{"id":33987,"date":"2021-03-22T20:09:43","date_gmt":"2021-03-22T20:09:43","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=33987"},"modified":"2024-04-24T13:51:40","modified_gmt":"2024-04-24T19:51:40","slug":"arias-familia-ciesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/arias-familia-ciesas\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia vista do CIESAS"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap no-indent\">Esse livro coletivo faz parte do <em>Cole\u00e7\u00e3o M\u00e9xico<\/em>O objetivo desse projeto de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 ampliar o p\u00fablico leitor de publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e, ao mesmo tempo, analisar as pesquisas, os temas e os debates centrais nas disciplinas que foram praticadas em <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>. Ele foi coordenado por tr\u00eas renomadas pesquisadoras, Luc\u00eda Baz\u00e1n, Margarita Estrada e Georgina Rojas, que h\u00e1 anos estudam a fam\u00edlia nessa institui\u00e7\u00e3o. Luc\u00eda Baz\u00e1n e Margarita Estrada s\u00e3o antrop\u00f3logas e Georgina Rojas \u00e9 soci\u00f3loga, e para esse projeto editorial elas reuniram historiadores e antrop\u00f3logos que realizaram pesquisas sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A urdidura dom\u00e9stica<\/em> consiste na Introdu\u00e7\u00e3o e em oito cap\u00edtulos organizados em dois grandes blocos. A primeira parte, composta por tr\u00eas cap\u00edtulos, \u00e9 dedicada a uma revis\u00e3o dos estudos sobre a fam\u00edlia sob as perspectivas da antropologia, sociodemografia e hist\u00f3ria. A segunda parte \u00e9 composta por cinco cap\u00edtulos, todos de natureza antropol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Introdu\u00e7\u00e3o, os coordenadores esclarecem e delimitam os objetivos do livro, que s\u00e3o compartilhados pelos autores: trata-se de uma revis\u00e3o seletiva das quest\u00f5es centrais que envolvem a fam\u00edlia e seu papel na organiza\u00e7\u00e3o social, que assume a diversidade e a historicidade de ambas a partir da perspectiva da antropologia, mas em di\u00e1logo com outras disciplinas e outras propostas metodol\u00f3gicas. O argumento mais amplamente compartilhado \u00e9 o de que a fam\u00edlia tem sido, tanto naquela \u00e9poca quanto agora, uma inst\u00e2ncia mediadora entre o indiv\u00edduo, a comunidade e as for\u00e7as sociais. Mas, al\u00e9m disso, os autores tiveram liberdade para propor temas, n\u00edveis e m\u00e9todos de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa liberdade significa que o livro pode ser lido de diferentes maneiras. Por um lado, h\u00e1 os cap\u00edtulos que fazem uma resenha, ou seja, que s\u00e3o uma esp\u00e9cie de \"...\".<em>revis\u00e3o<\/em>\"Esse \u00e9 um tipo de publica\u00e7\u00e3o muito \u00fatil usado em pesquisas anglo-sax\u00f4nicas, mas n\u00e3o muito comum no M\u00e9xico - da literatura, nesse caso, sobre a fam\u00edlia e alguns temas centrais, e outros em que os autores apresentam as perspectivas e etnografias de suas pr\u00f3prias pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse ponto de vista, os leitores de <em>A urdidura dom\u00e9stica<\/em> voc\u00ea encontrar\u00e1 quatro cap\u00edtulos de revis\u00e3o. O primeiro, Cap\u00edtulo 1, de Margarita Estrada e Georgina Rojas, oferece uma an\u00e1lise interdisciplinar da fam\u00edlia como objeto de estudo da antropologia em di\u00e1logo com a sociodemografia. Embora ambas as disciplinas tenham compartilhado o interesse em aprender e discutir a rela\u00e7\u00e3o entre elas, suas descobertas e propostas seguiram, por muito tempo, caminhos paralelos e menos di\u00e1logo do que seria desej\u00e1vel. O esfor\u00e7o interdisciplinar da demografia esteve presente no trabalho de Br\u00edgida Garc\u00eda, Orlandina de Oliveira e outros colegas do Colegio de M\u00e9xico e do <span class=\"small-caps\">unam<\/span>. De fato, a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o da revista <em>Estudos demogr\u00e1ficos e urbanos <\/em>(janeiro-abril de 1994) foi dedicado a considerar a antropologia na pesquisa sociodemogr\u00e1fica. O objetivo, nas palavras de Susana Lerner, era incorporar, ou pelo menos reconhecer, a