{"id":32855,"date":"2020-09-19T07:01:12","date_gmt":"2020-09-19T07:01:12","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/?p=32855"},"modified":"2023-11-17T18:35:37","modified_gmt":"2023-11-18T00:35:37","slug":"perello-frontera-hispano-marroqui-recorrido-historico-visual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/perello-frontera-hispano-marroqui-recorrido-historico-visual\/","title":{"rendered":"Cruzando a fronteira entre Espanha e Marrocos: uma jornada hist\u00f3rica visual. Experi\u00eancias de campo em um ambiente de fronteira."},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"no-indent translation-block\"><span class=\"dropcap\">Este ensaio fotogr\u00e1fico tem como objetivo mostrar alguns dos resultados da pesquisa de campo realizada como parte de uma tese de doutorado durante os meses de julho a setembro de 2014 em Ceuta, bem como em Melilla e cidades pr\u00f3ximas \u00e0 fronteira entre Espanha e Marrocos. Como ser\u00e1 visto, os enclaves mar\u00edtimos de Ceuta e Melilla j\u00e1 ocuparam uma posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica essencial no Mediterr\u00e2neo. Hoje, seu papel como fronteiras externas da Europa no continente africano foi refor\u00e7ado pela securitiza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o fronteiri\u00e7a para conter amea\u00e7as relacionadas a atividades criminosas e \u00e0 migra\u00e7\u00e3o trans-mediterr\u00e2nea \"indesejada\", embora isso tamb\u00e9m tenha afetado o com\u00e9rcio \"at\u00edpico\" ou o contrabando com o Marrocos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/fronteras\/\" rel=\"tag\">fronteiras<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/migracion-irregular\/\" rel=\"tag\">migra\u00e7\u00e3o irregular<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/militarizacion\/\" rel=\"tag\">militariza\u00e7\u00e3o<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/porteadoras\/\" rel=\"tag\">carregadores<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/securitizacion\/\" rel=\"tag\">securitiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"en-title\"><span class=\"small-caps\">Viajando pela fronteira entre Espanha e Marrocos: um tour hist\u00f3rico e visual. Experi\u00eancias de campo em uma paisagem de fronteira<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"no-indent en-text\">Este ensaio fotogr\u00e1fico pretende mostrar alguns dos resultados da pesquisa de campo realizada no contexto de uma tese de doutorado, durante os meses de julho a setembro de 2014, em Ceuta, bem como em Melilla e locais pr\u00f3ximos \u00e0 fronteira entre Espanha e Marrocos. Como mostra o texto, os enclaves mar\u00edtimos de Ceuta e Melilla j\u00e1 tiveram uma posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica crucial no Mediterr\u00e2neo. Atualmente, sua finalidade como fronteira externa europeia no continente africano foi refor\u00e7ada com a securitiza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o fronteiri\u00e7a para conter as amea\u00e7as relacionadas a atividades criminosas e \u00e0 migra\u00e7\u00e3o trans-mediterr\u00e2nea \"indesejada\", embora tamb\u00e9m tenha acabado afetando o com\u00e9rcio ou o tr\u00e1fico \"at\u00edpico\" com o Marrocos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"no-indent en-text\">Palavras-chave: securitiza\u00e7\u00e3o, fronteiras, migra\u00e7\u00e3o irregular, militariza\u00e7\u00e3o, transportadoras.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/ensayos-fotograficos\/perello-isolda-sergio-torres-frontera-ceuta-melilla\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1348\" height=\"981\" src=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/isolda_perello-frontera_hispano_maroqui-11.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32743\"\/><\/a><figcaption><a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/ensayos-fotograficos\/perello-isolda-sergio-torres-frontera-ceuta-melilla\/\">Clique para acessar o ensaio fotogr\u00e1fico<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A securitiza\u00e7\u00e3o da fronteira entre Espanha e Marrocos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"no-indent translation-block\"><span class=\"dropcap\">Desde seus prim\u00f3rdios, os Estados precisaram delimitar seu espa\u00e7o por meio de fronteiras para a vigil\u00e2ncia e o exerc\u00edcio do poder sobre seus dom\u00ednios. Originalmente, as fronteiras das civiliza\u00e7\u00f5es antigas continham uma grande carga simb\u00f3lica, devido ao seu papel na defini\u00e7\u00e3o da coletividade (Cairo, 2001: 36; Plaza, 2010), mas, com o tempo, elas evolu\u00edram para se tornar um elemento militar de import\u00e2ncia transcendental, pois eram usadas para marcar a \u00e1rea de poss\u00edvel