{"id":30985,"date":"2019-03-21T15:01:20","date_gmt":"2019-03-21T15:01:20","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=30985"},"modified":"2024-04-24T11:43:28","modified_gmt":"2024-04-24T17:43:28","slug":"desigualdades-genero-norte-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/desigualdades-genero-norte-mexico\/","title":{"rendered":"Desigualdades de g\u00eanero no norte do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<p class=\"abstract translation-block\"><span class=\"dropcap\">Este livro re\u00fane diferentes especialistas que oferecem uma interessante vis\u00e3o geral das condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas em que vivem as mulheres no norte do M\u00e9xico, a partir de uma perspectiva de g\u00eanero. O livro oferece ao leitor informa\u00e7\u00f5es detalhadas de pesquisas realizadas com rigor acad\u00eamico, mas em linguagem acess\u00edvel a um p\u00fablico n\u00e3o especializado. O texto aborda temas cl\u00e1ssicos e constituintes do campo de estudos de g\u00eanero, como a divis\u00e3o social do trabalho, a fam\u00edlia, a viol\u00eancia, a constru\u00e7\u00e3o de significados, o poder, a participa\u00e7\u00e3o e a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>  A introdu\u00e7\u00e3o oferece um estado da arte dos estudos de g\u00eanero no norte do M\u00e9xico com base em dois eixos anal\u00edticos, um referente a pesquisas com forte tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica da regi\u00e3o e o outro a temas emergentes e em consolida\u00e7\u00e3o. Esses focos organizam os 13 cap\u00edtulos do livro.<\/p>\n<p>O primeiro grupo aborda a diversidade das fam\u00edlias, suas redes sociais e mecanismos organizacionais, o trabalho das mulheres e seu impacto sobre o uso do tempo e dos cuidados no lar, bem como o envelhecimento das mulheres em condi\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis. Al\u00e9m dessas quest\u00f5es, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres em partidos e sindicatos no Norte tem sido uma das marcas hist\u00f3ricas da regi\u00e3o. O segundo grupo inclui estudos que surgiram no final da d\u00e9cada de 1990 e que se consolidaram gradualmente, como sa\u00fade materna e reprodutiva, identidades \u00e9tnicas urbanas e a presen\u00e7a de mulheres em \u00e1reas rurais por meio de pesquisas sobre discrimina\u00e7\u00e3o e controle do Estado por meio de pol\u00edticas sociais de aux\u00edlio.<\/p>\n<p>Esses eixos tem\u00e1ticos permitem um cruzamento sugestivo entre as desigualdades de g\u00eanero e as desigualdades sociais e econ\u00f4micas em diferentes \u00e1reas da vida das mulheres e dos homens no norte do M\u00e9xico. Da mesma forma, os autores do livro tecem algumas dimens\u00f5es anal\u00edticas sob diferentes perspectivas disciplinares, j\u00e1 que soci\u00f3logos, psic\u00f3logos e antrop\u00f3logos colaboram com o trabalho. S\u00e3o especialistas que escrevem sobre aqueles que alcan\u00e7aram certo poder e autonomia, mas, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m proporcionam um debate interessante sobre a constru\u00e7\u00e3o e os limites do conceito de g\u00eanero em contextos regionais.<\/p>\n<p>Dessa forma, categorias cl\u00e1ssicas como unidades dom\u00e9sticas e estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia, que possibilitaram a compreens\u00e3o da din\u00e2mica familiar durante as crises econ\u00f4micas das \u00faltimas d\u00e9cadas, s\u00e3o agora tratadas sob novas abordagens baseadas nas desigualdades de g\u00eanero. Conceitos relacionados \u00e0 divis\u00e3o sexual do trabalho, \u00e0 dupla jornada de trabalho e \u00e0 compatibilidade entre as esferas da produ\u00e7\u00e3o e da reprodu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e3o sendo discutidos atualmente sob a perspectiva da concilia\u00e7\u00e3o entre trabalho e corresponsabilidade na vida familiar.