exist\u00eancia de fatores culturais e constru\u00e7\u00f5es sociais subjetivas que afetam o comportamento das pessoas, mas que s\u00e3o dif\u00edceis de capturar por meio de m\u00e9todos quantitativos, por mais refinados que sejam. Para Lerner, tratava-se de fazer as liga\u00e7\u00f5es tanto em termos de discuss\u00f5es quanto de metodologias: t\u00f3picos como fertilidade e mortalidade, migra\u00e7\u00e3o, sexualidade e o papel da mulher foram enriquecidos quando a abordagem antropol\u00f3gica e suas an\u00e1lises baseadas em estudos de caso ou contextos espec\u00edficos foram incorporadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a abordagem de Margarita Estrada e Georgina Rojas est\u00e1 orientada para a revis\u00e3o das diverg\u00eancias e converg\u00eancias com a sociodemografia a partir da perspectiva da antropologia. Trata-se de um exerc\u00edcio muito bem feito e particularmente importante, pois, pelo menos desde a d\u00e9cada de 1990, a antropologia, em especial as etnografias de todos os tipos que realizamos hoje, tem sido enriquecida pelas discuss\u00f5es conceituais e pelos materiais quantitativos fornecidos pela demografia. Hoje, ao contr\u00e1rio de nossos ancestrais no com\u00e9rcio, n\u00e3o podemos evitar; pelo contr\u00e1rio, temos de levar em conta os debates e as informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas produzidas por censos e pesquisas sobre os espa\u00e7os, as popula\u00e7\u00f5es e as atividades que estudamos. Por isso, \u00e9 t\u00e3o oportuna a inclus\u00e3o deste artigo, que abre o debate e enfoca explicitamente os achados e as discuss\u00f5es sobre popula\u00e7\u00e3o a partir da antropologia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cap\u00edtulo 3, de Am\u00e9rica Molina del Villar, tamb\u00e9m \u00e9 uma revis\u00e3o, nesse caso historiogr\u00e1fica, mas com abordagens antropol\u00f3gicas, dos sistemas classificat\u00f3rios que faziam parte dos debates sobre a fam\u00edlia novo-hisp\u00e2nica no longo per\u00edodo colonial. Na verdade, as belas e detalhadas pinturas de castas que buscavam relacionar a origem racial daqueles que se uniam ao fen\u00f3tipo resultante eram, na vida real, uma miss\u00e3o imposs\u00edvel. A mesti\u00e7agem, como marca distintiva da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola, povoou a Am\u00e9rica Latina com um universo infinito de saltos para tr\u00e1s e para frente. Como Molina bem aponta, as classifica\u00e7\u00f5es raciais, al\u00e9m de serem incertas, sempre estiveram sujeitas a interpreta\u00e7\u00f5es e manipula\u00e7\u00f5es, o que deu origem a m\u00faltiplas transgress\u00f5es dos sistemas classificat\u00f3rios. H\u00e1 algum tempo, ouvi o historiador John Tutino, especialista nos padrones coloniais do Baj\u00edo, dizer que isso ocorria porque as pessoas, os indiv\u00edduos e as fam\u00edlias selecionavam - n\u00e3o em todos os casos, \u00e9 claro, mas em muitos - a qual casta ou grupo \u00e9tnico pertencer, de acordo com as oportunidades oferecidas pelo sistema colonial em diferentes regi\u00f5es e em diferentes \u00e9pocas. Nesse sentido, disse Tutino, a identidade \u00e9tnica deve ser entendida como um recurso male\u00e1vel e mut\u00e1vel para aproveitar, individual ou coletivamente, as situa\u00e7\u00f5es que, de forma muito din\u00e2mica, foram abertas ou canceladas para os diferentes grupos \u00e9tnicos e castas; algo muito pr\u00f3ximo do que Molina sugere em seu cap\u00edtulo. Um exemplo recente mencionado em um artigo de jornal <em>El Pa\u00eds:<\/em> Nos Estados Unidos, onde a origem racial \u00e9 rastreada com uma lupa (\"uma gota de sangue negro \u00e9 negra\"), uma professora foi expulsa da universidade onde trabalhava porque havia apoiado sua carreira em ascens\u00e3o aproveitando os espa\u00e7os oferecidos aos afro-americanos, quando ela n\u00e3o era.