contato com um ex\u00e9rcito inimigo e com o objetivo de dissuadir ataques de povos invasores (D\u00edez-Torre, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa fun\u00e7\u00e3o se perpetuou durante o per\u00edodo medieval, pois as muralhas e fortalezas continuaram a representar um elemento de seguran\u00e7a e ref\u00fagio contra cercos externos e confrontos armados, al\u00e9m de refor\u00e7ar a identidade coletiva das popula\u00e7\u00f5es que as habitavam (Brown, 2015; Rodr\u00edguez Ortiz, 2015). Precisamente em seu significado mediterr\u00e2neo, a fronteira era considerada o limite da terra e separava os crist\u00e3os dos infi\u00e9is. Esse conceito castelhano-portugu\u00eas que prevaleceu no s\u00e9culo XX <span class=\"small-caps\">xv<\/span> serviu para justificar a presen\u00e7a de posi\u00e7\u00f5es europeias no norte da \u00c1frica, a fim de conter a press\u00e3o magrebina (Jover, 1963: 207, citado por Vilar, 2003), de modo que, quando as cidades de Ceuta e Melilla foram anexadas \u00e0 Coroa de Castela, elas se tornaram as fronteiras avan\u00e7adas na terra do Isl\u00e3 (Aziza, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, para o direito mu\u00e7ulmano, a fronteira constitu\u00eda o limite que marcava aquele espa\u00e7o intermedi\u00e1rio de uso comum, naturalmente determinado por um rio, cadeia de montanhas ou caracter\u00edstica geogr\u00e1fica, e n\u00e3o por uma demarca\u00e7\u00e3o territorial abstrata. Esse foi um aspecto que daria origem a cont\u00ednuas hostilidades e disputas pelo dom\u00ednio dessa regi\u00e3o africana, o que impediu a extens\u00e3o dos limites fronteiri\u00e7os para al\u00e9m deles por muito tempo (Vilar e Vilar, 2002). Como resultado dessa situa\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios tratados foram assinados entre a Espanha e o Marrocos, por meio dos quais a linha que separava os dois pa\u00edses foi modificada, at\u00e9 a eclos\u00e3o da Guerra da \u00c1frica (1859-1860). O Tratado de Tetu\u00e3o, de 1860, p\u00f4s fim ao conflito e estabeleceu o per\u00edmetro fronteiri\u00e7o que sobreviveu durante todo o protetorado e at\u00e9 os dias atuais, apesar do fato de que, ap\u00f3s o processo de independ\u00eancia, o Marrocos reivindicou sistematicamente suas fronteiras hist\u00f3ricas e naturais (G\u00f3mez-Barcel\u00f3, 2009).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/ensayos-fotograficos\/perello-isolda-sergio-torres-frontera-ceuta-melilla\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/encartesvol3num6-multimedia\/isolda_perello-frontera_hispano_maroqui-9.jpeg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption><a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/ensayos-fotograficos\/perello-isolda-sergio-torres-frontera-ceuta-melilla\/\">Clique para acessar o ensaio fotogr\u00e1fico<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante o per\u00edodo do protetorado, o Marrocos representava para a Espanha o \u00faltimo reduto colonial que lhe permitia mostrar ao mundo sua imagem de pot\u00eancia, de modo que, no imagin\u00e1rio da \u00e9poca, esses \"postos avan\u00e7ados de civiliza\u00e7\u00e3o\" (Franke, Weizman e Geisler, 2003, citados por Johnson e Jones, 2018: 60) cumpriam a fun\u00e7\u00e3o de colocar em ordem a barb\u00e1rie pr\u00f3xima. No entanto, ap\u00f3s o processo de descoloniza\u00e7\u00e3o, as rela\u00e7\u00f5es bilaterais entre Espanha e Marrocos sobre o territ\u00f3rio fronteiri\u00e7o dessa faixa do Mediterr\u00e2neo ocidental oscilaram entre o desacordo, com in\u00fameras disputas territoriais, e a aproxima\u00e7\u00e3o, impulsionada especialmente por sua rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia econ\u00f4mica (Velasco de Castro, 2014: 184). Como resultado, eles tiveram que assinar v\u00e1rios tratados, memorandos, conven\u00e7\u00f5es e acordos para favorecer os interesses econ\u00f4micos da \u00e1rea geogr\u00e1fica que compartilham, bem como modernizar suas passagens de fronteira e fortalecer a seguran\u00e7a na \u00e1rea. Esse \u00e9 um aspecto que tamb\u00e9m afetou o com\u00e9rcio transfronteiri\u00e7o ao longo dos corredores Melilla-Nador e Ceuta-Tetu\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, ap\u00f3s a ades\u00e3o da Espanha ao Acordo de Schengen, em junho de 1991, sua posi\u00e7\u00e3o integracionista foi refor\u00e7ada gra\u00e7as \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de vistos e do fechamento de fronteiras, que iniciou o processo de veda\u00e7\u00e3o das passagens terrestres levantando e refor\u00e7ando barreiras com arame farpado e outros dispositivos dissuasivos (Rodier, 2013; Ferrer Gallardo, 2018). Essas medidas levaram os migrantes do Magrebe a cruzar as \u00e1guas do Estreito de Gibraltar