{"id":29565,"date":"2018-03-21T11:59:28","date_gmt":"2018-03-21T11:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/encartesantropologicos.mx\/wordpress\/?p=29565"},"modified":"2023-11-17T19:14:18","modified_gmt":"2023-11-18T01:14:18","slug":"la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/","title":{"rendered":"A antropologia diante dos contadores de hist\u00f3rias da globaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"no-indent\"><span class=\"dropcap\">E<\/span>texto de Gustavo Lins Ribeiro levanta quest\u00f5es fundamentais para repensar a situa\u00e7\u00e3o atual da antropologia. Seu panorama hist\u00f3rico mostra que poucas caracter\u00edsticas fundacionais perseveram porque o mundo sofreu muta\u00e7\u00f5es desde o s\u00e9culo XIX e a primeira metade do s\u00e9culo XX. Uma caracter\u00edstica que definiu o passado - \"compreender as estruturas da alteridade\" - fica emba\u00e7ada quando reconhecemos que a antropologia n\u00e3o pode mais ser \"a cosmopol\u00edtica do Ocidente\", nem \"a celebra\u00e7\u00e3o do poder do homem branco\".<\/p>\n\n\n\n<p>O deslocamento do conhecimento antropol\u00f3gico no processo de globaliza\u00e7\u00e3o, que tornou interdependente a maioria das na\u00e7\u00f5es e grupos \u00e9tnicos, \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais a antropologia, como conhecimento dedicado ao local, perdeu relev\u00e2ncia nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Lins Ribeiro menciona, com raz\u00e3o, outras raz\u00f5es: a concorr\u00eancia com outras disciplinas, a hiperespecializa\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as na rela\u00e7\u00e3o cultura\/natureza, o anti-intelectualismo (em parte devido ao \"imp\u00e9rio das telas\" e \u00e0 vertigem informacional provocada pela internet). O texto aponta para algumas das falhas da pr\u00f3pria antropologia: \"a cultura da auditoria e do produtivismo\" associada ao modelo de neg\u00f3cios com o qual a vida acad\u00eamica \u00e9 reorganizada, bem como \"a aus\u00eancia de professores\" nos debates p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria de ampliar o repert\u00f3rio de mudan\u00e7as globais que alteram o papel da antropologia e explicar por que e como alguns antrop\u00f3logos veem nessas transforma\u00e7\u00f5es oportunidades para reconfigurar nossa disciplina. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio apontar os desafios te\u00f3ricos e epistemol\u00f3gicos que enfrentamos, n\u00e3o apenas para desocidentalizar, mas tamb\u00e9m para descrever essa era de interdepend\u00eancia globalizada em que n\u00e3o h\u00e1 mais nenhuma narrativa abrangente. Deixe-me colocar a quest\u00e3o da seguinte forma: como podemos colocar no centro da disciplina n\u00e3o a cultura e a alteridade, mas a interculturalidade das sociedades e as narrativas da vida social que s\u00e3o dif\u00edceis de conciliar?<\/p>\n\n\n\n<p>Concordo com Lins Ribeiro que estamos vivendo em uma era p\u00f3s-multiculturalista. Mas apenas no conhecimento antropol\u00f3gico e nas pr\u00e1ticas de algumas organiza\u00e7\u00f5es, como certas ONGs. O multiculturalismo prevalece nas pol\u00edticas nacionais e nas de institui\u00e7\u00f5es internacionais. Nas \u00e1reas mais sens\u00edveis \u00e0 chamada universalidade do humano, continua a imperar o pluralismo democr\u00e1tico ou \"a ideologia anglo-sax\u00f4nica de gest\u00e3o de conflitos inter\u00e9tnicos\": segregando grupos \u00e9tnicos em bairros distintos, promovendo a toler\u00e2ncia, moderando - apenas moderando - os efeitos desigualadores das diferen\u00e7as, por exemplo, por meio de cotas, sem assumir os desafios da crescente conviv\u00eancia intercultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, h\u00e1 o multiculturalismo agressivo. Hesito em cham\u00e1-lo de multiculturalismo porque no Brexit, no Trumpismo, no racismo europeu e em outros racismos de direita, o nacionalismo domina; mas talvez todos os multiculturalistas tenham em comum a ideia de que a coexist\u00eancia com aqueles que s\u00e3o diferentes exige alien\u00e1-los, com o m\u00ednimo de direitos poss\u00edvel. Em suas vers\u00f5es mais exasperadas, eles buscam a anula\u00e7\u00e3o dos outros: mu\u00e7ulmanos, judeus, palestinos, africanos, latinos. O lado <em>luz<\/em> desses multiculturalismos nacionalistas admite a exist\u00eancia daqueles que s\u00e3o diferentes, desde que estejam separados por um muro, uma dist\u00e2ncia sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A coexist\u00eancia desses e de outros grupos humanos, devido \u00e0s migra\u00e7\u00f5es, ao turismo e \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o transnacionalizada da cultura, invalidou as narrativas predominantes do s\u00e9culo XX. Devemos partir da evid\u00eancia de que n\u00e3o h\u00e1 <em>a <\/em>teoria da interculturalidade nem <em>a <\/em>\u00e9tica capaz de administrar com consenso as m\u00faltiplas formas de organizar a vida familiar, a sexualidade, o trabalho e o com\u00e9rcio, o conhecimento sobre educa\u00e7\u00e3o ou sa\u00fade e muitas outras \u00e1reas da vida social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novos narradores da universalidade<\/h2>\n\n\n\n<p><p class=\"no-indent\">Duas narrativas dos \u00faltimos anos prop\u00f5em modos de integra\u00e7\u00e3o transcultural com voca\u00e7\u00e3o global: o p\u00f3s-colonialismo e a racionalidade tecno-social. Vou analis\u00e1-las brevemente a fim de explorar qual pode ser o papel da antropologia em rela\u00e7\u00e3o a seus modelos de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos interculturais.<\/p>\n\n\n\n<p>1. As <em>p\u00f3s-colonialismo<\/em> \u00e9 uma narrativa que tenta funcionar como uma teoria da globaliza\u00e7\u00e3o. Nascida nos pa\u00edses descolonizados da \u00c1sia e da \u00c1frica na segunda metade do s\u00e9culo XX, ela contribui para superar a vaga no\u00e7\u00e3o de Terceiro Mundo ao descrever as condi\u00e7\u00f5es coloniais dessas sociedades, sua persist\u00eancia nos discursos p\u00f3s-emancipa\u00e7\u00e3o e postular uma mudan\u00e7a epistemol\u00f3gica para redefinir a subalternidade. Duas cr\u00edticas feitas ao pensamento p\u00f3s-colonial mostram as limita\u00e7\u00f5es de seu empreendimento: a) Sendo constru\u00eddo por intelectuais de origem oriental que produzem em universidades ocidentais, onde participam da virada lingu\u00edstica p\u00f3s-moderna nas ci\u00eancias humanas, seus trabalhos se concentram na linguagem e nas representa\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es materiais e sociais da exist\u00eancia; b) Suas an\u00e1lises se concentram nas diferen\u00e7as interculturais e d\u00e3o pouco espa\u00e7o \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o neoliberal da globaliza\u00e7\u00e3o (Dirlik, 2007; Aroch, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas limita\u00e7\u00f5es j\u00e1 tornam problem\u00e1tica a transfer\u00eancia da teoria p\u00f3s-colonial para a Am\u00e9rica Latina, onde desde a teoria da depend\u00eancia at\u00e9 os estudos socioculturais que vinculam a produ\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas (Jes\u00fas Mart\u00edn Barbero, Norbert Lechner e Boaventura de Sousa, entre outros) elaboraram estruturas conceituais que levam em conta nossas articula\u00e7\u00f5es peculiares entre o nacional e o estrangeiro, a economia neoliberal e os movimentos de resist\u00eancia e alternativa, ou seja, as posi\u00e7\u00f5es hist\u00f3rico-epist\u00eamicas em que nossa modernidade conflituosa \u00e9 debatida.<\/p>\n\n\n\n<p>A sofistica\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise discursiva de Edward Said, Gayatri Spivak ou Anthony Appiah nos ajuda a reinterpretar os estudos cl\u00e1ssicos dos historiadores latino-americanos da arte e da literatura. Mas n\u00e3o podemos, em pa\u00edses que deixaram de ser col\u00f4nias h\u00e1 mais de dois s\u00e9culos, reduzir nossa complexa interculturalidade e desigualdade aos legados coloniais. Esse legado colonial persiste, sem d\u00favida, no tratamento opressivo dos povos nativos e dos afro-americanos, mas as atuais contradi\u00e7\u00f5es de nosso desenvolvimento v\u00e3o al\u00e9m dessa chave interpretativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falo de marcos te\u00f3ricos vinculados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es particulares de nosso continente, estou pensando em conceitos como p\u00f3s-imperialismo, transnacionaliza\u00e7\u00e3o, globaliza\u00e7\u00e3o a partir de baixo e divis\u00e3o internacional do trabalho intelectual, que n\u00e3o s\u00e3o exclusivos de nossa regi\u00e3o, nem nascem de tradi\u00e7\u00f5es aut\u00f3ctones. Eles s\u00e3o constru\u00eddos por pesquisadores como Federico Besserer, Gustavo Lins Ribeiro e George Y\u00fadice, por exemplo, com base em pesquisas sobre os processos socioculturais latino-americanos e em di\u00e1logo cr\u00edtico com especialistas de outros centros e periferias, inclusive p\u00f3s-colonialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o somos essencialmente p\u00f3s-coloniais, porque nossa subordina\u00e7\u00e3o hoje n\u00e3o tem a estrutura da ocupa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar de nossos