{"id":31266,"date":"2019-09-23T13:53:37","date_gmt":"2019-09-23T13:53:37","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=31266"},"modified":"2023-11-17T18:51:06","modified_gmt":"2023-11-18T00:51:06","slug":"religion-marginacion-latinoamerica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/religion-marginacion-latinoamerica\/","title":{"rendered":"Onde colocamos a religi\u00e3o em termos anal\u00edticos? Desafios para uma an\u00e1lise transdisciplinar da marginaliza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Sum\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Este coment\u00e1rio questiona algumas das abordagens de Juan Pablo P\u00e9rez S\u00e1inz sobre as possibilidades de capacitar setores subalternos para resistir \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o social por meio da religi\u00e3o. O autor aceita o desafio do di\u00e1logo transdisciplinar e pergunta em que lugar te\u00f3rico os estudos religiosos s\u00e3o colocados e como o autor constr\u00f3i a sele\u00e7\u00e3o de obras nas quais baseia seu argumento. O ponto principal que ele prop\u00f5e \u00e9 que a religi\u00e3o n\u00e3o pode ser tratada como uma se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na an\u00e1lise porque \u00e9 uma dimens\u00e3o transversal da experi\u00eancia social. Para isso, ele aponta v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es que oferecem uma vis\u00e3o caleidosc\u00f3pica do papel da religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/estudios-de-la-religion\/\" rel=\"tag\">estudos religiosos<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/experiencia-social\/\" rel=\"tag\">experi\u00eancia social<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/individuacion\/\" rel=\"tag\">individualiza\u00e7\u00e3o<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/interdisciplina\/\" rel=\"tag\">Interdisciplinar<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/sectores-subalternos\/\" rel=\"tag\">setores subordinados<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><span class=\"small-caps\"><p class=\"en-title\">Em termos anal\u00edticos, onde situamos a religi\u00e3o? Desafios para uma an\u00e1lise transdisciplinar da marginaliza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina<\/p><\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\">O presente coment\u00e1rio questiona algumas das propostas de Juan Pablo P\u00e9rez S\u00e1inz com rela\u00e7\u00e3o ao uso da religi\u00e3o para o fortalecimento do setor secund\u00e1rio e como um meio de resistir \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o. Nele, Cristina Guti\u00e9rrez assume o desafio que o di\u00e1logo transdisciplinar representa e pergunta em que ponto te\u00f3rico os estudos religiosos devem se situar, al\u00e9m de questionar como P\u00e9rez S\u00e1inz construiu a bibliografia na qual baseia seus argumentos. Um dos principais pontos propostos \u00e9 que a religi\u00e3o n\u00e3o pode ser tratada como uma \u00e1rea de an\u00e1lise espec\u00edfica porque \u00e9 uma dimens\u00e3o transversal da experi\u00eancia social. Para tanto, o ensaio aponta para v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es que oferecem uma vis\u00e3o caleidosc\u00f3pica do papel da religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\">Palavras-chave: Interdisciplinar, estudos religiosos, setores secund\u00e1rios, experi\u00eancia social, individua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><span class=\"dropcap\">L<\/span>leitura de \"Inequalities and the re-politicisation of the social in Latin America\" \u00e9 um desafio intelectual para as diversas especialidades e subdisciplinas do campo das ci\u00eancias sociais e, em particular, dos estudos latino-americanos. O artigo de Juan Pablo P\u00e9rez S\u00e1inz oferece uma vis\u00e3o anal\u00edtica s\u00f3lida e complexa dos atuais processos