em pequenos barcos, seguidos pelos da \u00c1frica subsaariana. A consequ\u00eancia imediata foi o endurecimento dos controles sobre entradas irregulares ao longo das costas (De Haas, 19 de mar\u00e7o de 2014). Ao mesmo tempo, por\u00e9m, o livre tr\u00e2nsito de mercadorias e de alguns cidad\u00e3os marroquinos das cidades de Tetuan e Nador, com as quais Ceuta e Melilla tinham (e ainda t\u00eam) v\u00ednculos comerciais particularmente importantes, foi seletivamente favorecido, o que daria origem a novos padr\u00f5es de mobilidade circular da popula\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a (Ribas-Mateos, 2005: 236). Al\u00e9m disso, a aus\u00eancia de alf\u00e2ndegas internacionais deu lugar \u00e0 presen\u00e7a de uma grande economia subterr\u00e2nea sustentada pela troca de mercadorias entre as \u00e1reas de fronteira de ambos os pa\u00edses (Velasco de Castro, 2014: 2). Como resultado, tanto em Ceuta quanto em Melilla, at\u00e9 o fechamento das fronteiras, houve movimentos di\u00e1rios e pendulares de trabalhadores transfronteiri\u00e7os, vendedores ambulantes e \"carregadores\" que trabalham no \"com\u00e9rcio at\u00edpico\" ou no contrabando.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o processo de globaliza\u00e7\u00e3o, a no\u00e7\u00e3o de fronteira passou a ser progressivamente associada a um discurso securit\u00e1rio em que a prioridade dos Estados-na\u00e7\u00e3o \u00e9 regular os fluxos comerciais entre os pa\u00edses e os \"sujeitos-objetos que transitam por eles\" (Mendiola, 2012: 448). Em outras palavras, a porosidade e a falta de rigidez para o tr\u00e2nsito de mercadorias foram acompanhadas por barreiras f\u00edsicas e administrativas \u00e0 livre mobilidade de pessoas indesejadas (Heyman, 2011), o que torna a fronteira uma \"ponte ou muro, dependendo da capacidade dos indiv\u00edduos de atravess\u00e1-la\" (Lacoste, 1993; Crosswell, 2006, citado por Ananou e Jim\u00e9nez, 2016: 171). Al\u00e9m disso, as crescentes preocupa\u00e7\u00f5es com a seguran\u00e7a elevaram a mobilidade humana ao status de emerg\u00eancia, associando aqueles que v\u00eam de fora das fronteiras ocidentais a pontos cr\u00edticos de crime organizado e terrorismo internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a localiza\u00e7\u00e3o de Ceuta e Melilla como as fronteiras externas da <span class=\"small-caps\">ue<\/span> e a posi\u00e7\u00e3o do Marrocos como parceiro privilegiado, que lhe conferiu um \"status avan\u00e7ado\" (Rodier, 2013: 93) no espa\u00e7o europeu desde 2008, tornaram-no um ponto geoestrat\u00e9gico essencial para combater a amea\u00e7a terrorista, o crime transnacional organizado em torno do tr\u00e1fico de drogas e o tr\u00e1fico de pessoas. Mas tamb\u00e9m contra a migra\u00e7\u00e3o irregular do continente africano, que \u00e9 uma das quest\u00f5es mais controversas entre o Marrocos e a Espanha (Hernando de Larramendi e Bravo, 2005: 207). N\u00e3o se deve esquecer que o Marrocos, tradicionalmente um pa\u00eds emissor de emigrantes, tornou-se uma na\u00e7\u00e3o de destino e tr\u00e2nsito para pessoas da \u00c1frica Ocidental e Central a caminho da Europa (Khachani, 2006). Al\u00e9m disso, ap\u00f3s os ataques de 11 de setembro, a imigra\u00e7\u00e3o ilegal em massa foi vista como um novo risco emergente, de modo que a prioridade da classe pol\u00edtica era projetar uma estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o externa europeia por meio da qual a migra\u00e7\u00e3o e o controle de fronteiras fossem externalizados com a participa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses terceiros. Consequentemente, o Marrocos come\u00e7ou a receber financiamento da Uni\u00e3o Europeia. <span class=\"small-caps\">ue<\/span> para realocar e deslocar de forma barata o exerc\u00edcio do controle migrat\u00f3rio para fora da esfera europeia (Rodier, 2013: 94).<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, de acordo com o acordo da <span class=\"small-caps\">ue<\/span> Em Tampere (1999), Laeken (2001) e Sevilha (2002), o controle de entradas por mar foi ampliado pela ativa\u00e7\u00e3o do Sistema Integrado de Vigil\u00e2ncia Externa (IES) (<span class=\"small-caps\">sive<\/span>), que incorporou radares de tecnologia militar para intercepta\u00e7\u00e3o de longo alcance de embarca\u00e7\u00f5es nas \u00e1guas do Estreito de Gibraltar, na costa da Andaluzia e nas Ilhas Can\u00e1rias. Posteriormente, receberia apoio da Ag\u00eancia Europeia de Guarda de Fronteiras e Costeira (<span class=\"small-caps\">fronteiri\u00e7o<\/span>), um \u00f3rg\u00e3o quase militar de vigil\u00e2ncia de fronteiras a\u00e9reas, mar\u00edtimas e terrestres, cuja efic\u00e1cia fez com que as rotas migrat\u00f3rias irregulares fossem desviadas