{"id":35184,"date":"2021-09-15T16:36:53","date_gmt":"2021-09-15T16:36:53","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=35184"},"modified":"2024-04-23T18:22:35","modified_gmt":"2024-04-24T00:22:35","slug":"sosa-oktubre-carolina-bello-resena-redondos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/sosa-oktubre-carolina-bello-resena-redondos\/","title":{"rendered":"OKTUBRE, a montagem de uma era ou \"rock como todo choro\"."},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\"><em>Bombas daqui para l\u00e1. <br>Talvez seja irreal.<\/em> <br>Patricio Rey y Sus Redonditos de Ricota (Patricio Rey e seus Redonditos de Ricota)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\"><em>O ru\u00eddo \u00e9 uma arma e a m\u00fasica tamb\u00e9m,<\/em><br><em>em suas origens, realiza\u00e7\u00e3o e domestica\u00e7\u00e3o,<\/em><br><em>a ritualiza\u00e7\u00e3o do uso dessa arma<\/em><br><em>em um ritual de homic\u00eddio simulado.<\/em><br>Jacques Attali (1995: 40).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap abstract\">A afetividade nos faz brincar com as s\u00edlabas que - em uma esp\u00e9cie de malabarismo - nos levam a elaborar outros nomes novos - \u00e0s vezes estranhos - que nem sempre conseguem se estabelecer na multid\u00e3o ou perdurar no tempo, mas que - sem parar em sua fugacidade - pretendem abra\u00e7ar um objeto de amor. No romance <em><span class=\"small-caps\">oktubre<\/span><\/em> de Carolina Bello, essa \u00e9 a banda Los Red\u00f3 ou Los Redondos, como \u00e9 popularmente conhecida Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota (1976-2001), uma das bandas mais ic\u00f4nicas do \"rock nacional argentino\",<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> que revelou o jornalismo e as ci\u00eancias sociais<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a> na medida em que esculpiu um fen\u00f4meno cultural que tem sido o eixo de um importante processo de subjetiva\u00e7\u00e3o entre seus seguidores, (auto)atribu\u00eddos como ricoteros. Antes da <span class=\"small-caps\">covid<\/span>As missas \"ricoteras\", suas \"missas ricas\", atra\u00edam cerca de cem mil pessoas, que faziam essas \"peregrina\u00e7\u00f5es\" para assistir ao \"...\".<em>pogo<\/em> maior do mundo\" - que s\u00f3 \u00e9 capaz de desencadear <em>el Indio<\/em>,<a class=\"anota\" id=\"anota3\" data-footnote=\"3\">3<\/a> O vocalista da banda n\u00e3o \u00e9 indiferente a ningu\u00e9m que saiba de sua exist\u00eancia, seja por suas recrimina\u00e7\u00f5es contra a viol\u00eancia, pela manifesta\u00e7\u00e3o de afeto daqueles que cantam e dan\u00e7am suas m\u00fasicas ou pelo alt\u00edssimo n\u00edvel de comparecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do Pr\u00eamio Nacional de Literatura de 2020 no Uruguai,<a class=\"anota\" id=\"anota4\" data-footnote=\"4\">4<\/a> <em><span class=\"small-caps\">oktubre<\/span><\/em> \u00e9 uma homenagem n\u00e3o apenas a esse \u00e1lbum, mas tamb\u00e9m \u00e0 mitologia <em>ricota<\/em><a class=\"anota\" id=\"anota5\" data-footnote=\"5\">5<\/a>. Suas m\u00faltiplas refer\u00eancias s\u00e3o indicativas da pesquisa precisa e delicada na qual o enredo de Bello se baseia; uma delas foi transformar uma personagem ic\u00f4nica e imagin\u00e1ria da banda em uma personagem liter\u00e1ria: Olga Sudorova, um nome que <em>el Indio<\/em> costumava gritar em seus shows. Assim, a autora consolida uma nova tr\u00edade anal\u00edtica e est\u00e9tica ao reunir o \u00e1lbum hom\u00f4nimo de Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota (1986) com o filme sovi\u00e9tico de Eisenstein e Aleksandrov (1928), cuja rela\u00e7\u00e3o ela explora por meio de uma troca epistolar entre Hern\u00e1n e Olga, os personagens principais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"image-slider\">\n                <div class=\"frame\">\n                    <div class=\"picture\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageGallery\">\n                        <figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/archive.org\/download\/enc-8-multimedia\/sosa-oktuber-img-1.