pol\u00edticos, econ\u00f4micos e sociais na Am\u00e9rica Latina sob uma quest\u00e3o espec\u00edfica: quais s\u00e3o as possibilidades de empoderamento dos setores subalternos para resistir \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o social no contexto do novo modelo de acumula\u00e7\u00e3o globalizada que sustenta a ordem neoliberal? Para responder a essa pergunta, ele se baseia em um amplo conjunto de trabalhos nos quais podemos distinguir as contribui\u00e7\u00f5es de cientistas pol\u00edticos, economistas, latino-americanos, etn\u00f3logos e soci\u00f3logos do trabalho, entre outros. V\u00e1rios estudos not\u00e1veis da sociologia e da antropologia da religi\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e3o presentes e s\u00e3o submetidos a esse questionamento. A an\u00e1lise de seu trabalho \u00e9 realizada sob uma orienta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica p\u00f3s-estrutural em termos gerais, mas tamb\u00e9m sob um arcabou\u00e7o anal\u00edtico desenvolvido especificamente para resolver a quest\u00e3o levantada.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio intelectual ocorre precisamente porque a escala e o esquema anal\u00edtico geral e espec\u00edfico em que a abordagem do autor est\u00e1 posicionada necessariamente \"desloca\" as obras particulares selecionadas e citadas - geradas sob outra escala e esquema anal\u00edtico - para constituir o <em>corpus<\/em> de evid\u00eancias a serem analisadas \u00e0 luz do questionamento do autor. Devo dizer que \u00e9 muito estimulante observar como v\u00e1rias obras que foram transcendentais no estudo da religi\u00e3o na Am\u00e9rica Latina (como as de Pablo Sem\u00e1n, Carlos Garma, Ren\u00e9e de la Torre ou Miguel Mansilla) s\u00e3o examinadas sob essa nova perspectiva. Isso se deve ao fato de que o trabalho sobre religi\u00e3o tende a sofrer um isolamento das discuss\u00f5es das ci\u00eancias sociais que mereceriam uma an\u00e1lise mais detalhada. Felizmente, esse n\u00e3o \u00e9 o caso. Seu uso apresenta tanto limites quanto possibilidades para articular um diagn\u00f3stico transdisciplinar e complexo em escala latino-americana. O exerc\u00edcio \u00e9 de fato muito necess\u00e1rio para ampliar as perspectivas do trabalho disciplinar e especializado no qual estamos inercialmente imersos e para evitar o isolamento de nosso trabalho de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro-me de um precedente amplamente reconhecido para esse tipo de exerc\u00edcio de diagn\u00f3stico baseado na conjun\u00e7\u00e3o de resultados de pesquisas de primeira m\u00e3o: o realizado por Manuel Castells em seu influente trabalho do final do s\u00e9culo sobre <em>A era da informa\u00e7\u00e3o<\/em> (1996). N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a perspectiva global do autor, juntamente com seus leg\u00edtimos interesses te\u00f3ricos, gerou um novo paradigma interpretativo das transforma\u00e7\u00f5es da rela\u00e7\u00e3o tecnologia-capitalismo-sociedade com base na sele\u00e7\u00e3o de trabalhos de pesquisa de muitos pa\u00edses realizados em diferentes escalas e sob diferentes questionamentos. O exemplo \u00e9 relevante porque os resultados de estudos especializados sobre as mobiliza\u00e7\u00f5es religiosas dos \u00faltimos anos do s\u00e9culo XX tamb\u00e9m foram usados naquela ocasi\u00e3o. <span class=\"small-caps\">xx<\/span> foram submetidos \u00e0 quest\u00e3o de saber se continham um projeto para a sociedade ou se eram apenas rea\u00e7\u00f5es e resist\u00eancias que protegiam setores e privil\u00e9gios espec\u00edficos (sociedades locais, patriarcado) diante da cat\u00e1strofe provocada pelas transforma\u00e7\u00f5es do capitalismo global, combinadas com as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o. Os resultados dessa interroga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mostram semelhan\u00e7as