territ\u00f3rios. Alguns tra\u00e7os dos per\u00edodos em que isso ocorreu permanecem, misturados a outros do imperialismo cl\u00e1ssico (depend\u00eancia da economia dos EUA e troca desigual de mat\u00e9rias-primas por produtos manufaturados). Mas o que resta do colonialismo e do imperialismo est\u00e1 realocado em redes controladas por corpora\u00e7\u00f5es transnacionais (desde as f\u00e1bricas multilocalizadas de alimentos, roupas e carros at\u00e9 as onipresentes corpora\u00e7\u00f5es de arte, m\u00eddia e digitais). Quando Said quis entender o papel das \"formas culturais\" na forma\u00e7\u00e3o de \"atitudes, refer\u00eancias e experi\u00eancias imperiais\", lembra Lins Ribeiro, ele escolheu o romance como seu objeto, como outros autores p\u00f3s-coloniais (Ribeiro, 2003: 54). Agora, as formas culturais hegem\u00f4nicas s\u00e3o aquelas produzidas globalmente pelo cinema, pela televis\u00e3o e pelas corpora\u00e7\u00f5es multim\u00eddia que gerenciam a web.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa desnacionaliza\u00e7\u00e3o neoliberal, na qual as estruturas de domina\u00e7\u00e3o s\u00e3o borradas, n\u00e3o nos permite focar as sedes do poder apenas em imp\u00e9rios como os Estados Unidos ou o Reino Unido. A transterritorialidade das corpora\u00e7\u00f5es tende a tornar os dominadores irrespons\u00e1veis. Sempre que queremos reclamar sobre os defeitos de um produto fabricado por uma transnacional, descobrimos que as corpora\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam propriet\u00e1rios claros ou endere\u00e7os centrais. Quando nos d\u00e3o um n\u00famero de telefone, se ligarmos, somos informados de que as linhas est\u00e3o ocupadas e nos pedem para esperar porque \"sua liga\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para n\u00f3s\". Quem somos n\u00f3s? Se obtivermos uma resposta e eles n\u00e3o atenderem, \u00e9 imposs\u00edvel falar com o mesmo funcion\u00e1rio novamente. S\u00f3 identificamos lojas de \"redes\", \"sistemas\" banc\u00e1rios, \"servidores de Internet\".<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, como Paulina Aroch enfatiza em sua cr\u00edtica ao textualismo p\u00f3s-colonial, precisamos de um conhecimento emp\u00edrico da divis\u00e3o internacional do trabalho material e simb\u00f3lico que nos permita ver \"por tr\u00e1s da linguagem\" (Aroch, 2015: 27). Se quisermos responder \u00e0 pergunta de Spivak, \"o subalterno pode falar?\", precisamos descobrir: o que est\u00e1 falando na globaliza\u00e7\u00e3o atual? Quem fala e de onde? Quem financia uma corpora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, um site, uma bienal de arte ou experi\u00eancias pol\u00edticas ou art\u00edsticas de participa\u00e7\u00e3o social? Quais s\u00e3o hoje os ambientes hist\u00f3ricos e os interesses daqueles que falam, produzem bens materiais e culturais, os fazem circular e se apropriam deles?<\/p>\n\n\n\n<p>Essas n\u00e3o s\u00e3o apenas quest\u00f5es te\u00f3ricas. A possibilidade de entender as causas que desencadeiam os conflitos atuais e de poder intervir politicamente depende de sua resposta. Se a migra\u00e7\u00e3o e as deporta\u00e7\u00f5es, a localiza\u00e7\u00e3o territorial das corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e a constru\u00e7\u00e3o do muro de separa\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico e da Am\u00e9rica Latina est\u00e3o no centro da pol\u00edtica de direita dos EUA, \u00e9 porque n\u00e3o se trata apenas de racismo discursivo, mas de intervir nas condi\u00e7\u00f5es sociomateriais da divis\u00e3o internacional do trabalho. O textualismo p\u00f3s-colonial oferece poucos recursos intelectuais para agir sobre as dimens\u00f5es socioecon\u00f4micas que mobilizam a direita ao orientar a crise do capitalismo a seu favor.<\/p>\n\n\n\n<p>2. A vis\u00e3o geopol\u00edtica da <em>racionalidade tecno-social<\/em> \u00e9 por vezes associado ao neoliberalismo econ\u00f4mico, especialmente quando favorece a governan\u00e7a de elites tecnocr\u00e1ticas nacionais e organiza\u00e7\u00f5es internacionais (FMI, Banco Mundial etc.). Sua incapacidade de gerenciar conflitos interculturais tem sido destacada por economistas (Krugman, Stiglitz, Wallerstein) e antrop\u00f3logos (Lomnitz e o pr\u00f3prio Lins Ribeiro em outros textos).