<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo de Luc\u00eda Baz\u00e1n tamb\u00e9m \u00e9 uma revis\u00e3o, no caso dela, da rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e trabalho na antropologia. Para a autora, o trabalho \u00e9 um eixo que vertebra, configura e hierarquiza a organiza\u00e7\u00e3o e a din\u00e2mica dos lares e das fam\u00edlias. O trabalho de Baz\u00e1n \u00e9 o mais expl\u00edcito na recupera\u00e7\u00e3o da importante trajet\u00f3ria de <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span> na investiga\u00e7\u00e3o do bin\u00f4mio fam\u00edlia-trabalho, o que significou a transi\u00e7\u00e3o intuitiva, mas pioneira, dos estudos camponeses para a pesquisa urbana em <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>. Mas a revis\u00e3o de Baz\u00e1n \u00e9 mais ampla e incorpora obras cl\u00e1ssicas sobre o assunto que, na \u00e9poca, enriqueceram a pesquisa no M\u00e9xico. Com base nas mudan\u00e7as no eixo do trabalho, Baz\u00e1n estabelece as diferen\u00e7as entre as fam\u00edlias, desde a fam\u00edlia camponesa, que era t\u00e3o previs\u00edvel e onde ressoavam os argumentos de Chayanov, Wolf e Warman, com os quais tanto se estudou at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970; Ao mesmo tempo, com base no emprego industrial, estava se formando a fam\u00edlia oper\u00e1ria urbana, que, com seus limites e dificuldades, conseguiu aproveitar o processo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es para trabalhar e se estabelecer nas cidades; da\u00ed para os cen\u00e1rios muito mais sombrios que come\u00e7aram a surgir com a fam\u00edlia maquiladora e, francamente, com as fam\u00edlias desempregadas e informais. Para Baz\u00e1n, os impactos do desemprego masculino foram enfrentados de forma diferente por homens e mulheres e se refletiram na mudan\u00e7a dos usos dos espa\u00e7os dom\u00e9sticos, do trabalho e dos arranjos comunit\u00e1rios que deram origem a novas configura\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es diante de cen\u00e1rios carregados de incerteza.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Zamorano, por sua vez, aborda as discuss\u00f5es e contribui\u00e7\u00f5es da antropologia, mas tamb\u00e9m as fortes conex\u00f5es com a demografia, a sociologia, a geografia e o urbanismo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia e \u00e0 fam\u00edlia desde o final do s\u00e9culo XX. <span class=\"small-caps\">xix<\/span> at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>. Com base em sua pr\u00f3pria pesquisa e na de outros estudiosos, ele analisa a rela\u00e7\u00e3o fam\u00edlia-espa\u00e7os residenciais - especialmente os bairros - de forma dial\u00f3gica, como produto e produtor das pr\u00e1ticas sociais daqueles que os habitam, levando em conta o impacto da migra\u00e7\u00e3o, o papel do paisanaje e das redes sociais na localiza\u00e7\u00e3o, nas formas e nos mecanismos de assentamento em diferentes cidades, especialmente dos migrantes ind\u00edgenas; o papel das mulheres nos processos de assentamento urbano, as mudan\u00e7as e recria\u00e7\u00f5es de princ\u00edpios residenciais herdados do mundo rural. Por fim, ele relata os estudos que t\u00eam focado a aten\u00e7\u00e3o nos impactos do intenso processo de produ\u00e7\u00e3o de moradias de baixo custo nas m\u00e3os de grandes incorporadoras imobili\u00e1rias privadas; um processo que separou fam\u00edlias e dispersou popula\u00e7\u00f5es em periferias in\u00f3spitas que promoveram, de acordo com os estudos que ele cita, o isolamento geogr\u00e1fico, o individualismo e a nucleariza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Haver\u00e1 muita pesquisa a ser feita sobre isso em um futuro pr\u00f3ximo. O bom \u00e9 que Claudia Zamorano estar\u00e1 l\u00e1 para continuar estudando e nos contando sobre as vicissitudes das fam\u00edlias presas a m\u00faltiplas dificuldades em espa\u00e7os metropolitanos que s\u00e3o, hoje, os espa\u00e7os de vida de mais da metade da popula\u00e7\u00e3o em quase todos os estados da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Leitores de <em>A urdidura dom\u00e9stica<\/em> Voc\u00ea tamb\u00e9m encontrar\u00e1 outros quatro cap\u00edtulos em que os autores analisam quest\u00f5es que correspondem \u00e0s suas agendas de pesquisa espec\u00edficas: sobreviv\u00eancia, sobreviv\u00eancia, ajuda, v\u00ednculos e redes sociais, cuidados, migra\u00e7\u00e3o. Esses cap\u00edtulos permitem que os leitores conhe\u00e7am ou acompanhem a trajet\u00f3ria intelectual desses pesquisadores. O cap\u00edtulo de Peniche apresenta suas descobertas e reflex\u00f5es