{"id":29628,"date":"2018-03-21T11:45:46","date_gmt":"2018-03-21T11:45:46","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=29628"},"modified":"2024-04-24T11:30:15","modified_gmt":"2024-04-24T17:30:15","slug":"historia-del-reino-de-nueva-galicia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/","title":{"rendered":"Uma olhada no passado da Nova Gal\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"no-indent translation-block\"><span class=\"dropcap\">O livro come\u00e7a com um pref\u00e1cio de Izc\u00f3atl Ton\u00e1tiuh Bravo Padilla, Reitor Geral da Universidade de Guadalajara, uma apresenta\u00e7\u00e3o de Carlos Antonio Villa Guzm\u00e1n e Jos\u00e9 Trinidad Padilla L\u00f3pez e, finalmente, uma introdu\u00e7\u00e3o dos coordenadores, Thomas Calvo e Aristarco Regalado Pinedo.<\/p>\n<p>O corpo da obra \u00e9 dividido em seis partes. A primeira parte, \"Os primeiros atores\", \u00e9 composta por dois textos: \"Un actor ineludible: entre sierras y cuencas\", de Thomas Calvo e Paulina Machuca, e \"La cultura nativa (1300-1750)\", de Joseph B. Montjoy.<\/p>\n<p>A segunda parte, \"Conquest and Settlement of the Kingdom of New Galicia (1524-1570)\", \u00e9 composta por quatro textos: \"The Preamble to the Conquest (1524-1570)\", de Aristarco Regalado Pinedo; \"A Conquest by Blood and Fire (1530-1536)\", de Aristarco Regalado Pinedo; \"The First Regionalisation (1530-1570)\", de Salvador \u00c1lvarez, e \"The Chichimeca War\", de Salvador \u00c1lvarez.<\/p>\n<p>Terceira parte: \"A slow construction of the Kingdom\" (Uma lenta constru\u00e7\u00e3o do Reino). \u00c9 composta pelos seguintes textos: \"El servicio del Rey y de Dios: institucionalizaci\u00f3n en el siglo XVI\", de Celina Becerra Jim\u00e9nez; \"Fundaciones religiosas en el siglo XVI: el clero secular\", de Jos\u00e9 Refugio de la Torre Curiel e Laura Fuentes Jaime; \"El Norte lejano o la nueva frontera\", de Chantal Cramausel; \"Elite and society in the second half of the 16th century\", de Thomas Hillerkus, e \"Un universo humano en implosi\u00f3n en pleno siglo XVI\", de Thomas Calvo.<\/p>\n<p>Quarta parte: \"A consolida\u00e7\u00e3o do Reino: o grande s\u00e9culo XVII\". Ela \u00e9 composta pelos seguintes textos: \"Terras, minas e crescimento demogr\u00e1fico\", por Celina Becerra Jim\u00e9nez e Aristarco Regalado Pinedo; \"A consolida\u00e7\u00e3o de uma capital: Guadalajara\", por Celina Becerra Jim\u00e9nez e Aristarco Regalado Pinedo; \"Trajet\u00f3rias de luz e sombras\", por Thomas Calvo; \"Funda\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas religiosas (s\u00e9culos XVII e XVIII)\", por Jos\u00e9 Refugio de la Torre Curiel e Laura Fuentes Jaime; \"Zacatecas: Norte Imperial\", por Jaime J. Lacueva Mu\u00f1oz e \"Campos, pueblos y villas\", por \u00c1gueda Jim\u00e9nez e Laura Fuentes Jaime. Lacueva Mu\u00f1oz e \"Campos, pueblos y villas\", de \u00c1gueda Jim\u00e9nez Pelayo.<\/p>\n<p>Parte cinco: \"Tempos de Ilumina\u00e7\u00e3o\". Ela consiste nos seguintes textos: \"La evoluci\u00f3n de la poblaci\u00f3n en el siglo XVIII\", de Lilia V. Oliver S\u00e1nchez; \"Demographic Crises and Epidemics\" (Crises demogr\u00e1ficas e epidemias), de Lilia V. Oliver S\u00e1nchez e \"Influencias Ilustradas: reformas y transformaciones\", de Mar\u00eda Pilar Guti\u00e9rrez Lorenzo e Rebeca Vanesa Garc\u00eda Corzo.<\/p>\n<p>Sexta parte: \"Towards the end of New Galicia\", que cont\u00e9m os seguintes textos: \"From Kingdom to Intendencies and Provincial Councils\", de David Carvajal L\u00f3pez; \"The insurgency in Zacatecas. 1809-1821\", de Mart\u00edn Escobedo Delgado e \"La insurgencia en Guadalajara y el final del Reino\", de Jaime Olveda Legazpi.<\/p>\n<p>A obra termina com um gloss\u00e1rio, um \u00edndice de mapas e tabelas, um \u00edndice de nomes, abrevia\u00e7\u00f5es de arquivos e bibliotecas, uma bibliografia geral e uma nota sobre os autores. No total, s\u00e3o 877 p\u00e1ginas escritas por 18 historiadores, divididas em 23 cap\u00edtulos. As institui\u00e7\u00f5es de origem dos autores s\u00e3o a Universidade de Guadalajara, El Colegio de Michoac\u00e1n, El Colegio de Jalisco, a Universidade Aut\u00f4noma de Zacatecas e a Universidade de Valpara\u00edso.