{"id":33985,"date":"2021-03-22T20:07:38","date_gmt":"2021-03-22T20:07:38","guid":{"rendered":"https:\/\/encartes.mx\/?p=33985"},"modified":"2024-04-24T13:50:38","modified_gmt":"2024-04-24T19:50:38","slug":"discrepancia-ciencia-abierta-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/discrepancia-ciencia-abierta-america-latina\/","title":{"rendered":"O impacto da ci\u00eancia aberta no desenvolvimento das ci\u00eancias sociais na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap no-indent\">As ci\u00eancias sociais na Am\u00e9rica Latina receberam in\u00fameros impulsos dos pa\u00edses hegem\u00f4nicos para seu desenvolvimento. As expedi\u00e7\u00f5es de pesquisa, o treinamento de professores e a dissemina\u00e7\u00e3o de livros e peri\u00f3dicos retroalimentam a rela\u00e7\u00e3o entre o centro e a periferia. Em nossa regi\u00e3o, as ci\u00eancias sociais se desenvolveram dentro das fronteiras de cada pa\u00eds. Isso pode ser confirmado quando se observam os t\u00f3picos e os t\u00edtulos de teses, artigos e livros produzidos nos pa\u00edses latino-americanos. No entanto, v\u00ednculos duradouros em n\u00edvel horizontal foram constru\u00eddos por meio do interc\u00e2mbio de professores e alunos e das atividades de congressos e, ultimamente, nas p\u00e1ginas de revistas eletr\u00f4nicas. Nesta se\u00e7\u00e3o de Discrepancies, exploraremos o papel que a promo\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia aberta tem a desempenhar na forma\u00e7\u00e3o regional das ci\u00eancias sociais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Uma legisla\u00e7\u00e3o r\u00edgida e\/ou pr\u00e1ticas de direitos autorais frouxas interferem no desenvolvimento da ci\u00eancia aberta?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"annel\">\n        <p class=\"nombre\">Annel Mej\u00edas Guiza<\/p>\n        <p class=\"llamada\">A ci\u00eancia aberta envolve o compartilhamento de conhecimento<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"gauna\">\n        <p class=\"nombre\">Norma Raquel Gauna<\/p>\n        <p class=\"llamada\">Desde 2014, o M\u00e9xico tem uma lei que estabelece as diretrizes para informa\u00e7\u00f5es de acesso aberto, que \u00e9 a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"serrano\">\n        <p class=\"nombre\">Fernando Garc\u00eda Serrano<\/p>\n        <p class=\"llamada\">A legisla\u00e7\u00e3o atual do Equador permite a consolida\u00e7\u00e3o da pesquisa colaborativa, participativa e aberta.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta annel\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\">A ci\u00eancia (no singular), como um modelo de conhecimento ocidental que se universalizou (uma cosmopol\u00edtica, segundo Gustavo Lins Ribeiro), implica a no\u00e7\u00e3o de direito autoral para proteger o trabalho individual dentro de um monop\u00f3lio que permite a explora\u00e7\u00e3o de bens intelectuais. Em outros sistemas alternativos de conhecimento, estudados pela antropologia, a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento \u00e9 feita de forma coletiva. Em ambos os modelos, o conhecimento tem um valor de uso e um valor de troca diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma ci\u00eancia aberta n\u00e3o poderia operar com leis de direitos autorais (r\u00edgidas ou frouxas) para proteger o que \u00e9 produzido por um sistema cient\u00edfico de gera\u00e7\u00e3o de conhecimento propriet\u00e1rio. A ci\u00eancia aberta implica o compartilhamento do conhecimento em nossos pa\u00edses para toda a humanidade, sem as restri\u00e7\u00f5es da economia do conhecimento propriet\u00e1rio. Juntamente com o conhecimento livre e as tecnologias livres, a ci\u00eancia aberta faz parte dos espa\u00e7os de resist\u00eancia aos processos de coloniza\u00e7\u00e3o do capitalismo cognitivo, como argumenta Mar\u00eda \u00c1ngela