com os do trabalho que estamos tratando hoje: as mobiliza\u00e7\u00f5es religiosas aparecem nesse trabalho como express\u00f5es do tradicionalismo e da radicaliza\u00e7\u00e3o fundamentalista, reprodutoras de um <em>status quo<\/em> amea\u00e7ados, carentes de projetos futuros. Por outro lado, movimentos considerados seculares pelo autor, como o ambientalismo e o feminismo, s\u00e3o vistos como as mais s\u00e9rias possibilidades de transforma\u00e7\u00e3o na l\u00f3gica da sociedade em rede. Pergunto-me: em que lugar te\u00f3rico a religi\u00e3o \u00e9 colocada de antem\u00e3o para que se proceda \u00e0 sua an\u00e1lise? Como essa posi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica foi constru\u00edda? <em>corpus <\/em>Os resultados sobre as mobiliza\u00e7\u00f5es religiosas contempor\u00e2neas incluem evangelicalismos conservadores e fundamentalismos isl\u00e2micos, mas deixam de fora do \"religioso\" os movimentos espirituais de cunho religioso. <em>nova era<\/em> e feministas? Essa exclus\u00e3o \u00e9 particularmente relevante, uma vez que, como movimentos seculares, eles foram considerados pelo autor como \"identidades de projeto\" (Castells, 1996), com uma abordagem futura de conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na aspira\u00e7\u00e3o pelo conhecimento mais completo poss\u00edvel, que fa\u00e7a justi\u00e7a \u00e0 complexidade de nossos objetos de conhecimento, a constru\u00e7\u00e3o de um di\u00e1logo entre conhecimentos, ou seja, transdisciplinar, \u00e9 fundamental (Nicolescu, 1996). Vale a pena revisar cuidadosamente a constru\u00e7\u00e3o desse di\u00e1logo impl\u00edcito no uso do trabalho da socioantropologia da religi\u00e3o no valioso ensaio diagn\u00f3stico em quest\u00e3o. Com essa inten\u00e7\u00e3o em mente, a seguir apresentarei duas reflex\u00f5es: a primeira, sobre o lugar da religi\u00e3o no esquema anal\u00edtico proposto, tanto em n\u00edvel te\u00f3rico e metodol\u00f3gico geral quanto no n\u00edvel do andaime constru\u00eddo especificamente para esse diagn\u00f3stico. A segunda, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de obras que comp\u00f5em o <em>corpus<\/em> O papel da religi\u00e3o nas possibilidades de capacita\u00e7\u00e3o dos setores subalternos \u00e9 diagnosticado por meio de uma base de evid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da estrat\u00e9gia anal\u00edtica geral do texto, o autor prop\u00f5e uma descri\u00e7\u00e3o inicial das chaves hist\u00f3ricas para entender a gera\u00e7\u00e3o de desigualdades. Depois de descrever de forma clara e sint\u00e9tica a precariedade do mundo assalariado, a exclus\u00e3o dos pequenos propriet\u00e1rios da globaliza\u00e7\u00e3o e o enfraquecimento dos suportes da cidadania social (chamados suportes da individua\u00e7\u00e3o), ele se concentra em observar os processos hist\u00f3ricos latino-americanos que implicaram um processamento das diferen\u00e7as em termos de desigualdade e inferioriza\u00e7\u00e3o. Em seguida, ele analisa o caso das desigualdades entre homens e mulheres e entre brancos e ind\u00edgenas, que deram origem a uma luta hist\u00f3rica pelo reconhecimento dos ind\u00edgenas e das mulheres, embora com resultados ainda muito negativos para ambos. Vale a pena perguntar se a diferen\u00e7a religiosa tamb\u00e9m n\u00e3o foi historicamente processada em termos de inferioriza\u00e7\u00e3o: os n\u00e3o cat\u00f3licos n\u00e3o foram suspeitos de deslealdade pol\u00edtica, bem como de estrangeirismo cultural? O catolicismo tem sido um reservat\u00f3rio formid\u00e1vel para a gera\u00e7\u00e3o de imagin\u00e1rios culturais e pol\u00edticos nacionalistas conservadores (exemplos not\u00e1veis no M\u00e9xico e na Argentina) que t\u00eam sido fundamentais para a gera\u00e7\u00e3o dos \"outros\" da na\u00e7\u00e3o (Segato, 2007). De fato, devido a essa centralidade, autores como Berryman consideram