para as fronteiras terrestres (De Haas, 19 de mar\u00e7o de 2014). Desde ent\u00e3o, os migrantes e refugiados em tr\u00e2nsito que se concentram nas florestas pr\u00f3ximas permanecem retidos e expostos aos perigos da natureza ou \u00e0 brutalidade das autoridades marroquinas, como tamb\u00e9m acontece nos assentamentos urbanos. Mas, se conseguem chegar \u00e0s cidades de Ceuta e Melilla, s\u00e3o bloqueados e h\u00e1 casos repetidos de superlota\u00e7\u00e3o nos centros governamentais onde \u00e9 oferecida a recep\u00e7\u00e3o inicial, especialmente quando h\u00e1 um pico de chegadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A abordagem metodol\u00f3gica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\">Como enfatiza Whyte (2006), \"a arquitetura \u00e9 um texto que pode ser lido\" (Whyte, 2006: 154). Ou seja, as estruturas dos muros, cercas e fortifica\u00e7\u00f5es de entidades soberanas tamb\u00e9m podem ser entendidas, por analogia com a linguagem, como um c\u00f3digo capaz de comunicar as inten\u00e7\u00f5es de seus governantes. Para entender como essas complexas infraestruturas de seguran\u00e7a foram integradas \u00e0 paisagem das cidades fronteiri\u00e7as de Ceuta e Melilla (Braudel, 1993; Brown, 2015), a hist\u00f3ria foi associada ao trabalho etnogr\u00e1fico. Por um lado, a lente hist\u00f3rica \u00e9 uma ferramenta fundamental para entender os contextos e as mudan\u00e7as pol\u00edticas que afetam os sistemas que existem para exercer o controle de fronteiras dentro de uma estrutura temporal e espacial espec\u00edfica (Mora, 2013: 24).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o uso de metodologias etnogr\u00e1ficas permite focar o olhar do pesquisador nos indiv\u00edduos (Durand, 2012: 59) que s\u00e3o afetados pela l\u00f3gica securit\u00e1ria. Consequentemente, na concep\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica de coleta de dados (Mora, 2013: 32-33), foi seguida uma abordagem qualitativa, uma vez que sua flexibilidade e adaptabilidade poderiam dar \u00e0 a\u00e7\u00e3o do pesquisador um maior grau de criatividade (Gonz\u00e1lez Gil, 2008: 5). As ferramentas selecionadas foram a observa\u00e7\u00e3o direta n\u00e3o estruturada, as entrevistas em profundidade e a etnografia visual baseada no uso de fotografias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o desenvolvimento da pesquisa, usamos todos os meios materiais \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o (Hern\u00e1ndez Sampieri, <em>et al<\/em>2006: 25), incluindo uma c\u00e2mera, um gravador e um di\u00e1rio. Como etapa preliminar, foi realizada uma imers\u00e3o inicial no campo, com o objetivo de obter uma certa consci\u00eancia do ambiente e tentar identificar os principais informantes. Essa atividade foi baseada na contempla\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos, a\u00e7\u00f5es, processos e situa\u00e7\u00f5es em seu ambiente natural, mantendo uma vis\u00e3o hol\u00edstica. A t\u00e9cnica de coleta de dados foi aberta (Folgueiras, 2009), foram feitas anota\u00e7\u00f5es de campo e tamb\u00e9m foi inclu\u00eddo um caderno aned\u00f3tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s fotografias, elas foram usadas como apoio para ajudar a entender os fen\u00f4menos sociais observados e seu contexto por meio da captura de imagens (Salazar-Peralta, 1997). Al\u00e9m disso, considerou-se que elas poderiam constituir uma ferramenta extraordin\u00e1ria como t\u00e9cnica de coleta de dados (Collier Jr., 2006; Arango e P\u00e9rez, 2008: 131; Gonz\u00e1lez Gil, 2008: 5-6), pois, embora a atividade fotogr\u00e1fica seja pr\u00f3pria do campo art\u00edstico, ela abre novas possibilidades de investiga\u00e7\u00e3o que servem ao objetivo da interdisciplinaridade, ampliando assim nossa percep\u00e7\u00e3o (Collier e Collier, 1986: 5; Pink, 2009: 2-3). De acordo com Arango e P\u00e9rez (2008: 132), a etnografia visual faz com que a observa\u00e7\u00e3o possua uma abordagem diferente, pois \u00e9 uma maneira de representar e interpretar a realidade que leva a \"uma abordagem multissensorial dos contextos, sujeitos e objetos\" que s\u00e3o examinados (Arango e P\u00e9rez, 2008: 133). Al\u00e9m disso, as pr\u00f3prias fotografias podem servir como um caderno de anota\u00e7\u00f5es (Orobitg, 2014: 4). De acordo com Collier e Collier (1986: 16-19), as imagens capturadas com uma c\u00e2mera t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o ilustrativa e, portanto, n\u00e3o s\u00f3 ajudam a preservar as primeiras impress\u00f5es vivenciadas no campo, mas tamb\u00e9m aceleram o processo de compreens\u00e3o da realidade social em estudo quando o conhecimento sobre ela ainda \u00e9 limitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, essas