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa forma de \"organizar\" as contradi\u00e7\u00f5es da globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 expressa em estrat\u00e9gias de guerra que est\u00e3o substituindo os confrontos f\u00edsicos entre ex\u00e9rcitos por guerras cibern\u00e9ticas. As mortes em massa est\u00e3o sendo reduzidas a n\u00fameros, a devasta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica urbana, por exemplo, no Iraque e na S\u00edria, s\u00e3o simplificadas em imagens triunfantes daqueles que bombardeiam sob o pretexto de ordenar o caos causado por terroristas de outras culturas e encenadas como um espet\u00e1culo de barb\u00e1rie. Os cientistas sociais, que n\u00e3o t\u00eam permiss\u00e3o para ver o que est\u00e1 acontecendo com homens, mulheres e crian\u00e7as, s\u00e3o parcialmente substitu\u00eddos por alguns jornalistas investigativos. As consequ\u00eancias di\u00e1rias aparecem, ent\u00e3o, diferidas, nos milh\u00f5es de migrantes que, sofrendo com o tr\u00e1fico da m\u00e1fia, tentam chegar \u00e0 Europa ou naufragam no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quero destacar aqui a vers\u00e3o suave, social e tecnologicamente progressiva da unifica\u00e7\u00e3o do mundo patrocinada pela tecnosocialidade. Ela \u00e9 frequentemente associada a usos recentes da no\u00e7\u00e3o de hibridiza\u00e7\u00e3o. Os fabricantes de carros h\u00edbridos, que combinam um motor a gasolina, um motor hidr\u00e1ulico e uma bomba de ar comprimido, esperam reduzir pela metade o consumo de fontes de energia poluentes. Os promotores da economia compartilhada, incentivados pela expans\u00e3o da Uber, uma empresa de transporte sem carros, e da Airbnb, que organiza o turismo sem quartos, est\u00e3o imaginando como estender esse modelo de economia de pessoal e de custos para servi\u00e7os de limpeza, design gr\u00e1fico e jur\u00eddicos: a combina\u00e7\u00e3o de <em>software<\/em>O futuro do trabalho, a Internet e as multid\u00f5es facilitar\u00e3o a automa\u00e7\u00e3o e a redistribui\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de microatividades em todo o mundo. O futuro do emprego parece ser um sistema h\u00edbrido que incluir\u00e1 processos executados por computadores com tarefas executadas por humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vertente sedutora dessa redu\u00e7\u00e3o da complexidade transcultural \u00e9 a esperan\u00e7a de que nossas diferentes formas de pensar e sentir, de produzir, consumir e tomar decis\u00f5es se tornem uniformes ou, pelo menos, compar\u00e1veis \u00e0 medida que forem convertidas em algoritmos. As varia\u00e7\u00f5es entre as culturas e entre os sujeitos dentro das culturas se tornar\u00e3o menos importantes \u00e0 medida que as diferentes l\u00f3gicas sociais forem traduzidas em c\u00f3digos gen\u00e9ticos e eletr\u00f4nicos: a biologia se fundir\u00e1 com a hist\u00f3ria, prev\u00ea Yuval Noah Harari. Duvida que isso v\u00e1 acontecer? Lembre-se, diz esse historiador, \"que a maior parte do nosso planeta j\u00e1 \u00e9 legalmente propriedade de entidades intersubjetivas n\u00e3o humanas, a saber, na\u00e7\u00f5es e empresas\" (Harari, 2016: 355). Surgir\u00e3o dificuldades t\u00e9cnicas e obje\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que retardar\u00e3o a reorganiza\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica do mundo, por exemplo, dos mercados de trabalho, onde muitos of\u00edcios e profiss\u00f5es desaparecer\u00e3o. Mas outras podem surgir, como a de \"designer de mundos virtuais\". Os seres humanos ainda podem ser necess\u00e1rios, mas n\u00e3o os indiv\u00edduos entendidos como seres aut\u00f4nomos, pois sabemos que eles s\u00e3o \"cole\u00e7\u00f5es de mecanismos bioqu\u00edmicos que s\u00e3o constantemente monitorados e guiados por uma rede de algoritmos eletr\u00f4nicos\" (Harari, 2016: 361).<\/p>\n\n\n\n<p>Dois coment\u00e1rios. A plausibilidade dessa utopia - que foi parcialmente realizada - relativiza o papel de lideran\u00e7a atribu\u00eddo na modernidade aos estados-na\u00e7\u00e3o e aos sujeitos territoriais em geral. Ela exige que, em nossa pesquisa, prestemos muita aten\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades an\u00f4nimas que acessam nossas comunica\u00e7\u00f5es, que sabem mais do que n\u00f3s sobre como interagimos em escala local, nacional e global, como as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o distribu\u00eddas e ocultadas. Elas estabelecem sistemas globalizados de comportamentos e iniciativas para mud\u00e1-los, geram novos modos de soberania, que experimentamos ao usar o Google, o Yahoo, o Waze e todos os seus irm\u00e3os, seus Big Brothers.