o atual processo de diversifica\u00e7\u00e3o religiosa na Am\u00e9rica Latina como uma das transforma\u00e7\u00f5es culturais mais significativas \u00e0 luz do papel monopolista do catolicismo no subcontinente desde o per\u00edodo colonial (Berryman, 1995). Em outras palavras, seria poss\u00edvel localizar analiticamente esse processo sociorreligioso como parte das chaves hist\u00f3ricas para a gera\u00e7\u00e3o de desigualdades, tanto em si mesmo (cat\u00f3licos\/n\u00e3o cat\u00f3licos) quanto como parte das chaves mencionadas pelo mesmo autor: Seria poss\u00edvel identificar a maneira pela qual a religi\u00e3o atravessou a constru\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as entre homens e mulheres em termos de desigualdade e domina\u00e7\u00e3o patriarcal legitimada tanto pela opera\u00e7\u00e3o institucional quanto pelos mitos de origem e discursos de moralidade que emanam da maioria das igrejas crist\u00e3s; e muito menos abordar a implica\u00e7\u00e3o do discurso religioso na coloniza\u00e7\u00e3o e sujei\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas \u00e0 ordem ocidental. No entanto, est\u00e1 claro que, dentro dessa estrat\u00e9gia anal\u00edtica geral do texto, a religi\u00e3o faz parte do que o autor chama de \"o repert\u00f3rio de <em>respostas<\/em> da marginaliza\u00e7\u00e3o\", e n\u00e3o como uma das chaves para sua g\u00eanese. Essa \u00e9 uma decis\u00e3o anal\u00edtica fundamental que, ao que me parece, determina em grande parte os resultados encontrados pelo autor, como tentarei demonstrar.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor prossegue apontando que \"a pr\u00f3pria marginaliza\u00e7\u00e3o gera diversas respostas que a questionam: a temida, que se expressa na viol\u00eancia; a sa\u00edda, que se materializa na migra\u00e7\u00e3o; a m\u00e1gica, que busca o ref\u00fagio da religiosidade; e a baseada na a\u00e7\u00e3o coletiva, que pode dar origem a movimentos sociais\".<\/p>\n\n\n\n<p>A esse respeito, gostaria de destacar dois pontos: primeiro, embora o autor afirme que \"essas quatro din\u00e2micas s\u00e3o respostas porque n\u00e3o se originam exogenamente da marginaliza\u00e7\u00e3o social, mas s\u00e3o induzidas por ela, sem que isso implique que sejam sua \u00fanica ou mesmo principal causa\", ele confirma que o lugar da religi\u00e3o em seu esquema \u00e9 <em>consequente<\/em>A segunda \u00e9 que, dentro desse lugar reativo, ela coloca a religi\u00e3o no plano das respostas m\u00e1gicas, como um ref\u00fagio ilus\u00f3rio de uma realidade que parece ser feita de outra coisa. A coloca\u00e7\u00e3o anal\u00edtica da religi\u00e3o no esquema j\u00e1 est\u00e1, portanto, delineada, e n\u00e3o seria mais surpreendente se o resultado do diagn\u00f3stico fosse, de fato, que a religi\u00e3o, em termos de recursos para a capacita\u00e7\u00e3o dos marginalizados, desempenha o papel de uma resposta adaptativa que, como tal, contribui para a reprodu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es que geram essa marginaliza\u00e7\u00e3o. Entretanto, o desenvolvimento dessas diferentes respostas oferece outros \u00e2ngulos importantes para discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No desenvolvimento da se\u00e7\u00e3o dedicada especificamente \u00e0 religiosidade, \u00e9 feita refer\u00eancia a obras e autores contempor\u00e2neos muito relevantes no campo da socioantropologia da religi\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, que abrangem uma ampla gama de t\u00f3picos de pesquisa: religiosidades e espiritualidades \u00e9tnicas, transnacionaliza\u00e7\u00e3o das religiosidades tradicionais, o papel dos evang\u00e9licos na ditadura, novas modalidades religiosas e espirituais nos circuitos mercantis e o papel dos evang\u00e9licos na ditadura. <em>m\u00eddia<\/em>No entanto, apenas dois temas s\u00e3o selecionados dessa vasta literatura