Petrizzo (2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que dever\u00edamos at\u00e9 mesmo repensar as no\u00e7\u00f5es de autoria e come\u00e7ar a debater a import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento colaborativo. Isso envolve discutir o que poderia ser considerado pl\u00e1gio ou n\u00e3o, c\u00f3pia ou n\u00e3o, original ou n\u00e3o, aut\u00eantico ou falso. A antropologia vem debatendo a figura do autor desde a d\u00e9cada de 1970. <span class=\"small-caps\">xx<\/span>Concordo com Ribeiro, que prev\u00ea que, na era digital, o conceito de autoria poder\u00e1 sofrer mudan\u00e7as substanciais, at\u00e9 mesmo desaparecer, e poderemos come\u00e7ar a falar sobre coopera\u00e7\u00e3o. Concordo com Ribeiro, que prev\u00ea que, na era digital, o conceito de autoria poder\u00e1 sofrer mudan\u00e7as substanciais, at\u00e9 mesmo desaparecer, e poderemos come\u00e7ar a falar sobre coopera\u00e7\u00e3o. <em>online <\/em>e textos acad\u00eamicos p\u00f3s-autoria (2018: 255-56).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, vejo os direitos autorais operando com uma l\u00f3gica contr\u00e1ria \u00e0 da ci\u00eancia aberta, que rompe com o sequestro do conhecimento pelo capitalismo e frustra a economia do conhecimento propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta gauna\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\"><em>Acesso aberto<\/em>. Desde 2014, o M\u00e9xico tem uma lei que estabelece as diretrizes para informa\u00e7\u00f5es de acesso aberto, a Lei de Acesso Aberto, e que o colocou como o terceiro pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina.<a class=\"anota\" id=\"anota1\" data-footnote=\"1\">1<\/a> para tomar essa medida legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse momento que come\u00e7amos a encontrar express\u00f5es que, em grande parte, s\u00e3o objeto de desejos e uma vis\u00e3o geral do que foi idealizado, encontrando no\u00e7\u00f5es como informa\u00e7\u00e3o e dados abertos, sociedade do conhecimento, democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, conhecimento como um bem comum, para mencionar algumas delas. No entanto, se observarmos o que a lei estabelece, que a pesquisa produzida com financiamento estatal ser\u00e1 de acesso aberto e que o Conselho Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia ter\u00e1 o poder de formular e implementar a estrat\u00e9gia nacional de reposit\u00f3rios, ent\u00e3o temos que o acesso aberto \u00e9 igual \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de reposit\u00f3rios e que, por meio deles, seu objetivo \u00e9 divulgar a pesquisa realizada com fundos p\u00fablicos. \u00c9 assim que surgem as contradi\u00e7\u00f5es e algumas brechas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 grande quantidade de informa\u00e7\u00e3o que seria poss\u00edvel ter sem a necessidade de intermedi\u00e1rios comerciais, mas quando descemos um pouco mais no texto dessa lei encontramos um artigo que estabelece os direitos dos autores e que, apesar de os textos serem declarados p\u00fablicos, o consentimento do autor n\u00e3o pode ser deixado de lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que, antes da entrada em vigor dessa lei, j\u00e1 havia um longo caminho a ser percorrido pelas universidades, centros e institutos de pesquisa que possu\u00edam reposit\u00f3rios institucionais, al\u00e9m de integradores como a RedALyC,<a class=\"anota\" id=\"anota2\" data-footnote=\"2\">2<\/a> <span class=\"small-caps\">remeri,<\/span><a class=\"anota\" id=\"anota3\" data-footnote=\"3\">3<\/a> <span class=\"small-caps\"><\/span>A refer\u00eancia,<a class=\"anota\" id=\"anota4\" data-footnote=\"4\">4<\/a> e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta serrano\"><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Fernando Garc\u00eda