<\/p>\n<p>Uma pergunta que surge ao longo do livro \u00e9: por que estudar o norte do M\u00e9xico? De acordo com o Conselho Nacional de Popula\u00e7\u00e3o (Conapo), a regi\u00e3o norte \u00e9 composta por seis estados: Baja California, Sonora, Chihuahua, Coahuila, Nuevo Le\u00f3n e Tamaulipas, que se destacam por seus setores industrial, agr\u00edcola e de servi\u00e7os. O norte \u00e9 conhecido por sua industriosidade e alta inser\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho, como ilustrado pelas trabalhadoras de maquila, por exemplo. Essa imagem contrasta com os baixos padr\u00f5es de vida dessas mulheres e a alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 inseguran\u00e7a e \u00e0 viol\u00eancia. N\u00e3o se trata apenas de sangue e balas, mas tamb\u00e9m de viol\u00eancia emocional, econ\u00f4mica e sexual, que \u00e9 exercida sobre milhares de mulheres por raz\u00f5es de g\u00eanero e que as coloca em uma situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o estrutural.<\/p>\n<p>Essa exclus\u00e3o \u00e9 vivenciada como desigualdade, que \u00e9 influenciada por tr\u00eas fatores presentes no norte do M\u00e9xico, de acordo com as coordenadoras do livro, Silvia L\u00f3pez e Cirila Quintero. O primeiro refere-se \u00e0 crise econ\u00f4mica que se tornou estrutural nos mercados de trabalho locais; um segundo fator \u00e9 o conservadorismo presente nas pol\u00edticas p\u00fablicas sobre direitos sexuais e reprodutivos; e, por fim, o aumento da viol\u00eancia contra as mulheres em muitas cidades fronteiri\u00e7as.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese apresentada pelos coordenadores do livro \u00e9 que a desigualdade social e econ\u00f4mica acentuou o estado de vulnerabilidade das mulheres. Essa suposi\u00e7\u00e3o se reflete nos in\u00fameros estudos de pesquisa realizados no norte do M\u00e9xico nos \u00faltimos 25 anos. A revis\u00e3o desse conjunto de trabalhos feita pelos autores resultou no livro <em>Estudos de g\u00eanero no norte do M\u00e9xico no limiar do s\u00e9culo XXI, <\/em>publicado pelo El Colegio de la Frontera Norte.<\/p>\n<h2>Machados tradicionais em estudos do norte do M\u00e9xico<\/h2>\n<p class=\"abstract\">\n  Os colaboradores do livro concordam com a hip\u00f3tese mencionada acima. Margarita Bejarano, em seu trabalho \"Inequality in the use of time: gender analysis of care work\", identifica alguns efeitos diferenciados entre homens e mulheres. Assim, 95% de mulheres realizam trabalho dom\u00e9stico em compara\u00e7\u00e3o com 76% de homens, embora os homens realizem mais trabalho extra-dom\u00e9stico e gastem tr\u00eas vezes mais tempo nessa atividade. No entanto, s\u00e3o elas que assumem o apoio e o cuidado dos dependentes na casa, especialmente as mulheres mais velhas, entre 40 e 70 anos de idade. Em um contexto de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e de maior participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica feminina, a demanda por cuidados est\u00e1 aumentando, raz\u00e3o pela qual a autora prop\u00f5e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que tenham impacto na redu\u00e7\u00e3o das tens\u00f5es para os cuidadores no lar.