imagens t\u00eam um alto poder descritivo (Salazar-Peralta, 1997) e podem adquirir v\u00e1rios significados, dependendo do contexto em que s\u00e3o vistas ou das pessoas que as observam (Arango e P\u00e9rez, 2008: 132; Pink, 2009: 67-68; Vila, 2012: 286). Soma-se a isso o fato de que o fot\u00f3grafo n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 capaz de mostrar com seu enquadramento aquilo em que fixou sua aten\u00e7\u00e3o e que escapa ao olhar cotidiano, mas \u00e9 poss\u00edvel que ele capture outras imagens cuja inclus\u00e3o n\u00e3o havia sido prevista (Piette, 1996: 150, citado por Orobitg, 2014: 4). Por esse motivo, como destacam Freixa, Redondo Arolas e C\u00f3rdova (2016: 4), o fot\u00f3grafo exerce um papel em sua posi\u00e7\u00e3o de observador que o distingue do resto das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"image-slider\">\n                <div class=\"frame\">\n                    <div class=\"picture\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageGallery\">\n                        <figure itemprop=\"associatedMedia\" itemscope itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\" class=\"slider-element\">\n                              <a href=\"https:\/\/archive.org\/download\/encartesvol3num6-multimedia\/isolda_perello-frontera_hispano_maroqui-context-1.jpg\" itemprop=\"contentUrl\" data-size=\"708x407\" data-index=\"0\" data-caption=\"Mapa 1\" >\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/encartesvol3num6-multimedia\/isolda_perello-frontera_hispano_maroqui-context-1.jpg\" itemprop=\"thumbnail\">\n                                <i class=\"fa fa-expand expand\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\n                            <\/a>\n                            <\/figure>                    <\/div>    \n                <\/div>\n                    <div class=\"caption\">Mapa 1<\/div><div class=\"image-analysis\"><p>Cidades onde o trabalho de campo foi realizado para o projeto de tese de doutorado: Ceuta, Tetuan, T\u00e2nger, Larache, Melilla e Nador. Sul da Espanha com locais de soberania. (2007). Wikip\u00e9dia polonesa: http:\/\/goo.gl\/4c80sM e elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n<\/div>                <div class=\"bullets\"><\/div>\n            <\/div>\n\n\n\n<p>Este ensaio fotogr\u00e1fico faz parte de um projeto de tese de doutorado com uma perspectiva comparativa no campo da migra\u00e7\u00e3o internacional, que foi iniciado na cidade fronteiri\u00e7a de Tijuana durante uma estadia acad\u00eamica no El Colef. A fim de reproduzir a mesma metodologia, o trabalho de campo foi realizado durante os meses de julho a setembro de 2014 em pontos-chave ao longo da fronteira entre Espanha e Marrocos, na implementa\u00e7\u00e3o do <br>projeto financiado pelo Instituto de Estudios Ceut\u00edes (Convocatoria de Ayudas a la Investigaci\u00f3n, 2013). No entanto, foi necess\u00e1rio realizar uma campanha de financiamento coletivo para apoiar o projeto. <em>crowdfunding<\/em> na plataforma <span class=\"small-caps\">nos lan\u00e7ar<\/span> (Proyecto de Investigaci\u00f3n Social sobre Fronteras) para arrecadar mais fundos, o que o transformou em um projeto colaborativo, no qual os patrocinadores eram informados sobre o andamento da atividade por meio do blog \"Investigar en tiempos extra\u00f1os\" (Pesquisando em tempos estranhos). A maioria das fotografias foi tirada pelo colega que tamb\u00e9m me apoiou em Tijuana, Sergio Torres Gallardo (exceto nas ocasi\u00f5es em que ele n\u00e3o foi autorizado a me acompanhar), que, portanto, proporcionou uma vis\u00e3o mais art\u00edstica, embora seu papel profissional como fot\u00f3grafo estivesse sempre subordinado \"aos objetivos do estudo e \u00e0s necessidades dos dados\" (Llop i Bayo, 1987: 129). Al\u00e9m disso, e seguindo Del Valle (2001), as imagens foram devidamente documentadas, contextualizando-as e indicando quem ou o que foi fotografado e o que elas pretendiam refletir, por meio de um texto explicativo no rodap\u00e9 da fotografia. Finalmente, com o material fotogr\u00e1fico selecionado como recompensa pelas contribui\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias, foram realizadas v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es em centros universit\u00e1rios, entidades culturais e associativas na Espanha e no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre o ensaio: experi\u00eancias de campo em um ambiente de fronteira<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\">Por meio deste ensaio fotogr\u00e1fico, pretendemos transmitir as primeiras impress\u00f5es que tivemos ao chegar \u00e0 fronteira entre Espanha e Marrocos em uma \u00e9poca do ano que marcou nossa estadia durante as primeiras