Serrano<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\">A partir da experi\u00eancia equatoriana, em novembro de 2016, foi aprovado o C\u00f3digo Org\u00e2nico da Economia Social do Conhecimento, Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, que conta com 628 artigos, 34 disposi\u00e7\u00f5es gerais e 23 disposi\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias. \u00c9 o segundo instrumento em vigor na Am\u00e9rica Latina, depois da Argentina, e substituiu um corpo legal aprovado na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um instrumento jur\u00eddico que incorpora regras claras e atuais sobre o tema de direitos autorais, incluindo o tema de produtos cient\u00edficos abertos e acesso aberto \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, n\u00e3o temos um relat\u00f3rio de acompanhamento sobre a implementa\u00e7\u00e3o desse C\u00f3digo de 2016 at\u00e9 o momento, o que nos permitiria avaliar as mudan\u00e7as formuladas na norma escrita. O que est\u00e1 claro \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o atual do Equador permite a consolida\u00e7\u00e3o da pesquisa colaborativa, participativa e aberta.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>Qual \u00e9 o lugar da ci\u00eancia aberta na dissemina\u00e7\u00e3o virtual das atividades de pesquisa? O que acontecer\u00e1 com as edi\u00e7\u00f5es impressas e as bibliotecas tradicionais?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"annel\">\n        <p class=\"nombre\">Annel Mej\u00edas Guiza<\/p>\n        <p class=\"llamada\">N\u00e3o podemos separar a ci\u00eancia aberta do movimento de acesso aberto.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"gauna\">\n        <p class=\"nombre\">Norma Raquel Gauna<\/p>\n        <p class=\"llamada\">No contexto das ci\u00eancias sociais, \u00e9 dif\u00edcil pensar em uma era totalmente digital.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"serrano\">\n        <p class=\"nombre\">Fernando Garc\u00eda Serrano<\/p>\n        <p class=\"llamada\">O projeto FLACSO Andes tem o objetivo de promover o desenvolvimento da pesquisa em ci\u00eancias sociais nos pa\u00edses andinos e na Am\u00e9rica Latina em geral.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta annel\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\">N\u00e3o podemos separar a ci\u00eancia aberta do movimento de acesso aberto, que envolve a promo\u00e7\u00e3o da Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Livre (FIT).<span class=\"small-caps\">til<\/span>) e a possibilidade de liberar dados de interesse p\u00fablico. A legisla\u00e7\u00e3o proposta por v\u00e1rios ativistas da Am\u00e9rica Latina que ap\u00f3iam esse movimento prop\u00f5e modificar a l\u00f3gica do conhecimento propriet\u00e1rio, tornando-o acess\u00edvel a todos. Estamos falando de um movimento que fortalece o controle social e promove a equidade social no acesso \u00e0 tecnologia. Se os estados-na\u00e7\u00e3o latino-americanos usam fundos p\u00fablicos para financiar a pesquisa cient\u00edfica, \u00e9 l\u00f3gico que as sociedades devem saber como esses recursos p\u00fablicos s\u00e3o alocados e quais s\u00e3o os resultados. Portanto, a pesquisa financiada com recursos p\u00fablicos deve conter a filosofia da ci\u00eancia aberta: ser um conhecimento livre disseminado virtualmente. Acho que est\u00e1 impl\u00edcito que n\u00e3o existe ci\u00eancia aberta sem <span class=\"small-caps\">til<\/span> e sem o acesso aberto ao conhecimento, que oferece um potencial inigual\u00e1vel de dissemina\u00e7\u00e3o se as pessoas que est\u00e3o no papel de receptor tiverem a Internet e a tecnologia para se informar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estou preocupado com o destino das edi\u00e7\u00f5es impressas tradicionais e das bibliotecas, porque elas continuar\u00e3o, mas com a extens\u00e3o do acesso \u00e0 pesquisa sob o modelo de ci\u00eancia aberta: de acordo com a Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es, em 2017, 50,7% da popula\u00e7\u00e3o mundial tinha acesso \u00e0 Internet e, de acordo com esse relat\u00f3rio, em 2018, apenas 16% tinham o servi\u00e7o em pa\u00edses de baixa renda e, em pa\u00edses de alta renda, era de 86%.