para serem explorados: o que se refere ao crescimento pentecostal como uma modalidade transversal nas igrejas crist\u00e3s, incluindo o catolicismo, com interesse especial na orienta\u00e7\u00e3o oferecida pela teologia da prosperidade, e o que se refere \u00e0 crescente individua\u00e7\u00e3o religiosa. A sele\u00e7\u00e3o da teologia da prosperidade como caracter\u00edstica privilegiada da religiosidade latino-americana contempor\u00e2nea determina em grande parte o resultado que o autor obt\u00e9m, j\u00e1 que essa teologia \u00e9 precisamente a orienta\u00e7\u00e3o religiosa do pentecostalismo que tem maior afinidade com a promo\u00e7\u00e3o do consumismo entre os setores populares e que, inclusive, gera cosmologias semelhantes ao universo simb\u00f3lico capitalista. Por sua vez, o autor conceitua a individua\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de suportes para a cidadania, diante da qual rejeita o valor da individua\u00e7\u00e3o <em>freira<\/em>Ele considera que isso s\u00f3 ocorre no contexto do pr\u00f3prio grupo marginalizado e que \u00e9 um apoio <em>meramente<\/em> simb\u00f3lico. Acredito que estamos diante de uma chave de mal-entendido entre abordagens te\u00f3ricas e disciplinares que valeria a pena tentar desarmar: a individualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 entendida nos estudos socioantropol\u00f3gicos da religi\u00e3o como um processo de autonomiza\u00e7\u00e3o e distanciamento crescente do sujeito crente (e n\u00e3o crente) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s autoridades religiosas institucionalizadas. \u00c9 um fato que n\u00e3o se limita ao fen\u00f4meno pentecostal e tem sido registrado por diversos autores na Am\u00e9rica Latina, inclusive por meios quantitativos (De la Torre e Guti\u00e9rrez, 2011; Mallimaci, 2014; Cruz Esquivel, 2017) e implica um processo de natureza simb\u00f3lica, sim, mas com g\u00eanese em din\u00e2micas sociais concretas e profundas consequ\u00eancias potenciais na atua\u00e7\u00e3o dos sujeitos (individuais e coletivos) diante de ordens pol\u00edticas, religiosas ou econ\u00f4micas ainda indeterminadas. De fato, ele n\u00e3o se expressa apenas no n\u00edvel \u00edntimo do sujeito, nem \u00e9 necessariamente ligado ao individualismo: Vemos isso, por exemplo, na l\u00f3gica dos rituais coletivos de longa dura\u00e7\u00e3o e constante reavivamento, identificados como parte da religiosidade popular em torno de santos e virgens, que s\u00e3o vitais na defesa de espa\u00e7os coletivos e na sustenta\u00e7\u00e3o de identidades e mem\u00f3rias ligadas ao territ\u00f3rio, que mant\u00eam sua validade e autonomia enquanto a confian\u00e7a nas autoridades religiosas diminui; Vemos isso na crescente dissid\u00eancia dos paroquianos contra as orienta\u00e7\u00f5es conservadoras e patriarcais das hierarquias religiosas em quest\u00f5es de moralidade sexual (De la Torre, Guti\u00e9rrez e H\u00e9rn\u00e1ndez 2017); Vemos isso na gera\u00e7\u00e3o de uma autogest\u00e3o espiritual que, na Europa, foi influenciada pelo aumento do n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o e pelo colapso dos controles coletivos ligados \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o da vida (Bourdieu, 1988), mas que na Am\u00e9rica Latina parece estar conosco h\u00e1 muito tempo e tamb\u00e9m ocorre em contextos populares (Su\u00e1rez, 2006); vemos isso nas continuidades entre a experi\u00eancia sagrada cotidiana dos cidad\u00e3os latino-americanos e as orienta\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00e3o na esfera p\u00fablica (Morello, 2006); vemos isso nas continuidades entre a experi\u00eancia sagrada cotidiana dos cidad\u00e3os latino-americanos e as orienta\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00e3o na esfera p\u00fablica (Morello, 2006); vemos isso nas continuidades entre a experi\u00eancia sagrada dos