{"id":30714,"date":"2018-09-21T13:07:16","date_gmt":"2018-09-21T13:07:16","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=30714"},"modified":"2023-11-17T19:11:01","modified_gmt":"2023-11-18T01:11:01","slug":"charla-con-las-imagenes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/charla-con-las-imagenes\/","title":{"rendered":"Falando sobre as imagens: \"tem a ver com a hist\u00f3ria de sua vida\"."},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Document\u00e1rio Roberta Simon &quot;Talking with images&quot; (Conversando com imagens).\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MnmcGr8PLXM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Neste v\u00eddeo, apresento as conversas de Claudio Oliveira, um dos visitantes que conheceu a exposi\u00e7\u00e3o dos alunos da disciplina de Antropologia Visual e Imagem do curso de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Barcelona. <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span> sobre as formas sens\u00edveis de viver na cidade de Porto Alegre \/ RS (Brasil). As imagens, os olhares e as falas de Claudio se misturam \u00e0s imagens da exposi\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3rias, espa\u00e7os e tempos abrem a comunica\u00e7\u00e3o circular para novas resson\u00e2ncias de quem as v\u00ea. Convido voc\u00ea a conversar com as imagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\">Palavras-chave: <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/antropologia-de-la-imagen\/\" rel=\"tag\">antropologia da imagem<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/comunicacion-visual\/\" rel=\"tag\">comunica\u00e7\u00e3o visual<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/etnografia-visual\/\" rel=\"tag\">etnografia visual<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/imagen\/\" rel=\"tag\">imagem<\/a>, <a href=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/tag\/narrativa-biografica\/\" rel=\"tag\">narrativa biogr\u00e1fica<\/a><\/p>\n\n\n<p class=\"en-title\">Em conversa com imagens: \"It's About Your Life Story\".<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\">Neste v\u00eddeo, apresento conversas com Claudio Oliveira, um dos visitantes que passaram pela exposi\u00e7\u00e3o dos alunos de Antropologia Visual e Imag\u00e9tica do curso de Ci\u00eancias Sociais da UFRGS sobre modos de vida apreci\u00e1veis em Porto Alegre, Brasil. As imagens, o olhar e as conversas de Claudio se misturam \u00e0s imagens da exposi\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3rias, espa\u00e7os e tempo promovem a comunica\u00e7\u00e3o circular para novas resson\u00e2ncias entre aqueles que os veem. Convido voc\u00ea a conversar com as imagens<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract en-text\"><strong>Palavras-chave: <\/strong>Comunica\u00e7\u00e3o visual, antropologia da imagem, etnografia visual, imagem, narrativa biogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right abstract\"><em>A imagem permite, talvez, um certo protagonismo do espectador.<\/em><br>Claudio Oliveira<br>visitante da exposi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract translation-block\"><span class=\"dropcap\"><div class=\"fb-quote fb_iframe_widget\"><span style=\"vertical-align: bottom;width: 178px;height: 47px\"><\/span><\/div><\/span><\/div><\/span>Como as narrativas de imagens se entrela\u00e7am com narrativas biogr\u00e1ficas e contextos socioculturais? Como nos comunicamos com outras imagens a partir de nossas pr\u00f3prias imagens?<\/p>\n\n\n\n<p>Neste v\u00eddeo, apresento as conversas de Claudio Oliveira com as imagens da exposi\u00e7\u00e3o Etnografias Compartilhadas: narrativas visuais e sonoras da vida urbana em Porto Alegre. Como essas imagens o impactaram? Claudio diz: \"n\u00e3o devemos viver como prisioneiros\", ref\u00e9ns da viol\u00eancia urbana; precisamos ter seguran\u00e7a. Ao criar seus filhos, Claudio tenta equilibrar prote\u00e7\u00e3o e liberdade. A liberdade que ele tinha quando crian\u00e7a. Ele acredita que a sociedade atual tem pouca capacidade de lidar com as diferen\u00e7as sociais, os preconceitos e os diversos tipos de viol\u00eancia. Para ele, pr\u00e1ticas art\u00edstico-culturais como o hip-hop, que viu na exposi\u00e7\u00e3o, servem como \"v\u00e1lvulas de escape\" para os problemas sociais. Em seu discurso, h\u00e1 uma reverbera\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e imagens de um pai preocupado com o futuro da juventude em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Comuniquei-me com vinte e quatro pessoas que passaram e observaram a exposi\u00e7\u00e3o sobre a cidade de Porto Alegre e, com base na antropologia visual e da imagem, com esse v\u00eddeo etnogr\u00e1fico busquei exercitar os preceitos \u00e9tico-est\u00e9ticos do encontro com o outro, a comunica\u00e7\u00e3o mediada por dispositivos t\u00e9cnicos e as reflex\u00f5es que fundamentam o processo de comunica\u00e7\u00e3o como um encontro de alteridades (Wagner, 2012; Ferraz [s.d.]) e um sistema circular (Bateson, 1981).