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"372x500\" data-index=\"0\" data-caption=\"Imagen 1. Portada del \u00e1lbum Oktubre\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/enc-8-multimedia\/sosa-oktuber-img-1.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure><figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/archive.org\/download\/enc-8-multimedia\/sosa-oktuber-img-2.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"953x500\" data-index=\"0\" data-caption=\"Imagen 2. Cartel del film Oktubre\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/enc-8-multimedia\/sosa-oktuber-img-2.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure>                    <\/div>    \n                <\/div>\n                    <div class=\"caption\">Imagem 1. capa do \u00e1lbum Oktubre<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div><div class=\"caption\">Imagem 2: P\u00f4ster do filme Oktubre<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div>                <div class=\"bullets\"><\/div>\n            <\/div>\n\n\n\n<p>Com cartas e <em>cassetes <\/em>Viajando de Buenos Aires para Pripyat entre 1985 e 1986, os dois jovens visitam as casas um do outro enquanto interpretam apaixonadamente as letras enigm\u00e1ticas do <em>Indio<\/em>. Entre o rioplatense de Hern\u00e1n e o castelhano mordiscado de Olga - devido \u00e0 sua m\u00e3e, uma argentina que migrou para a Ucr\u00e2nia antes de ela nascer -, floresce uma linguagem pr\u00f3pria, uma linguagem \u00edntima, um interst\u00edcio onde eles podem se abra\u00e7ar at\u00e9 que seus ossos esfriem, sem escapar completamente dos eventos pol\u00edticos nos quais suas vidas s\u00e3o enquadradas e atravessadas. Bello abre uma porta para as circunst\u00e2ncias das quais Hern\u00e1n e Olga s\u00e3o filhos: uma Argentina implodida pelo recente \"retorno \u00e0 democracia\" e uma Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas enfraquecida pela dor de Chernobyl.<a class=\"anota\" id=\"anota6\" data-footnote=\"6\">6<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\"O c\u00e3o, que agora olha para o c\u00e9u como um cego, nem sequer pressente que em poucos meses se tornar\u00e1 um selvagem, farejando restos, perdido entre ruas e escolas abandonadas, seguindo o rastro de azulejos quebrados em pisos de hospitais, entre a natureza que morrer\u00e1 e renascer\u00e1 de forma caprichosa, solit\u00e1ria, alterada\" (p. 11) \u00e9 uma das passagens em que Bello narra o horror que arrasta a vida de Olga. A explos\u00e3o dessa usina nuclear desempenha um papel importante em <em>OKTUBRE<\/em>em que o futuro \u00e9 recorrentemente vislumbrado a partir de um presente que ainda n\u00e3o conseguiu vislumbrar o que ser\u00e1 o significante Chernobyl. Essa cat\u00e1strofe faz parte do cen\u00e1rio pol\u00edtico no qual a cena do rock argentino de meados da d\u00e9cada de 1980 \u00e9 reconstru\u00edda: \"H\u00e1 um cara que fala antes de eles come\u00e7arem a tocar. Ele diz mon\u00f3logos como um poeta e o p\u00fablico alucina, h\u00e1 pessoas dan\u00e7ando e eles distribuem bu\u00f1uelos - biscoitos de massa frita - para o p\u00fablico\" (p. 14).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"image-slider\">\n                <div class=\"frame\">\n                    <div class=\"picture\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageGallery\">\n                        <figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/archive.org\/download\/enc-8-multimedia\/sosa-oktuber-img-3.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"750x500\" data-index=\"0\" data-caption=\"Imagen 3. Disco expuesto en el sitio oficial de X-Ray Audio Project\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/enc-8-multimedia\/sosa-oktuber-img-3.