cidad\u00e3os latino-americanos e as orienta\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00e3o na esfera p\u00fablica (Su\u00e1rez, 2006). <em>et al<\/em>., 2017). As transforma\u00e7\u00f5es no n\u00edvel do simb\u00f3lico t\u00eam consequ\u00eancias reais. Ent\u00e3o, qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre a individua\u00e7\u00e3o referida pelo autor como suporte para a cidadania e a individua\u00e7\u00e3o religiosa descrita por estudiosos latino-americanos? Acredito que essa seja uma quest\u00e3o aberta \u00e0 pesquisa emp\u00edrica, com base em maior clareza conceitual e operacional, sob premissas te\u00f3ricas que permitam a detec\u00e7\u00e3o de direcionalidades causais m\u00faltiplas e complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, gostaria de destacar outro aprendizado que me parece fundamental para alcan\u00e7ar o entendimento no di\u00e1logo transdisciplinar em quest\u00e3o: a religi\u00e3o, como diz Dani\u00e8le Hervieu-L\u00e9ger, \u00e9 uma dimens\u00e3o transversal da experi\u00eancia social. Entre os estudiosos do fen\u00f4meno religioso, h\u00e1 uma tens\u00e3o constante entre abordar o especificamente religioso e atender ao seu entrela\u00e7amento com o todo social (2004). Portanto, parece-me que, em vez de fazer da religi\u00e3o uma se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dentro do esquema proposto de poss\u00edveis respostas \u00e0 marginalidade, seria muito produtivo explorar como as express\u00f5es religiosas est\u00e3o ligadas a cada uma das possibilidades delineadas pelo autor. A religi\u00e3o est\u00e1 imbricada em todas elas, embora nem sempre de uma forma esperan\u00e7osa do ponto de vista da capacita\u00e7\u00e3o dos marginalizados:<\/p>\n\n\n\n<p>Na(s) viol\u00eancia(s): na justifica\u00e7\u00e3o do seu exerc\u00edcio entre indiv\u00edduos ou entre grupos e institui\u00e7\u00f5es, na cria\u00e7\u00e3o de redes de apoio entre v\u00edtimas de viol\u00eancia, nas devo\u00e7\u00f5es que fazem parte da resili\u00eancia dos vulner\u00e1veis (Delgado, 2018), na cria\u00e7\u00e3o de redes de autodefesa e at\u00e9 na cria\u00e7\u00e3o de disciplina e c\u00f3digos de honra entre grupos de viol\u00eancia organizada, como analisado por Claudio Lomnitz (2016). Na din\u00e2mica dos conflitos abertos descritos pelo autor, a din\u00e2mica da identidade e a sacraliza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio das gangues s\u00e3o atravessadas por experi\u00eancias e devo\u00e7\u00f5es religiosas (Marcial, 2006; Yllescas, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Na(s) migra\u00e7\u00e3o(\u00f5es): nas devo\u00e7\u00f5es que os migrantes carregam e trazem consigo e que constituem apoios simb\u00f3licos diante da incerteza e apoios materiais quando as redes e congrega\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias aliviam suas necessidades em tr\u00e2nsito e no assentamento; na constru\u00e7\u00e3o de comunidades diasp\u00f3ricas; no fortalecimento de cidadanias culturais e pol\u00edticas nos locais de destino (Rosaldo, 2000; Odgers, 2006; Odgers e Ruiz, 2009; Rivera, 2006), como \u00e9 o caso de v\u00e1rias minorias nacionais e religiosas nos Estados Unidos, e at\u00e9 mesmo a forma\u00e7\u00e3o de uma identidade cultural\/religiosa\/pol\u00edtica dos \"latinos\" (Oboler, 2013; De la Torre e Guti\u00e9rrez, 2013). As \"respostas de resist\u00eancia\", bem documentadas pelo autor, s\u00e3o cruzadas por experi\u00eancias de religiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00f5es coletivas com possibilidades transformadoras: al\u00e9m dos tr\u00eas casos bem selecionados pelo autor, os movimentos feministas e os movimentos pelo reconhecimento das identidades ind\u00edgenas mencionados na se\u00e7\u00e3o inicial do artigo sobre as chaves hist\u00f3ricas para entender a gera\u00e7\u00e3o da desigualdade est\u00e3o entrela\u00e7ados