<\/p>\n\n\n\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o, encontros de alteridades circulam e misturam hist\u00f3rias individuais e coletivas e contextos socioculturais. Cada conversa parece \u00fanica, mas todas elas se unem no senso comum das formas sens\u00edveis da vida urbana. \"A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais definida como um simples ato entre duas pessoas, mas como um sistema circular, uma orquestra da qual todos fazem parte e onde todos tocam de acordo com uma partitura invis\u00edvel\" (Bateson, 1981). As hist\u00f3rias pessoais dos visitantes da exposi\u00e7\u00e3o e as imagens que eles encontram l\u00e1 est\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o, mesmo sem perceber. A orquestra cultural organiza as narrativas e as imagens dos interlocutores com base nas rela\u00e7\u00f5es com os espa\u00e7os verdes urbanos, na dial\u00e9tica temporal intergeracional e nas formas sens\u00edveis (espiritualidade, pol\u00edtica, arte).<\/p>\n\n\n\n<p>Claudio Oliveira vive com sua fam\u00edlia em um bairro na zona sul de Porto Alegre, a capital da prov\u00edncia. Ele mant\u00e9m boas rela\u00e7\u00f5es com sua irm\u00e3 mais velha, que sempre o protegeu. Ela voltou a morar perto de sua m\u00e3e, em Santa Cruz do Sul, onde toda a fam\u00edlia nasceu. Sua m\u00e3e sente um grande apego \u00e0s suas origens e diz que quer morrer em sua cidade. Esse desejo est\u00e1 relacionado \u00e0 for\u00e7a motriz que nos impulsiona a viver, a terra sagrada da m\u00e3e natureza. A origem, a terra e a vontade. O retorno simb\u00f3lico do ciclo natural em comunh\u00e3o com as imagens primordiais, primeiras e mais fortes onde sua vida foi gerada (Bachelard, 1991).<\/p>\n\n\n\n<p>Santa Cruz do Sul tem grandes \u00e1reas rurais pr\u00f3ximas \u00e0 \u00e1rea urbana e, com o crescimento da cidade, grandes lotes de terras agr\u00edcolas come\u00e7aram a ser divididos com a morte de seus propriet\u00e1rios. Esse era o caso da terra do av\u00f4 de Cl\u00e1udio, que ele costumava visitar quando era crian\u00e7a e onde brincava de colher frutas e ajudava nas atividades da terra. \u00c0 noite, jogava futebol com os amigos na rua e, quando passava um carro, todos paravam, esperavam e voltavam a jogar. Ele teve uma inf\u00e2ncia tranquila, livre e em contato com a natureza, de acordo com sua narrativa biogr\u00e1fica. Com o mundo moderno, as formas de viver nas cidades foram transformadas (Simmel, 1967). Assim como as maneiras pelas quais as pessoas se relacionam e contam suas hist\u00f3rias cotidianas (Benjamin, 1994).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, Claudio \u00e9 pai e vive na metr\u00f3pole, mas em uma \u00e1rea mais remota com vegeta\u00e7\u00e3o ao seu redor. Um lugar com menos asfalto e concreto, onde as pessoas s\u00e3o mais relaxadas do que no centro. Para ele, essa \u00e9 outra maneira de ver a cidade. No entanto, com tanta viol\u00eancia, ele tem medo de andar por essas ruas que antes eram um lugar de divers\u00e3o e que se tornaram uma amea\u00e7a. As pessoas m\u00e1s est\u00e3o \u00e0 solta e as pessoas boas est\u00e3o presas em suas casas, ref\u00e9ns do medo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua filha Carol \u00e9 adolescente, estuda, procura est\u00e1gios, cursos e acaba indo para as ruas, o que preocupa seus pais. Apesar de sua preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro dos jovens, Claudio tenta equilibrar a prote\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia urbana com a liberdade para que seus filhos se desenvolvam e sejam felizes. Ele n\u00e3o teve um bom relacionamento com seu pai e, por isso, busca ser um pai melhor e diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o, Carol v\u00ea a palavra rururbano, n\u00e3o entende e pergunta ao pai o que significa. Muito atencioso e cuidadoso (seguindo sua imagem de pai ideal), ele explica que rururbano \u00e9 uma \u00e1rea rural dentro do per\u00edmetro urbano e conta a ela que Porto Alegre \u00e9 uma das capitais brasileiras com mais \u00e1reas rururbanas. Cl\u00e1udio trabalhava com transporte e conhece muitos lugares dentro e fora da cidade. Para Walter Benjamin (1994), conhecer muitos lugares como um viajante, ter sabedoria (\"o lado \u00e9pico da verdade\"), dar conselhos e ser pr\u00e1tico s\u00e3o qualidades de um \"bom contador de hist\u00f3rias\".