<\/p>\n<p>  O que acontece quando as mulheres envelhecem? Durante muito tempo, pensava-se que o M\u00e9xico era um pa\u00eds de jovens, mas hoje a popula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a envelhecer e o norte do M\u00e9xico n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Pavel Roel Guti\u00e9rrez, em seu trabalho \"Las mujeres adultas en Ciudad Ju\u00e1rez: sus luchas por vivir un 'buen envejecimiento' y sobrevivir hasta mayores edades en 2008\", analisa os servi\u00e7os dispon\u00edveis para que os adultos mais velhos alcancem uma velhice digna, especialmente no grupo de mulheres entre 55 e 65 anos em Ciudad Ju\u00e1rez. A autora identificou a desvaloriza\u00e7\u00e3o, a marginaliza\u00e7\u00e3o e a segrega\u00e7\u00e3o desse grupo et\u00e1rio na sociedade local e em seus pr\u00f3prios lares. A din\u00e2mica produtiva do norte do M\u00e9xico influenciou as mulheres a serem valorizadas como mercadorias para o trabalho, de modo que, \u00e0 medida que envelhecem, perdem seu valor. Entretanto, as condi\u00e7\u00f5es de envelhecimento variam de acordo com o status social, a educa\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia de trabalho e a capacidade de poupan\u00e7a, mas e se n\u00e3o houvesse recursos para lidar com o envelhecimento?<\/p>\n<p>A esse respeito,<strong> <\/strong>C\u00e9line Jarqu\u00edn analisa os \"Pioneiros das novas periferias do M\u00e9xico. Mecanismos familiares, redes de solidariedade e g\u00eanero\" (Pioneiros das novas periferias do M\u00e9xico. Mecanismos familiares, redes de solidariedade e g\u00eanero), abordando os custos sociais e de g\u00eanero da aquisi\u00e7\u00e3o de moradia em conjuntos habitacionais. Por meio de hist\u00f3rias de vida e de uma pesquisa com 500 fam\u00edlias, o estudo identifica como os homens assumem o papel de provedores, o que implica para eles longos deslocamentos para o trabalho a partir de suas novas moradias perif\u00e9ricas. As mulheres, por sua vez, ficam confinadas em moradias min\u00fasculas e assumem os encargos dom\u00e9sticos e de cria\u00e7\u00e3o dos filhos. No entanto, a restri\u00e7\u00e3o de tempo e espa\u00e7o dificulta a coexist\u00eancia dos homens com seu ambiente e eles enfrentam dificuldades para ter acesso ao trabalho remunerado, o que desafia o custo familiar da garantia de moradia.<\/p>\n<p>Outro aspecto da vulnerabilidade \u00e9 abordado por Gabriela Zamora e Sandra Mancinas em \"Divorce: feminine and masculine visions\" (Div\u00f3rcio: vis\u00f5es femininas e masculinas). Esse trabalho nos permite observar a diversidade familiar por meio do div\u00f3rcio e o fato de que uma consequ\u00eancia comum \u00e9 que as mulheres assumem a chefia de suas fam\u00edlias, o que aumenta seu estado de vulnerabilidade. O estudo recupera vozes femininas e masculinas sobre o div\u00f3rcio em Nuevo Le\u00f3n, que refletem estere\u00f3tipos sobre o papel das m\u00e3es e dos pais nas fam\u00edlias. O div\u00f3rcio n\u00e3o apenas implica processos legais para a cust\u00f3dia dos filhos, mas tamb\u00e9m prejudica os la\u00e7os emocionais entre pais e filhos e causa a deteriora\u00e7\u00e3o do bem-estar social da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m destaca a quest\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres como uma das principais contribui\u00e7\u00f5es para a perspectiva de g\u00eanero e os processos de cidadania, pois revaloriza a a\u00e7\u00e3o coletiva das mulheres fora dos esquemas tradicionais. E, de um caminho para a conquista de condi\u00e7\u00f5es de igualdade, n\u00e3o sem obst\u00e1culos patriarcais e institucionais. Nesse sentido, Rosario Varela, em seu artigo \"G\u00e9nero y reglas del juego en el proceso electoral de 2009. Uma perspectiva comparativa\", analisou a LXI Legislatura da C\u00e2mara dos Deputados de acordo com o g\u00eanero ap\u00f3s 2009 e no contexto da reforma para a obten\u00e7\u00e3o de cotas de g\u00eanero. A autora identificou o peso do PRI (Partido Revolucion\u00e1rio Institucional) nas pr\u00e1ticas institucionais de acesso ao poder pol\u00edtico, especialmente no caso de Coahuila e Tamaulipas, onde observou uma maior capacidade de conquistar cadeiras para esse partido, mas uma menor integra\u00e7\u00e3o das mulheres na legislatura. Assim, as cotas de g\u00eanero acabaram sendo