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure>                    <\/div>    \n                <\/div>\n                    <div class=\"caption\">Imagem 3. Disco em exibi\u00e7\u00e3o no site oficial do X-Ray Audio Project<\/div><div class=\"image-analysis\"><\/div>                <div class=\"bullets\"><\/div>\n            <\/div>\n\n\n\n<p><em>Cassetes <\/em>e cartas escritas \u00e0 m\u00e3o, tecnologias que est\u00e3o se tornando cada vez menos comuns e com uma dist\u00e2ncia temporal que pode se tornar eterna <em>atraso<\/em> para os \"nativos digitais\", que talvez - at\u00e9 mesmo - nunca tenham visto ou sequer saibam sobre gramofones ou aquelas placas de raios X nas quais a m\u00fasica era clandestinamente gravada e reproduzida na <span class=\"small-caps\">ussr<\/span>. Essa \"inven\u00e7\u00e3o que parecia m\u00e1gica, mas era ci\u00eancia\" (p. 67) possibilitou a transgress\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o<a class=\"anota\" id=\"anota7\" data-footnote=\"7\">7<\/a> O Partido emitiu um decreto sobre o consumo de m\u00fasica ocidental. Seus criadores, que tamb\u00e9m s\u00e3o personagens do romance, foram condenados ao Gulag e, sem querer, tornaram-se os autores desses \"...\".<em>imagens de dor e dano sobrepostas a sons de prazer, fotografias fr\u00e1geis do interior de cidad\u00e3os sovi\u00e9ticos gravadas com a m\u00fasica que eles amavam secretamente\".<a class=\"anota\" id=\"anota8\" data-footnote=\"8\">8<\/a><\/em>(<em>O Projeto de \u00c1udio X-Ray<\/em>2019) e, acima de tudo, de um objeto cultural indiscut\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse artesanato pode ser localizado no per\u00edodo moderno, que - na tipologia de Jacques Attali<a class=\"anota\" id=\"anota9\" data-footnote=\"9\">9<\/a>- corresponderia \u00e0 fase de repeti\u00e7\u00e3o. Os pr\u00f3prios personagens de Bello sugerem que esse setor de repeti\u00e7\u00e3o - ao qual o<em> sob<\/em> tende a se opor, a incomodar ou, pelo menos, a n\u00e3o passar despercebida - poderia ser \"La Bestia Pop\", uma m\u00fasica da banda e de outro de seus seres mitol\u00f3gicos, como o que habita seu pr\u00f3prio nome, Patricio Rey, mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, Los Redondos eram uma banda <em>sob<\/em>Esse status n\u00e3o os impediu de se tornarem um fen\u00f4meno cultural no Rio da Prata, embora diferente do Soda Stereo, uma banda liderada por Gustavo Cerati que percorreu palcos internacionais. Como se fosse uma esp\u00e9cie de Boca-River,<a class=\"anota\" id=\"anota10\" data-footnote=\"10\">10<\/a> essa oposi\u00e7\u00e3o<a class=\"anota\" id=\"anota11\" data-footnote=\"11\">11<\/a> infundada e exacerbada pela m\u00eddia, e n\u00e3o por disputas reais, \u00e9 enfatizada por Bello como caracter\u00edstica do cen\u00e1rio musical local na \u00e9poca. Isso tamb\u00e9m \u00e9 significativo porque o Estuario, que publicou <em><span class=\"small-caps\">oktubre<\/span><\/em> como parte da cole\u00e7\u00e3o <em>Discos<\/em><a class=\"anota\" id=\"anota12\" data-footnote=\"12\">12<\/a> -um mosaico afetivo do rock rioplatense- \u00e9 uma das editoras independentes mais importantes do Uruguai.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 fato \u00e9 que o jazz e o rock n\u00e3o tinham o mesmo som na Argentina.<a class=\"anota\" id=\"anota13\" data-footnote=\"13\">13<\/a> do que nos Estados Unidos ou nos <span class=\"small-caps\">ussr<\/span>A m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 apenas um meio de grava\u00e7\u00e3o, tanto em termos da tecnologia de reprodu\u00e7\u00e3o quanto do espa\u00e7o social e cultural de audi\u00e7\u00e3o, grava\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o da m\u00fasica. Para o marxista Attali, toda grava\u00e7\u00e3o - independentemente da tecnologia dispon\u00edvel - \u00e9 um meio de controle social que engloba um objetivo pol\u00edtico (1995: 130), na medida em que permite o controle e a vigil\u00e2ncia do ru\u00eddo. No entanto, ao contr\u00e1rio do que pode acontecer na produ\u00e7\u00e3o em massa das grandes gravadoras, aqui podemos pensar nisso como um retorno \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o,<a