<\/p>\n\n\n\n<p>Claudio \u00e9, e com sua filha ainda mais. Essas e outras hist\u00f3rias foram contadas durante os encontros etnogr\u00e1ficos que fazem parte da minha pesquisa de doutorado \"De prosa com as imagens\" (\"Conversando com imagens\"). A pesquisa busca trazer narrativas visuais, sonoras e escritas para dialogar entre si, com a inten\u00e7\u00e3o de questionar a hegemonia textual como \u00fanica forma de conhecimento (MacDougall, 2006; Pink, 2002; Eckert e Rocha, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Claudio e Carol percorreram a exposi\u00e7\u00e3o. Ambos interagiram com as imagens no sal\u00e3o e pararam em lugares diferentes para fazer suas observa\u00e7\u00f5es. Eu me aproximei dela com a c\u00e2mera e expliquei que estava participando da exposi\u00e7\u00e3o fazendo uma pesquisa para descobrir o que mais chamava a aten\u00e7\u00e3o dos visitantes e a primeira coisa que lhes vinha \u00e0 cabe\u00e7a quando viam essas imagens. Ela concordou timidamente em participar, chamando o pai para ajud\u00e1-la, e ele foi um narrador generoso e aberto a participar de todas as etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, encontrei Claudio no mesmo lugar onde nos conhecemos. Eu lhe entreguei o <span class=\"small-caps\">DVD<\/span> com o v\u00eddeo da exposi\u00e7\u00e3o, devolvendo-lhe assim as imagens que lhe pertenciam (Didi-Huberman, 2015). Optei por n\u00e3o filmar esse dia de restitui\u00e7\u00e3o, considerando os encontros fora da c\u00e2mera igualmente poderosos para nos conhecermos e nos entendermos melhor, e para que ele entendesse a pesquisa em si e as hist\u00f3rias que marcaram nossos encontros. Ele se emocionou ao contar hist\u00f3rias de sua filha Carol, algo que n\u00e3o percebi no dia seguinte, em frente \u00e0 c\u00e2mera, quando ele narrou a biografia dela e comentou sobre seu v\u00eddeo na exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 fiquei animado ao descobrir que Claudio e eu nascemos na mesma cidade, no mesmo dia do mesmo m\u00eas, e temos muitas hist\u00f3rias biogr\u00e1ficas em comum. A afetividade e a conex\u00e3o com o outro no campo n\u00e3o existem por acaso. O sentimento de identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos elementos presentes nas experi\u00eancias de alteridade, a base da comunica\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica. Claudio tamb\u00e9m toca com sensibilidade o cerne dessa pesquisa com frases como \"Acho que tem a ver com a sua hist\u00f3ria de vida, com o seu conhecimento, com o seu olhar; ou seja, quem voc\u00ea \u00e9, tudo o que voc\u00ea traz como experi\u00eancia\". Por isso, para ele, \"a imagem possibilita, talvez, um certo protagonismo de quem a olha\".<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa ideia-chave, Claudio nos apresenta o poder do olhar e o interior do sujeito para entender o que est\u00e1 fora, sem separar interior\/exterior. Como seres humanos integrais, estamos diante de uma paisagem (natural ou art\u00edstica) e surge uma experi\u00eancia contemplativa e afetiva imediata. Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma disposi\u00e7\u00e3o mental em rela\u00e7\u00e3o a uma paisagem que \u00e9 \"apenas a disposi\u00e7\u00e3o precisamente dessa paisagem e nunca pode ser a de qualquer outra paisagem, embora ambas possam ser compreendidas no conceito geral\" (Simmel, 2009: 16).