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda pergunta \u00e9 o que a antropologia pode fazer nesse novo cen\u00e1rio. Nossa primeira inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 provavelmente procurar diferen\u00e7as culturais e subjetivas n\u00e3o capturadas pelos bancos de dados, cujas intera\u00e7\u00f5es face a face permanecem indecifr\u00e1veis para os algoritmos e continuar\u00e3o a exigir etnografias qualitativas. Mas h\u00e1 mais. Se, como sugere Harari, nesse mundo p\u00f3s-liberal em que as escolhas individuais desaparecer\u00e3o, \"algumas pessoas continuar\u00e3o sendo indispens\u00e1veis e indecifr\u00e1veis, mas constituir\u00e3o uma elite pequena e privilegiada\" (Harari, 2016: 318), h\u00e1 tarefas atraentes para os antrop\u00f3logos.<\/p>\n\n\n\n<p>Acima de tudo, ser\u00e1 necess\u00e1rio entender quais muta\u00e7\u00f5es do humano e do social engendrar\u00e3o esse tipo de desigualdade - e n\u00e3o apenas a diferen\u00e7a - e como reduzir as novas lacunas entre uma classe alta e o restante. Essa nova desigualdade e sua promo\u00e7\u00e3o por uma direita que se apropria privilegiadamente do conhecimento \u00e9 um incitamento para uma antropologia que veja seu campo n\u00e3o apenas na diferen\u00e7a, mas tamb\u00e9m na desigualdade, nas conex\u00f5es e desconex\u00f5es, que incorpore em seu horizonte o papel emancipat\u00f3rio das redes sociodigitais e a for\u00e7a submissa da hipervigil\u00e2ncia que as acompanha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental distinguir entre processos de submiss\u00e3o e processos de ag\u00eancia (ou inefic\u00e1cia de algoritmos). A pesquisadora Anita Williams Woolley pergunta: a tecnologia aumenta nossa capacidade de nos envolvermos com pessoas diversas, mas ser\u00e1 que queremos faz\u00ea-lo? (Williams Woolley, 2016: 2-3). Em estudos que exploram essa contradi\u00e7\u00e3o, diz-se que as equipes multiculturais de uma empresa criam uma intelig\u00eancia coletiva mais produtiva, mais sens\u00edvel a erros, do que os grupos em que n\u00e3o h\u00e1 diverg\u00eancia de h\u00e1bitos e formas de pensar. Isso \u00e9 muito bom. Mas as negocia\u00e7\u00f5es lentas e frustrantes em \u00f3rg\u00e3os internacionais dedicados \u00e0 paz, aos direitos humanos e \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio global n\u00e3o levantam d\u00favidas sobre a escala em que a colabora\u00e7\u00e3o coletiva informada por algoritmos pode ser ampliada? Em seu estudo sobre o Banco Mundial, Lins Ribeiro demonstrou que o Banco Mundial, apesar de empregar pessoas de mais de 130 pa\u00edses, limita seu cosmopolitismo por meio do poder homogeneizador do idioma (ingl\u00eas), gerenciando a diversidade sob uma \u00fanica ideologia de desenvolvimento e eliminando experi\u00eancias de alteridade ao se vincular apenas a elites pol\u00edticas e administrativas locais (Lins Ribeiro, 2003). O estudo sobre a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio conduzido por Marc Ab\u00e9l\u00e8s descreve um desejo semelhante de homogeneiza\u00e7\u00e3o, mas a hegemonia dos pa\u00edses ricos \u00e9 desestabilizada quando entra em tens\u00e3o com os desequil\u00edbrios da economia de mercado: a etnografia realizada durante tr\u00eas anos por pesquisadores da Argentina, Camar\u00f5es, Canad\u00e1, China, Coreia, Estados Unidos e Fran\u00e7a revela a complexidade intercultural de sua diplomacia comercial, as diverg\u00eancias que persistem apesar dos jogos de transpar\u00eancia e sigilo. A etnografia revela o reverso dessa cenografia (Ab\u00e9l\u00e8s et al. 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso treinamento como antrop\u00f3logos pode nos permitir compreender o que h\u00e1 na nova racionalidade tecno-social, nas palavras de Harari, de \"religi\u00e3o de dados\", a busca - al\u00e9m do <em>Homo Sapiens<\/em>- de um <em>Homo Deus<\/em>. Essa religi\u00e3o emergente, o \"data\u00edsmo\", pressup\u00f5e que culturas diferentes s\u00e3o padr\u00f5es diversos de fluxo de dados que podem ser analisados usando os mesmos conceitos e ferramentas (Harari, 2016: parte iii). Como os seres humanos s\u00e3o incapazes de lidar com esses imensos fluxos de dados, a tarefa deve ser deixada para os algoritmos eletr\u00f4nicos. H\u00e1 algum sentido em distinguir entre sistemas p\u00fablicos e privados, democr\u00e1ticos e autorit\u00e1rios, quando a maioria dos eleitores n\u00e3o sabe o suficiente de biologia e cibern\u00e9tica para formar opini\u00f5es relevantes? Tampouco os governantes, que dependem de pesquisas e algoritmos, s\u00e3o capazes de resolver ou direcionar conflitos - portanto, a liberdade de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 concedida aos seres humanos, mas \u00e0 liberdade de informa\u00e7\u00e3o, pergunta Harari. Talvez estejamos em uma simples transfer\u00eancia