com movimentos que, embora n\u00e3o sejam socialmente reconhecidos como religiosos, reivindicam a experi\u00eancia de uma espiritualidade diferente das religi\u00f5es crist\u00e3s institucionais, que legitimam o patriarcalismo e o antropocentrismo que sustentam a explora\u00e7\u00e3o da terra. Para o primeiro caso, podemos identificar todo um corpo de literatura sobre espiritualidade ecofeminista (<em>Ou seja<\/em>. Longman, 2018), bem como trabalhos latino-americanos recentes sobre como a explora\u00e7\u00e3o espiritual dos c\u00edrculos de mulheres, por exemplo, gera uma nova consci\u00eancia corporal de g\u00eanero que impacta os pr\u00f3prios fundamentos da discrimina\u00e7\u00e3o e da coloniza\u00e7\u00e3o dos corpos femininos (Ram\u00edrez, 2019; Felitti e Rohatsch, 2018). Outro ponto importante \u00e9 o desenvolvimento de uma teologia feminista, que desconstr\u00f3i a narrativa patriarcalista que marcou as religi\u00f5es institucionais. No segundo caso de movimentos de reconhecimento ind\u00edgena, podemos observar o entrela\u00e7amento da matriz espiritual <em>nova era<\/em> com as diferentes vis\u00f5es de mundo de origem ind\u00edgena latino-americana que reivindicam o car\u00e1ter sagrado da terra, pensada como Tonantzin, M\u00e3e, Pachamama (De la Torre, Guti\u00e9rrez e Ju\u00e1rez, 2016), e que apoiam a articula\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as transnacionais para a defesa de territ\u00f3rios de ref\u00fagio \u00e9tnico contra o extrativismo da explora\u00e7\u00e3o mineradora, por exemplo (Liffman, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Concluo reiterando o valor do trabalho interpretativo e de diagn\u00f3stico em larga escala, como o de Juan Pablo P\u00e9rez, para ampliar a capacidade reflexiva e o impacto de nossos trabalhos individuais; e, ao mesmo tempo, argumentando que a posi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica da religi\u00e3o nesse trabalho de diagn\u00f3stico \u00e9 uma quest\u00e3o de di\u00e1logo te\u00f3rico e metodol\u00f3gico transdisciplinar, que n\u00e3o pode ser considerado garantido quando se usam resultados de pesquisas de diferentes disciplinas e especializa\u00e7\u00f5es como fontes. Nesse caso, dada a interroga\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o como um recurso para a capacita\u00e7\u00e3o dos marginalizados, concluir que a religi\u00e3o constitui uma mera resposta adaptativa deve muito a uma localiza\u00e7\u00e3o isolada, reativa e de fato, quase epifenomenal, do simb\u00f3lico religioso na vida social no esquema anal\u00edtico das coisas. Confrontar e discutir essa localiza\u00e7\u00e3o como um assunto em si abriria novas possibilidades para a constru\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos colaborativos complexos. Dessa forma, obter\u00edamos uma vis\u00e3o rica e caleidosc\u00f3pica do papel da religi\u00e3o; n\u00f3s a ver\u00edamos simultaneamente imbricada em m\u00faltiplos processos sociopol\u00edticos na Am\u00e9rica Latina, com diferentes espacialidades e temporalidades, e com diferentes direcionalidades: em alguns casos, ela pode funcionar como uma resposta adaptativa que reproduz um <em>status quo<\/em>Em outros, como um recurso de resili\u00eancia e resist\u00eancia diante da crescente precariedade e vulnerabilidade em todas as esferas da vida; em outros ainda, como um processo simb\u00f3lico e material de reconstru\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias, descoloniza\u00e7\u00e3o de corpos, defesa de territ\u00f3rios e dos direitos de sujeitos individuais e coletivos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Berryman, Phillip (1995). \u201cIs Latin America Turning&nbsp;Pluralist? Recent Writings on&nbsp;Religion\u201d, en <em>Latin American Research Review<\/em>, vol. 30, n\u00fam. 3, pp. 107\u2013122.