<\/p>\n\n\n\n<p>As rela\u00e7\u00f5es com as imagens funcionam da mesma forma emocional. Antes das imagens da exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 a sensibilidade de Claudio que afeta e se revela nas conversas. S\u00e3o at\u00e9 mesmo as imagens internas que conduzem o protagonista pelo espa\u00e7o da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A conversa com as imagens \u00e9, portanto, uma experi\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o circular que constela hist\u00f3rias e imagens de como o urbano \u00e9 vivenciado, as m\u00faltiplas espacialidades e temporalidades presentes na exposi\u00e7\u00e3o, seus visitantes e os contextos de intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a constru\u00e7\u00e3o da narrativa visual, considerei os conceitos de \"ritmos temporais\" de Eckert e Rocha (2013) e \"fragmentos\" de Benjamin (2004). No v\u00eddeo, as narrativas da exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o intercaladas com as da pequena sala da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Barcelona. <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>onde Claudio cursou pedagogia. A inten\u00e7\u00e3o narrativa de constelar cole\u00e7\u00f5es de outras imagens em imagens (Bachelard, 1988; Durand, 2001; Eckert e Rocha, 2013) est\u00e1 inserida no sentido de refigurar a narrativa, como proposto por Paul Ricoeur (1994), nos tr\u00eas atos mim\u00e9ticos. As hist\u00f3rias e imagens fluem em processos cont\u00ednuos de descontinuidades temporais e espaciais. Algumas s\u00e3o sobrepostas a outras, cruzando-se, movendo-se, complementando-se e tensionando umas \u00e0s outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudio comentou sobre os diferentes projetos da exposi\u00e7\u00e3o coletiva, mas aqui apresentarei apenas suas narrativas com base nas tr\u00eas expografias que mais chamaram sua aten\u00e7\u00e3o: \"Huerta Comunitaria\", \"Lamiendo la ciudad\" e \"Feria de Hip Hop\". Esses, juntamente com outros seis projetos, comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o coletiva produzida pelos alunos da disciplina Antropologia Visual e da Imagem, ministrada no primeiro semestre de 2016 no curso de Ci\u00eancias Sociais da <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span> (Porto Alegre\/<span class=\"small-caps\">rs<\/span>\/Brasil) pela professora coordenadora Cornelia Eckert. Contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Navisual, a curadoria do antrop\u00f3logo Rafael Derois e o apoio do Projeto Unifoto, do Departamento de Difus\u00e3o Cultural da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o da Universidade de Navarra. <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span> e o Departamento de Antropologia, Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social, Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo de pesquisa andou de m\u00e3os dadas com as aulas e ambos trouxeram para o prestigiado espa\u00e7o da reitoria da universidade a arte das ruas, das periferias, dos muros, das hortas comunit\u00e1rias e dos artistas que fazem de suas experi\u00eancias cotidianas ritmos de resist\u00eancia, luta e transforma\u00e7\u00e3o. As interven\u00e7\u00f5es art\u00edstico-urbanas receberam as contribui\u00e7\u00f5es das narrativas e mem\u00f3rias das pessoas que passaram pela exposi\u00e7\u00e3o e foram marcadas (no sentido das impress\u00f5es de MacDougall, 2006) pela po\u00e9tica das experi\u00eancias est\u00e9ticas e sens\u00edveis do encontro com o outro e consigo mesmo. Tempos e espa\u00e7os de reconfigura\u00e7\u00f5es e reversibilidades circulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao convidar sua filha a seguir seus caminhos juntos (\"Vamos, filha?\"), Claudio abre para os espectadores o movimento da vida que segue e nos convida a caminhar lado a lado. Nesse v\u00eddeo, as imagens, os olhares e as falas de Claudio se misturam \u00e0s imagens da exposi\u00e7\u00e3o e da cidade, protagonistas que agora abrem a comunica\u00e7\u00e3o circular para novas reverbera\u00e7\u00f5es de quem as v\u00ea. E voc\u00ea, o que mais lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o nesse v\u00eddeo e o que lhe ocorreu ao v\u00ea-lo? Convido voc\u00ea a conversar com as imagens.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Autor: <\/strong>Roberta Simon<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>T\u00edtulo do v\u00eddeo:<\/strong> Falando sobre as imagens: \"tem a ver com a hist\u00f3ria de sua vida\".<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Link para o v\u00eddeo no YouTube:<\/strong> <a href=\"https:\/\/youtu.be\/MnmcGr8PLXM\">https:\/\/youtu.be\/MnmcGr8PLXM<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o, pesquisa, roteiro e opera\u00e7\u00e3o de c\u00e2mera: <\/strong>Roberta Simon<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Montagem:<\/strong> Philip Soilo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Equipamentos:<\/strong> Sony handycam h\u00edbrida; gravador de voz digital Sony ICD-PX440.