de poder: assim como os capitalistas o atribu\u00edram \u00e0 m\u00e3o invis\u00edvel do mercado, os cientistas de dados acreditam na m\u00e3o invis\u00edvel do fluxo de dados. Como na cr\u00edtica do poder supostamente abstrato e s\u00e1bio do mercado - na qual aprendemos a descobrir o logos e, por tr\u00e1s do logos, as for\u00e7as sociais que est\u00e3o disfar\u00e7adas - a antropologia, atenta \u00e0 diversidade de experi\u00eancias, pode agora detectar que a vida n\u00e3o se reduz ao processamento de dados e \u00e0 tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que assumimos esses desafios incertos de novas formas de gerenciar uma interculturalidade apaziguada pela sociometria e pela biotecnologia, a geopol\u00edtica internacional se tornou uma interdepend\u00eancia de medos. Os outros com quem aspiramos aumentar o com\u00e9rcio, o turismo e os interc\u00e2mbios acad\u00eamicos, de quem tomamos emprestado recursos musicais e m\u00e9dicos para ampliar nosso horizonte cultural, apresentam-se como referentes amea\u00e7adores. Os interc\u00e2mbios s\u00e3o repletos de suspeitas. Junto com a interdepend\u00eancia, o nacionalismo, o etnocentrismo e as tentativas de separatismo regional est\u00e3o aumentando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cenas em que a antropologia \u00e9 realocada<\/h2>\n\n\n\n<p>Para que a pesquisa sobre esses processos n\u00e3o se limite a uma renova\u00e7\u00e3o do conhecimento antropol\u00f3gico dentro da academia, \u00e9 necess\u00e1rio repensar sua inser\u00e7\u00e3o social. Como podemos repensar o papel dos cientistas sociais na pol\u00edtica? Creio ser \u00fatil lembrar que o decl\u00ednio da relev\u00e2ncia e do prest\u00edgio da antropologia nos debates \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o geral de todas as ci\u00eancias sociais e do trabalho intelectual em uma \u00e9poca em que os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa e, mais recentemente, as redes sociais desempenham um papel preponderante na forma\u00e7\u00e3o e na obsolesc\u00eancia das agendas p\u00fablicas. O ritmo vertiginoso de acumula\u00e7\u00e3o de confrontos e cat\u00e1strofes, em que - sem que seus efeitos desapare\u00e7am - os desta semana substituem os da anterior, reduz o lugar da pesquisa de longo prazo e da reflex\u00e3o substantiva. Como aponta o texto de Lins Ribeiro, o anti-intelectualismo dos pol\u00edticos, da m\u00eddia e - como vimos - a tend\u00eancia de esperar dos algoritmos todo o conhecimento necess\u00e1rio para tomar decis\u00f5es, contribuem para essa vertigem.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, uma outra tarefa da antropologia \u00e9 entender, por exemplo, os novos processos de leitura, assimila\u00e7\u00e3o e esquecimento de dados nessa era em que lemos fragmentos. Os diagn\u00f3sticos equivocados sobre a crise das editoras e livrarias, mal interpretados por pesquisas que confundiam o decl\u00ednio dessas empresas com o desaparecimento do livro e da forma \"profunda\" de ler, est\u00e3o sendo modificados por estudos etnogr\u00e1ficos. Com base em uma observa\u00e7\u00e3o aberta a mudan\u00e7as, percebemos que as perguntas precisam ser alteradas: em vez de investigar <em>quanto <\/em>ler (no papel) descobrimos <em>como <\/em>\u00e9 lido em papel e em diferentes tipos de telas, na escola e em casa, mas tamb\u00e9m no transporte, na rua, em e-mails e mensagens de texto, junto com imagens e m\u00fasica, individual e socialmente (o que explica o aumento do n\u00famero de participantes em feiras de livros, enquanto livreiros e editores se angustiam) (Garc\u00eda Canclini et al., 2015). Aponto esse exemplo como uma das muitas intera\u00e7\u00f5es em que a antropologia est\u00e1 mostrando que pesquisas, estat\u00edsticas e algoritmos s\u00e3o insuficientes. \u00c0 medida que as pesquisas pr\u00e9-eleitorais fracassam na Argentina, nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Brexit, na Col\u00f4mbia, na vota\u00e7\u00e3o contra os acordos de paz, s\u00e3o reveladas diferen\u00e7as qualitativas em comportamentos n\u00e3o captur\u00e1veis por m\u00e9todos quantitativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A antropologia est\u00e1 se tornando menos relevante ou pode continuar a ser relevante de outras maneiras? A \u00faltima pode ser vista quando a vis\u00e3o antropol\u00f3gica renova institui\u00e7\u00f5es tradicionais como os museus. Nesses santu\u00e1rios de conserva\u00e7\u00e3o e mercantiliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio e, portanto, do direito, do nativismo e do neoliberalismo, o interculturalismo