semanas, que \u00e9 a temporada do Ramad\u00e3, que come\u00e7ou em 29 de junho e terminou em 28 de julho. Devido ao seu status de fronteira externa da Uni\u00e3o Europeia e do Territ\u00f3rio Schengen, durante essas datas h\u00e1 um grande tr\u00e1fego de ve\u00edculos e pessoas cruzando seus portos terrestres de entrada. A essa mobilidade soma-se a produzida pela chegada de balsas e pela Opera\u00e7\u00e3o Travessia do Estreito de Gibraltar (<span class=\"small-caps\">ope<\/span>), desenvolvido desde meados da d\u00e9cada de 1980 na temporada de ver\u00e3o para facilitar o retorno aos seus pa\u00edses de origem de um grande n\u00famero de trabalhadores magrebinos que vivem na Europa, e que envolveu uma grande transforma\u00e7\u00e3o nas linhas que cobrem o Estreito de Gibraltar (Sempere, 2011: 464). Precisamente nesse ano, mais de 2.864.211 passageiros e 655.498 ve\u00edculos cruzaram a fronteira (Dire\u00e7\u00e3o Geral de Prote\u00e7\u00e3o Civil e Emerg\u00eancias, sem data).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa mobilidade di\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 realizada por pessoas envolvidas na atividade transnacional de \"portage\". Essa atividade foi realizada no Parque Industrial de Tarajal at\u00e9 ser proibida em outubro de 2019 (Europa Press, 2019), abastecendo a prov\u00edncia de Tetouan por meio da travessia di\u00e1ria ou regular de mercadorias e produtos mais caros ou inexistentes no Marrocos, para posterior venda no varejo por um valor de 500 milh\u00f5es de euros por ano (Rodr\u00edguez e C\u00e1liz, 2015).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/ensayos-fotograficos\/perello-isolda-sergio-torres-frontera-ceuta-melilla\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/archive.org\/download\/encartesvol3num6-multimedia\/isolda_perello-frontera_hispano_maroqui-48.jpeg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption><a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/ensayos-fotograficos\/perello-isolda-sergio-torres-frontera-ceuta-melilla\/\">Clique para acessar o ensaio fotogr\u00e1fico<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, assim como em Melilla, grande parte da popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana de Ceuta \u00e9 de origem marroquina, concentrada nos sub\u00farbios de Benz\u00fa, Had\u00fa e Pr\u00edncipe Alfonso (um bairro segregado do centro da cidade, onde h\u00e1 um enorme bols\u00e3o de pobreza). Durante o Ramad\u00e3, os mu\u00e7ulmanos tomam o caf\u00e9 da manh\u00e3 e rezam antes do amanhecer e, quando a noite cai, eles se re\u00fanem com suas fam\u00edlias para quebrar o jejum, de modo que o som cont\u00ednuo dos muezins chamando para a ora\u00e7\u00e3o e o barulho noturno o envolvem onde quer que voc\u00ea v\u00e1. Entretanto, em contraste com essa atmosfera festiva, logo nos deparamos com uma triste realidade: a dos refugiados s\u00edrios que estavam acampados em protesto na Plaza de los Reyes, a apenas duas ruas do local onde alugamos nossa nova casa. Nessa pra\u00e7a, localizada ao lado da Delega\u00e7\u00e3o do Governo, quase cem pessoas, incluindo fam\u00edlias com menores de idade e quatro jovens curdos sem filhos, estavam instaladas com suas barracas desde 5 de maio de 2014, aguardando a resolu\u00e7\u00e3o de seus pedidos de entrada na pen\u00ednsula como refugiados, pois haviam decidido deixar o Centro de Perman\u00eancia Tempor\u00e1ria para Imigrantes (doravante <span class=\"small-caps\">ceti<\/span>), pois n\u00e3o \u00e9 adequado para fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, como Ceuta e Melilla est\u00e3o fora do espa\u00e7o Schengen, os solicitantes de asilo n\u00e3o s\u00e3o transferidos para a Espanha continental at\u00e9 que obtenham esse direito, de modo que, quando suas solicita\u00e7\u00f5es s\u00e3o aceitas, eles n\u00e3o t\u00eam liberdade de locomo\u00e7\u00e3o e n\u00e3o conseguem emprego, e muitos acabam desistindo delas. Embora o governo espanhol tenha cedido \u00e0 press\u00e3o e acelerado drasticamente o processamento e a transfer\u00eancia de refugiados s\u00edrios em ambas as cidades aut\u00f4nomas, esse n\u00e3o foi o caso dos refugiados subsaarianos, que tendem a ocupar o \u00faltimo degrau dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria (Schindel, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s esse impacto inicial, decidimos continuar a percorrer a cidade, tentando aprender mais sobre a hist\u00f3ria desse lugar onde, at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo, os marroquinos podiam entrar nas pra\u00e7as militares quando o canh\u00e3o soava pela manh\u00e3, mas tinham que sair delas quando o canh\u00e3o soava \u00e0 tarde. Pudemos ver que alguns Ceut\u00edes n\u00e3o