<a class=\"anota\" id=\"anota5\" data-footnote=\"5\">5<\/a> Essa desigualdade nos informa sobre quem est\u00e1 nos lendo e seus privil\u00e9gios de classe social.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta gauna\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\"><em>Visibilidade e o papel da impress\u00e3o e das bibliotecas<\/em>. No contexto das ci\u00eancias sociais, \u00e9 dif\u00edcil pensar em uma era totalmente digital, portanto, n\u00e3o poderia pensar em deixar de lado o formato impresso. No entanto, \u00e9 preciso levar em conta a relev\u00e2ncia das edi\u00e7\u00f5es digitais, pois elas determinam o que vemos, guardamos e lemos e, em seguida, convertemos em conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os documentos, arquivos e peri\u00f3dicos que n\u00e3o foram nativos eletr\u00f4nicos ainda ter\u00e3o uma longa vida \u00fatil antes da transforma\u00e7\u00e3o para esses formatos, por isso, particularmente, considero que o que prevalece hoje \u00e9 um servi\u00e7o de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o h\u00edbrido, ou seja, uma combina\u00e7\u00e3o de formatos digitais e impressos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da biblioteca, estamos diante de uma institui\u00e7\u00e3o capaz de transformar seus processos e servi\u00e7os para atingir seu objetivo de satisfazer as necessidades de informa\u00e7\u00e3o de seus usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos da ci\u00eancia aberta \u00e9 alcan\u00e7ar e impactar o desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o e da pesquisa em todas as \u00e1reas do conhecimento. \u00c9 evidente a grande contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia aberta, especialmente nesta \u00e9poca em que a maioria das atividades educacionais e de pesquisa \u00e9 realizada remotamente, e tamb\u00e9m tem sido muito relevante ver como os editores e autores est\u00e3o optando cada vez mais por compartilhar documentos para consulta.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta serrano\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\">Posso falar no caso de <span class=\"small-caps\">flacso<\/span> Equador, que \u00e9 a que eu conhe\u00e7o. Foi a primeira universidade do Equador a credenciar um programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o virtual em 2003, come\u00e7ou com 167 alunos e, em 2020, ter\u00e1 1.745 alunos. Desde 2008, ela tamb\u00e9m conta com um Centro Digital de Pesquisa em Ci\u00eancias Sociais de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o para a Regi\u00e3o Andina e a Am\u00e9rica Latina, chamado <span class=\"small-caps\">flacso<\/span> Andes.<a class=\"anota\" id=\"anota6\" data-footnote=\"6\">6<\/a> O projeto <span class=\"small-caps\">flacso<\/span> A Andes tem como objetivo promover o desenvolvimento da pesquisa em ci\u00eancias sociais nos pa\u00edses andinos e na Am\u00e9rica Latina em geral. Por isso, projetou e implementou uma plataforma digital de acesso aberto e um reposit\u00f3rio que permite a preserva\u00e7\u00e3o, a dissemina\u00e7\u00e3o e o acesso gratuito a recursos de informa\u00e7\u00e3o sobre ci\u00eancias sociais, principalmente da regi\u00e3o andina e da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma e o reposit\u00f3rio incorporam uma s\u00e9rie de ferramentas de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (<span class=\"small-caps\">assinale<\/span>), que foram projetados a partir de conceitos