antropol\u00f3gico e o p\u00f3s-colonialismo est\u00e3o alterando os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o. Eles exp\u00f5em a parcialidade das no\u00e7\u00f5es de beleza e excepcionalidade consagradas pela unesco para decidir, a partir do etnocentrismo euro-americano, o que merece fazer parte do patrim\u00f4nio da humanidade. Os antrop\u00f3logos t\u00eam conseguido, em muitos museus de todos os continentes, ajudar o p\u00fablico a conhecer culturas diversas, multiplicando os pontos de vista, conhecendo os objetos e seus processos de apropria\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma quest\u00e3o de realocar as culturas art\u00edstica, popular e midi\u00e1tica sem fazer distin\u00e7\u00f5es n\u00edtidas entre seus objetos, mas sim perceber as distin\u00e7\u00f5es entre elas como estrat\u00e9gias operacionais e encena\u00e7\u00f5es de curadores, v\u00eddeos e da web (Elhaik e Marcus, 2012; Garc\u00eda Canclini, 2010). A no\u00e7\u00e3o conservacionista de patrim\u00f4nio pode ser reformulada, de acordo com as linhas propostas por Howard Becker e Robert Faulkner, se concebermos os patrim\u00f4nios como repert\u00f3rios, da mesma forma que os m\u00fasicos de jazz combinam conhecimentos parciais, melodias que alguns conhecem e outros n\u00e3o, para realizar atividades coletivas com significado, com um significado diferente do programa para o qual foram criados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, evoco a presen\u00e7a da antropologia m\u00e9dica e forense nas fronteiras mais dolorosas da repress\u00e3o e da resist\u00eancia: existe uma maneira mais radical de trabalhar com a identidade do que identificar os desaparecidos, devolver seus restos mortais \u00e0s fam\u00edlias e comunidades, desafiar o sil\u00eancio e a cumplicidade da pol\u00edcia, das m\u00e1fias, dos ju\u00edzes e dos governos? Trabalho interdisciplinar, com arque\u00f3logos, equipamentos de inform\u00e1tica, patologistas, radiologistas e juristas. Cruzamento e colabora\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e institui\u00e7\u00f5es locais, nacionais e internacionais, direitos humanos e associa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Reloca\u00e7\u00e3o de dramas locais em redes internacionais de pesquisa e poder: antrop\u00f3logos forenses trabalharam em 16 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina (da Argentina ao M\u00e9xico), oito pa\u00edses africanos, sete pa\u00edses europeus (da B\u00f3snia \u00e0 Espanha), Oceania, \u00c1sia e Oriente M\u00e9dio. Eles traduzem suas descobertas em publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, relat\u00f3rios e recomenda\u00e7\u00f5es para organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Em meio a diversas culturas, religi\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, a partir dos buracos acumulados pelo <em>apartheid <\/em>A \u00c1frica do Sul, as ditaduras do Cone Sul, Ciudad Ju\u00e1rez e Ayotzinapa, at\u00e9 mesmo os sequestrados pelas FARC na Col\u00f4mbia, fortaleceram grupos da sociedade civil amea\u00e7ados, \u00e0s vezes restaurando a confian\u00e7a nos governos e nos tribunais, legitimando testemunhas e fornecendo apoio psicol\u00f3gico \u00e0s v\u00edtimas e suas fam\u00edlias. Um modelo de trabalho cient\u00edfico que muitas vezes exige distanciamento dos sistemas pol\u00edticos e m\u00e9dico-legais desacreditados e colabora\u00e7\u00e3o para que cada sociedade possa ver como reconstru\u00ed-los.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ab\u00e9l\u00e8s, Marc (2011). <em>Des anthropologues \u00e0 l\u2019omc<\/em>, Par\u00eds: cnrs \u00e9ditions.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Aroch Fugellie, Paulina (2015). <em>Promesas irrealizadas. El sujeto del discurso poscolonial y la nueva divisi\u00f3n internacional del trabajo.<\/em> Serie Zona Cr\u00edtica. M\u00e9xico: Siglo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Besserer, Federico y Ra\u00fal Nieto (2015). <em>La ciudad transnacional comparada. Modos de vida, gubernamentalidad y desposesi\u00f3n<\/em>. M\u00e9xico: conacyt\/uam\/Juan Pablos Editor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Dirlik, Arif (2007). <em>Global Modernity. Modernity in the Age of Global Capitalism<\/em>. Boulder: Paradigm Publishers.