{"id":31210,"date":"2019-09-23T13:47:57","date_gmt":"2019-09-23T13:47:57","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=31210"},"modified":"2024-04-24T11:46:44","modified_gmt":"2024-04-24T17:46:44","slug":"testimonios-segunda-parte-rodolfo-stavenhagen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/testimonios-segunda-parte-rodolfo-stavenhagen\/","title":{"rendered":"Testemunhos autobiogr\u00e1ficos. Parte dois: Marxismo e colonialismo interno."},"content":{"rendered":"<div class=\"video-wrap\"><div class=\"video\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MPHNn0Rflto\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/div><p class=\"leyenda\"><\/p><\/div>\n<p><p class=\"no-indent translation-block\"><span class=\"dropcap\">Na edi\u00e7\u00e3o anterior do <em>Encartes<\/em>, <a href=\"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/testimonios-rodolfo-stavenhagen\/\" target=\"_self\">foi publicada a primeira parte desses depoimentos<\/a>. Nela, Rodolfo Stavenhagen falou de epis\u00f3dios de sua inf\u00e2ncia e in\u00edcio da juventude: seus primeiros anos no M\u00e9xico, sua descoberta da antropologia e suas experi\u00eancias com o indigenismo. Esta segunda parte salta para a d\u00e9cada de 1960: treinamento de doutorado em Paris, seguido por dois anos de trabalho profissional no Brasil, culminando com o retorno ao seu pa\u00eds de ado\u00e7\u00e3o. As duas partes cont\u00eam fragmentos de v\u00e1rias conversas com Rodolfo sobre suas experi\u00eancias intelectuais e convic\u00e7\u00f5es morais, em sua casa em Cuernavaca, sob a generosa hospitalidade de sua esposa Elia, em 2015. Tentamos seguir uma certa ordem cronol\u00f3gica, mas n\u00e3o havia uma agenda predeterminada: a conversa fluiu espontaneamente. Infelizmente, sua sa\u00fade piorou. Ele faleceu no ano seguinte. Ainda havia muitas coisas interessantes a serem ditas.<\/p>\n<p>Quando Rodolfo chegou a Paris, no outono de 1959, para fazer seu doutorado, a cidade era palco de movimentos intelectuais vigorosos e inovadores com impacto global. O estruturalismo antropol\u00f3gico, liderado por Claude L\u00e9vi-Strauss, e os marxismos de v\u00e1rias vertentes se destacavam: um deles ligado ao estruturalismo (seu porta-estandarte era Louis Althusser), outros ao maoismo, ao trotskismo e a v\u00e1rias vis\u00f5es anticolonialistas. O existencialismo e o marxismo dogm\u00e1tico (ainda marcado pela heran\u00e7a stalinista) n\u00e3o entusiasmavam mais os jovens; o pr\u00f3prio Sartre estava inclinado \u00e0s teses de Mao Ts\u00e9-Tung. O in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960 viu a morte prematura de Albert Camus, o pensador independente que colocou a honestidade intelectual e \u00e9tica acima de qualquer ortodoxia. Os historiadores disputaram sobre a hist\u00f3ria social e econ\u00f4mica introduzida pela Escola dos <em>Anais<\/em>. Duas figuras radicais, influenciadas pelo estruturalismo, mas com seus pr\u00f3prios caminhos, provocaram cismas: Jacques Lacan entre os psicanalistas e Roland Barthes entre os cr\u00edticos liter\u00e1rios e semi\u00f3logos. Em 1961, Michel Foucault publicou <em>Hist\u00f3ria da loucura <\/em>e lan\u00e7ou sua carreira pol\u00eamica e discuss\u00f5es epistemol\u00f3gicas duradouras. Ao mesmo tempo, a guerra de independ\u00eancia da Arg\u00e9lia, que culminou em 1962, estava em andamento, despertando paix\u00f5es irreconcili\u00e1veis e questionando as ideias pol\u00edticas francesas.