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Orienta\u00e7\u00e3o de pesquisa em comunica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Carlos Gerbase<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Orienta\u00e7\u00e3o de pesquisa em antropologia:<\/strong> Cornelia Eckert e Ana Luiza C. Rocha<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>M\u00fasica de:<\/strong> Marcus Simon<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Ano de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> 2016\/2017<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Formato do material:<\/strong> digital<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 00:10:34<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Detalhes da exposi\u00e7\u00e3o:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\">T\u00edtulo: Etnografias compartilhadas: narrativas visuais e sonoras da vida urbana em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Datas:<\/strong> 23\/08\/2016 a 19\/09\/2016<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Local:<\/strong> <em>Sal\u00e3o <\/em>da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (<span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Curador:<\/strong> Rafael Derois dos Santos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><strong>Autores de projetos e imagens:<\/strong> Habitantes de Porto Alegre \/ RS (Brasil). Pesquisadores do Centro de Antropologia Visual (Navisual) e do Banco de Im\u00e1genes y Efectos Visuales (Biev) (Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Filosof\u00eda y Ciencias Humanas \/ Instituto de Filosof\u00eda y Ciencias Humanas \/ Instituto de Filosof\u00eda y Ciencias Humanas \/ Instituto de Filosof\u00eda y Ciencias Humanas).<span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>): Camila Braz, Cornelia Eckert, Fabr\u00edcio Barreto, Guillermo G\u00f3mez, Jose Luis Abalos Junior, Manoel Claudio da Rocha, Roberta Simon, Rumi Kubo, Yuri Schonardie Rapkiewicz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left abstract\"><strong>Mais detalhes e imagens:<\/strong> <a href=\"https:\/\/fotocronografias.wordpress.com\/category\/edicao-no-01-etnografias-compartilhadas\/\">https:\/\/fotocronografias.wordpress.com\/category\/edicao-no-01-etnografias-compartilhadas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><strong>Turma de alunos de Antropologia Visual, 2016\/1, no curso de Ci\u00eancias Sociais\/ Departamento de Antropologia (Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas\/ Universidade Federal do Rio Grande do Sul):<\/strong> Adriana Cunha, Alexandre Mendes, Ana Paula Barros, \u00c2nderson Fragozo, Carmem Guardiola, Carolina Kneipp, Daniela Becker, Daviana M. Ferreira, Ellen Tabarkiewicz, Felipe Rodrigues, Francisco Gonzaga, Gabriela Thomaz, Gilmar Santos da Rosa, Javier Llanes Calixto, Jonathan Rocha, Jos\u00e9 Thiago Ruhee, J\u00falia Menin, Larissa Signor Alvares, Mait\u00ea Medeiros Passos, Matheus Cervo, Maurem Fronza da Silva, Nara Marcia Rech, Natalia Seeger Duarte, Patrick Dias Gomes, Ricardo Colar, Ricardo Racic, Roberta Deroma, Sara Menezes, Simone Azambuja, Solana Zandonai, Thainan Piuco, Tiago Barradas Mor\u00e9s, Vinicius Riskalla<\/p>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o dos professores:<\/strong> Aline Rochedo (estudante de doutorado) <span class=\"small-caps\">ppgas ufrgs<\/span>), Ana Elisa Freitas (Professora <span class=\"small-caps\">ufpr<\/span>), Ana Luiza Carvalho da Rocha (Professora <span class=\"small-caps\">biev ppgas ifch ufrgs<\/span>), Ana Luiza G. Koehler (planejadora urbana e ilustradora de hist\u00f3rias em quadrinhos <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>), Ant\u00f4nio Augusto Bueno (artista pl\u00e1stico), Diogo Dubiela (aluno do curso de Ci\u00eancias Sociais <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>), Fernanda Chemale (fot\u00f3grafa), Hopi Chapman (cineasta), Jeniffer Cuty (professora) <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>), Luiz Eduardo Achutti (Professor <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>), M\u00e1rio Eug\u00eanio Saretta Poglia (Ph.D. em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo), e o Dr. Jos\u00e9 Carlos de Oliveira (Ph.D. em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo). <span class=\"small-caps\">ppgas ifch ufrgs<\/span>), Olavo Ramalho Marques (Professor <span class=\"small-caps\">ufrgs<\/span>), Priscila Farfan Barroso (aluna de Ph.D. <span class=\"small-caps\">ppgas ifch ufrgs<\/span>), Thais Fernandes (cineasta).