mais um mecanismo para redistribuir os ganhos pol\u00edticos de homens e mulheres entre os diferentes partidos e menos um processo para reduzir a desigualdade de g\u00eanero na arena pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Na mesma linha, Clementina Garc\u00eda e Elizabeth Toscano descrevem \"Women's participation in public office within political parties in the state of Baja California\" (A participa\u00e7\u00e3o das mulheres em cargos p\u00fablicos dentro dos partidos pol\u00edticos no estado da Baixa Calif\u00f3rnia), e descobriram que as deputadas eram mais ativas em iniciativas de lei ou reformas, mas 79% das comiss\u00f5es eram ocupadas por homens. Al\u00e9m disso, elas eram segregadas em comiss\u00f5es feminizadas, como turismo, igualdade de g\u00eanero, assist\u00eancia social, comunica\u00e7\u00e3o social e rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Em Sinaloa, Azalia L\u00f3pez realizou um estudo hist\u00f3rico das mulheres na pol\u00edtica estadual (1940-1950). As associa\u00e7\u00f5es de mulheres foram a for\u00e7a motriz por tr\u00e1s do direito ao voto e promoveram a incorpora\u00e7\u00e3o de leis que favoreciam a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres. Esse esfor\u00e7o permitiu que as mulheres votassem nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 1938 e reconheceu sua compet\u00eancia pol\u00edtica. Na mesma linha, Mercedes Z\u00fa\u00f1iga, Elizabeth Cejudo e Leyla Acedo analisam a participa\u00e7\u00e3o sindical das mulheres costureiras e trabalhadoras de hortali\u00e7as em Sonora (1915-1954). Esses estudos mostram as possibilidades de ativismo das mulheres nas organiza\u00e7\u00f5es sindicais e nos partidos pol\u00edticos, mas tamb\u00e9m reconhecem um forte trabalho de socializa\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o que come\u00e7a em uma idade precoce, como mostra o estudo de Aid\u00e9 Grijalva e Martha Lilia Mancilla sobre as mem\u00f3rias familiares e os itiner\u00e1rios de vida da ativista Guadalupe S\u00e1nchez de Mexicali, Baja California.<\/p>\n<p>Outras fontes alternativas de poder das mulheres s\u00e3o encontradas por Lya Ni\u00f1o, que analisa a ressignifica\u00e7\u00e3o da identidade \u00e9tnica como forma de empoderamento das vendedoras ambulantes mixtecas na cidade de Tijuana. A autora afirma que o capital social \u00e9 fundamental para o enfrentamento dos processos pol\u00edticos, que ela documenta com o grupo de estudo, desmistificando a ideia de que o poder s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel por meios institucionais ou partid\u00e1rios. Os mixtecos desenvolveram um certo poder social gra\u00e7as ao apoio de seu grupo \u00e9tnico e \u00e0s suas estrat\u00e9gias de negocia\u00e7\u00e3o com as autoridades locais. Embora esses recursos sociais, simb\u00f3licos e culturais possam ser vol\u00e1teis, descont\u00ednuos e fragmentados.<\/p>\n<p>Essa realidade contrasta com a das mulheres acad\u00eamicas, pois Veronika Sieglin, Mar\u00eda Z\u00fa\u00f1iga e Mar\u00eda Elena Ramos identificam estere\u00f3tipos e formas de discrimina\u00e7\u00e3o nas universidades p\u00fablicas de Monterrey. Muitas professoras enfrentam processos exaustivos derivados de demandas de produtividade em um contexto de pouco empoderamento para elas.