<\/p>\n<p>Stavenhagen ingressou na Escuela Pr\u00e1ctica de Altos Estudios, que permitia que os alunos escolhessem cursos e desenvolvessem seu pr\u00f3prio projeto de pesquisa desde o in\u00edcio, sob a dire\u00e7\u00e3o de um pesquisador maduro (a Se\u00e7\u00e3o VI dessa institui\u00e7\u00e3o era dedicada ao conhecimento socioecon\u00f4mico; mais tarde, ela se tornou independente e passou a se chamar Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales). Mas o jovem estudante de doutorado n\u00e3o aderiu a nenhuma ortodoxia. Ele escolheu como diretor o africanista Georges Balandier, um dos fundadores da antropologia pol\u00edtica na Fran\u00e7a. Pensador independente de esquerda, ele n\u00e3o tinha a fama de L\u00e9vi-Strauss, mas seu valor acad\u00eamico n\u00e3o era menor. Para Rodolfo, a descoberta da antropologia africanista foi paralela \u00e0 descoberta das origens coloniais dos pa\u00edses do Terceiro Mundo, incluindo os da Am\u00e9rica Latina. A decis\u00e3o de escrever sua tese sobre um t\u00f3pico amplamente inexplorado: classes sociais em pa\u00edses p\u00f3s-coloniais, predominantemente agr\u00e1rios, representou um desafio aos dogmas predominantes; responder a isso exigiu que ele mergulhasse em uma literatura praticamente ignorada pela academia mexicana (certamente pela <span class=\"small-caps\">enah<\/span>(como ele comenta na entrevista). O conhecimento de Rodolfo sobre o mundo p\u00f3s-colonial e suas lutas foi ajudado por sua amizade com v\u00e1rios colegas estudantes que mais tarde se tornariam figuras da esquerda intelectual internacional: Claude Meillassoux, Samir Amin, Michael Lowy... Esses anos resultaram na voca\u00e7\u00e3o internacionalista de Rodolfo, em seu interesse pelos direitos dos povos colonizados e em um livro que hoje pode ser considerado um cl\u00e1ssico: <em>Classes sociais em sociedades agr\u00e1rias<\/em>.<\/p>\n<p>Na \u00faltima se\u00e7\u00e3o do trecho publicado aqui, Stavenhagen relata sua experi\u00eancia como secret\u00e1rio do Centro Latinoamericano de Investigaciones en Ciencias Sociales (Centro Latino-Americano de Pesquisas em Ci\u00eancias Sociais) e editor fundador da revista <em>Am\u00e9rica Latina<\/em>no per\u00edodo de 1962-1964. Foi nesses anos que ele e Pablo Gonz\u00e1lez Casanova cunharam o conceito de <em>colonialismo interno<\/em> e a transformou em uma poderosa ferramenta anal\u00edtica. Tamb\u00e9m foi nessa \u00e9poca que surgiu em nosso continente a rede de pesquisadores que impactou as ci\u00eancias sociais do mundo com a discuss\u00e3o sobre a <em>depend\u00eancia<\/em>. Um desses pesquisadores foi, \u00e9 claro, Rodolfo Stavenhagen. Mas seus anos no Brasil terminaram abruptamente, com o golpe militar que derrubou o presidente Goulart.<\/p>\n<p>Em um futuro pr\u00f3ximo, outros trechos dessas conversas ser\u00e3o disponibilizados no site <span class=\"small-caps\">ciesas<\/span> Oeste. Reitero meus agradecimentos ao meu admirado e saudoso amigo Rodolfo e a Elia Guti\u00e9rrez de Stavenhagen. Agrade\u00e7o tamb\u00e9m a Regina Mart\u00ednez Casas, que se encarregou da grava\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo e participou das conversas, e a Sa\u00fal Justino Prieto Mendoza, por sua eficiente assist\u00eancia na edi\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\" translation-block\"><span class=\"dropcap\">A primeira parte desses depoimentos foi publicada na edi\u00e7\u00e3o anterior da Encartes. 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