viviam a situa\u00e7\u00e3o da cerca como se fosse sua, como foi o caso do trabalho escravo dos carregadores ou o abandono que existia no bairro Pr\u00edncipe, cuja popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana foi explicitamente vinculada ao fundamentalismo isl\u00e2mico (Rodr\u00edguez, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, foi criado um espa\u00e7o seguro, longe da periferia, onde as pessoas vivem em um mundo isolado dos problemas sociais que as afligem, ou seja, da circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, dos neg\u00f3cios que operam no bairro associados ao tr\u00e1fico de drogas e de pessoas, ou da radicaliza\u00e7\u00e3o de jovens mu\u00e7ulmanos ligados ao terrorismo jihadista. Mas tamb\u00e9m da realidade da vida ao redor da cerca da fronteira, onde as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos contra os migrantes s\u00e3o uma ocorr\u00eancia constante.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, para abordar todas essas quest\u00f5es, este ensaio est\u00e1 estruturado em quatro s\u00e9ries fotogr\u00e1ficas. A primeira delas faz uma breve an\u00e1lise do passado hist\u00f3rico das cidades aut\u00f4nomas por meio de seus muros e fortifica\u00e7\u00f5es, para, na segunda parte, mostrar como a securitiza\u00e7\u00e3o do controle da migra\u00e7\u00e3o e a militariza\u00e7\u00e3o das cercas afetaram a vida dos migrantes e refugiados que tentam cruzar as fronteiras de forma irregular. Abaixo est\u00e3o algumas das imagens que foram capturadas durante o Ramad\u00e3 em Ceuta e Larache. Por fim, o ensaio se encerra com as atividades de \"portering\" que v\u00eam ocorrendo nas passagens de fronteira at\u00e9 seu recente fechamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ananou, Ouasim y Francisco Jim\u00e9nez (2016). \u201cLa movilidad transfronteriza: el caso de Melilla-Nador\u201d, <em>Revista de Humanidades<\/em>, n\u00fam. 28, pp. 169-196. https:\/\/doi.org\/10.5944\/rdh.28.2016.16498<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Arango, Germ\u00e1n y Camilo P\u00e9rez (2008). \u201cAtrapar lo invisible. Etnograf\u00eda audiovisual y ficci\u00f3n\u201d, <em>Anagramas<\/em>, vol. 6, n\u00fam. 12, pp. 129-140. Recuperado de https:\/\/bit.ly\/2EfWWK6 , consultado el 15 de julio de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Aziza, Mimoun (2011). \u201cUne fronti\u00e8re europ\u00e9enne en terre marocaine. 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Recuperado de https:\/\/bit.ly\/3bECa5I, consultado el 15 de julio de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Rodr\u00edguez Ortiz, Roxana (2015, 22 de febrero). \u201c\u00bfQu\u00e9 es la frontera? Conceptualizaci\u00f3n actual de la frontera\u201d, <em>Epistemolog\u00eda de la frontera. Modelos de sociedad y pol\u00edticas p\u00fablicas. Estudios Fronterizos<\/em>, pp. 15-37. Recuperado de https:\/\/goo.gl\/3aXUVB, consultado el 15 de julio de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Salazar Peralta, Ana M\u00aa (coord.) (1997). <em>Antropolog\u00eda visual.<\/em> M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">unam<\/span>-Instituto de Investigaciones Antropol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Sempere Souvannavong, Juan David (2011). \u201cLa&nbsp;<em>Operaci\u00f3n Paso del Estrecho<\/em>&nbsp;entre Espa\u00f1a y el Magreb\u201d, en Natalia Ribas Mateos (ed.), <em>El r\u00edo Bravo mediterr\u00e1neo: Las regiones fronterizas en la \u00e9poca de la globalizaci\u00f3n<\/em>. Barcelona: Edicions Bellaterra, pp. 449-46.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Schindel, Estela (2017). \u201cMigrantes y refugiados en las fronteras de Europa. 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Madrid: <span class=\"small-caps\">ucm<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Velasco de Castro, Roc\u00edo (2014). \u201cLas relaciones hispano-marroqu\u00edes: fronteras geogr\u00e1ficas e ideol\u00f3gicas y su ambivalente papel en la Historia\u201d, en Almudena Delgado Larios (coord.), <em>Conflictos y cicatrices: fronteras y migraciones en el mundo hisp\u00e1nico.<\/em> Madrid: Dykinson, pp. 183-204.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Vilar, Juan (2003). \u201cLa frontera de Ceuta con Marruecos: or\u00edgenes y conformaci\u00f3n actual\u201d, <em>Cuadernos de Historia Contempor\u00e1nea<\/em>, pp. 273-287. Recuperado de http:\/\/goo.gl\/Yg1OFO, consultado el 15 de julio de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Vilar, Juan y M\u00aa Jos\u00e9 Vilar (2002). <em>L\u00edmites, fortificaciones y evoluci\u00f3n urbana de Ceuta (siglos XV-XX) en su cartograf\u00eda hist\u00f3rica y fuentes in\u00e9ditas.