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Elhaik, Tarek y George E. Marcus (2012). <em>\u201c<\/em>Dise\u00f1o curatorial en la po\u00e9tica y pol\u00edtica de la etnograf\u00eda actual: una conversaci\u00f3n entre Tarek Elhaik y George E. Marcus\u201d, <em>Revista de Ciencias Sociales<\/em>, n\u00fam. 42, Quito, enero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Garc\u00eda Canclini, N\u00e9stor (2010). <em>La sociedad sin relato. Antropolog\u00eda y est\u00e9tica de la inminencia<\/em>. Buenos Aires: Katz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 coord. (2015). <em>Hacia una antropolog\u00eda de los lectores<\/em>. M\u00e9xico: Fundaci\u00f3n Telef\u00f3nica\/uam\/Ariel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Harari, Yuval Noah (2016). <em>Homo Deus, breve historia del ma\u00f1ana<\/em>. Barcelona: Penguin Random House.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lechner, Norbert. (1998). \u201cNuestros miedos\u201d, <em>Perfiles Latinoamericanos<\/em>, n\u00fam. 13, pp. 179-198.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Lins Ribeiro, Gustavo (2003). <em>Postimperialismo: cultura y poli\u0301tica en el mundo contempora\u0301neo<\/em>. Serie Culturas. Barcelona: Gedisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">\u2014 y Carlos Alba (2016). <em>La globalizaci\u00f3n desde abajo. La otra econom\u00eda mundial<\/em>. M\u00e9xico: fce.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Mart\u00edn Barbero, Jes\u00fas. (1998). <em>De los medios a las mediaciones: comunicaci\u00f3n, cultura y hegemon\u00eda. <\/em>Santaf\u00e9 de Bogot\u00e1: Convenio Andr\u00e9s Bello.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Ortiz, Renato (1997). <em>Mundializaci\u00f3n y cultura<\/em>. Buenos Aires: Alianza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Spivak, Gayatri (2012). <em>An Aesthetic Education in the Era of Globalization.<\/em> Cambridge: Harvard University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Williams Woolley, Anita (2016). \u201cSabidur\u00eda en grupo\u201d, <em>El Pa\u00eds<\/em>, 31 de enero, p. 2.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"bibliography\" data-no-auto-translation=\"\">Y\u00fadice, George (2002).<em> El recurso de la cultura. Usos de la cultura en la era global<\/em>. Barcelona: Gedisa.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deslocamento do conhecimento antropol\u00f3gico no processo de globaliza\u00e7\u00e3o, que tornou interdependente a maioria das na\u00e7\u00f5es e grupos \u00e9tnicos, \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais a antropologia, como conhecimento dedicado ao local, perdeu relev\u00e2ncia nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Lins Ribeiro menciona, com raz\u00e3o, outras raz\u00f5es: a concorr\u00eancia com outras disciplinas, a hiperespecializa\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as na rela\u00e7\u00e3o cultura\/natureza, o anti-intelectualismo (em parte devido ao \"imp\u00e9rio das telas\" e \u00e0 vertigem informacional provocada pela internet). 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El texto se\u00f1ala algunas culpas de la propia antropolog\u00eda: \u201cla cultura de la auditor\u00eda y el productivismo\u201d asociada al modelo empresarial con que se reorganiza la vida acad\u00e9mica, as\u00ed como \u201cla ausencia de los profesores\u201d de los debates p\u00fablicos.","og_url":"https:\/\/encartes.mx\/pt\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/","og_site_name":"Encartes","article_published_time":"2018-03-21T11:59:28+00:00","article_modified_time":"2023-11-18T01:14:18+00:00","author":"Arthur Ventura","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Arthur Ventura","Est. tempo de leitura":"18 minutos","Written by":"Arthur Ventura"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/encartes.mx\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/"},"author":{"name":"Arthur Ventura","@id":"https:\/\/encartes.mx\/#\/schema\/person\/97215bba1729028a4169cab07f8e58ef"},"headline":"La antropolog\u00eda ante los narradores de la globalizaci\u00f3n","datePublished":"2018-03-21T11:59:28+00:00","dateModified":"2023-11-18T01:14:18+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/"},"wordCount":4387,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/encartes.mx\/#organization"},"keywords":["Antropolog\u00eda","globalizaci\u00f3n","multiculturalismo"],"articleSection":["Comentarios"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/encartes.mx\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/encartes.mx\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/","url":"https:\/\/encartes.mx\/la-antropologia-ante-los-narradores-de-la-globalizacion\/","name":"La antropolog\u00eda ante los narradores de la globalizaci\u00f3n &#8211; 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