefe do povo Yawalapiti). Tamb\u00e9m n\u00e3o houve consulta ou consentimento dos outros povos do Alto Xingu.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da cole\u00e7\u00e3o \"Tribos\", n\u00e3o se tratou de uma descontextualiza\u00e7\u00e3o colonial cl\u00e1ssica, mas de um gesto pol\u00edtico e de um grande mal-entendido. Em seu favor, Anui\u00e1 Yawalapiti alegou que havia feito isso porque a cole\u00e7\u00e3o \"Tribos\" n\u00e3o era comercial, pois era uma produ\u00e7\u00e3o limitada e de distribui\u00e7\u00e3o gratuita. Ele tamb\u00e9m afirmou que \"n\u00e3o sabia que tinha que pedir permiss\u00e3o porque o desenho era meu, a pintura era minha\".<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o gratuita, com a inten\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria da empresa Alpargatas (detentora da produ\u00e7\u00e3o das sand\u00e1lias Havaianas), n\u00e3o anulou o car\u00e1ter comercial da cole\u00e7\u00e3o \"Tribos\". Mesmo sem a venda direta dos produtos, uma a\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria constitui uma extens\u00e3o comercial. Mas poder\u00edamos acrescentar que design e produto, uma vez unidos, transformam-se mutuamente? De que forma? Essa seria uma hip\u00f3tese para uma investiga\u00e7\u00e3o sobre os pressupostos da \"biografia cultural das coisas\".<a class=\"anota\" id=\"anota4\" data-footnote=\"4\">4<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta zolueta\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">\u00c9 importante considerar que vincular a identidade cultural a express\u00f5es n\u00e3o implicaria, por si s\u00f3, um risco de reifica\u00e7\u00e3o; no entanto, o problema atual se concentra no uso de um discurso duplo para justificar a prote\u00e7\u00e3o dessas express\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Se analisarmos os instrumentos legais existentes em v\u00e1rios pa\u00edses para a prote\u00e7\u00e3o de express\u00f5es culturais, incluindo a recente Lei Federal para a Prote\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural dos Povos e Comunidades Ind\u00edgenas e Afro-Mexicanos, veremos que, em sua justificativa, ela prop\u00f5e o reconhecimento do v\u00ednculo identidade-express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema com essas legisla\u00e7\u00f5es \u00e9 que o desenvolvimento de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o se concentra no objeto e n\u00e3o no sujeito que o cria; dessa forma, ao reconhecer o direito de identidade vinculado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ao sujeito, gera-se uma legisla\u00e7\u00e3o que acaba objetivando as express\u00f5es e, portanto, mercantilizando-as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" translation-block\">Diante desse panorama, o que se requer \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de marcos legais que fortale\u00e7am os processos de autonomia reconhecidos nos marcos constitucionais, bem como na Conven\u00e7\u00e3o 169 sobre povos ind\u00edgenas e tribais da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), ou seja, pensar e construir de forma diferente da lei, pensar nos povos ind\u00edgenas e afro-mexicanos como sujeitos que podem gerar seus pr\u00f3prios mecanismos de prote\u00e7\u00e3o, em coordena\u00e7\u00e3o com o Estado mexicano.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Asega, Salome <em>et al<\/em>. (2017). \u201cApropria\u00e7\u00e3o cultural: uma mesa redonda\u201d. <em>Porto Arte: Revista de Artes Visuais<\/em>, vol. 22, n\u00fam. 37, pp. 1-24. http:\/\/dx.doi.org\/10.22456\/2179-8001.8013<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ingold, Tim (2011). \u201cWhen <span class=\"small-caps\">ant<\/span> Meets <span class=\"small-caps\">spider<\/span>. Social Theory for Arthropods\u201d, en Tim Ingold, <em>Being Alive. Essays on Movement, Knowledge, and Description<\/em>. Nueva York, Routledge, pp. 89-94<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Kopytoff, Igor (1986). \u201cThe Cultural Biography of Things: Commoditization as Process\u201d, en Arjun Appadurai (ed.), <em>The Social Life of Things: Commodities in Cultural Perspective.