{"id":29588,"date":"2018-03-21T11:56:02","date_gmt":"2018-03-21T11:56:02","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=29588"},"modified":"2023-11-17T19:15:14","modified_gmt":"2023-11-18T01:15:14","slug":"comentario-breve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/comentario-breve\/","title":{"rendered":"Breve coment\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p class=\"no-indent translation-block\"><span class=\"dropcap\">O fim do neoliberalismo, ou pelo menos seu decl\u00ednio total, trar\u00e1 um renascimento da antropologia? Talvez, mas para que isso aconte\u00e7a, teremos que fazer mais do que sair e nos manifestar. Embora eu simpatize com o manifesto dos antrop\u00f3logos da Pol\u00f4nia que Gustavo Lins transcreve em seu interessante artigo, h\u00e1 obst\u00e1culos que a antropologia ter\u00e1 de superar para alcan\u00e7ar a relev\u00e2ncia que merece atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira tenta\u00e7\u00e3o que nossa disciplina deve evitar \u00e9 a de achar que sempre esteve certa e que tudo foi dito ou previsto pelas gera\u00e7\u00f5es passadas. Essa atitude pouco contribuir\u00e1 para aprimorar o papel pol\u00edtico ou cultural da antropologia, por mais gratificante que seja adot\u00e1-la, especialmente para os mais velhos, que muitas vezes sentem a necessidade de finalmente ter raz\u00e3o em alguma coisa. Pelo contr\u00e1rio, teremos de mudar pr\u00e1ticas, rotinas e lugares-comuns em nosso campo e, acima de tudo, em seu ensino; somente assim mereceremos novamente um lugar digno no debate p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender o motivo, vale a pena examinar as raz\u00f5es pelas quais a crise do neoliberalismo favoreceria o renascimento da antropologia e, especialmente, da etnografia. O principal motivo \u00e9 simples: o rei das disciplinas do neoliberalismo, a economia e a ci\u00eancia pol\u00edtica, rendeu-se \u00e0 teoria dos jogos e \u00e0 <em>escolha racional<\/em>e isso foi suficiente<em>.<\/em> Por fim, a ideia de que o mundo social \u00e9 constru\u00eddo com base em microdecis\u00f5es, feitas por atores que buscam maximizar suas vantagens, \u00e9 contr\u00e1ria ao preceito mais fundamental da antropologia social, pronunciado, por exemplo, por \u00c9mile Durkheim quando afirmou que o social \u00e9 um n\u00edvel de an\u00e1lise que n\u00e3o pode ser reduzido aos impulsos dos indiv\u00edduos. Assim, as disciplinas dominantes do neoliberalismo subestimaram a sociologia em seu sentido mais amplo e, em vez disso, imaginaram que o mundo pode ser explicado pelos atos racionais (e ego\u00edstas) de seus indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse preceito (ou melhor, essa postura metodol\u00f3gica) funcionou bem durante a ascens\u00e3o da globaliza\u00e7\u00e3o e do livre com\u00e9rcio, porque as teorias derivadas desse m\u00e9todo eram, ao mesmo tempo, instrumentos de pol\u00edtica econ\u00f4mica. Por fim, a transi\u00e7\u00e3o neoliberal exigiu que o Estado rompesse o tecido social, desmantelasse a \"economia moral\" e reordenasse o mercado. Os preceitos metodol\u00f3gicos da economia e da ci\u00eancia pol\u00edtica serviram para consolidar, justificar e aumentar a autonomia dos mercados. Quando se vive em um momento como esse, \u00e9 tentador jogar o pensamento sociol\u00f3gico no mar. Talvez seja at\u00e9 necess\u00e1rio deix\u00e1-lo de lado, pois o ponto \u00e9 imaginar que os la\u00e7os sociais s\u00e3o pass\u00edveis de manipula\u00e7\u00e3o pelo mercado, n\u00e3o s\u00f3 para a an\u00e1lise econ\u00f4mica, mas at\u00e9 mesmo para a pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o que Gustavo Lins chama de \"ascens\u00e3o da direita\" infelizmente coincidiu com o decl\u00ednio do neoliberalismo. Ou melhor, \u00e9 o est\u00e1gio mais recente do decl\u00ednio do neoliberalismo e, com ele, renasce a necessidade de reconhecer, descrever e explicar o mundo social, porque, finalmente, \u00e9 esse mundo social \"irracional\", ignorado por economistas e cientistas pol\u00edticos, que tem impulsionado os novos movimentos de direita e de esquerda que est\u00e3o dando um golpe na f\u00f3rmula neoliberal da globaliza\u00e7\u00e3o. Portanto, a antropologia pode renascer hoje porque \u00e9 necess\u00e1ria para explicar o ambiente imediato.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, n\u00f3s, antrop\u00f3logos, precisamos aproveitar a oportunidade. Precisamos estar \u00e0 altura do desafio. Acho que isso exigir\u00e1 uma reorienta\u00e7\u00e3o de nossas pr\u00e1ticas de reda\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o, como sugere Gustavo. Tamb\u00e9m teremos que reorientar nossas pr\u00e1ticas de ensino. Especificamente, para ter sucesso, no caso do M\u00e9xico e da maior parte da Am\u00e9rica Latina, o treinamento b\u00e1sico dos antrop\u00f3logos deve introduzir pelo menos tr\u00eas assuntos que est\u00e3o praticamente ausentes de nossos curr\u00edculos, t\u00e3o sobrecarregados com o ensino autorreferencial da hist\u00f3ria de nossa disciplina. S\u00e3o elas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Cursos destinados a ensinar o estudante de antropologia a dialogar com cientistas sociais e operadores de pol\u00edticas p\u00fablicas que trabalham com dados quantitativos. Isso implicaria em um ensino b\u00e1sico de gerenciamento de dados sociom\u00e9tricos para o etn\u00f3grafo, um assunto que est\u00e1 visivelmente ausente no ensino atual.<\/li><li>Uma introdu\u00e7\u00e3o robusta \u00e0s \"humanidades digitais\".<\/li><li>Um curso sobre como escrever projetos para obter financiamento e apoio de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Atualmente, os cursos de antropologia mexicanos mudaram pouco em sua concep\u00e7\u00e3o desde as d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Em muitos casos, o curr\u00edculo do antrop\u00f3logo se tornou um instrumento de autoafirma\u00e7\u00e3o do corpo docente. No entanto, como Gustavo aponta aqui, a antropologia j\u00e1 perdeu muito prest\u00edgio e sua situa\u00e7\u00e3o no debate p\u00fablico e acad\u00eamico n\u00e3o \u00e9 mais a mesma. Ningu\u00e9m vai ceder o que foi perdido, e os antrop\u00f3logos dificilmente conseguir\u00e3o ganh\u00e1-lo repetindo seus velhos conhecimentos, mesmo que o decl\u00ednio do neoliberalismo abra objetivamente um espa\u00e7o urgente para a antropologia. A conquista desse espa\u00e7o exigir\u00e1 um forte processo de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira tenta\u00e7\u00e3o que nossa disciplina deve evitar \u00e9 a de achar que sempre esteve certa e que tudo foi dito ou previsto pelas gera\u00e7\u00f5es passadas. 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