<\/p>\n<h2>Temas emergentes nos estudos do norte do M\u00e9xico<\/h2>\n<p class=\"abstract\">\n  A segunda parte do livro aborda quest\u00f5es de sa\u00fade sexual e reprodutiva, identidades de g\u00eanero e ruralidade. A sa\u00fade reprodutiva, materna e infantil tem sido amplamente estudada no caso do norte do M\u00e9xico em pesquisas realizadas tanto no El Colegio de Sonora quanto no El Colegio de la Frontera Norte. Elizabeth Cueva faz um balan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o da sa\u00fade materna na regi\u00e3o, investigando os dom\u00ednios da ag\u00eancia feminina e as condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 sa\u00fade. Ela identifica como a colabora\u00e7\u00e3o e o conflito s\u00e3o eixos importantes para entender como as mulheres gr\u00e1vidas enfrentam um contexto de condi\u00e7\u00f5es deficientes de educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de sa\u00fade. Em particular, as mulheres pobres dos bairros pobres da cidade de Matamoros, em Tamaulipas, muitas vezes assumem seus pr\u00f3prios cuidados sob certos valores e representa\u00e7\u00f5es devido \u00e0 sua exclus\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>  Nas \u00e1reas rurais do norte do M\u00e9xico, as quest\u00f5es de g\u00eanero e desenvolvimento rural s\u00e3o de grande import\u00e2ncia, especialmente em Mexicali, La Laguna Coahuila e Matamoros, onde as quest\u00f5es agr\u00edcolas ainda s\u00e3o relevantes. As mulheres rurais enfrentam demandas que as discriminam em seu acesso a programas sociais. Lourdes Romero e \u00c9rika Soto documentam esse problema por meio da posse da terra e da distribui\u00e7\u00e3o do apoio do Procampo na regi\u00e3o de Lagunera (Coahuila-Durango). Esses programas d\u00e3o mais vantagens aos homens do que \u00e0s mulheres, pois apenas 25% dos benefici\u00e1rios do programa s\u00e3o mulheres, o que d\u00e1 mais poder econ\u00f4mico e de decis\u00e3o aos homens.<\/p>\n<h2>Colof\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"abstract\">\n  G\u00eanero \u00e9 um conjunto de impactos na materialidade do mundo social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico das mulheres, que pode ser visto de forma transversal ao longo dos cap\u00edtulos do livro. Mas, para al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o de um efeito acad\u00eamico da perspectiva de g\u00eanero, os estudos do livro permitem reconhecer principalmente as implica\u00e7\u00f5es para as mulheres em um contexto de exclus\u00e3o permanente, que em curto prazo passaram a ter impacto na complexa viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>  O livro como um todo representa um processo de tornar vis\u00edveis os problemas sociais relacionados \u00e0s assimetrias entre homens e mulheres, embora os autores deem prioridade \u00e0s muitas desigualdades femininas. Dentro dessa estrutura, s\u00e3o feitos esfor\u00e7os para reconhecer as diversas pr\u00e1ticas e identidades em diferentes contextos regionais, como o norte do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A possibilidade anal\u00edtica oferecida pelo livro \u00e9 por meio do di\u00e1logo entre disciplinas e campos de estudo, o que promove um di\u00e1logo conceitual e disciplinar com refer\u00eancias anal\u00edticas relacionadas e momentos hist\u00f3ricos importantes. No entanto, as ferramentas para a compreens\u00e3o das experi\u00eancias de g\u00eanero, como classe, etnia, idade e capacidades corporais, s\u00e3o consideradas \u00f3bvias nos estudos de caso, pois os autores selecionam uma estrat\u00e9gia interpretativa que apresenta e descreve situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que perpetuam a desigualdade.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\" translation-block\"><span class=\"dropcap\">Este livro re\u00fane diferentes especialistas que oferecem uma interessante vis\u00e3o geral das condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas em que vivem as mulheres no norte do M\u00e9xico, a partir de uma perspectiva de g\u00eanero. O livro oferece ao leitor informa\u00e7\u00f5es detalhadas de pesquisas realizadas com rigor acad\u00eamico, mas em linguagem acess\u00edvel a um p\u00fablico n\u00e3o especializado. 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