<\/em> Cambridge: Cambridge University Press, pp. 64-92. https:\/\/doi.org\/10.1017\/CBO9780511819582.004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Novaes, Marina (2015, 14 de febrero). \u201cAs sand\u00e1lias da pol\u00eamica\u201d. <em>El Pa\u00eds<\/em>. Recuperado de https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/02\/13\/politica\/1423839248_331372.html, consultado el 18 de febrero de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Organizaci\u00f3n de las Naciones Unidas para la Educaci\u00f3n, la Ciencia y la Cultura (<span class=\"small-caps\">unesco<\/span>) (2003). <em>Convenci\u00f3n para la Salvaguardia del Patrimonio Cultural Inmaterial<\/em>. Recuperado de https:\/\/ich.unesco.org\/en\/convention, consultado el 18 de febrero de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Strathern, Marilyn (2004). <em>Partial Connections<\/em>. Lanham: Rowman &amp; Littlefield.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\"><em>Rachel Barber<\/em> \u00e9 estudante de doutorado em Ci\u00eancias Sociais na <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">ciesas<\/span><\/span><\/span> Occidente. Ela trabalha na constru\u00e7\u00e3o de identidades trabalhistas de tecel\u00f5es artesanais nas terras altas de Chiapas. Sua tese de mestrado, <em>Um gosto adquirido: artesanato mexicano e a adapta\u00e7\u00e3o sociocultural de migrantes americanos em Chapala<\/em>, que trata da rela\u00e7\u00e3o entre o consumo de artesanato e a adapta\u00e7\u00e3o sociocultural de aposentados norte-americanos em Chapala, M\u00e9xico, foi publicada pela Universidade de Guadalajara em 2021. Ela est\u00e1 interessada nos t\u00f3picos de cultura material, mudan\u00e7a social e antropologia do trabalho, e na incorpora\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos documentais e audiovisuais em estudos etnogr\u00e1ficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\"><em>Aura Cumes<\/em> \u00e9 uma Kaqchiquel Maya da Guatemala, pensadora, escritora, professora e ativista. Ela tem como princ\u00edpio \u00e9tico pol\u00edtico o questionamento de todas as formas de domina\u00e7\u00e3o. Grande parte de seus esfor\u00e7os tem se concentrado na luta contra o sexismo e o racismo, vistos como problemas produzidos por dois grandes sistemas de domina\u00e7\u00e3o: o colonialismo e o patriarcado. Doutora em Antropologia pelo Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropolog\u00eda Social (<span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">ciesas<\/span><\/span><\/span><\/span>) M\u00e9xico. Mestre em Ci\u00eancias Sociais pela <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">flacso<\/span><\/span><\/span> Guatemala. Co-compiladora do livro <em>La encrucijada de las identidades, feminismos y mayanismos en di\u00e1logo<\/em> (2006) e coautora da pesquisa <em>Mayanizaci\u00f3n y vida cotidiana, el discurso multicultural en la sociedad guatemalteca<\/em> (2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\"><em>X\u00f3chitl Er\u00e9ndira Zolueta Juan<\/em> \u00e9 formado em direito e mestre em direito pela Faculdade de Direito da <span class=\"small-caps\">Unam<\/span><\/span><\/span><\/span><span class=\"small-caps\">Unam<\/span><\/span>. Ele \u00e9 especialista em direito ind\u00edgena, direitos humanos e direito ambiental, com experi\u00eancia em lit\u00edgios civis, criminais, familiares e de amparo. Colabora com organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais nacionais e internacionais, ministrando workshops, cursos, diplomas e semin\u00e1rios. Trabalhou no Instituto Nacional Indigenista e no Instituto Nacional de Antropologia e Hist\u00f3ria. Tem experi\u00eancia de ensino na Faculdade de Direito da <span class=\"small-caps\">unam<\/span>, na Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais, M\u00e9xico, no Instituto de Forma\u00e7\u00e3o Profissional e Estudos Superiores da Procuradoria Geral da <span class=\"small-caps\">cdmx<\/span><\/span><\/span><\/span> e na Universidade para o Bem-Estar Benito Ju\u00e1rez. Atualmente, ele tamb\u00e9m colabora com o coletivo Chimalli, Derechos Culturales.