class=\"anota\" id=\"anota14\" data-footnote=\"14\">14<\/a> por causa da censura estatal sofrida n\u00e3o apenas pelos amantes da m\u00fasica sovi\u00e9tica, mas tamb\u00e9m pelos amantes da m\u00fasica argentina durante a \u00faltima ditadura militar (1976-1983), que fez do rock um inimigo a ser censurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o <em><span class=\"small-caps\">oktubre<\/span><\/em> de Los Redondos e Bello n\u00e3o constituem propaganda partid\u00e1ria, como foi o caso do <em>Oktubre <\/em>por Eisenstein e Aleksandrov (1928). No entanto, isso n\u00e3o significa que a politiza\u00e7\u00e3o esteja exclu\u00edda ou que esteja presente apenas por meio de refer\u00eancias a Chernobyl. \"October Fires\", a primeira m\u00fasica do \u00e1lbum, parece - como os personagens refletem - quebrar essa concep\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica como uma tarefa ligada a um partido ou, de qualquer forma, apenas a um partido. \"Sem uma bandeira do meu lado\".<a class=\"anota\" id=\"anota15\" data-footnote=\"15\">15<\/a> n\u00e3o \u00e9 uma cr\u00f4nica de ren\u00fancia \u00e0 pol\u00edtica como tal, mas uma proposta de outra forma de fazer pol\u00edtica que, por sua vez, pode evocar uma \"homenagem insurrecional aos oprimidos, feita a partir dos antros que os oprimem\", <em>subterr\u00e2neo<\/em>subterr\u00e2neo, eles fazem, mas n\u00e3o \u00e9 exatamente uma trincheira\" (Perros Sapiens, 2013: 77).<\/p>\n\n\n\n<p>Existe um brilho blocheano?<a class=\"anota\" id=\"anota16\" data-footnote=\"16\">16<\/a> na relut\u00e2ncia das faixas? Eu me arriscaria a responder que h\u00e1 uma tentativa de afirma\u00e7\u00e3o acompanhada de uma profunda desconfian\u00e7a que acaba se inclinando para a distopia. A pergunta n\u00e3o \u00e9 de menor import\u00e2ncia, j\u00e1 que o futuro \u00e9 uma quest\u00e3o central para essa dupla de jovens que, de certa forma, tamb\u00e9m poder\u00edamos pensar como representante da juventude da<em> correio<\/em>p\u00f3s-ditadura e p\u00f3s-Chernobyl. Mas para qual gera\u00e7\u00e3o de jovens o futuro n\u00e3o foi um problema?<\/p>\n\n\n\n<p>Nas esperas e pausas entre as cartas e m\u00fasicas enviadas por Olga e Hern\u00e1n, Bello faz sua pr\u00f3pria montagem com a introdu\u00e7\u00e3o de acordes, fotografias, notas jornal\u00edsticas e trechos de tango e poesia (embora o tango n\u00e3o seja outra face da poesia?). \u00c0 medida que as p\u00e1ginas s\u00e3o viradas, aparecem outros grandes nomes do rock, como Sumo, Bowie, Mayakovsky, Joy Division, Iggy, Velvet, Sad Lovers &amp; Giants e Bill Halley e suas pipas. Esses trechos se assemelham a uma interpreta\u00e7\u00e3o do universo ricotero sem diretrizes definitivas sobre ele. A pergunta de Hern\u00e1n \"Voc\u00ea se lembra que uma vez eu lhe disse que as pessoas do futuro poderiam entender uma \u00e9poca a partir das can\u00e7\u00f5es de Los Redondos?\" (p. 117) parece estabelecer uma cumplicidade entre os personagens e aqueles que t\u00eam essa obra nas m\u00e3os, e nos lembra que o passado - assim como o corpo, a m\u00fasica e a literatura - \u00e9 sempre um arquivo aberto. E como diz o texto <em>el Indio<\/em> em \"Todo un palo\", uma faixa de outro \u00e1lbum: \"El futuro lleg\u00f3 hace rato\".<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Aleksi\u00e9vich, Svetlana (2015). <em>Voces de Chern\u00f3bil. Cr\u00f3nica del futuro.<\/em> Barcelona: Debolsillo. Publicado originalmente en 1997.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Aliano, Nicol\u00e1s (2018). \u201c<em>El Indio<\/em> fue un formador, un salvador para nosotros. 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Uni\u00f3n Sovi\u00e9tica: Sovkino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\"><em><span class=\"small-caps\">infobae<\/span><\/em> (2017, 10 de marzo). \u201cM\u00edstica y pogo: tras un a\u00f1o,<em> el Indio <\/em>Solari vuelve a dar su misa ricotera\u201d. <em><span class=\"small-caps\">Infobae<\/span><\/em><span class=\"small-caps\">.