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Reino da Nova Gal\u00edcia faz parte do processo de expans\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e capitalismo da Europa Ocidental na forma de colonialismo. Tamb\u00e9m faz parte dos processos de descoloniza\u00e7\u00e3o em geral e da forma\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o mexicana e do Estado-na\u00e7\u00e3o mexicano em particular.<\/p>\n<p>Os textos que comp\u00f5em a obra documentam o acima exposto, descrevendo os resultados do empreendimento colonial que durou tr\u00eas s\u00e9culos, a expropria\u00e7\u00e3o de terras de seus propriet\u00e1rios originais, o rompimento de territ\u00f3rios e a forma\u00e7\u00e3o de novas realidades regionais, a evangeliza\u00e7\u00e3o e, \u00e9 claro, a resist\u00eancia anticolonial da qual a guerra de Mixt\u00f3n j\u00e1 \u00e9 um \u00edcone.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do processo colonial no que hoje chamamos de Am\u00e9rica Latina e Caribe come\u00e7a na parte insular localizada nessa regi\u00e3o. <em>mare nostrum,<\/em> aquele mar entre as terras do Novo Mundo. Foi a Coroa de Castela que liderou a expans\u00e3o que levaria ao estabelecimento do primeiro reino nas novas terras: a Nova Espanha, fundada em 22 de outubro de 1523. A Nova Gal\u00edcia foi o segundo reino ind\u00edgena, criado em janeiro de 1531. Em 1548, a Audi\u00eancia foi instalada em Compostela, enquanto em 1549 foi criado o bispado. Na introdu\u00e7\u00e3o do livro, tudo isso \u00e9 registrado e se observa que o objetivo da obra \u00e9 explicar esse processo. A introdu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz coment\u00e1rios sobre a historiografia do Reino da Nova Gal\u00edcia, o que \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o relevante para o leitor, mesmo para o leigo ou para aqueles que est\u00e3o familiarizados com os t\u00f3picos envolvidos. Muito sugestiva, a introdu\u00e7\u00e3o levanta a quest\u00e3o regional que j\u00e1 aparece na obra de Mat\u00edas de la Mota Padilla em 1742 e continua at\u00e9 os dias de hoje. Cabe ao leitor julgar se essa inovadora <em>Hist\u00f3ria do Reino da Nova Gal\u00edcia<\/em> tem ou n\u00e3o uma voca\u00e7\u00e3o regionalista. Uma pergunta surge - entre muitas outras - da leitura desta introdu\u00e7\u00e3o: existiu uma identidade neogalega comum? E, em caso afirmativo, o que aconteceu com ela, e isso est\u00e1 relacionado \u00e0 reconfigura\u00e7\u00e3o territorial do que foi o Reino da Nova Gal\u00edcia?<\/p>\n<p>Na se\u00e7\u00e3o da introdu\u00e7\u00e3o intitulada \"O fluxo do tempo\", os autores e coordenadores do livro fornecem informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre o contexto de cada um dos 23 cap\u00edtulos. Esse \u00e9 um exerc\u00edcio que beneficia o leitor, que pode, assim, percorrer a obra sob as perspectivas que mais lhe interessam.<\/p>\n<p>Na primeira parte do livro, \"The First Actors\" (Os primeiros atores), s\u00e3o impressionantes as informa\u00e7\u00f5es sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma nova ecologia cultural em uma geografia desconhecida para os invasores. Essa a\u00e7\u00e3o sobre o meio ambiente deixou tra\u00e7os de identidade? Ou melhor, foi o prel\u00fadio para a elabora\u00e7\u00e3o de identidades regionais; os mapas e esbo\u00e7os foram desenhados a partir de um senso de pertencimento \u00e0s novas paisagens?