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apoio institucional<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"abstract\"><span class=\"small-caps\">capes, biev<\/span> e <span class=\"small-caps\">navisual (ppgas\/ufrgs), unifoto<\/span> Dep. Difus\u00e3o Cultural (<span class=\"small-caps\">prorext\/ufrgs), cinesofia, gim, geisc (famecos\/pucrs<\/span>)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bachelard, Gaston (1988). <em>A dial\u00e9tica da dura\u00e7\u00e3o. <\/em>S\u00e3o Paulo: \u00c1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (1991). <em>A terra e os devaneios da vontade. Ensaio sobre a imagina\u00e7\u00e3o das for\u00e7as.<\/em> S\u00e3o paulo: Martins Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Bateson, Gregory (1981). \u201cCommunication\u201d, en Yves Winkin (coord.) <em>La nouvelle communication.<\/em> Par\u00eds: Seuil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Benjamin, Walter (1994). \u201cO narrador. Considera\u00e7\u00f5es sobre a obra de Nikolai Leskov\u201d, en <em>Magia e t\u00e9cnica, arte e pol\u00edtica. Ensaios sobre Literatura e Hist\u00f3ria da Cultura [1936] &#8211; Obras Escolhidas<\/em>, vol. 1, pp. 197-221. S\u00e3o Paulo: Brasiliense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2004).<em> Imagens de Pensamento<\/em>. Lisboa: Ass\u00edrio &amp; Alvim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Didi-Huberman, Georges (2015). \u201cFiloest\u00e9tica. Devolver uma imagen\u201d, en Emmanuel Alloa (coord.). <em>Pensar a imagem<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Durand, Gilbert (2001). <em>As Estruturas Antropol\u00f3gicas do Imagin\u00e1rio<\/em>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Eckert, Cornelia y Ana Luiza Carvalho da Rocha (2013). <em>Etnografia da Dura\u00e7\u00e3o: antropologia das mem\u00f3rias coletivas em cole\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas<\/em>. Porto Alegre: Marcavisual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2016). \u201cAntropologia da imagem no Brasil: experi\u00eancias fundacionais para a constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade interpretativa\u201d, en <em>Iluminuras<\/em>, vol. 17, n\u00fam. 41, pp. 277-297. Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ferraz, Ana (s.f). <em>A experie\u0302ncia da durac\u0327a\u0303o no cinema de Jean Rouch<\/em>. [s.d.] Recuperado de http:\/\/filmeetnografico.com\/pdfs\/fe_rouch_duracao_2.pdf. \u00daltimo acceso en 21\/06\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">MacDougall, David (2006). <em>The corporeal image. Film, ethnography and the senses<\/em>. Princeton y Oxford: Princeton University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Pink, Sarah (2002). Doing visual ethnography: images, media and representation in research. Londres: Sage.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ricoeur, Paul (1994). <em>Tempo e narrativa<\/em>, vol. 1. Campinas: Papirus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Simmel, Georg (1967). \u201cA metr\u00f3pole e a vida mental\u201d, en Ot\u00e1vio Velho (coord.). <em>O fen\u00f4meno urbano<\/em>, pp. 13-28. R\u00edo de Janeiro: Zahar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 (2009). <em>A filosofia da paisagem<\/em>. Covilh\u00e3: Lusofia press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Wagner, Roy (2012). <em>A inven\u00e7\u00e3o da cultura<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste v\u00eddeo apresento as conversas de Claudio Oliveira, um dos visitantes que passaram pela exposi\u00e7\u00e3o dos alunos da disciplina de Antropologia Visual e da Imagem do curso de Ci\u00eancias Sociais da UFRGS sobre os modos sens\u00edveis de viver na cidade de Porto Alegre\/RS (Brasil). As imagens, olhares e falas de Claudio se misturam com as imagens da exposi\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3rias, espa\u00e7os e tempos abrem a comunica\u00e7\u00e3o circular para novas resson\u00e2ncias de quem as v\u00ea. 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