{"id":33124,"date":"2020-09-19T19:48:40","date_gmt":"2020-09-19T19:48:40","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/?p=33124"},"modified":"2024-04-24T13:44:53","modified_gmt":"2024-04-24T19:44:53","slug":"paz-primavera-feminista-mexicana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/paz-primavera-feminista-mexicana\/","title":{"rendered":"A intermin\u00e1vel primavera feminista do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A intermin\u00e1vel primavera feminista do M\u00e9xico I Entrevista com Gabriela Cano\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6KJfx3eo14A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"no-indent translation-block\"><span class=\"dropcap\">Este ano de 2020 marca 65 anos desde que as mulheres mexicanas participaram oficialmente pela primeira vez das elei\u00e7\u00f5es federais, nas elei\u00e7\u00f5es de meio de mandato de julho de 1955, seguindo o decreto de 1953. No sucinto e imperd\u00edvel texto \"Democracia y g\u00e9nero. Historia del debate p\u00fablico en torno al sufragio femenino en M\u00e9xico\" (dispon\u00edvel em https:\/\/www.ine.mx\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/cuaderno_40.pdf), a Dra. Gabriela Cano tra\u00e7a os principais marcos que levaram ao sufr\u00e1gio feminino, especialmente entre 1917 e 1953. Esse t\u00edtulo, que faz parte do projeto Cuadernos de Divulgaci\u00f3n de la Cultura Democr\u00e1tica do Instituto Nacional Electoral, foi apresentado na Feira Internacional do Livro de Guadalajara de 2019, um evento que nos permitiu coincidir.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o girou em torno da hist\u00f3ria de como as mulheres puderam votar e ser votadas no M\u00e9xico, um cap\u00edtulo hist\u00f3rico que parecemos n\u00e3o dar valor. Tamb\u00e9m aproveitei a oportunidade para conversar com a Dra. Cano sobre as implica\u00e7\u00f5es feministas dessa inclus\u00e3o, a visibilidade de certos ativistas e sua recente incurs\u00e3o no mundo viral dos memes cibern\u00e9ticos. Uma ponte que desejo construir nesta apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que explica a transi\u00e7\u00e3o entre a vida das mulheres e as reivindica\u00e7\u00f5es que as mulheres do passado defendiam com as lutas com as quais as mulheres contempor\u00e2neas concordam. Algo que me parece evidente e avassalador \u00e9 como, no atual clima sociopol\u00edtico, ainda h\u00e1 avan\u00e7os e tens\u00f5es dos movimentos feministas e de mulheres, pintando as ruas do pa\u00eds (e alguns monumentos) de verde e roxo, exigindo autonomia corporal, o fim da viol\u00eancia de g\u00eanero e dos feminic\u00eddios, poucos dias antes de sermos obrigadas a ficar em casa durante o dia de dist\u00e2ncia saud\u00e1vel em tempos de <span class=\"small-caps\">covid<\/span>-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo <span class=\"small-caps\">arquivo<\/span> de 2019 foi diferente dos outros anos. Len\u00e7os verdes desfilaram pelos corredores em colarinhos, pulsos e mochilas, fornecidos pela <span class=\"small-caps\">unam<\/span> em um dos primeiros eventos da Feira; e apenas um dia ap\u00f3s essa entrevista, o <em>desempenho<\/em> \"Un violador en tu camino\", nascido no Chile, dentro do local do evento. O ritmo do movimento organizado, fren\u00e9tico e vis\u00edvel, tem v\u00e1rios marcos em sua linha do tempo, e um deles \u00e9, sem d\u00favida, a conquista do sufr\u00e1gio feminino. Quando o sufr\u00e1gio feminino foi conquistado, o pa\u00eds pareceu concordar em reconhecer as mulheres mexicanas como sujeitos de direito, mas o fez com limita\u00e7\u00f5es, desigualdades que persistem at\u00e9 hoje. Conhecer e analisar o processo que levou a esse avan\u00e7o na democracia e abriu caminho para a paridade de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 apenas interessante, mas tamb\u00e9m uma parada obrigat\u00f3ria na educa\u00e7\u00e3o feminista autodidata e acad\u00eamica, geralmente relegada e n\u00e3o inclu\u00edda na hist\u00f3ria oficial. A hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 distante, im\u00f3vel, com apenas uma interpreta\u00e7\u00e3o. O Estado (e os vencedores, como diz o ad\u00e1gio) a escreve a partir de sua posi\u00e7\u00e3o e de acordo com seus interesses, repetida e regurgitada por livros did\u00e1ticos que falam de her\u00f3is, mas raramente do trabalho das mulheres, que muitas vezes permanece an\u00f4nimo.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria p\u00f3s-revolucion\u00e1ria tem a tend\u00eancia de nomear mulheres excepcionais, at\u00e9 mesmo de colocar seus nomes em letras douradas nas c\u00e2maras parlamentares, deixando de lado aquelas que lutaram nas trincheiras dom\u00e9sticas e com sobrenomes menos conhecidos, o que mostra que a visibilidade d\u00edspar e limitada das sufragistas mexicanas \u00e9 uma quest\u00e3o de privil\u00e9gio. A Dra. Cano enfatiza a import\u00e2ncia do arquivo das mulheres, da preserva\u00e7\u00e3o de materiais que d\u00e3o conta da vida das mulheres envolvidas em processos - nesse caso, democr\u00e1ticos - e de sua dissemina\u00e7\u00e3o e acessibilidade acad\u00eamica. Ela d\u00e1 o exemplo da revista <em>Mulher moderna<\/em> (1915-1918), fundada por Hermila Galindo, da qual parecem restar poucas c\u00f3pias extraviadas e possivelmente subvalorizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Gabriela Cano fornece nomes e certezas na busca pelas ancestrais femininas que nos deram a Patria (P\u00e1tria?) e a conforma\u00e7\u00e3o do Pante\u00e3o Feminista Mexicano. Como ela diz, \"a hist\u00f3ria nos d\u00e1 identidade e nos define\", al\u00e9m de poss\u00edveis milit\u00e2ncias e posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Textos como o discutido ajudam a reconhecer a import\u00e2ncia da resist\u00eancia feminina, da dissid\u00eancia, das minorias e, se me permitem insistir, tamb\u00e9m dos temas centrados na vida das mulheres. Outro detalhe que retiro da palestra aqui apresentada \u00e9 que o feminismo \u00e9 t\u00e3o amplo que h\u00e1 espa\u00e7o para muitas vis\u00f5es e vozes dentro dele - nem sempre da capital mexicana - e que as disputas, os antagonismos e as discrep\u00e2ncias n\u00e3o respondem necessariamente \u00e0 incapacidade feminina de ser<em> sororas <\/em>A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tanto a natureza da formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e as intera\u00e7\u00f5es que ocorrem nela.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua tese de mestrado, Rosario Castellanos escreveu que \"a ess\u00eancia da feminilidade reside fundamentalmente em aspectos negativos: a fraqueza do corpo, o embotamento da mente, em suma, a incapacidade para o trabalho. As mulheres s\u00e3o mulheres porque n\u00e3o podem fazer isso, nem aquilo, nem qualquer outra coisa\" (Castellanos, 2005: 81); e poder\u00edamos extrapolar isso para a arena democr\u00e1tica. Nos tempos pr\u00e9-vota\u00e7\u00e3o, as mulheres eram rotuladas como irracionais, excessivamente sentimentais e mais propensas a serem influenciadas pelo clero do que os homens, como se o conservadorismo fosse gen\u00e9rico. At\u00e9 mesmo as idiossincrasias revolucion\u00e1rias procuravam garantir que as mulheres recebessem treinamento religioso como uma ferramenta disciplinar e com o objetivo de introjetar princ\u00edpios de uma moralidade supostamente firme que moldaria seu comportamento e seus costumes. Questiono se essa constru\u00e7\u00e3o social mudou, j\u00e1 que o Estado e a estrutura social em geral continuam a restringir as experi\u00eancias e decis\u00f5es das mulheres, tanto \u00edntimas quanto p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1953, a lei mexicana reconheceu as mulheres como cidad\u00e3s, ap\u00f3s os esfor\u00e7os feministas e dos homens aliados. A esperan\u00e7a de seus descendentes \u00e9 que n\u00e3o sejam necess\u00e1rios mais 65 anos para a legaliza\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de direitos e liberdades que continuamos a exigir em todo o pa\u00eds: decidir sobre nossos pr\u00f3prios corpos, privacidade digital, casar com quem amamos, formar as fam\u00edlias que desejamos. O slogan da rua honra a mem\u00f3ria dos esfor\u00e7os feministas de outrora e nos mostra o caminho que ainda resta na luta: \"nem do Estado, nem da Igreja, nem do marido, nem do patr\u00e3o; meu corpo \u00e9 meu e s\u00f3 meu, e a decis\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minha\".<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Cano, Gabriela (2009). \u201cInocultables realidades del deseo. Amelio Robles, masculinidad (transg\u00e9nero) en la Revoluci\u00f3n mexicana\u201d<em>,<\/em> en Gabriela Cano, Mary K. Vaughan y Jocelyn Olcott (ed.), <em>G\u00e9nero, poder y pol\u00edtica en el M\u00e9xico posrevolucionario<\/em>. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica \/ <span class=\"small-caps\">uam<\/span>-Iztapalapa, pp. 61-90.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Castellanos, Rosario (2005). <em>Sobre cultura femenina<\/em>. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\"><em>Gabriela Cano<\/em> Em 1996, recebeu seu Ph.D. em Hist\u00f3ria pela Facultad de Filosof\u00eda y Letras da Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico, onde tamb\u00e9m fez mestrado e bacharelado na mesma disciplina. Atualmente, ela \u00e9 pesquisadora e professora no El Colegio de M\u00e9xico. Sua pesquisa se concentrou na hist\u00f3ria das mulheres e da diversidade sexual no M\u00e9xico durante os per\u00edodos porfiriano, revolucion\u00e1rio e p\u00f3s-revolucion\u00e1rio. O eixo conceitual de sua pesquisa \u00e9 a an\u00e1lise de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\"><em>Arcelia E. Paz Padilla<\/em> \u00e9 formado em Psicologia (<span class=\"small-caps\">uabc<\/span>), ex-bolsista do Peace Scholarship Program (Universidade Monash), mestre em sa\u00fade ambiental (Universidade de Guadalajara). Ex-professor da Faculdade de Ci\u00eancias Administrativas e Sociais (<span class=\"small-caps\">uabc<\/span>). Doutorando em Ci\u00eancias Sociais (<span class=\"small-caps\">ciesas<\/span> Oeste). Linhas de interesse: sexualidades dissidentes, lesbianismo, feminismo, mobilidade urbana, determinantes sociais da sa\u00fade.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\" translation-block\"><span class=\"dropcap\">A<\/span>discuss\u00e3o dessa entrevista girou em torno da hist\u00f3ria de como as mulheres puderam votar e ser votadas no M\u00e9xico, um cap\u00edtulo hist\u00f3rico que parecemos considerar garantido. 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