<\/p>\n<p>O t\u00f3pico continua com a discuss\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o cultural nativa. Uma constante \u00e9 evidente: a variedade de culturas no que hoje \u00e9 o M\u00e9xico Ocidental, uma variedade que est\u00e1 presente desde os tempos pr\u00e9-Conquista, manifestada no Reino da Nova Gal\u00edcia e que continua at\u00e9 os dias atuais. A coexist\u00eancia do sedentarismo e do nomadismo como manifesta\u00e7\u00f5es de ecologias culturais distintas confere maior complexidade \u00e0 variedade de culturas, destacando a import\u00e2ncia do sal e as interconex\u00f5es que ele provoca. As caracter\u00edsticas locais s\u00e3o diversas, tanto nas paisagens quanto nas ecologias culturais, delineando o surgimento de futuras regionaliza\u00e7\u00f5es que se concretizar\u00e3o no per\u00edodo colonial. Uma vis\u00e3o geral ampla e detalhada da variedade de culturas em um territ\u00f3rio de 250.000 quil\u00f4metros quadrados est\u00e1 documentada nesta parte do livro. O confronto de linhagens, chefias, cl\u00e3s e os v\u00e1rios n\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica local com os castelhanos foi devastador.<\/p>\n<p>A segunda parte da obra, \"Conquest and Settlement of the Kingdom of New Galicia (1524-1570)\", narra o pre\u00e2mbulo da conquista (1524-1529). O surgimento das rela\u00e7\u00f5es patrono-cliente, a base dos grupos egoc\u00eantricos que caracterizam a anatomia da pol\u00edtica no M\u00e9xico hoje; 2. O peso dos fatores pessoais na luta pelo poder, um aspecto que continua at\u00e9 os dias atuais; 3.<\/p>\n<p>Ele delineia os conflitos que atravessaram as rela\u00e7\u00f5es entre a Nova Gal\u00edcia e a Nova Espanha, que continuaram durante todo o per\u00edodo colonial. Observa-se que esses conflitos come\u00e7aram com as amargas disputas pelo poder entre Nu\u00f1o de Guzm\u00e1n e Hern\u00e1n Cort\u00e9s. Os fatores que induzem \u00e0 extrema crueldade, \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es de personalidade nas esferas criadas na luta pelo poder tamb\u00e9m s\u00e3o relatados nessa parte. A viol\u00eancia \u00e9 tamanha que o texto escrito por Bartolom\u00e9 de las Casas agora pode ser melhor compreendido, <em>Breve descri\u00e7\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o das \u00cdndias. <\/em>\u00c9 a viol\u00eancia do colonialismo que se manifestar\u00e1 novamente em colonialismos internos quando os Estados-na\u00e7\u00e3o forem criados. Estamos diante de um empreendimento para exercer a viol\u00eancia e expropriar os recursos b\u00e1sicos dos povos nativos, com c\u00e1lculos de contribui\u00e7\u00f5es e lucros, como Jos\u00e9 Miranda apontou em <em>O papel do encomendero no in\u00edcio do governo colonial<\/em>. Um exemplo sombrio disso \u00e9 a campanha empreendida por Nu\u00f1o de Guzm\u00e1n contra os Te\u00fales-Chichimecas, que terminou em uma cat\u00e1strofe militar e pol\u00edtica. Em contraste, \u00e9 impressionante que a Nova Gal\u00edcia tenha nascido de frente para o mar, em um pa\u00eds como o nosso, que vive de costas para o oceano.<\/p>\n<p>No tratamento da primeira regionaliza\u00e7\u00e3o (1530-1570), observa-se a import\u00e2ncia dos contingentes de \u00edndios aliados aos castelhanos, vindos do centro da Nova Espanha. Esse texto \u00e9 rico em informa\u00e7\u00f5es que tornam ainda mais compreens\u00edvel a import\u00e2ncia dos grupos clientelistas e como eles remontam aos antigos modelos de organiza\u00e7\u00e3o das companhias medievais de com\u00e9rcio e guerra. Acho interessante notar como a distribui\u00e7\u00e3o das encomiendas no territ\u00f3rio nascente da Nova Gal\u00edcia aponta, grosso modo, para a fronteira entre o sedentarismo e o nomadismo, destacando novamente a variedade de ecologias culturais. Da mesma forma, o importante papel do aluguel de terras na forma de tributo no in\u00edcio do regime colonial e as consequ\u00eancias disso na configura\u00e7\u00e3o da sociedade n\u00e3o devem passar despercebidos. Ao mesmo tempo, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio considerar o que tamb\u00e9m \u00e9 apontado nesta parte do livro, que \u00e9 o significado da presen\u00e7a e do movimento em toda a Nova Gal\u00edcia do ex\u00e9rcito liderado pelo vice-rei Antonio de Mendoza, que eliminou e dispersou a popula\u00e7\u00e3o original, mesmo ap\u00f3s a guerra de Mixt\u00f3n. Parece-me que esse cap\u00edtulo ainda est\u00e1 em aberto. Ele inclui um estudo comparativo da pintura de 1550. \u00c9 bem destacado nesse texto que esse documento cartogr\u00e1fico mostra a primeira especifica\u00e7\u00e3o da Nova Gal\u00edcia como uma macrorregi\u00e3o.