integrais e modulares, tanto tecnologicamente quanto na organiza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado acad\u00eamico. Os usu\u00e1rios podem pesquisar, ler, fazer download, arquivar e imprimir gratuitamente todas as informa\u00e7\u00f5es especializadas que ele cont\u00e9m. O acesso est\u00e1 dispon\u00edvel de qualquer lugar do mundo por meio de um computador e uma conex\u00e3o com a Internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Um aspecto fundamental do <span class=\"small-caps\">flacso<\/span> A Andes deve divulgar os resultados da pesquisa institucional, bem como a vers\u00e3o digital de todas as teses aprovadas em seus diferentes programas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s edi\u00e7\u00f5es impressas, <span class=\"small-caps\">flacso,<\/span> por meio de seu centro editorial, continua a produzir vers\u00f5es impressas e virtuais de suas publica\u00e7\u00f5es, e sua biblioteca foi uma das pioneiras no pa\u00eds a oferecer o sistema de prateleiras abertas, que permite acesso direto ao acervo bibliogr\u00e1fico; tamb\u00e9m possui um sistema integrado de gerenciamento de bibliotecas que inclui um cat\u00e1logo on-line (<span class=\"small-caps\">opac),<\/span> que facilita o acesso do leitor de qualquer lugar do mundo, incorpora empr\u00e9stimo domiciliar, cria\u00e7\u00e3o de cole\u00e7\u00f5es, uso de thesauri, conex\u00f5es com a biblioteca digital para downloads de textos completos e coloca\u00e7\u00e3o de livros por andar, prateleira e bandeja. Como se pode ver, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre a utilidade e a relev\u00e2ncia da biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n    <div class=\"discrepancia tres\">\n        <h2>A ci\u00eancia aberta e sua dissemina\u00e7\u00e3o pela Internet contribuir\u00e3o para o desenvolvimento de um horizonte latino-americano nas atividades de aprendizado e pesquisa?<\/h2>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"annel\">\n        <p class=\"nombre\">Annel Mej\u00edas Guiza<\/p>\n        <p class=\"llamada\">as melhores experi\u00eancias para pensarmos sobre n\u00f3s mesmos, nos posicionarmos e fazermos com que nossas vozes sejam ouvidas como uma regi\u00e3o surgem da integra\u00e7\u00e3o<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button>\n    <button class=\"discrepante-btn\" data-slug=\"serrano\">\n        <p class=\"nombre\">Fernando Garc\u00eda Serrano<\/p>\n        <p class=\"llamada\">N\u00e3o tenho d\u00favidas sobre a resposta afirmativa.<\/p>\n        <p class=\"open-content\"><span class=\"on\">ver resposta completa<\/span><span class=\"off\">resposta pr\u00f3xima<\/span><\/p>\n    <\/button><\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta annel\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\">O capitalismo eletr\u00f4nico remodelou o mundo em apenas alguns anos, mudando os mercados, as interconex\u00f5es e, no meio acad\u00eamico, aproximando-nos. H\u00e1 quarenta anos, a leitura das \u00faltimas not\u00edcias da medicina tinha de passar por canais de comunica\u00e7\u00e3o lentos, exclusivos e excludentes; com a pandemia, podemos nos informar em minutos sobre as \u00faltimas pesquisas sobre <span class=\"small-caps\">covid<\/span>-19 no conforto de um smartphone (conhecimento \"liberado\" por peri\u00f3dicos indexados pagos). Costum\u00e1vamos viajar para fazer apresenta\u00e7\u00f5es em reuni\u00f5es acad\u00eamicas e conhecer outros colegas; agora podemos fazer contatos on-line e nos ver em reuni\u00f5es em plataformas digitais ao vivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase todas as universidades da regi\u00e3o mant\u00eam peri\u00f3dicos de acesso aberto e o <em>papel<\/em> continua a ser o g\u00eanero discursivo mais amplamente disseminado. Na Venezuela, de acordo com uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica que realizamos, 56% do que \u00e9 escrito em antropologia \u00e9 divulgado em peri\u00f3dicos, dos quais quase 80% est\u00e3o em publica\u00e7\u00f5es nacionais de acesso aberto. Se voc\u00ea pesquisar um t\u00f3pico nos mecanismos de busca, ver\u00e1 quem est\u00e1 escrevendo sobre ele no mundo. Os autores tamb\u00e9m tornaram seu trabalho vis\u00edvel em plataformas como Academia.edu e Research Gate, <span class=\"small-caps\">orcid<\/span>Google Scholar, Google Scholar, etc. O <em>boom<\/em> O impacto do capitalismo eletr\u00f4nico dos computadores \u00e9 recente, e seu impacto sobre a ci\u00eancia ainda est\u00e1 para ser visto.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que as melhores experi\u00eancias para pensarmos sobre n\u00f3s mesmos, nos posicionarmos e fazermos com que nossas vozes sejam ouvidas como regi\u00e3o v\u00eam da integra\u00e7\u00e3o; a Associa\u00e7\u00e3o Latino-Americana de Antropologia \u00e9 um exemplo disso. H\u00e1 muitas pessoas com as mesmas linhas de pesquisa em nossos pa\u00edses e elas n\u00e3o se conhecem nem se leem; as p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es em antropologia na regi\u00e3o se dedicam a citar as escolas do Atl\u00e2ntico Norte e h\u00e1 poucos temas de di\u00e1logo com autores latino-americanos, o que Andrea P\u00e9rez e Eduardo Restrepo chamam de pol\u00edtica da ignor\u00e2ncia. No final de 2020, a 32\u00aa Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia emitiu um comunicado instando as comunidades americanistas do Atl\u00e2ntico Norte a citar as pesquisas de antrop\u00f3logos locais; acredito que essa exorta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser feita em nossos pr\u00f3prios pa\u00edses para romper a pol\u00edtica da ignor\u00e2ncia. Podemos compartilhar a pol\u00edtica da ci\u00eancia aberta e publicar nossas pesquisas sob esse modelo, mas se n\u00e3o pensarmos regionalmente, continuaremos a reproduzir a colonialidade do conhecimento. O problema aqui \u00e9 de posicionamento \u00e9tico-pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n      <div class=\"respuesta serrano\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap no-indent\">N\u00e3o tenho d\u00favidas sobre a resposta afirmativa a essa pergunta, devido \u00e0s caracter\u00edsticas da ci\u00eancia aberta:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Acesso aberto a publica\u00e7\u00f5es e dados cient\u00edficos sem barreiras econ\u00f4micas, legais ou tecnol\u00f3gicas, com formatos interoper\u00e1veis e estruturas de metadados que facilitam o processamento autom\u00e1tico ou constru\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas estruturadas (como o <em>web<\/em> sem\u00e2ntica ou a  <em>dados vinculados<\/em>).<\/li><li>Infraestruturas abertas (eletr\u00f4nicas digitais e f\u00edsicas) que permitem a colabora\u00e7\u00e3o, a reutiliza\u00e7\u00e3o, a preserva\u00e7\u00e3o e o aprimoramento da pesquisa.<\/li><li>Publica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida dos resultados e abertura para colabora\u00e7\u00e3o nos est\u00e1gios iniciais da descoberta, para que outras pessoas possam comentar, revisar e contribuir.<\/li><li>Organiza\u00e7\u00e3o aberta, p\u00fablica e transparente, autogerenciada ou autogovernada.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, os benef\u00edcios demonstrados por seu uso s\u00e3o interessantes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Elas s\u00e3o mais justas: garantem o acesso ao conhecimento como um direito humano e impedem o cercamento privado de pesquisas financiadas com recursos p\u00fablicos.<\/li><li>Eles s\u00e3o mais democr\u00e1ticos: melhoram a participa\u00e7\u00e3o de diferentes atores sociais e possibilitam o monitoramento e a auditoria dos investimentos p\u00fablicos em ci\u00eancia.