<\/em> Ciudad Aut\u00f3noma de Ceuta: Consejer\u00eda de Educaci\u00f3n y Cultura, Archivos y Museos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Vila, Pablo (2012). \u201cLos m\u00e9todos visuales en la investigaci\u00f3n sobre cultura e identidad entre los migrantes\u201d, en M. Ariza y L. Velasco (coord.), <em>M\u00e9todos cualitativos y su aplicaci\u00f3n emp\u00edrica. Por los caminos de la investigaci\u00f3n sobre migraci\u00f3n internacional.<\/em> M\u00e9xico: Instituto de Investigaciones Sociales, <span class=\"small-caps\">unam<\/span> \/ El Colef, pp. 277-306.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Whyte, William (2006). \u201cHow do Buildings Mean? Some Issues of Interpretation in the History of Architecture\u201d, <em>History and Theory, <\/em>45, pp. 153-177. https:\/\/doi.org\/10.1111\/j.1468-2303.2006.00355.x<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"no-indent\"><em>Mar\u00eda Isolda Perell\u00f3 Carrascosa<\/em>. Equipe de trabalho do Grupo de Pesquisa sobre Migra\u00e7\u00e3o e Processos de Desenvolvimento da Universidade de Val\u00eancia (In<span class=\"small-caps\">medidas<\/span>). Doutorado em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade de Val\u00eancia (2015-2019), linha de pesquisa: migra\u00e7\u00e3o, mobilidade e mudan\u00e7a social. Tese co-dirigida pela Universidade de Val\u00eancia e El Colef (Tijuana). Mestrado em Coopera\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento pela <span class=\"small-caps\">uv<\/span> (2011-2013). Linhas de pesquisa: migra\u00e7\u00e3o irregular, pol\u00edtica migrat\u00f3ria de controle de fronteiras, procedimentos de deten\u00e7\u00e3o e deporta\u00e7\u00e3o e o papel da sociedade civil no campo da ajuda humanit\u00e1ria e da defesa dos direitos humanos nas fronteiras entre M\u00e9xico, Estados Unidos, Espanha e Marrocos. <span class=\"small-caps\">orcid<\/span>: 0000-0002-3682-0356<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\" translation-block\"><span class=\"dropcap\">Este ensaio fotogr\u00e1fico tem como objetivo mostrar alguns dos resultados da pesquisa de campo realizada como parte de uma tese de doutorado durante os meses de julho a setembro de 2014 em Ceuta, bem como em Melilla e cidades pr\u00f3ximas \u00e0 fronteira entre Espanha e Marrocos. Como ser\u00e1 visto, os enclaves mar\u00edtimos de Ceuta e Melilla j\u00e1 ocuparam uma posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica essencial no Mediterr\u00e2neo. Hoje, seu papel como fronteiras externas da Europa no continente africano foi refor\u00e7ado pela securitiza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o fronteiri\u00e7a para conter amea\u00e7as relacionadas a atividades criminosas e \u00e0 migra\u00e7\u00e3o trans-mediterr\u00e2nea \"indesejada\", embora isso tamb\u00e9m tenha afetado o com\u00e9rcio \"at\u00edpico\" ou o contrabando com o Marrocos.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[629,628,257,631,630],"coauthors":[551],"class_list":["post-32855","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-11","tag-fronteras","tag-migracion-irregular","tag-militarizacion","tag-porteadoras","tag-securitizacion","personas-perello-carrascosa-maria-isolda","numeros-627"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Transitando por la frontera hispano-marroqu\u00ed &#8211; Encartes<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"La frontera hispano-marroqu\u00ed se ha reforzad para contener las actividades criminales y la migraci\u00f3n transmediterr\u00e1nea.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/perello-frontera-hispano-marroqui-recorrido-historico-visual\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Transitando por la frontera hispano-marroqu\u00ed &#8211; Encartes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La frontera hispano-marroqu\u00ed se ha reforzad para contener las actividades criminales y la migraci\u00f3n transmediterr\u00e1nea.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/perello-frontera-hispano-marroqui-recorrido-historico-visual\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-09-19T07:01:12+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-11-18T00:35:37+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/isolda_perello-frontera_hispano_maroqui-11.jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"23 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/perello-frontera-hispano-marroqui-recorrido-historico-visual\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/perello-frontera-hispano-marroqui-recorrido-historico-visual\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"Transitando por la frontera hispano-marroqu\u00ed: un recorrido hist\u00f3rico visual. 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