<\/span> Recuperado de <a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/teleshow\/infoshow\/2017\/03\/10\/mistica-y-pogo-tras-un-ano-el-indio-solari-vuelve-a-dar-su-misa-ricotera\/\">https:\/\/www.infobae.com\/teleshow\/infoshow\/2017\/03\/10\/mistica-y-pogo-tras-un-ano-el-indio-solari-vuelve-a-dar-su-misa-ricotera\/<\/a>, consultado el 11 de agosto de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Krotz, Esteban (2020). \u201cAm\u00e9rica Latina a principios del siglo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>: entre distop\u00edas y utop\u00edas\u201d. <em>En-claves de Pensamiento. Revista de Filosof\u00eda, Arte, Literatura, Historia, <\/em>vol. 14, n\u00fam. 28, pp. 86-109.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota (1985). <em>Gulp!<\/em> [\u00e1lbum]. Buenos Aires: Wormo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota (1986). <em>Oktubre <\/em>[\u00e1lbum]. Buenos Aires: Del Cielito Records.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Perros Sapiens (2013). <em>Redondos. A qui\u00e9n le importa. Biograf\u00eda pol\u00edtica de Patricio Rey<\/em>. Buenos Aires: Tinta Lim\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">The X-Ray Audio Project (2019)<em>. <\/em>\u201cBone Music\u201d. <em>X-Ray Audio \u2013 by the Bureau of Lost Culture <\/em>[sitio web]<em>. <\/em>Recuperado de <a href=\"https:\/\/x-rayaudio.squarespace.com\/the-project\/\">https:\/\/x-rayaudio.squarespace.com\/the-project\/<\/a>, consultado el 11 de agosto de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Welschinger, Nicol\u00e1s (2014). \u201cRollinga no, stone. La m\u00fasica como tecnolog\u00eda del yo en j\u00f3venes mujeres de sectores populares en la Argentina\u201d. <em>Versi\u00f3n. Estudios de Comunicaci\u00f3n y Pol\u00edtica<\/em>, n\u00fam. 33, pp. 59-69. Recuperado de https:\/\/versionojs.xoc.uam.mx\/index.php\/version\/article\/view\/584, consultado el 11 de agosto de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Sem\u00e1n, Pablo y P. Vila (2008). \u201cLa m\u00fasica y los j\u00f3venes de los sectores populares: m\u00e1s all\u00e1 de las tribus\u201d. <em>Trans Revista Transcultural de M\u00fasica<\/em>, n\u00fam. 12<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><em>Mar\u00eda M\u00f3nica Sosa V\u00e1squez<\/em> \u00e9 antrop\u00f3loga social formada pela Universidade Aut\u00f4noma de Yucat\u00e1n (<span class=\"small-caps\">uady<\/span>). Mestrado em Antropologia Social pela Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (<span class=\"small-caps\">flacso<\/span>), sediada na Argentina, com trabalho de campo atual na Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires sobre afetividades pol\u00edticas em torno do futebol feminista. Ela colabora com o Laborat\u00f3rio de Antropologia Aplicada do <span class=\"small-caps\">flacso<\/span> e o Observat\u00f3rio Eleitoral da Am\u00e9rica Latina (<span class=\"small-caps\">oblato<\/span>) da Faculdade de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Buenos Aires (<span class=\"small-caps\">fsoc-uba<\/span>). Ela leciona como professora assistente no departamento de Sistemas Socioculturais da Am\u00e9rica. <span class=\"small-caps\">ii<\/span>do curso de Antropologia Social da Faculdade de Filosofia e Letras (<span class=\"small-caps\">ffyl<\/span>) do <span class=\"small-caps\">uba<\/span>. Seus interesses de pesquisa est\u00e3o na teoria antropol\u00f3gica, antropologia pol\u00edtica e estudos de g\u00eanero e etnia. Ele publicou \"Brazil: genealogy of a farce\" (2019) em <em>Revista Plural<\/em>Cultura, ass\u00e9dio e sociedade: de hegemonias e feminismos\" (2020) em <em>Encartes<\/em> e \"The machine of making readings: for an erotic against nature, psychoanalysis\" em <em>Debate feminista<\/em> (no prelo).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tanto o OKTUBRE de Los Redondos quanto o de Bello n\u00e3o constituem propaganda partid\u00e1ria, assim como o Oktubre (1928) de Eisenstein e Aleksandrov. 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