<\/p>\n<p>Muito sugestiva nessa segunda parte do livro \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas grupos territoriais que ser\u00e3o distinguidos na Nova Gal\u00edcia do s\u00e9culo XVI e que, em minha opini\u00e3o, formam o embri\u00e3o de regionaliza\u00e7\u00f5es posteriores: a costa, o sudoeste de Zacatecas e Guadalajara e sua regi\u00e3o. A an\u00e1lise da Guerra Chichimec e a discuss\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es de Powell s\u00e3o excelentes, levando \u00e0 conclus\u00e3o de que a paz nunca foi uma realidade.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\" translation-block\"><span class=\"dropcap\">A<\/span>hist\u00f3ria do Reino da Nova Gal\u00edcia faz parte do processo de expans\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e capitalismo da Europa Ocidental, na forma de colonialismo. Tamb\u00e9m faz parte dos processos de descoloniza\u00e7\u00e3o em geral e da forma\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o mexicana e do Estado-na\u00e7\u00e3o mexicano em particular. 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Asimismo, forma parte de los procesos de descolonizaci\u00f3n en general y de la formaci\u00f3n de la naci\u00f3n mexicana y el Estado nacional mexicano en particular. Los textos que componen la obra documentan lo anterior, describen los resultados de la empresa colonial que se prolong\u00f3 tres siglos, la expropiaci\u00f3n de las tierras a sus due\u00f1os originarios, la disrupci\u00f3n de los territorios y la forja de nuevas realidades regionales, la evangelizaci\u00f3n y por supuesto, la resistencia anticolonial de la que ya es un icono la guerra del Mixt\u00f3n.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/encartes.mx\/pt\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Encartes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-03-21T11:45:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-04-24T17:30:15+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label3\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data3\" content=\"Arthur Ventura\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/\"},\"author\":{\"name\":\"Arthur Ventura\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef\"},\"headline\":\"Una mirada al pasado de la Nueva Galicia\",\"datePublished\":\"2018-03-21T11:45:46+00:00\",\"dateModified\":\"2024-04-24T17:30:15+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/\"},\"wordCount\":1902,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/#organization\"},\"keywords\":[\"colonizaci\u00f3n\",\"historia\",\"Jalisco\",\"Nueva Galicia\"],\"articleSection\":[\"Rese\u00f1as cr\u00edticas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/\",\"url\":\"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/\",\"name\":\"Una mirada al pasado de la Nueva Galicia &#8211; 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Los textos que componen la obra documentan lo anterior, describen los resultados de la empresa colonial que se prolong\u00f3 tres siglos, la expropiaci\u00f3n de las tierras a sus due\u00f1os originarios, la disrupci\u00f3n de los territorios y la forja de nuevas realidades regionales, la evangelizaci\u00f3n y por supuesto, la resistencia anticolonial de la que ya es un icono la guerra del Mixt\u00f3n.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2018-03-21T11:45:46+00:00","article_modified_time":"2024-04-24T17:30:15+00:00","author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"8 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"Una mirada al pasado de la Nueva Galicia","datePublished":"2018-03-21T11:45:46+00:00","dateModified":"2024-04-24T17:30:15+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/"},"wordCount":1902,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"keywords":["colonizaci\u00f3n","historia","Jalisco","Nueva Galicia"],"articleSection":["Rese\u00f1as cr\u00edticas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/historia-del-reino-de-nueva-galicia\/","name":"Una mirada al pasado de la Nueva Galicia &#8211; 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