<\/li><li>Eles s\u00e3o mais eficientes e produtivos: \u00e9 um acelerador de pesquisa que resolve o problema da privatiza\u00e7\u00e3o dos resultados, possibilitando que os pesquisadores busquem e usem o conhecimento mais rapidamente e sem barreiras econ\u00f4micas ou tecnol\u00f3gicas, por meio de protocolos e formatos interoper\u00e1veis. Sem barreiras, sem necessidade de pedir permiss\u00e3o e com dados estruturados e padronizados, ele se torna um sistema cognitivo de produ\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida.<\/li><li>Eles s\u00e3o mais baratos e mais sustent\u00e1veis: a publica\u00e7\u00e3o e o gerenciamento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica com <em>software<\/em> O acesso livre e gratuito provou ser mais econ\u00f4mico. Existem modelos economicamente vi\u00e1veis de publica\u00e7\u00e3o de acesso aberto e uma economia baseada em servi\u00e7os de conhecimento, em vez de uma economia baseada em bens de conhecimento comercializados sob regimes de propriedade intelectual.<\/li><li>Elas s\u00e3o mais ben\u00e9ficas para a sociedade: a participa\u00e7\u00e3o direta dos cidad\u00e3os, o acesso aberto aos resultados e a reutiliza\u00e7\u00e3o de infraestrutura e recursos contribuem para o desenvolvimento social e para atender \u00e0s necessidades individuais e comunit\u00e1rias de forma mais eficiente e eficaz. <br>mais eficaz.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><div class=\"close-content\">resposta pr\u00f3xima<\/div>\n      <\/div>\n      <\/p>\n\n\n\n<p>\n    <\/div>\n    \n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Babini, Dominique (2019, 2 de septiembre). \u201cPlan S y acceso abierto en Am\u00e9rica Latina\u201d. <em>Blog Amelica<\/em>. Recuperado de http:\/\/amelica.org\/index.php\/2019\/09\/02\/plan-s-y-acceso-abierto-en-america-latina\/, consultado el 22 de febrero de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Petrizzo, Mar\u00eda \u00c1ngela (2016). \u201cTensiones y distensiones entre el ordenamiento jur\u00eddico y los sentipensantes de las tecnolog\u00edas libres. Hacia la identificaci\u00f3n de un lenguaje desde las pr\u00e1cticas comunes\u201d, en Jacqueline Clarac <em>et al<\/em>., <em>Antropolog\u00edas del Sur: visiones, complejidades, resistencias y desaf\u00edos. <\/em>M\u00e9rida: Red de Antropolog\u00edas del Sur, pp. 533-539.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ribeiro, Gustavo Lins (2018). <em>Otras globalizaciones<\/em>. M\u00e9xico: Gedisa, Universidad Aut\u00f3noma Metropolitana Unidad Iztapalapa y Unidad Lerma.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\"><em>Robert Melville<\/em> \u00e9 professor-pesquisador na <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span> na Cidade do M\u00e9xico. Possui mestrado em Antropologia Social (1975) e doutorado em Ci\u00eancias Sociais com especializa\u00e7\u00e3o em Antropologia Social (1990) pela Universidad Iberoamericana. \u00c9 coordenador do Projeto Editorial (<span class=\"small-caps\">ciesas, uam<\/span>&#8211;<span class=\"small-caps\">i<\/span>, <span class=\"small-caps\">uia<\/span>) \"Classics and Contemporaries in Anthropology\" (Cl\u00e1ssicos e Contempor\u00e2neos em Antropologia). Publica\u00e7\u00f5es recentes incluem \"The Influence of The People of Puerto Rico Project on Mexican Anthropology\", <em>Identidades<\/em>vol. 18: 3 (2011) e \"Power and technology as a function of environmental and social change in the Tennessee Valley\", em <em>Conhecimento e poder ambiental<\/em> (<span class=\"small-caps\">colsan,<\/span> 2019); https:\/\/bibliotecadigitalantropologica.alterum.info\/.