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\"><em>Jes\u00fas Antonio Machuca Ram\u00edrez <\/em>\u00e9 soci\u00f3logo da Faculdade de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e Sociais da <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. Atualmente, \u00e9 professor pesquisador do Departamento de Etnologia e Antropologia Social da <span class=\"small-caps\">inah<\/span><\/span><\/span><span class=\"small-caps\">inah<\/span><\/span>. Ministrou cursos sobre antropologia e patrim\u00f4nio cultural na Escola Nacional de Antropologia e Hist\u00f3ria.<\/em> Coordenou os semin\u00e1rios El Patrimonio Cultural en el Contexto de las Transformaciones del Siglo <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">xxi<\/span><\/span><\/span> e Aproximaciones multidisciplinarias al estudio de la memoria, com a Dra. Anne Warren Johnson, bem como o Diplomado de An\u00e1lisis de la Cultura y Patrimonio y Cultura, na Coordinaci\u00f3n Nacional de Antropolog\u00eda del <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span>. Atualmente, ele est\u00e1 realizando uma an\u00e1lise dos desafios institucionais impostos pelos paradigmas da diversidade cultural, dos direitos humanos e do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\"><em>Suely Kofes<\/em> \u00e9 professora titular do Departamento de Antropologia, <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">ppgas<\/span><\/span><\/span><\/span> e do Programa de Doutorado em Ci\u00eancias Sociais. \u00c9 coordenadora do Laborat\u00f3rio Antropol\u00f3gico de Grafia e Imagem (LA'grima), <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">ifch<\/span><\/span><\/span>, Unicamp. \u00c9 bacharel em Hist\u00f3ria (<span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">ufgo<\/span><\/span><\/span>) e mestre em Antropologia Social. Ela tem doutorado pela \u00c9cole des Hautes \u00c9tudes e pela <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">usp<\/span><\/span><\/span><\/span>. Ela foi professora visitante na Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona e na Universidade de Cambridge (1999\/2000), na Universidade de Illinois e na <span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\"><span class=\"small-caps\">ehess<\/span><\/span><\/span><\/span> (2006-2007). Publica\u00e7\u00f5es: <em>Mulher, Mulheres: Identidade, Diferen\u00e7a e Desigualdade na<\/em> <em>rela\u00e7\u00e3o entre patroas e empregadas dom\u00e9sticas<\/em>, Editora da Unicamp (2000), <em>Uma trajet\u00f3ria, em narrativas<\/em> (Mercado das Letras, 2015), <em>Vida&amp;Grafias<\/em>, Lamparina.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, uma onda de acusa\u00e7\u00f5es foi lan\u00e7ada contra marcas e empresas por usarem elementos culturais de grupos ind\u00edgenas. No M\u00e9xico, v\u00e1rios casos tiveram uma resson\u00e2ncia consider\u00e1vel: a reclama\u00e7\u00e3o da comunidade Mixe de Tlahuitoltepec contra a empresa francesa Isabel Marant por copiar sua blusa Xaam n\u00efxuy; o protesto da Secret\u00e1ria de Cultura, Alejandra Frausto, contra a grife Carolina Herrera por usar bordados de Tenango de Doria e o sarape de Saltillo; e, em tr\u00eas ocasi\u00f5es diferentes, a empresa de roupas da moda Zara foi acusada de pl\u00e1gio por usar desenhos de Aguacatenango, Chiapas.<\/p>","protected":false},"author":8,"featured_media":35874,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[597,300,342,926],"coauthors":[704],"class_list":["post-35654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-1","tag-brasil","tag-identidad","tag-indigenas","tag-patrimonio-cultural","personas-aura-cumes","personas-jesus-antonio-machuca-ramirez","personas-rachel-barber","personas-suely-kofes","personas-xochitl-erendira-zolueta-juan","numeros-888"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Debates sobre patrimonio cultural y la comercializaci\u00f3n &#8211; 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