sobre os mecanismos de sobreviv\u00eancia dos maias de Yucat\u00e1n na \u00e9poca colonial, no qual ela destaca o papel da migra\u00e7\u00e3o, um assunto pouco explorado em estudos sobre a fam\u00edlia ind\u00edgena naquela \u00e9poca. Gonz\u00e1lez de la Rocha analisa seus estudos relacionados \u00e0s mudan\u00e7as nos mecanismos de sobreviv\u00eancia das fam\u00edlias que, com a atual precariedade, aumentaram o isolamento social dos mais pobres, dificultando sua inclus\u00e3o nas redes tradicionais de ajuda e solidariedade. Hiroko Asakura e Susann Vallentin, por sua vez, apresentam os resultados de suas pesquisas sobre a migra\u00e7\u00e3o feminina, especialmente de m\u00e3es, para os Estados Unidos, e de fam\u00edlias camponesas de Veracruz para Ciudad Ju\u00e1rez; migra\u00e7\u00f5es femininas e familiares que modificaram os direitos e as obriga\u00e7\u00f5es tradicionais nos lares e introduziram elementos de incerteza nas fam\u00edlias nos locais de origem e destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses cap\u00edtulos, apesar de sua diversidade, apresentam um relato das principais mudan\u00e7as na arquitetura e na hierarquia dos lares patriarcais, tr\u00eas fen\u00f4menos que foram iluminados de novas maneiras desde que a perspectiva de g\u00eanero foi incorporada \u00e0 pesquisa: migra\u00e7\u00e3o interna e internacional; incorpora\u00e7\u00e3o das mulheres em atividades econ\u00f4micas fora de casa; e a visibilidade (ou a impossibilidade de continuar a tornar invis\u00edvel) de sua crescente participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, trabalhista, social e pol\u00edtica nos lares, nas fam\u00edlias e nas comunidades das quais fazem parte. Apesar da resist\u00eancia da comunidade e da fam\u00edlia - incluindo algumas perspectivas acad\u00eamicas - essas transforma\u00e7\u00f5es se mostraram letais para a persist\u00eancia da fam\u00edlia patriarcal tradicional e deram origem a cen\u00e1rios familiares novos, complexos e mut\u00e1veis. E \u00e9 nesse ponto que antrop\u00f3logos, historiadores e dem\u00f3grafos, tanto do passado quanto do presente, devem estar para documentar, entender e explicar essas mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o h\u00e1 apenas mudan\u00e7as no vasto e mut\u00e1vel mundo de nossos alunos. <em>A urdidura dom\u00e9stica<\/em> O livro tem outra novidade: todos os cap\u00edtulos do livro s\u00e3o escritos por mulheres. Mulheres pesquisadoras que se juntaram a este livro coletivo, cujos leitores, especialmente os estudantes a quem ele se destina, far\u00e3o leituras m\u00faltiplas, diversas e frut\u00edferas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\"><em>Patricia Arias <\/em>\u00c9 bacharel e mestre em Antropologia Social pela Universidade Iberoamericana, na Cidade do M\u00e9xico, e doutor (Novo Regime) em Geografia e Gest\u00e3o de Terras pela Universidade de Toulouse-Le Mirail, na Fran\u00e7a. Ele \u00e9 membro da equipe de <span class=\"small-caps\">sni<\/span>, n\u00edvel <span class=\"small-caps\">iii<\/span>. Seus livros mais recentes incluem <em>Migrantes bem-sucedidos. Franquia social como modelo de neg\u00f3cios<\/em> (2017) (coordenador) e <em>Religiosidades transplantadas. Recomposi\u00e7\u00f5es religiosas em novos cen\u00e1rios transnacionais.<\/em> (com Ren\u00e9e de la Torre, coordenadores) (2017). Artigos recentes: (2020) \"De las migraciones a las movilidades. Los Altos de Jalisco\", em <em>Interst\u00edcios sociais<\/em> (2019), e \"Del rebozo a la pa\u00f1oleta. A reinven\u00e7\u00e3o da vestimenta ind\u00edgena\", em <em>Encartes<\/em> (2019).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 uma revis\u00e3o seletiva das quest\u00f5es centrais que envolvem a fam\u00edlia e seu papel na organiza\u00e7\u00e3o social, assumindo a diversidade e a historicidade de ambas a partir da perspectiva da antropologia, mas em di\u00e1logo com outras disciplinas e outras propostas metodol\u00f3gicas. O argumento mais amplamente compartilhado \u00e9 o de que a fam\u00edlia tem sido, tanto naquela \u00e9poca quanto agora, uma inst\u00e2ncia mediadora entre o indiv\u00edduo, a comunidade e as for\u00e7as sociais. 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