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"mo-indent\"><em>Annel Mej\u00edas Guiza<\/em> \u00e9 professor associado da Universidad de Los Andes (<span class=\"small-caps\">ula<\/span>), M\u00e9rida, Venezuela. \u00c9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social (Universidad del Zulia), mestre em Etnologia, com men\u00e7\u00e3o em Etnohist\u00f3ria (Universidad del Zulia) e mestre em Etnologia, com men\u00e7\u00e3o em Etnohist\u00f3ria (Universidad del Zulia).<span class=\"small-caps\">ula<\/span>), e candidata a doutorado em Ci\u00eancias Sociais, com men\u00e7\u00e3o em Estudos Culturais (Universidad de Carabobo). \u00c9 coordenadora editorial da Red de Antropolog\u00edas del Sur e diretora da revista <em>Plural. Antropologias da Am\u00e9rica Latina e do Caribe<\/em>do <span class=\"small-caps\">ala<\/span>. Ela \u00e9 uma escritora de narrativas: <em>Mapas de sangue<\/em> (2012) y <em>Casa queimada<\/em> (2015). Sua publica\u00e7\u00e3o acad\u00eamica mais recente: <em>Antropologias feitas na Venezuela, <span class=\"small-caps\">i<\/span><\/em> e <em><span class=\"small-caps\">ii<\/span><\/em>editado com Carmen Teresa Garc\u00eda (<span class=\"small-caps\">ala,<\/span> 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\"><em>Norma Raquel Gauna Gonz\u00e1lez<\/em> \u00e9 o diretor da biblioteca do El Colegio de San Luis (<span class=\"small-caps\">colsan<\/span>). Ela \u00e9 formada em biblioteconomia pela Universidad Aut\u00f3noma de San Luis Potos\u00ed (<span class=\"small-caps\">uaslp<\/span>) e doutorado em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o e Documenta\u00e7\u00e3o pela Universidade Complutense de Madri. Professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Informa\u00e7\u00e3o da Universidade Complutense de Madri. <span class=\"small-caps\">uaslp<\/span>. \u00c9 membro honor\u00e1rio do Col\u00e9gio Mexicano de Arquivologia e assessora do projeto de intelig\u00eancia de aquisi\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Consultiva de Recursos de Informa\u00e7\u00e3o. <span class=\"small-caps\">cari<\/span> de <span class=\"small-caps\">conacyt<\/span> e um representante dos Centros P\u00fablicos de Pesquisa de <span class=\"small-caps\">conacyt<\/span> antes da <span class=\"small-caps\">conricyt<\/span> (2015-2016). Publica\u00e7\u00f5es: <em>O habitat dos recursos de informa\u00e7\u00e3o<\/em> (2017).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As ci\u00eancias sociais na Am\u00e9rica Latina receberam in\u00fameros impulsos dos pa\u00edses hegem\u00f4nicos para seu desenvolvimento. As expedi\u00e7\u00f5es de pesquisa, o treinamento de professores e a dissemina\u00e7\u00e3o de livros e peri\u00f3dicos retroalimentam a rela\u00e7\u00e3o entre o centro e a periferia. Em nossa regi\u00e3o, as ci\u00eancias sociais se desenvolveram dentro das fronteiras de cada pa\u00eds. Isso pode ser confirmado quando se observam os t\u00f3picos e os t\u00edtulos de teses, artigos e livros produzidos nos pa\u00edses latino-americanos. No entanto, v\u00ednculos duradouros em n\u00edvel horizontal foram constru\u00eddos por meio do interc\u00e2mbio de professores e alunos e das atividades de congressos e, ultimamente, nas p\u00e1ginas de revistas eletr\u00f4nicas. Nesta se\u00e7\u00e3o de Discrepancies, exploraremos o papel que a promo\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia aberta tem a desempenhar na forma\u00e7\u00e3o regional das ci\u00eancias sociais.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[361],"coauthors":[551],"class_list":["post-33985","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-1","tag-america-latina","personas-mejis-guiza-annel","personas-garcia-serrano-fernando","personas-gauna-norma-raquel","personas-melville-roberto","numeros-705"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Ciencia abierta y el desarrollo de las ciencias sociales en Am\u00e9rica Latina<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"En esta secci\u00f3n de Discrepancias 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