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bourdieu, Pierre (1988). <em>Cosas Dichas<\/em>. Barcelona: Gedisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Castells, Manuel (1996). <em>La era de la informaci\u00f3n: econom\u00eda, sociedad y cultura<\/em>. M\u00e9xico: Siglo <span class=\"small-caps\">xxi<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Cruz Esquivel, Juan (2017). \u201cTransformations of Religiosity in Contemporary Latin America: An approach from quantitative data\u201d, en <em>International Jornal of Latin American Religions<\/em>, vol. 1, n\u00fam. 1, pp. 5-23. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s41603-017-0007-4<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De la Torre, Ren\u00e9e y C. Guti\u00e9rrez (2013). \u201cChicano Spirituality in the Construction of an Imagined Nation: Aztl\u00e1n\u201d, en <em>Social Compass<\/em>, vol. 60, n\u00fam. 2, pp. 232-250. https:\/\/doi.org\/10.1177\/0037768613481706<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De la Torre, Ren\u00e9e y C. Guti\u00e9rrez (2011). \u201cCreencias, pr\u00e1cticas y valores. Un seguimiento longitudinal en Guadalajara 1996-2006\u201d, en Olga Odgers (coord.), <em>Pluralizaci\u00f3n religiosa de Am\u00e9rica Latina<\/em>. Tijuana: El Colegio de la Frontera Norte\/<span class=\"small-caps\">ciesas<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De la Torre, Ren\u00e9e, A. Hern\u00e1ndez y C. Guti\u00e9rrez (2017). \u201cReligious Diversity and its Challenges for Secularism in Mexico\u201d, en <em>International Journal of Latin American Religions, <\/em>vol. 1, n\u00fam 2, pp. 180-199. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s41603-017-0020-7)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">De la Torre, Ren\u00e9e; C. Guti\u00e9rrez y N. Ju\u00e1rez Huet (ed.) (2016). <em>Religion in the Americas Series: Vol. 16. New Age in Latin America. Popular Variations and Ethnic Appropriations.<\/em> Leiden\/Boston: Brill.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Delgado Molina, Cecilia (2018). \u201cReligi\u00f3n y pol\u00edtica en un contexto de violencia: el caso de Morelos (2012-2017)\u201d. Tesis doctoral en Ciencias pol\u00edticas y Sociales. M\u00e9xico: <span class=\"small-caps\">unam<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Felitti, Karina y M. 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Recuperado de https:\/\/www.nexos.com.mx\/? p=28783. Consultado el 6 de junio de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Longman, Chia (2018). \u201cWomen\u2019s Circles and the Rise of the New Feminine: REclaiming Sisterhood, Spirituality, and Wellbeing\u201d, en <em>Religions<\/em> vol. 9, n\u00fam. 9 pp. 1-17. https:\/\/doi.org\/10.3390\/rel9010009<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mallimaci, Fortunato (2014). <em>Atlas de las creencias religiosas en la Argentina<\/em>. Buenos Aires: Biblios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Marcial, Rogelio (2006). \u201cEl cholismo en Guadalajara: or\u00edgenes y referentes culturales\u201d, en <em>J\u00f3venes en la mira: revista de estudios sobre juventud(es)<\/em>, vol 1, n\u00fam. 4, pp. 37-56.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Morello, Gustavo <em>et al<\/em>. (2017). \u201cUna modernidad encantada: dar sentido al paisaje religioso de Am\u00e9rica Latina\u201d, en <em>Investigaci\u00f3n Cr\u00edtica sobre Religi\u00f3n<\/em>, vol. 5, n\u00fam 3, pp. 308-326. https:\/\/doi.org\/10.1177\/2050303217732131<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Nicolescu, Basarab (1996). <em>La transdisciplinariedad: Manifiesto<\/em>. M\u00f3naco: \u00c9ditions du Rocher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Odgers, Olga y Juan Carlos Ruiz Guadalajara (coord.) (2009). <em>Migraci\u00f3n y creencias. Pensar las religiones en tiempo de movilidad<\/em>. 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